Ministério Público Federal vê Indícios de crime praticado por Lula

A Revista Veja da semana passada, edição 2423, trouxe-nos uma reportagem que causou ansiedade, entre políticos e jornalistas. Segundo a reportagem, o empresário Léo Pinheiro ameaçara contar tudo o que sabia a Justiça e com isso, colocar o ex-presidente Lula no olho do furação da corrupção. Poucos dias depois, o STF concede Habeas Corpus a nove empresários presos, entre eles, Léo Pinheiro.

Agora, na edição que chega às bancas neste fim de semana, Veja traz outra reportagem incomoda para os poderosos. Assim como Veja, a Revista Época também traz essa semana uma reportagem emblemática.

Leiam um trecho de Reportagem de Veja e logo depois, da Revista ÉPOCA:

Veja

Léo Pinheiro, ponta de lança do esquema de corrupção da Petrobras, acusado de desviar bilhões de reais e de subornar algumas dezenas de políticos, deve sua soltura à inadequada e estranha proximidade com o ministro Toffoli? É tão difícil afirmar que sim quanto que não. Para que os empreiteiros con­ti­nuas­sem presos bastaria que um dos outros ministros que votaram a favor do habeas corpus, Gilmar Mendes e Teori Zavascki, tivesse discordado do relator. A questão é que, até onde se sabe, nem Gilmar Mendes nem Teori Zavascki têm relações com empreiteiros. Como mostra o relatório da Polícia Federal, Toffoli é próximo de Léo Pinheiro, da OAS. Ambos são amigos diletos do ex-presidente Lula, em cujo governo Toffoli, ex-advogado do PT, foi nomeado para o STF.

 

 Época

Moralmente, as atividades de Lula como ex-presidente são, no mínimo, questionáveis. Mas há, à luz das leis brasileiras, indícios de crime? Segundo o Ministério Público Federal, sim. ÉPOCA obteve, com exclusividade, documentos que revelam: o núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil. O ex-presidente é formalmente suspeito de usar sua influência para facilitar negócios da Odebrecht com representantes de governos estrangeiros onde a empresa toca obras com dinheiro do BNDES. Eis o resumo do processo“TRÁFICO DE INFLUÊNCIA. LULA. BNDES. Supostas vantagens econômicas obtidas, direta ou indiretamente, da empreiteira Odebrecht pelo ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 a 2014, com pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente os governos da República Dominicana e Cuba, este último contendo obras custeadas, direta ou indiretamente, pelo BNDES”.

Os procuradores enquadram a relação de Lula com a Odebrecht, o BNDES  e os chefes de Estado, a princípio, em dois artigos do Código Penal. O primeiro, 337-C, diz que é crime “solicitar, exigir ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público estrangeiro no exercício de suas funções, relacionado a transação comercial internacional”. O nome do crime: tráfico de influência em transação comercial internacional. O segundo crime, afirmam os procuradores, refere-se à suspeita de tráfico de influência junto ao BNDES. “Considerando que as mencionadas obras são custeadas, em parte, direta ou indiretamente, por recursos do BNDES, caso se comprove que o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva também buscou interferir em atos práticos pelo presidente do mencionado banco (Luciano Coutinho), poder-se-á, em tese, configurar o tipo penal do artigo 332 do Código Penal (tráfico de influência)”, diz o documento.

Voltamos

O que levou Toffoli a defender a soltura dos empresários? Terá sido apenas o rigor da lei? Ou o teor da reportagem da revista pesou decisivamente para isso? São indagações que dificilmente teremos respostas, pois somente o ministro do STF, em sua consciência, sabe o que lhe motivou.

Não obstante, fica nítido que o Habeas Corpus foi providencial, ou seja, veio num momento crucial nas investigações da Lava-Jato e nesses casos, a ação providencial não vem de Deus, mas, de pessoas que podem perfeitamente não desejar que a verdade venha a público.

Será que aquilo que Léo Pinheiro sabe, diz respeito apenas a sua construtora ou envolve as demais?

A bem da verdade é que, para todas as indagações aqui levantadas, para todas as reportagens aqui citadas, encontramos um único elo: Luiz Inácio Lula da Silva.

É, no entanto, improvável que este senhor algum dia venha a ser condenado ou preso, pela justiça, porém, cada vez que seu nome é mencionado em todo o tipo de atividades duvidosas na política e no meio empresarial brasileiro, a justiça vai-lhe sendo aplicada na medida em que o mito que se formou em torno de sua figura vai se desmoronando.

Será Lula o Dorian Gray da nossa política? Não tenho dúvidas! Mas nesse caso, não há retrato para registrar as práticas corruptas, há tão somente, sua figura, que a cada dia, vai se tornando mais horrenda aos olhos de cada cidadão que preza pela justiça e pela honestidade.

Lula, enquanto sindicalista e presidente da república foi um engodo. Enquanto ex-presidente, uma vergonha.

Por Jakson Miranda

Leia Também:

O PT está com medo de você! Durma com este barulho!

Partido e Governo não envelheceram: Caducaram

Só o Impeachment? O PT deve ser investigado

A redoma da mídia brasileira a Lula, o inmensalável e impetrolável

O verdadeiro Lula

O silêncio e a Trapaça

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *