Lula está acabado, mas se transformou em “causa”, e isto é ruim…

Quero lhe informar que algum jovem ou adolescente que você conhece, universitário, aluno de cursinho ou de Ensino Médio, está sendo bombardeado nesta semana por doutrinadores experimentados, que, fantasiados de professores, estão substituindo o conteúdo de suas aulas por manifestos de apoio a Lula, o messias caridoso que está sendo martirizado pela “elite fascista”.

Muitos pais estão alheios ao bombardeio sistemático que grassa o ambiente estudantil brasileiro em todos os seus níveis.

Cada vez mais, percebemos através das redes sociais, a empáfia e idiotia de jovens que estão sendo seduzidos pela retórica treinada do professor progressista, que geralmente consegue a confiança do alunado através de táticas propositais de aproximação, como a utilização de termos chulos em sala de aula, uso frequente de piadas e, a mais funcional de todas: a alegação de que é aquele que lhes vai revelar verdades ocultas que ninguém quer que eles saibam.

No caso, o esquerdismo.

Esta soma de atos torna o professor esquerdista o “professor legal”, o do “papo-cabeça”

Enquanto as pessoas de bem deste país, cansadas da propinocracia petista, comemoram a exposição fática de que Lula é o centro a partir do qual toda a corrupção se irradiou, a esquerda recarrega sua metralhadora de mentiras e vai para o seu campo fértil, o lugar em que reina sublime: o ambiente estudantil/acadêmico brasileiro.

Por isso que é comum encontrar nas manifestações à favor de qualquer causa esquerdista a presença massiva de jovens que, só de mesada, ganham mais que muito pai de família trabalhador. Jovens que nunca ficaram um dia sequer sem o Toddynho matinal e o dinheirinho da cantina, e que agora vão para a rua fingir viver o “sonho” de serem excluídos.

A esquerda em peso sabe que Dilma Rousseff é uma toupeira, mas ela se tornou  uma causa. Saírem às ruas para quebrar tudo não é algo que fazem por ela, mas o fazem à partir da representatividade que sua deposição assumiu, conforme ensinado nos recantos inacessíveis, onde uma professora pede um trabalho como este.

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Lula agora também é uma causa. A esquerda não espera mais que ele concorra ou seja eleito em 2018. Sua única utilidade agora é como discurso.

Para a esquerda o Lula denunciado é tão útil à sua versão quanto o Lula ensimesmado que foi chamado de “o cara” por Obama, epíteto que o empavonou por tantos anos.

O Lula vítima deixa de ter contornos humanos para assumir um papel mítico, garantido pela predominância do discurso esquerdista nas ciências sociais. Como historiador e professor de história, posso lhe dizer: Não pense que a historiografia brasileira, com marxistas saindo pelo ladrão – sem trocadilhos – permitirá qualquer leitura diferente desta que já viceja no ambiente acadêmico.

O que se verá a partir de agora é a consolidação da versão de que Dilma foi golpeada pela elite, que se ergueu contra o governo que, ao combater à corrupção como nunca antes na história do país, ameaçou seus privilégios.

E que Lula – o Lula messias construído para servir à causa – foi criminalizado por permitir o filho do pobre andar de avião e chegar à Universidade… e toda aquela ladainha de propaganda do marqueteiro João Santana que você já conhece.

Conto os minutos para ver Lula na cadeia, pagando por chefiar esquemas de corrupção dignos de fazerem o diabo corar, entretanto, não me furto ao papel de constatar que o efeito desta prisão no fabulário da esquerda trará contratempos futuros.

Enquanto estamos combatendo os Lulas, Dilmas, Falcões, Boulos e Lindberghs de hoje, a esquerda está, em seu espaço irretocável de amplo domínio, forjando os de amanhã.

 

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

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