NAZISMO FOI DE ESQUERDA, PONTO FINAL!

Nazismo foi de esquerda, sim senhor! E quem discordar escreva um artigo refutando o que estamos dizendo.

Pois bem. Qual a diferença entre nazismo, fascismo e comunismo? Bem, é ponto pacifico que o comunismo é de esquerda. Também deveria ser em relação ao nazismo.

Escrevi aqui no blog, um artigo em que demonstrava o caráter genocida de ambas as ideologias: comunismo e nazismo. NAZISMO MATA! COMUNISMO TAMBÉM. Meu artigo fora uma tardia resposta a “discussão” que se instalou nos principais jornais do país diante do comentário feito pelo Chanceler Ernesto Araújo associando o nazismo a esquerda.

Não devemos nos alongar no fato de que a suposta “discussão” empreendida pela mídia tenha dado espaço somente a “especialistas” que pensam o oposto do chanceler.

Ainda mais antigo é meu artigo sobre a banda de rock Iron Maiden. (Iron Maiden no Brasil: Heavy metal antiesquerdista) Escrito em 2015. Na ocasião já deixei explicito que sim, o nazismo foi de esquerda!

Há alguns dias, um dos leitores do artigo fez o seguinte comentário:

“Cara você parte de uma premissa extremamente equivocada e de um revisionismo histórico totalmente anti acadêmico ao afirmar que Hitler era progressista ou esquerdista. Toda sua argumentação parte desse pressuposto errado, então não da nem pra discutir os pontos que você levantou.
Mas isso não quer dizer que eu concorde ou ache que o Iron é uma banda de esquerda. Apenas acho que sua visão de associar o nazismo a esquerda joga toda sua argumentação na lata de lixo”.

Em resposta ao comentário acima e para horror e desespero da esquerda, afirmo e comprovo que sim, o nazismo foi de esquerda!  Repito: nazismo e comunismo são de esquerda.

Em toda a discussão encabeçada pela mídia, não vi nenhuma menção ao ótimo livro Tempos Modernos do historiador Paul Johnson. Ok! Faço eu.

Na obra em questão, Johnson mostra as raízes darwinistas e marxistas do antissemitismo que povoou a Europa entre o final do século XIX até a segunda guerra mundial. Isso por si só já é prova suficiente para mostrar aonde que Hitler foi buscar “inspiração” ideológica.

“O anti-semitismo parece ter surgido na Alemanha por volta de 1870 e 1890, numa época em que os filósofos sociais do tipo determinista usavam os princípios da seleção natural de Darwin para desenvolver leis que explicassem as mudanças colossais causadas pelo industrialismo, pelo surgimento de megalópoles e pela alienação dos imensos proletariados sem raiz”. 

“O anti-semitismo moderno teórico derivava-se do marxismo e abrangia uma seleção (por razões de conveniência econômica, política e nacional) de uma parte determinada da burguesia passível de agressão”.

Para fechar a questão quanto ao nazismo ser de esquerda, Paul Johnson não deixa dúvidas e assinala de forma categórica:

“… Acrescentou as palavras ‘Nacional Socialista’ ao nome do partido. Apesar de usar algumas vezes a palavra as palavras nacionalismo e socialismo, como se fossem permutáveis, o elemento radical e socialista sempre permaneceu forte no seu programa. Nunca foi, em qualquer sentido, um político burguês ou conservador, ou um expoente, ou defensor do capitalismo”.

UAU! Eu poderia me regozijar esfregando isso na cara dos esquerdistas. Não o farei. Apenas sinto vergonha alheia e pena da falta de leitura dessa gente.

Fecha o autor de Tempos Modernos,

“A política de Hitler, ao criar um partido de elite de vanguarda, numa base de massa, foi, é lógico, copiada da experiência de Lênin. Em aspectos importantes, ele permaneceu um leninista até o fim…”.

Não há meios honestos de refutar uma colocação dessas. Não meios honestos de refutar os fatos, então, o que sobra a esquerda é criar um falso consenso e querer dividir com os conservadores aquilo que é único na ideologia de Marx: a aniquilação de todos aqueles que são considerados obstáculos do “novo mundo”.

Por Jakson Miranda

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Dica de livro #04: Mr. Mercedes – Stephen King

Não concordo com Rousseau. Não creio que o homem nasça bom, mas seja corrompido pela sociedade. Penso o exato contrário: o homem nasce mau e é balizado pelas regras de civilidade da sociedade, ficando seu mal em potencial acondicionado ao sistema que o insere.

Há pessoas, no entanto, que transbordam o mal presente em si com virulência incontrolada. São aqueles que não são contidas por leis, normas ou qualquer indicativo de consciência. A maioria se caracteriza no campo da psicopatia. Uns se revelam muito jovens, outros podem demorar a vida inteira, mas quando agem, transtornam o mundo ao seu redor.

Mr. Mercedes lida com um caso desse tipo. Um sujeito comete uma barbárie inominável. Atropela propositalmente um grupo de pessoas que esperava a madrugada inteira numa fila de uma feira de empregos que aconteceria no dia seguinte. Gente pobre e desempregada que topou enfrentar uma madrugada fria na rua à procura de uma oportunidade de trabalho e uma vida melhor.

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Num auge psicopático a vida dessas pessoas é ceifada por um maníaco dirigindo um ostentoso Mercedes.

Bill Hodges, um policial aposentado em depressão, o acompanhará na jornada em busca do assassino, enquanto você, eu e todo mundo tentaremos entender como é que algumas pessoas são capazes de fazer o que fazem…

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Editora: Suma de Letras

Ano: 2016

400 páginas

 

Por Renan Alves da Cruz 

Dica de Livro #03: Brasileiro é otário? – Rodrigo Constantino

Jeitinho brasileiro. Malandragem. Levar vantagem em tudo. Conhecer alguém que conhece alguém. Quebrar um galho!

A obra de Rodrigo Constantino, observando a situação do Brasil atual, demonstra como tais características do brasileiro, muitas vezes aplaudidas como parte do seu molejo cultural, se embrenharam em todos os níveis, se tornando não apenas uma desonrosa característica, mas também estando no cerne da corrupção, do coronelismo e de tantos outros males que assolam o país.

Rodrigo Constantino escreve em linguagem coloquial, facilitando a compreensão e transmitindo de maneira quase despretensiosa uma importante constatação a respeito da realidade brasileira: somos vítimas de nossa própria “identidade cultural”, a partir do momento em que assumimos o estilo macunaímico como modelo nacional.

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Rodrigo também é autor do excelente Esquerda Caviar, que é um dos principais manuais recentes de identificação da hipocrisia esquerdista em todos os seus níveis de operação.

Não somos malandros. Somos otários. Enriquecendo mais e mais um Estado paquidérmico que nada nos devolve, a não ser mais obrigações e imposições absurdas.

Ano: 2016 / Páginas: 280
Editora Record – Idioma: português

Brasileiro É Otário?

 

Por Renan Alves da Cruz 

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A esquerda te enganou a respeito da ditadura militar

A julgar por aquilo que os “educadores” ensinam nas salas de aula brasileiras, o período militar no Brasil (1964-1985), foi uma ditadura vil, maligna e sangrenta que, com requintes de crueldade, perseguiu, matou e torturou milhões de pessoas.

Você pode ter sido vítima desta doutrinação. Pode até replicá-la sem saber.

E mesmo se não tiver caído na mentira, saiba que neste exato momento milhões de jovens estudantes brasileiros estão sendo submetidos a esta fraude histórica.

Se quer entender como funciona a esquerda, observe o modus operandi de um historiador esquerdista. Como também sou historiador, convivo com e leio alguns deles.

O historiador de esquerda dirá, por exemplo, que o nazismo é de direita (é claro, ninguém quer uma bucha dessa nas mãos). Pois bem, vários deles repetirão essa informação, geralmente calcados no fator nacionalismo, como sendo algo inerente à direita. A repetição então se tornou o que eles chamam de “consenso acadêmico”, de modo que se você pedir que qualquer deles lhe dê provas do que estão alegando – provas de que a ideologia nazista era de direita – eles o desqualificarão alegando que você é um louco burro que quer ir contra todo o consenso dos intelectuais acadêmicos.

E nesse escudo, os canalhas não lhe darão uma explicação plausível para o fato de que um regime altamente centralizador e estatólatra esteja no mesmo espectro político daqueles que defendem a diminuição do Estado e o livre-mercado.

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Este é o mesmo historiador que glorificará a Revolução Russa, mas não aceitará que você coloque os mortos da União Soviética na conta do socialismo. E se você tentar insistir, ele jogará mais um balde de “consenso acadêmico” formado por outros esquerdistas em sua cabeça, para que aprenda a não ficar questionando contradições de estimação da esquerda.

Em relação ao período militar brasileiro, a tática é tentar demonstrar o período – principalmente a quem não o viveu (ou seja, o jovenzinho lacrador de hoje em dia) – como uma Era das Trevas, de perseguição constante e controle orwelliano.

E se você disser que não concorda com o – de novo – “consenso acadêmico” de que foi um período de perseguição brutal, tentarão dizer que você é conivente com as mortes que ocorreram.

Mas é claro que eles não aceitarão ser acusados de conivência com as mortes causadas pelos grupos revolucionários e terroristas.

A narrativa de uma ditadura infernal serve para que a esquerda se apresente como o messias libertador que lutou contra a barbárie. Para isso, é preciso que os estudantes imaginem que milhares de pessoas foram destroçadas pela sanguinária ditadura militar brasileira.

Não por acaso, serão estes os mesmos que dirão que Lula tirou oitocentos trilhões de pessoas da pobreza. Neste vídeo o próprio Lula, aparentemente não ainda em seu estado etílico de praxe, revela como a esquerda lida com números e estatísticas.

A maior prova de que o período militar brasileiro não exterminou os seus opositores é a de que eles estiveram dominando o cenário político nacional nos últimos 30 anos.

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Mas é claro que essas coisas não podem ser questionadas, e se você o fizer será jogado no ostracismo intelectual reservado àqueles que pensam, estudam, buscam novas fontes e não se dobram aos consensos acadêmicos oportunistas.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado em 27/03/19

 

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Dica de Livro #02: Contra a idolatria do Estado – Franklin Ferreira

Este é o melhor livro sobre política à luz da cosmovisão cristã que você vai encontrar no mercado brasileiro.

Franklin Ferreira é um intelectual cristão de ampla valência por possuir também vasta bagagem acadêmica secular. Ele não se restringe à bibliografia cristã-protestante, a qual também, diga-se de passagem, é versado; e para um livro sobre política este conhecimento é essencial.

Nesta obra fica claro o quão deletéria e antibíblica é a estatolatria promovida pela esquerda, que atribui ao Estado um poder quase transcendente, como se ele próprio fosse um Deus.

Erro que a direita pode incorrer se idolatrar seu campo político, tornando-o não um meio, mas o fim em si.

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A obra ainda demole a farsa, escorada no chamado “consenso acadêmico” de que o nazismo era de direita. Dizer que algo é consenso acadêmico se tornou a forma de explicar porque se defende tal ideia. É consenso, pronto é acabou… Não precisam explicar o porquê… E assim a farsa se mantém intocada.

Se você procura bibliografia responsável que demonstre que o nazismo não encontra guarida no que a direita defende, este livro pode solucionar seu problema.

O Estado não pode realizar aquilo que Deus chamou seus filhos para fazer. O Estado não substitui nossa responsabilidade social individual.

Ou você idolatra Deus ou idolatra o Estado. Os dois não dá.

Ano: 2016 / Páginas: 288
Editora Vida Nova – Idioma: português

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Por Renan Alves da Cruz

Publicado em 31/01/19

 

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Quando os conservadores se apaixonam… @mor

Se apaixonar é uma das mais fascinantes experiências da vida.

O amor torna o covarde destemido, aquieta o loquaz, silencia o espalhafatoso, traz lágrimas à face do empedernido.

Há amores eternos que duram cinco semanas e amores de verão que duram a vida inteira.

Nada nem ninguém explica o amor, por mais sábio que seja, ainda que fale as línguas dos homens e dos anjos.

Cada pessoa tem sua própria história de como se apaixonou, de como conheceu aquela pessoa que seria seu último pensamento antes de dormir e o primeiro ao acordar, aquela pessoa rememorada logo ao primeiro suspiro do raiar de um novo dia. Aquela pessoa em que pensamos antes de pensarmos em nós mesmos.

