México tem a obrigação moral de apoiar muro

Não é que Trump está a fim mesmo de cumprir o que prometeu em campanha? A construção do muro, ou muralha, com a fronteira do México foi anunciada ontem pelo presidente republicano.

Os primeiros dias de Trump na Casa Branca e as primeiras medidas do seu governo têm me deixado em estado de graça, não pelas medidas em si, mas especialmente, pelo mimimi buliçoso da imprensa.

Ele, sempre ele, e vocês sabem de quem estou falando, passou agora a dizer que Trump está agradando a esquerda mundo afora. Ou o cara é um comediante ou acha que seus leitores são otários. Ora Trump é da extrema direita. Ora Trump agrada a esquerda. Que coisa mais coerente!

Vamos falar do muro!

Sem nenhuma surpresa e já fica claro que estamos batendo em cachorro morto, a imprensa tem abordado a questão de forma covarde. Se não faz isso com intuitos funestos, o faz por pura ignorância, resultante, esta ultima, da preguiça de ler, pesquisar ou raciocinar. A chance de ser a soma disso tudo é enorme.

Ok! Pode-se acreditar que a construção do muro não é a melhor saída para lidar com a imigração, logo vem a pergunta: Então o quê?

Acredito que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, deseje para si e sua família uma vida de oportunidades: emprego, bons salários, segurança, enfim, uma vida tranquila. Infelizmente esse modelo de vida não é para todos.

Infelizmente, para uma esmagadora parcela da população de países como Brasil e México, para ficarmos apenas nesses dois casos, trata-se de uma perspectiva quase que inalcançável. Daí vem a tentação de tentar a sorte em outro lugar. Por que não a maior economia do mundo?

Muitos de nós já tivemos a oportunidade de conversar com alguém que já foi aos Estados Unidos ou que tem algum parente por lá. Na grande maioria dos casos, ninguém quer voltar ao Brasil, apesar das saudades.

Todavia, o processo de entrada é difícil. Isso é natural, pois estamos falando de um país com mais de 300 milhões de habitantes. Com chegadas diárias de novos e permanentes moradores. Nessa dinâmica, cabe ao governo americano colocar tudo na balança: Geração de empregos, transporte, educação, saúde, segurança, etc. tamanha complexidade de fatores obriga a tomada de medidas restritivas e cautela. Caso contrário, estaríamos falando de um governo irresponsável.

Observem bem que no parágrafo acima falei dos imigrantes que vão aos Estados Unidos seguindo todos os tramites legais exigidos por aquele país que cada vez mais se vê obrigado a aumentar as exigências.

E o que dizer das imigrações ilegais?

É impressionante! Os veículos de comunicação de massa não dão à questão sua devida importância. Se afirmarmos que isso é banditismo intelectual disfarçado de jornalismo não estaremos indo muito longe. Trata-se de imigração ILEGAL, ou seja, fora da lei, ilícito, logo, proibitivo.

É importante lembrar a essa gente que ainda fazemos parte de uma civilização e que somos exortados a nos tornarmos pessoas civilizadas, que seguem as regras do jogo, que esforçam-se para fazer o certo e seguir aquilo que a justiça determina que deve ser seguido. E pelo bem dessa civilização, é responsabilidade do Estado combater aquilo que a Constituição do país aponta como ilegal e proibitivo.

Donald Trump e sua equipe de governo acreditam que a construção de uma extensa muralha, será eficaz no combate a imigração ilegal via fronteira mexicana. Pelo visto, o eleitor norte americano enxergou essa opção como viável financeiramente e factível no combate aos ilegais. Há outra alternativa além do muro?

É obvio que para a família de mexicanos que está em dificuldades no seu país, o paraíso parece estar logo ali, basta atravessar a fronteira. A tentação é enorme! Para o brasileiro que não conseguiu pelas vias legais, para o guatemalteco, hondurenho, boliviano, peruano, enfim, só é preciso chegar ao México e atravessar a fronteira.

Nesse ponto, a realidade dos fatos urge vir à tona: Quantos conseguem chegar ao destino final? Não! Não é essa a interrogação que melhor se adequa a realidade fronteiriça entre México e Estados Unidos, mas, essa outra: Quantas pessoas morrem anualmente tentando atravessar a fronteira? Estamos falando de homens, mulheres e crianças. Estamos falando de vidas!

Segundo estimativas de pessoas que lidam com essa questão, entre 2000 e 2016, mais de 6 mil pessoas morreram nessa travessia. Falam isso levando em consideração corpos e ossadas encontradas e avaliam que o numero de vitimas pode ser exponencialmente maior.

Sob o ponto de vista ético e moral, é uma realidade humanamente inaceitável! São vidas perdidas e ninguém se responsabiliza por essas perdas. Preferem agora, o silêncio cúmplice em relação a isso, ou, a gritaria bocó contra as medidas de Trump.

Posso antever algum “expertinho” logo vir argumentar que o número de mortes por ano é relativamente baixo e, portanto, os riscos compensam. Será? Será que chegar como ilegal em qualquer país é sinônimo de felicidade e sucesso?

Somos forçados a lembrar que é justamente nessa população de ilegais que criminosos de diferentes matizes veem a oportunidade de ganhar a vida: Desde o trabalho de domesticas sem nenhum direito à exploração sexual.

De acordo com estimativas divulgadas pela Federação para Reforma da Imigração FAIR, entre 16 e 19 mil pessoas são TRAFICADAS para os EUA anualmente. São pessoas que são sujeitas a todo tipo de maus tratos e a todo tipo de exploração física e econômica.

Bem, se você acha que tudo isso não representa nada no computo geral, receio por sua ética, por seu senso de moralidade e por sua consciência.

Se tudo isso lhe deixou incomodado, certamente você irá concluir que alguma coisa precisa ser feita.

Cidadãos mexicanos são vitimas dessa ilusão e como representante de seus cidadãos, o governo do México tem a obrigação moral de apoiar o muro ou trazer à discussão, uma alternativa melhor.

Por Jakson Miranda

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