Na greve geral nesta sexta feira, só vai esquerdista?

Alguns setores e sindicatos estão aderindo à greve geral nesta sexta feira. Para os moradores dos grandes centros urbanos, será mais um dia de caos.

Para quem não lembra, há pouco mais de um mês, houve a convocação de uma greve geral, agendada para o dia 15 de março, uma quarta feira. Na ocasião, escrevemos o seguinte:

Por mais que a greve geral tenha sido convocada por grupos de esquerda e ligados ao PT, não deixamos de reconhecer sua legitimidade. O que lamentamos é que esse tipo de paralisação seja exclusividade da esquerda.

O principal motivo de paralisação tem como alvo a Reforma da Previdência e logo não é um assunto que diz respeito à oposição X governo, à direita ou à esquerda, mas, a sociedade como um todo, sem verniz ideológico ou partidário.

Não se discute a necessidade da reforma, porém, acredito que por mais necessária que seja esse não é o momento, e o caminho escolhido pelo governo não é o mais adequado.

E então, será que em pouco mais de um mês, continuamos apoiando uma greve geral, como ficou subtendida no post do dia 15? Reparem que nesse ínterim, a reforma da Previdência continua sendo discutida e a reforma Trabalhista já está em fase adiantada. Mesmo que a toque de caixa e com pouco dialogo com a sociedade, o governo acertou na reforma Trabalhista, em extinguir o fim da obrigatoriedade do imposto sindical. Creio que esse fato por si só, é suficiente para ser comemorado, exceto pela esquerda e seus pançudos sindicalistas. Logicamente que todas as mudanças ainda precisam ser aprovadas pelo senado.

Diante do exposto até aqui neste artigo, fica claro que se antes, nós do voltemos à direita entendiamos e víamos justificativas plausíveis para um antipetista e antiesquerdista aderir à greve naquele momento, tais justificativas desaparecem na greve geral nesta sexta feita.

Assim, o ato de amanhã tem apenas uns poucos interessados, cujos interesses estão longe dos interesses dos trabalhadores. E quem são esses interessados? Oras, é claro que são os sindicatos! É claro que são os esquerdistas!

E não, eles não estão se manifestando contra a corrupção. Estão se manifestando apenas com o objetivo de ganhar uma sobrevida para 2018 e nesse ponto, o governo Temer tem sido um belo cabo eleitoral à turma, conforme escrevemos no post do dia 15,

A greve geral de hoje, que de geral não tem nada, mas chama atenção, mostra-nos que a esquerda ainda tenta ganhar uma sobrevida e certa influência e só chegamos a isso porque o governo Temer, ao invés de seguir o clamor das ruas que derrubaram Dilma, melhor, ao invés de ouvir a “direita xucra”, resolveu seguir o caminho inverso. Chafurdando-se e afundando-se cada vez mais fundo no lamaçal em que a velha classe política reside.

E não será diferente na greve geral nesta sexta feira. Aliás, a única diferença que salta aos olhos, é assistirmos diferentes grupos, inclusive setores da igreja católica, como a CNBB, apoiarem tal greve, que nada tem de ato pelo Brasil, mas sim de excesso de pauta da esquerda. Em vídeo, o bispo da diocese de Santarém, no Pará, Dom Flávio Giovanele, convidou todos a se posicionarem firmemente em relação à reforma da previdência e trabalhista.

Giovanele é italiano e deve conhecer bem nossa CLT. Não porque ele seja um estudioso do assunto, mas sim, como todos sabemos, porque a inspiração para as leis trabalhistas no Brasil vieram do fascismo italiano.

De fato, sindicalismo e CLT são por demais fascistas e historicamente estão umbilicalmente ligados às esquerdas. Não obstante, aqui e acolá vem alguns tontos quererem ligar o fascismo à direita. Pra cima de mim, não!

Por fim, respondendo a pergunta: Na greve geral nesta sexta feira, só vai esquerdista? Sim. Esquerdistas, picaretas ou desinformados.

Por Jakson Miranda

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