Lula: Entre o medo e a covardia

Sabendo dos riscos de perder as eleições em 2014, bem como da falta de proximidade de Dilma Rousseff com determinados setores do PT, alguns políticos ligados ao ex-presidente Lula, entre eles Marta Suplicy, tentaram convencê-lo a tirar Dilma da disputa e ele mesmo sair candidato a presidente. O movimento não emplacou e Dilma foi reeleita presidente.

Mesmo antes de tomar posse para o segundo mandato, de norte a sul do país a população percebeu que a realidade que se avizinhava não era o paraíso que a campanha política apresentava e o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff não poderia começar pior, aliás, de um extremo a outro do país, todos sentem os efeitos da má gestão administrativa e política do governo petista.

É evidente que ao conduzir o país à recessão e os inúmeros casos de corrupção, não é somente este governo que sai com má reputação, mas, tal percepção negativa estende-se também, ao Partido dos Trabalhadores de um modo geral.

Cientes dessa situação, a militância petista esgoela-se em encontrar alguma justificativa que os livrem da responsabilidade, tanto nos casos de malversação do dinheiro público, quanto no arrojo fiscal. Todavia, acabam admitindo o fracasso do governo por eles mesmo, outrora, apresentado como virtuoso; quando passam a depositar suas esperanças na “volta” de Lula em 2018.  Está aí mais uma evidência que o PT não é um partido político, mas sim, uma seita, cujos membros seguem os ditames do seu líder – Lula – ou o tomam como um messias que logo virá para dar continuidade ao projeto de poder do PT.

É evidente que os petistas não nutrem suas expectativas se não fossem estimulados pelo próprio Luis Inácio Lula da Silva, que na sua arrogância típica, “ameaçou” voltar; recebendo por essa ameaça apoio de Chico Buarque ao mesmo tempo em que deixa ensandecidos os militontos da internet. Após a ameaça, espertamente Lula impôs uma condicionante: Sua volta depende do desempenho do governo Dilma.

Afinal, Lula volta ou não volta? Analisando o jogo político com os dados que temos hoje, fica evidente que Lula é a única opção que o Partido dos Trabalhadores tem para 2018.  Não há nenhuma estrela em ascensão, nem no governo, nem dentro do quadro petista. Nenhum governador de Estado, senador ou deputado ligado ao partido possuem condições mínimas para encabeçar uma chapa para presidente da república.

Deste modo, somente Lula poderá dar aos petistas alguma chance de permanecerem no poder; ou isso, ou alguma coligação com o PT indicando o vice, tendo o PMDB ou o PSB na cabeça de chapa. Lembremos que Marta Suplicy nutre a ambição de “fazer algo” pelo Brasil e o PMDB já sinalizou que esse é o momento de terem um candidato a presidente, porém, até o momento, não se desgrudam de Lula e sua trupe.

Logicamente que tudo isso é passível de sofrer drásticas alterações daqui a quatro anos. Entretanto, na hipótese de Lula querer atender aos anseios dos seus seguidores, entrará na disputa com medo. Medo de ser publicamente cobrado pela herança petista e temor de sofrer uma derrota fragorosa. No entanto, há a possibilidade de Luis Inácio Lula da Silva ser ele mesmo, ou seja, se acovardar e levar o PT a trilhar qualquer outro caminho que não seja o de enfrentar cara a cara o eleitor e os adversários políticos do petismo.

De momento, a realidade é esta: Lula está entre o medo e a covardia.

 

Por Jakson Miranda

 

 

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