A literatura muitas vezes tratou o amor com sua merecida profundidade… entretanto, confesso que prefiro uma abordagem que enfatize sua simplicidade. Sim, claro que o amor é profundo… é um sentimento tão envolvente que às vezes se torna quase tátil de tão concreto, mesmo que sendo sentimento não pode ser nada mais que impalpável.

Mas retirar do seu volumoso compêndio de mistérios simplicidade é uma tarefa mais digna de aplausos, pelo simples motivo de que o amor se principia em métodos simples.

O mais complexo e vistoso dos sentimentos é, sim, simples.

Esta longa e melosa digressão sobre o amor tenciona ser a introdução de mais uma recomendação literária. Tenho outras aqui no Voltemos à Direita. Já escrevi num artigo aqui que nunca deixo de ler literatura, não importa quão importante seja uma outra leitura ou estudo, sempre dou um jeito de encaixá-la em minha rotina sem deixar de ler literatura.

E tomo tal atitude por acreditar no poder vivificante da literatura. Escrevi neste mesmo artigo que ensaio para a vida lendo livros, e esta parece ser a melhor e mais sábia decisão que já tomei.

Este caminho proporciona a leitura de bons livros, livros ótimos, alguns até mesmo esplêndidos e um bom tanto de outros ruins.

Após tanto tempo, no entanto, poucos… bem poucos oferecem algo surpreendente.

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Com nenhuma expectativa especial consultei minha fila de leituras e havia um livro chamado @mor, de Daniel Glattauer, assim mesmo com uma @ no lugar do “a”. Minha fila de leitura está maior que a do SUS, de modo que leio hoje livros listados sabe lá há quanto tempo. Mas por algum motivo eu o havia inserido e, como para fila de leitura tenho TOC, agora teria de encará-lo.

A primeira impressão era a de que seria uma jornada inapreciável. O livro tinha capa cor de rosa, cara de livro meloso e se chamada @mor… Parecia o mais feminino dos livros de menininha… Nem Chick Lit, mas romance água com açúcar mesmo. Abri o livro tendo certeza de que não conseguiria chegar ao final.

Ademais, os velhos clichês gostam de dar rasteiras justamente naqueles que caçoam deles: Eu não deveria ter julgado o livro pela capa.

Que livro delicioso e criativo é @mor!

Primeira coisa: é um romance epistolar… ou quase… O livro todinho, todinho mesmo, é escrito através de e-mails. Pode parecer besteira, mas te garanto que não é. Não há narrativa, nem diálogos diretos, apenas e-mails escritos. Emails não são narrações, não são conversas, não são nem cartas… E você só consegue perceber o talento de Daniel Glattauer para realizar tal façanha sem recair no ridículo quando já leu mais de uma centena de páginas desta troca de e-mails e não consegue soltar o livro, querendo saber no que aquilo vai dar.

Matei Visniec disse que um escritor tem que assumir alguns riscos, inclusive o de acabar soterrado debaixo do próprio edifício de seu romance. A estratégia de Glattauer era um caso típico de uma escolha metodológica que parecia fadada ao fastio. Sem ler o livro, a ideia de lê-lo todo sabendo que são trocas de e-mails pode passar esta impressão, de que se tornaria algo maçante.

E por isso Glattauer vence: porque não se torna. Pelo contrário. O texto é dinâmico, fluido na medida certa.

Não há fórmula para o surgimento de um amor, com seus prós e contras, suas dúvidas e inconstâncias. O amor pode nascer de uma atração física. Há quem diga que estes são os menos duradouros, outros, alegam que tal precondição é garantidora de durabilidade…

@mor vai mais além. É possível uma pessoa se apaixonar por outra sem jamais tê-la visto, nem sequer por foto?

De maneira cínica, gostosamente cafajeste, Glattauer dará seu veredicto a respeito, usando para tal o ponto de vista de seus bem construídos personagens. O olhar feminino e o masculino se entremeando nas trocas de e-mails que cimentam um sentimento que se mostrará tenso, exigente e dúbio.

@mor é um livro, digamos, do gênero e-epistolar. É um singelo tesouro elaborado a partir de uma premissa inovadora, que pega o leitor desavisado e o deixa enredado em sua trama que não é mais nem menos que o Amor em sua amplitude inexplicável.

