Como melhorar a educação brasileira III: Meritocracia

Este artigo faz parte da série “como melhorar a educação brasileira”

Os trechos que o antecedem podem ser acessados AQUI e AQUI

No artigo anterior começamos a trabalhar a ideia de que, ao contrário do que muitos pensam, não precisamos de inovações mirabolantes no que tange à educação. Pelo contrário, precisamos retomar valores importantes, que foram descartados pela pedagogia progressista e que podem fazer a diferença na qualidade educacional.

Falamos enfaticamente no artigo anterior sobre a necessidade de recolocar o professor como autoridade dentro da sala de aula, investido de suporte para imprimir ordem e respeito dentro do ambiente escolar.

Hoje, abordaremos outra medida necessária, que não é nenhuma inovação, mas sim uma retomada:

A meritocracia dentro da sala de aula.

Meritocracia, em síntese, é o reconhecimento da produção de cada um, com concessão de méritos equivalentes aos resultados apresentados.

Hoje o que temos é o inverso. O bom aluno não é premiado pelo seu desempenho, e vê que aqueles que não apresentaram bons resultados, ou pior do que isso, não se esforçaram para demonstrar resultado algum, são colocados no mesmo patamar dele.

O que desestimula os bons a manterem o mesmo nível de esforço.

A tara da esquerda por igualdade falsa e desmesurada esfacelou o mérito dentro do ambiente escolar brasileiro, e o resultado deste esquartejamento é visto todo dia em nossas escolas.

Quando falo em “tara por igualdade falsa e desmesurada” estou questionando a falácia esquerdista, que teima em advogar a igualdade de tratamento para quem apresenta resultados diferentes, enquanto despreza o mais leal e legítimo sentido de igualdade, que é a cessão de iguais condições para que os sujeitos produzam.

A escola vicia o aluno mais pobre a crer que sua pobreza serve de muleta para, mesmo estudando na mesma escola, com o mesmo professor e mesmos livros (cedidos pelo MEC), mesma merenda e mesma carga horária, apresentar resultados inferiores aos dos outros alunos.

Este vitimismo trava as potenciais ascensões. O aluno pobre aprende dentro da própria escola que sua condição justifica maus resultados.

Minha maior indignação enquanto professor de escola pública era o fato de não haver diferença entre dar 10, 7 ou 0 para um aluno.

Perceber que o aluno que, no primeiro ano do Ensino Fundamental II, se esforçava o ano inteiro para tirar boas notas, mudava a postura no ano seguinte, quando percebia que não tivera benefício algum em relação aos que nada haviam feito.

Bem como, os maus alunos, percebendo que nada lhes fora cobrado a mais do que os que tiraram dez o ano todo, davam de ombros e pioravam ainda mais seu rendimento, cientes de que, neste ciclo impune, não fazer nada valia mais a pena.

Some isto ao que tratamos no antigo anterior, o professor alijado de autoridade, e o que temos?

Alunos que, volitivamente, optam por não aprender e não respeitar o professor. Temos então a receita perfeita não apenas para a fragilidade do aprendizado, refletida em todos os índices internacionais, como também o boom de casos de desrespeito, agressão verbal e até física aos professores.

Como então trazer de volta a meritocracia à sala de aula?

Responderemos esta questão no próximo artigo desta série.

Assine nossa newsletter e receba a continuidade deste material e todas as nossas postagens por e-mail.

Por Renan Alves da Cruz

7 comentários em “Como melhorar a educação brasileira III: Meritocracia”

    • E infelizmente, os próprios sindicatos de professores, ao protegerem os ruins, impedindo medidas que premiem os bons e punam os improdutivos, fomentam a continuidade da desvalorização da profissão.

  1. Um Experimento Socialista

    Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

    Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e ‘justo’.

    O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um “A”…

    Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

    Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.

    Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano… Para sua total surpresa.

    O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

    Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. “Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.

    Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

    “É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

    É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”

    Adrian Rogers, (1931-2005)
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=579

  2. O cara fala em Meritocracia mais que privatizar universidade federal. Como se uma prova de vestibular ser dificil e tem estuda para passa num um curso concorrido pelo seu esforco. Isso e meritocracia ate por que para se entra num curso de medicina ate dentro da faculdade deve se ter um nivel alto de estudo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *