Lula: Ainda inmensalável e impetrolável?

Escrevi um artigo há cinco meses atrás, em que criticava a redoma da imprensa a Lula, a quem chamei de Inmensalável e Impetrolável.

Há sim ainda uma enorme boa vontade para com o etílico ex-presidente. Se todos os escândalos e barbaridades que vieram à tona nos últimos anos tivessem ocorrido no governo FHC, sabemos bem, o país já teria desabado.

Lula é protegido. É tratado como grande autoridade política e intelectual, mesmo que seja um lendário apólogo da incultura. Há certo nível de colunismo que o menciona como a um ser superior vindo direto do céu.

E se Lula caiu do céu, amigos, foi por deportação, para fundar um reino rival.

Muito mudou nestes cinco meses. O avanço dos processos de delação premiada da Lava-jato tirou o sono de muitos petralhas. A inatingibilidade lulista virou mito. O boneco pixuleco um símbolo.

É cedo para saber se Lula será arrolado. Mas sua inmensabilidade e impetrolabilidade não estão mais garantidas. Seu messianismo murcha como o boneco que o representa, quando é atacado por uma esquerda ensandecida e acuada, que desconta num boneco inflável a frustração de ver o fim de seu projeto supremacista.

Lula está murchando. Não pode mais sair nas ruas sem ser encarado e chamado daquilo que é.

No fim, sobrará apenas o boneco pixuleco, portentoso e altivo, reconhecido como uma profecia cumprida, inflada com ar.

 

Por Renan Alves da Cruz

 

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