Por Renan Alves da Cruz

 

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As Crônicas de Nárnia: Excelente livro para a garotada e cristão!

Vamos finalizar o ano começando uma boa leitura? A obra As Crônicas de Nárnia é uma excelente pedida.

Durante uma breve conversa com uma das minhas alunas de uma turma do 6° ano, descobri seu apego pela leitura. De um total de 38 alunos, ela é a única que está sempre com um livro em mãos e o que mais me surpreendeu, já leu clássicos como Memórias Póstumas de Brás Cubas e O Alienista.

Certo dia, quase ao final de mais uma aula, a mesma aluna me dá um papel onde estavam escritos o nome de alguns livros. Para cada professor, ela pedia que lhe indicassem alguns. Não tive dúvidas! Indiquei-lhe As Crônicas de Nárnia! Minha indicação, contudo, facilmente pode ser esquecida. Na biblioteca da escola não há um único exemplar da obra. Para crianças cujas famílias são em sua maioria de baixa renda, comprar um livro torna-se algo muito difícil.

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A situação descrita acima nos leva a perceber a ausência de bons livros infanto-juvenis. Pais um pouco mais atentos estão tendo dificuldades em presentear seus filhos com livros sem correrem o risco de estar dando um presente de grego.

Será que determinado livro é bom para iniciar meu filho na leitura? E se lá pela página 100 estiver narrando um caso de pedofilia? E se na 200, um beijo gay? Vai que na página 300 há algo que vá frontalmente contra tudo aquilo que tenho ensinado? São medos e dúvidas reais que pelo contexto atual, não é difícil ocorrer.

É por isso, que sempre que me pedem indicação de livros para adolescentes e crianças, não titubeio e indico As Crônicas de Nárnia! A obra de Lewis mergulha o leitor em batalhas épicas do bem contra o mal cujas histórias têm fascinado gerações. Não bastasse isso, podemos dizer que Nárnia é uma obra de ficção cristã. Sim, para quem não sabe C. S. Lewis é tido como um dos grandes teólogos do século XX e isso transborda de forma maravilhosa em suas ficções.

Em tempo: Esse texto tem por objetivo atender ao pedido de uma de nossas leitoras que nos enviou mensagem in Box pedindo sugestões, para seus filhos. Tá aí! Em breve traremos outras, pois, nem só de Nárnia vive o homem.

Por Jakson Miranda

“Aluno Inteligente” de Stephen King e a atração doentia pelo nazismo (II)

Pois bem. Cá estamos novamente!

Este artigo foi iniciado com uma introdução necessária sobre o interesse dos estudantes de história pelo nazismo e com um pouquinho do universo Stephen King no cinema. Hoje, como prometido, vestirei meu elmo enferrujado de resenhista para falar especificamente da história “Aluno Inteligente”.

Se você não leu a introdução, clique AQUI e fique alinhado ao conteúdo completo desta análise.

Vamos lá!

Todd Bowden é um Golden boy. O menino que os outros querem ser. O sonho de metade das garotas da escola. Louro, alto, bonito. Boas notas, educado, família de bom poder aquisitivo, esportista laureado, etc, etc, etc.

Desde o princípio, os predicados de Todd são enfatizados, e a contraposição deles à sua real natureza são um dos pontos mais altos do livro. Todd é um psicopata em construção. Seu interesse pelo lado pérfido do nazismo ultrapassou a fronteira da curiosidade natural e mergulhou na fixação doentia. O garoto é fascinado pelos campos de concentração.

O interesse é tamanho e realizado com tanta acuidade que Todd estuda a vida dos principais nazistas responsáveis pelo andamento das coisas, não apenas gente como Hitler, Goebbels e Mengele, mas também o segundo escalão. Em seu vício, passa a conhecê-los, respirá-los, cheirá-los como a uma carreira de pó.

Estamos nos idos da década de 70. Os israelenses estão com sangue nos olhos caçando nazistas fugitivos. O Mossad está na espreita, à procura de qualquer informação que remeta a um alta patente foragido.

Todd Bowden sabe disso tudo quando pega um ônibus com um velho e, encarando-o, acessa seu vasto arquivo memorioso e a informação vem pelando:

É Kurt Dussander, o carrasco responsável pelo campo de Patin.

Todd não pestaneja. Segue o velho e se cerca de todas as certezas e proteções possíveis antes de abordá-lo.

O velho nega. Diz que é Arthur Denker. Todd diz que ele é Dussander. “Não sou”, retruca, “sou Arthur Denker”.

Dussander – Denker – Dussander – Denker – Dussander – Denker – Dussander – Denker.

Quando o velho finalmente cede, forçado pelo menino à confissão, recebe o seguinte ultimato em troca de silêncio: o menino quer saber TUDO o que aconteceu nos campos. Quer detalhes. Quer saber como gritavam, como cheiravam, como morriam…

A partir daí as vidas de Dussander e Todd se ligam de maneira indesenlaçável. A atração pelo mal passa a alimentá-los num parasitismo infernal, onde ambos são vítimas e carrascos um do outro. Cada qual com sua chantagem – Dussander teme ser entregue, Todd teme ter sua anormalidade descoberta – mergulham nos abismos mais pútridos da existência humana, alimentando o monstro insaciável que cultivam dentro de si.

Como pano de fundo, é importante notar a tapadice dos pais de Todd, que mimam e idolatram o garoto, no melhor estilo “meu filho único que tem tudo”, querendo ser amigões do moleque ao invés de exercer com austeridade o papel que lhes cabe. É possível perceber neles um traço paternal muito presente em fins do século XX e começo do XXI, cada vez mais endossado pelas mídias sociais, que é o filho tornado adorno de pais infantilizados.

Numa jogada repleta de significância, Dussander nunca chama Todd pelo nome. Algo que o garoto nunca consegue aceitar. Mas Dussander despersonaliza pessoas desde o campo de concentração, não será Todd que o mudará. É algo descontrolado, que nenhum dos dois domina. Todd não consegue domar Dussander como planejara e percebe enfim que ao encontrá-lo selou também seu próprio destino.

O nazismo precisa ser estudado, repetido, devassado, tal qual o comunismo, seu coirmão genocida, que hoje ainda é permitido mundo afora, e protagoniza cenas de totalitarismo nos locais em que rasteja. Sou contra, inclusive, à proibição do Mein Kampf, o livro de Hitler, que nosso Estado tutelador proibiu de circular. Ideias não se combatem na ignorância do seu conteúdo, mas no conhecimento das suas fraquezas.

As barbáries precisam ser ensinadas, para não serem repetidas.

Entretanto, repudio o culto à memorabilia nazista, que permanece uma febre, pois não consigo desligá-lo da aprovação do ideário. O comércio desse tipo de material alimenta e é fomentado por saudosistas do nazismo.

Há muita ficção escrita com o nazismo sob pano de fundo. O marketing da curiosidade permanece inabalável. E não diminuirá, a não ser que a humanidade perpetre algo pior num curto espaço de tempo. De outro modo, o centenário da ascensão de Hitler dará novo fôlego ao que foi realizado pelos arquitetos do III Reich. Aparecerão bons, razoáveis e péssimos livros que abordam a questão, entretanto, poucos conseguirão tocar nas especificidades conseguidas por King.

Muita gente se pergunta onde estava Deus quando estas coisas aconteceram. Onde Ele estava quando Hitler inflamou a Alemanha com seu discurso? Onde estava quando os judeus foram levados aos campos? Onde estava quando a barbárie descaiu sobre o mundo civilizado?

Você pode ter se feito estas perguntas. Pode ter achado as respostas. Pode ter desistido de entender. Pode ter desistido de Deus.

Stephen King é somente um ficcionista, mas fornece um belo contributo a estes questionamentos através do personagem de Morris Heisel, que surge bem no fim da história, trazendo a concepção de que os desígnios divinos, embora não entendidos, no fim são perfeitos.

Numa escala de 0 a 10, “Aluno Inteligente” é nota 11.

Uma história perturbadora, para quem quer entender o nível de depravação moral da natureza humana.

Por Renan Alves da Cruz

 

 

 

 

 

“Aluno Inteligente” de Stephen King e a atração doentia pelo nazismo

Trabalhando como professor de história, enfrento diariamente o desafio de despertar interesse pelo passado em crianças e jovens que consideram a matéria inútil. Já perdi a conta das vezes em que ouvi deles as reclamações de que saber aquelas coisas velhas não lhes serve para nada e não terá serventia alguma em suas carreiras futuras.

Meu trabalho, basicamente, consiste em fornecer uma roupagem interessante aos acontecimentos – mesmo aos que eu próprio considero chatíssimos – de modo a fazê-los se interessar. É uma tarefa que exige criatividade, disposição e muita, muita, muita paciência.

Ademais, há temas que nós professores de história não precisamos “sambar” para atrair nosso quórum. O tema traz em seu bojo a atração.

Em história antiga, por exemplo, o que mais suscita a atenção é falar sobre o Egito, os mitos, deuses, pirâmides, tumbas, múmias… A molecada fica babando. Em Grécia, Roma, Feudalismo, Renascimento, Revolução Industrial há alguns picos de interesse, mas a maior parte do tempo temos que tirar o coelho da cartola para interessá-los.

Ademais, nada coloca a plateia tão ansiosa quanto a II Guerra Mundial. Mais precisamente, Hitler e o Nazismo.

É incrível. Mesmo aquele aluno que só vem para dormir, ou aquele outro, que o cachorro, o gato, o papagaio, a codorna e a tartaruga de estimação lhe comem todos os trabalhos, chegam não somente ansiosos, mas também com algum conhecimento prévio sobre o assunto.

O nazismo mexe com o lado mais sombrio da natureza humana. Não há como negar. Se você tiver um pacote de tv por assinatura com canais específicos de história, curiosidades e etc, verá que é exibido algum documentário especial sobre Hitler, nazismo, nazistas, neonazismo, suástica, campos de concentração ou temas correlatos praticamente todos os dias. E é claro que essa oferta acontece por haver uma demanda. Sei que os colegas de História gostam de repetir em seus saraus esquerdosos que seus alunos estão ultrainteressados na Revolução Cubana ou que a turma está exultante porque vão assistir um documentário sobre Marx, mas a verdade é que só o nazismo consegue fazer essa mágica.

Não há motivo para insistir em negação politicamente correta: as pessoas têm curiosidade pelo que aconteceu lá. Não apenas a experiência dos professores de História e a programação do History Channel provam isso, mas também a observação de uma banca de revistas aleatória que você escolher. Aposto que haverá mais de um título com algum dos assuntos correlatos ao nazismo que citei acima, estampado na capa, no marketing mais chamativo possível.

Stephen King, que dedicou sua carreira literária a espreitar os monstros – reais e imaginários – que assolam os pensamentos humanos, escreveu uma novela sobre esta fascinação. Está no livro Quatro Estações, publicado em 1982, bem acompanhado de outras 3 histórias esplêndidas, correspondendo cada uma a uma estação do ano. A história “Aluno Inteligente” representa o verão.

O Verão da Corrupção.

Você pode não ter lido ou nunca sequer ter ouvido falar no livro Quatro Estações, mas se tiver a minha faixa de idade – casa dos trinta – deve conhecer ao menos uma das histórias desta excelente coletânea.

Talvez você já tenha dedicado duas horas de sua vida a um filme chamado Um Sonho de Liberdade, com Tim Robbins e Morgan Freeman, sobre um banqueiro que vai preso pelo assassinato da esposa, sem nunca se conformar com o resultado desta condenação.

Um Sonho de Liberdade foi escolhido o melhor filme de todos os tempos pelo portal IMDB, o principal portal de cinema do mundo, por voto popular, à frente de, nada mais, nada menos, O Poderoso Chefão.

Não votei, mas concordo com a escolha. É o melhor filme que já vi.

Se você conhece Um Sonho de Liberdade, conhece outra novela do livro Quatro Estações, a saber: Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank. É a história em que o filme dirigido por Frank Darabont se baseou.

Ok. Não conhece Um sonho de Liberdade? Você ainda tem mais uma chance.

O filme Conta Comigo, de muitas e muitas reprises na Sessão da Tarde, em que um grupo de amigos se embrenha na mata para tentar achar um menino desaparecido.

Muitos da minha geração têm um carinho especial por este filme. Aborda como poucos o que é ser criança e o que é crescer… e o fato de que é num instantinho que essa mudança acontece. Conta Comigo é baseado na novela O Corpo do livro Quatro Estações.

A própria Aluno Inteligente ganhou adaptação cinematográfica. Um filme de 1997, chamado O Aprendiz, que não é ruim, mas fica abaixo dos outros mencionados e não consegue transpor para a tela a dimensão da história de King.

Falta falar da história em si, eu sei. Falei de professores de história, de nazismo, de outros filmes… mas você que caiu aqui esperando uma análise ou resenha da história já deve estar estressado. Ela vêm, mas num próximo post… Este se alongou demais. O dinamismo da internet me obriga a fracioná-lo, mas não se preocupe, assine nossa Newsletter e você receberá a continuação em seu email. E outros artigos também. Quem sabe você não lê outras coisas e acaba gostando e ficando de vez!

Há outros textos meus analisando obras de Stephen King aqui, que você pode acessar:

A Autoestrada, de Stephen King, uma novela sobre a intromissão do Estado 

Stephen King e o crítico imbecil 

Até mais, com a análise da história desta vez… Prometo!

Por Renan Alves da Cruz 

 

A continuação deste artigo está disponível AQUI. 

Brigas de galo na rinha teológica

Num conto magnífico do escritor argentino Jorge Luis Borges – que era ateu – chamado “Os teólogos”, a personalidade ensimesmada de muitos estudantes e diplomados em teologia é demonstrada com leveza e humor, ainda que com a mordacidade típica das discussões teológicas.

No conto, cuja leitura indico a qualquer interessado em teologia ou boa literatura, dois teólogos se enfrentam no campo teológico-filosófico, esquecendo completamente da finalidade deste exercício, tornados reféns da rivalidade.

Nem preciso dizer o quanto o paralelo é preciso em tempos de redes sociais, onde há possibilidade de opinião sobre tudo o tempo todo, sem exigência de embasamento. Há algumas discussões teológicas na internet hoje que parecem protagonizadas pelos mais ruidosos dos ateus, não sendo possível entrever nelas o menor traço de teísmo.

A típica ironia borgeana nos proporciona algumas frases que suscitam boas reflexões, como: “Em matéria teológica não há novidade sem perigo.”

Estudos teológicos calcados em novidades sociais e comportamentais são perigosos e quase sempre resvalam em heresias, na condição de que o Evangelho não pode ser acondicionado às vontades vigentes num instante, mas mutáveis a longo prazo. O estudo da teologia deve intensificar o relacionamento entre Deus e o homem mediante a estrutura de relacionamento fornecida pelo primeiro, não pelo último.

Por isso, geralmente novas teologias são antropocêntricas. Surgem em belas roupagens, esmeradas em brilhantina, mas afrontam o parâmetro bíblico original. Se enquadram aqui as teologias liberais e as imediatistas, de toma-lá-dá-cá, do tipo triplique o dízimo e receba bênçãos tríplices em troca.

Borges também profere, algumas linhas adiante: “as heresias que devemos temer são as que podem confundir-se com a ortodoxia.”

Neste ponto a dificuldade se adensa. Teologias espúrias surgem, às vezes travestidas de tradicionalismo, como se estivessem hibernando e despertassem para protagonizar um momento reativo. Propõe retornos a instantes que não existiram. Costumam atribuir a Satanás toda forma de culto que se diferencia da sua.

Borges está morto, mas vislumbrou nos enfrentamentos teológicos do Séc. XX uma prévia da rinha de galos que se tornaria o debate teológico nas redes sociais, onde há muita erudição professoral transviada, que se ocupa em ironizar e humilhar, e não alerta ou ensina.

Não vou cair no clichê de dizer que falta amor nas discussões, porque acho que o “amor” hoje em dia é tomado como desculpa para a leniência, quando na verdade amar muitas vezes é discordar e confrontar, para que o erro não prevaleça, ademais, com as inúmeras páginas de curtição e “zoeira”, estamos formando pequenos sabichões que se consideram aptos a discutir teologia mediante memes de internet, sem sequer terem lido a Bíblia toda.

Constrói-se então o cenário ideal para que Deus e sua palavra sejam deixados de lado em nome de convicções pessoais e arroubos de orgulho. E a audiência enche, cada qual com seu saco de milho para alimentar os galos que brigarão na rinha teológica on line.

Leia o conto “Os teólogos”.

Leia Borges.

E, nunca é demais lembrar, leia a Bíblia.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime