Editoras adeptas do “mimimi” contratam “leitores sensíveis” para censurar livros

O século XXI é, definitivamente, o século dos ofendidos. A ditadura do politicamente correto segue em sua marcha totalitária, pronta a demolir tudo o que afrontar o mimimi.

A Folha de São Paulo, com o viés progressista que a norteia, publicou a seguinte matéria, assinada por Amanda Ribeiro Marques:

A sensibilidade dos tempos de causas identitárias gerou uma profissão no mercado editorial: o “leitor sensível”.

Surgido nos países de língua inglesa e atuando ainda de forma incipiente no Brasil, o “sensitivity reader” é, normalmente, um integrante de grupos sociais contratado para apontar, ainda no manuscrito, conteúdos que possam provocar pressões e boicotes.

A maioria se qualifica por características como cor da pele, nacionalidade, orientação sexual, vícios, histórico de abuso sexual e problemas psiquiátricos. Parte tem formação literária, mas importa pouco. O principal é a experiência pessoal, que permite identificar conteúdos suscetíveis a afrontar minorias.

Retomo:

É ou não é a Era da Frescura?

São tempos em que prevalecem gente de mente fraca. Uma soma de frouxidões, que englobam a paterna, a pedagógica e a governamental. Por essas e outras vivemos numa época em que marmanjos de quarenta anos querem se portar como adolescentes, e que há associações mimizentas de tudo quanto é coisa para publicar nota de repúdio e dizerem-se ofendidos por tudo o que se pronuncia ou se publica.

São muitos sentimentos aflorados… Muita desocupação física e mental de turbas de mimadinhos que, na falta de outras coisas para fazerem, se ocupam de se ofender.

Espero que esse “movimento” seja imediatamente repudiado pelas principais editoras brasileiras e pelos escritores. Que o desassossego próprio dos artistas, muitas vezes tão “engajados”, não permita que aceitem que a censura venha já no prelo.

Este tipo de postura é sim preconceituosa, racista, segregativa. A esquerda alimenta o ódio que ela mesma se propõe a combater, pois precisa da narrativa de ódio e persecução para subsistir como a defensora de grupos que não precisam e nunca precisaram de sua proteção.

Schumpeter disse que a primeira coisa que um homem fará pelos seus ideais é mentir.

A mentira, para a esquerda, não é erro, é necessidade da causa.

Ou enfrentamos o mimimi e o politicamente correto ou ele nos soterra. Nossa abstenção, ante seu avanço, não representa nada menos que uma derrota assumida.

Por Renan Alves da Cruz

A perenidade das Ascensões e Quedas

O que seria da literatura, da ficção em qualquer mídia e da própria História enquanto área de debruço sem o charme atrativo das Ascensões e Quedas?

Pense num bom livro, um bom filme, um bom seriado ou mesmo, se você é do tipo, uma novela televisiva. Pense naquilo que consegue tragar sua atenção e te deslocar de onde está para o centro dos fatos.

Duvido que conseguirá listar muita coisa que não se escore numa trama de ascensão e queda, ou a boa e velha vingança.

Pegue, por exemplo, O Conde de Monte Cristo, um destes primores raros que conseguem ser estupendos também no cinema além do livro. Uma história requintada de vingança com todos os ingredientes imagináveis. Uma montanha russa de quedas e recomeços. Uma trama imortal.

De tão requintada a exaustivamente requentada. Toda semana estreia um novo filme ou seriado que reescreve Alexandre Dumas. E não digo isto em tom de crítica. Histórias de ascensões e quedas são clichês mutantes. Ser um clichê não é sempre demeritório. A palavra ganhou uma acepção de desprezo, entretanto esquecemos que um clichê só é erigido a esta condição por funcionar. Se ele ainda oferece condições para ser incrementado, fornecendo mutabilidade, tende a ser atrativo.

Tenho um carinho especial por Ascensões e Quedas. Não consigo pensar num argumento ficcional mais persuasivo do que uma boa reviravolta, seja ela engendrada por uma mente genial ou pelas mãos suaves do destino.

Meu apreço por este formato começou com um livro por quem tenho até hoje uma incomparável admiração que, sei reconhecer, transcende o reconhecimento de sua qualidade literária e atinge também o campo da memória afetiva.

Quando era um pré-adolescentes, depois de esgotar toda a literatura juvenil das três bibliotecas razoavelmente próximas de minha casa, temi que não tivesse mais o que ler. Os livros adultos pareciam tão chatos e longos, desprazerosos… Morria de medo de ler um livro adulto e desgostar da leitura pra sempre. Ler era meu principal passatempo. Queria mantê-lo assim.

Quem conseguiu realizar a ponte para mim foi a Dama Agatha Christie. Li todos os seus mais de oitenta romances, e, ao final, comecei a repeti-los… E o medo voltou. E se tentasse ler outro livro em que não tivesse Hercule Poirot ou Miss Marple ou algum outro engenhoso detetive e não me adaptasse?

A libertação veio com um livro de aparência despretensiosa, chamado O Oportunista, de Piers Paul Read.

É deste livro que quero falar hoje. Como você deve imaginar, era um livro de Ascensão e Queda, e também um livro de vingança.

E é até hoje, mesmo de tantos outros títulos lidos, o meu livro preferido. Aquele que, para voltar aos clichês, eu levaria para uma ilha deserta se tivesse de escolher um.

Foi o livro que me mostrou que não havia o que temer. Havia milênios de bons livros escritos no mundo e mesmo que eu tivesse cem vidas, não seria o bastante para ler todos. Eu não precisava (e nem deveria) me ater a um único autor, ou gênero, ou estilo. Eu era um apaixonado por livros, decidida e imutavelmente.

Desde então, já li o Oportunista sete vezes. É o livro que mais reli na vida. Mais ou menos a cada 3 anos no máximo o tomo e saboreio de novo, e sempre parece melhor, mais rico, mais vasto, mais completo. Não é o melhor livro que li na vida. Sei disso. Mas, se é que você me entende, é o melhor livro que li na vida!!!

Ok, talvez você não entenda, e se assim for, tanto melhor. Há sentimentos que não podem ser expressos. Ou talvez eu não tenha a capacidade para fazê-lo, afinal não sou Piers Paul Read…

Read não é um escritor muito conhecido por aqui. Teve uma meia dúzia de livros publicados, mas não a obra completa. Seus livros abundam em sebos, não raro encontrados nos saldões de 1, 2 ou 3 reais. Sua obra mais conhecida é Os Sobreviventes, um relato do caso real dos jogadores de rúgbi que sobreviveram a uma queda de avião nos Andes comendo os corpos dos colegas mortos.

Mas O Oportunista é, sem sombra de dúvidas, seu livro mais interessante. É a história Rise and Fall de Hilary Fletcher, o filho de um pároco inglês que vive à sombra da rica e tradicional família Metherall, primeiro fazendo de tudo para ser como eles, depois odiando-os a todo custo e dedicando-se a destruí-los.

Piers Paul Read consegue trabalhar o contexto social sem recair na velha lengalenga militante. Ricos não são vilões pelo simples fatos de serem ricos, com equivalente heroísmo direcionado à pobreza. A virtude aqui não se contabiliza em Libras. As caríssimas escolas tradicionais inglesas não corrigem um caráter debilitado, bem como o pedigree familiar não é parâmetro seguro de condenação ou salvação.

Num belo desfile clássico, condes, barões e baronetes transpiram a estrutura inglesa, sem, no entanto, o cheiro de mofo de tradições insolentes. O autor consegue dotá-las de sua inequívoca altissonância histórica.

O trecho mais marcante talvez seja o que demarca a angústia do jovem Hilary Fletcher para conseguir um traje de gala para ser inserido nos eventos da alta roda. A bonança esperada após a tempestade pode não se concluir se o traje, mesmo de gala, for inapropriado.

Hilary Fletcher terá que escolher entre continuar sendo humilhado ou se tornar senhor de seu destino.

E descobrir qual das escolhas, se é que isso é possível, lhe trará a tão sonhada paz.

Os coadjuvantes brilham como os trajes de gala que Hilary tanto invejava. A lisura fleumática de Edward Metherall, Lady Clare Metherall, sua esposa esnobe que, numa manobra típica da mais pura esquerda caviar, discursa consciência social enquanto se enraba de dinheiro, Mark Metherall, o decadente amigo de infância e Harriet Metherall, sua paixão inconclusa.

Hilary os amará e odiará. Os tentará salvar e destruir, muitas vezes sem saber o que está fazendo, muitas vezes fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

Também não poderia passar ao largo desta resenha, tendo eu já feito apontamentos próprios a respeito, à crítica bem humorada à tal arte moderna. Os trechos em que Hilary, já adulto e tornado artista, assume deliberadamente que está apenas sujando telas com tinta e ganhando dinheiro de tontos metidos a entendidos beira à hilariedade!

Em O Oportunista é possível gargalhar dessa espalhafatosa anti-arte moderna, bem como perceber o sem número de oportunidades que os hipócritas usam a tal “justiça social” como desculpa esfarrapada para uma espécie de auto-aburguesamento.

Piers Paul Read diz num trecho: “não se deve subestimar a habilidade de um degenerado” e é sensacional perceber o quanto esta sentença solta despretensiosamente na obra revela sobre sua essência.

Amo demais este livro. É a Ascensão e Queda de Hilary Fletcher. E mostra que às vezes as quedas podem ser as ascensões e as ascensões podem ser as quedas.

O que seria da literatura, da ficção em qualquer mídia e da própria História enquanto área de debruço sem o charme atrativo das Ascensões e Quedas?

O que seria de mim se não tivesse, em minha tenra adolescência, topado com um exemplar de O Oportunista?

Por Renan Alves da Cruz

 

 

 

 

Proibir o ensino do criacionismo nas escolas é uma fraude histórica

Imagino o assunto surgindo naqueles jantares chiques de intelectuais progressistas.

Apoia-se a liberação da maconha, o aborto, a transexualidade e o cometimento de crimes em nome da justiça social.

Conversa vai, conversa vem, o tópico criacionismo x evolucionismo acaba citado. Em jantares chiques o tema não é faccioso. O estado é laico. Deus está morto. O máximo que se aceita para os mais ponderados é um budismo de boca, ou um estudozinho mequetrefe da cabala.

Cabala é chique.

Discursarão ser inimaginável, em pleno século XXI, que os “fundamentalistas” queiram impor sua “mitologia” dando a ela status de ciência. Os darwinistas que nunca leram Darwin, e endeusam Dawkins sem saber sequer o título de um dos seus livros, recitarão entusiasticamente: A-B-SUR-DO.

Pois bem, saiamos do jantar chique e entremos no mérito.

Demarcarei o território argumentativo com alguns pontos principais:

Não. Não defendo que escolas públicas façam proselitismo de uma religião.

Sim, defendo o papel enobrecedor da religião (no caso em questão, o cristianismo) como molde civilizacional e norte moral.

Não, não advogo que a Teoria do Projeto Inteligente substitua a Teoria da Evolução, enquanto conteúdo.

Sim, considero que apresentar somente uma das duas, lhe dando caráter definitivo, é uma fraude intelectual, histórica e científica.

Em primeiro lugar, devemos considerar que quem tem dinheiro para pagar uma escola particular, se considerar a questão basilar, pode optar por ótimos colégios voltados às duas correntes. A despeito da pesada campanha de descrédito impingida aos adeptos da teoria criacionista, há colégios religiosos do mais alto nível que a tomam como legítima e a ensinam. Por outro lado, os mais “laicos” tem opções com a mesma qualidade.

O assunto resvala então para as escolas públicas, que, estima-se, atendem 85% da demanda educacional brasileira.

Temos, portanto, a formação intelectual de 50 milhões de estudantes sob responsabilidade das escolas públicas.

Como então, em nome do laicismo, da ciência, do racionalismo, ou do que quer que se evoque como justificativa, privaremos esses estudantes do conhecimento e da representatividade do pensamento cristão na formação do pensamento e da cultura ocidental?

O cerne da questão não é o conteúdo da crença, mas sim a honestidade intelectual. Não dar ao ensino do criacionismo o peso histórico que ele conquistou ao longo da história humana é um exercício de impostura!

Sou historiador, como já escrevi aqui em outras oportunidades, e dou aulas de história. Já trabalhei no setor público e conheço o material ofertado aos alunos.

Quando tomava em mãos uma daquelas porcarias de livros didáticos que me eram oferecidos nas escolas públicas, tinha que me esforçar para não gorfar a última refeição.

Nas raras ocasiões em que uma teoria não evolucionista é citada, é num quadro de curiosidades, como uma excentricidade curiosa da Era pré-Cristã. Oras, não é preciso uma multidão de neurônios para entender que estamos fraudando a história!

O pensamento cristão moldou a formação do Ocidente e estamos, em nome de todas essas justificativas cretinas que a esquerda inventou, desprezando seu papel histórico e cultural. Afinal, a despeito das incontáveis predições que garantiam o fim do cristianismo num futuro próximo, ele continua firme e relevante.

Eu não acho que o cristianismo tenha que ser “pregado” numa sala de aula. Isso, aliás, deporia contra ele, pois se o fosse, estou certo, seria malfeito. Nunca aprendi nada de bom sobre o cristianismo na escola, foi só porrada, e me mantenho cristão.

A questão não é defender uma supremacia de crença em detrimento de outras, mas apenas atacar uma impostura que tem sido tão disseminada a ponto de encontrar eco até em alguns conservadores. Na busca pela “isenção”, acabam replicando o que a esquerda ecoa.

E, meu caro, quando você que não é esquerdista concorda com alguma tese muito cara a esquerda, há algo errado. A esquerda evoca há anos o impedimento do ensino do cristianismo nas escolas por um motivo: Porque projeta construir uma hegemonia em que a supressão de valores historicamente ligados ao cristianismo não tenha espaço. E isso não quer dizer que pessoas que não são cristãs não tenham valores, mas sim que alguns tópicos conservadores que a Igreja não negocia, impedem a sovietização do Brasil.

A esquerda não gosta de liberdade. Não a permite. Quando assume uma posição intransigente sobre algo que não pode, sob hipótese alguma ser ensinado a crianças, é porque sabe que isto deporá contra seu projeto de poder.

Um pai que possa pagar escolhe um colégio com linha de pensamento mais indicada à sua posição filosófica, ideológica e religiosa. Aos que não tem esta opção, resta apenas o ensino público, portanto, precisam que um educador forneça aos seus alunos a base histórica e conceitual das duas teorias. Pode sim explicitar que uma pretende-se mais religiosa (embora haja parte da comunidade científica voltada a teoria do Projeto Inteligente), e que a outra pretende-se mais científica. O que não pode é abster-se de apresentar o criacionismo.

Sou criacionista e sempre ensinei o que era a Teoria da Evolução. Porém, também ensinei o contraponto. E sempre disse aos meus alunos que não estava lá na hora em que as coisas aconteceram e que as opiniões se dividiam. Que eu lhes fornecia as duas e cada um era livre para escolher a que preferisse. Será algo tão difícil?!?

A grita vem sempre da mesma direção. No mesmo tom. O ESTADO É LAICO! O ESTADO É LAICO! O ESTADO É LAICO!

Sim, mas a história da humanidade não vai se acondicionar a tais vontades, a bel-prazer dos insatisfeitos.

Não há chilique em prol de laicidade que retire do pensamento judaico-cristão seu papel de viga mestra da moral e da ética ocidental. E os colegas historiadores que se recusam a este reconhecimento não passam de fraudes.

Nem discuto mais com aqueles que, babando, atestam que o cristianismo se resumiu à Inquisição e às Cruzadas. Se eu começasse a listar neste momento os benefícios e herdades que a sociedade judaico cristã legou à Sociedade Ocidental, precisaria de uns quatrocentos anos para terminar.

Quando alguém te disser: “O cristianismo tem em sua conta a Inquisição e as Cruzadas. E o que fez de bom?”, responda, com um sorriso cínico de complacência:

“Todo o resto.”

Conheço ateus que colocaram os filhos em escolas católicas, porque consideraram que o senso de disciplina e o código moral do cristianismo eram a melhor opção de formação de caráter.

Professores e intelectuais da academia, não tenham medo de dividir o ensino evolucionista com o criacionista. Se a Teoria da Evolução for verdadeira, saberá se defender por si mesma.

Ou o medo da disputa é tão grande que é preciso excluir o oponente com antecedência?

Por Renan Alves da Cruz

Quer ganhar um exemplar do Manifesto do Nada na Terra do Nunca?

Quer ganhar um exemplar do primoroso livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca do nosso amigo Lobão?

Antes de saber como ter em mãos, gratuitamente, o excelente Manifesto do Nada na Terra do Nunca, leia um aperitivo:

Por Maria Carolina Maia em Veja.com

A verborragia de Lobão já é parte do anedotário da música popular brasileira. Há quem aposte que ele solta o primeiro petardo do dia ainda na cama, ao se espreguiçar. Não é de se esperar, portanto, que um livro seu seja canção para ninar carneirinho. Não foi assim com 50 Anos a Mil (Nova Fronteira), volume autobiográfico que saiu em 2010 sem poupar nenhum personagem e vendeu 150 000 exemplares, nem será assim com Manifesto do Nada na Terra do Nunca (Nova Fronteira, 248 páginas, 39,90 reais), que chega às lojas na próxima semana com tiragem inicial 40 000 cópias, quatro vezes maior que a do livro anterior.

Aqui, ele volta a disparar sua munição contra políticos (em especial os petistas, “aloprados e bandidos”), a música brasileira (o rock nacional continua “errado”, Roberto Carlos é uma “múmia deprimida” e a MPB, uma “sigla de proveta”), artistas e intelectuais (subornados ou preguiçosos), o brasileiro medíocre (leia-o brasileiro médio) e os nossos vícios de sempre (“a precariedade, a corrupção, a breguice, a incompetência, o assistencialismo, o nepotismo, o peculato, a demagogia, o simplismo, o coronelato”).

“O Brasil dos estupros consentidos na surdina,/ dos superfaturamentos encarados como rotina,/ dos desabamentos e enchentes de hora marcada,/ dos hospitais públicos em abandono genocida,/ dos subsídios da Cultura a artistas consagrados,/ dos aeroportos em frangalhos, usuários indigentes,/ dos políticos grosseiros, como sempre, subornados,/ de cabelo acaju e seus salários indecentes,/ da educação sucateada pelo Estado/ em sua paralisia ideológica, omissa e incompetente”, escreve ele no prólogo, feito em forma de poema e intitulado Aquarela do Brasil 2.0.

Há munição também, e bastante, dirigida para a presidente Dilma Rousseff, que tem um capítulo “dedicado” especialmente a ela. Em “Vamos assassinar a presidenta da República?”, Lobão afirma, por exemplo, que quando guerrilheira Dilma lutava contra uma ditadura para instaurar outra em seu lugar. “Ditadura que a presidenta e sua corriola teimam por fazer crer ser “do bem”, assim como a de Cuba e da China, das quais são fãs de carteirinha, asseclas e parceiros”, diz.

E então, ficou instigado? Quer ler para ontem? Participe do sorteio Assine a Newsletter do Voltemos à Direita e concorra ao livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca.  É cultura em alta voltagem!

Obs: Leia atentamente as regras do sorteio.

Por Jakson Miranda

Jonathan Tropper e Nick Hornby: Literatura para o homem real

Se você é leitor(a) de ficção, sabe: há um déficit importante no cardápio literário: livros que abordam o universo masculino.

Sim, sei que há livros policiais e de ação aos montes. Livros com muitos tiros, mortes, violência, assim como aqueles especializados em inflamar a libido.

Há, no entanto, poucos livros que abordam o universo masculino real. O cotidiano, os gostos, a vivência, as incompreensões e as loucuras desses serezinhos tão múltiplos e, ao mesmo tempo, quase sempre, previsíveis.

Vivemos uma fase de segmentação na literatura. No Brasil essa praga é ainda pior. Se observar os lançamentos literários e os premiados em concursos verá que são sempre livros militantes. Há livrarias que já possuem subcategorias bizarras para a catalogação, coisas como literatura LGBT, feminista e da negritude…

É a morte da cultura. O momento em que a arte preferiu militar a sensibilizar.

Por essas e outras que quase não leio literatura nacional. No exterior, também há segmentação e também há progressismo chato e politicamente correto escorrendo das páginas, mas selecionando bem é possível se encontrar coisa boa.

Leio muito, já expliquei  num artigo aqui o porquê, e poucas vezes me deparei com livros críveis sobre o universo masculino. Já vi mulheres reclamando de serem retratadas de forma superficial ou estereotipada na literatura e não duvido que isso aconteça, entretanto, como há um mercado muito forte de livros voltados ao público feminino, creio haver uma possibilidade maior de algo bom também lhes chegar às mãos.

No caso masculino há pouca dedicação. Talvez seja medo de receber o emblema de “machista” por escrever sobre coisas que os homens pensam, talvez seja falta de interesse do público mesmo, contudo, confesso, percebo esta lacuna e exulto quando encontro algum bom livro que possua estes predicados.

O melhor livro que agrega estas condições é o Alta Fidelidade de Nick Hornby. Costumo dizer que é o livro que todo homem deveria ler. Foi o primeiro livro de Hornby que li, um daqueles livros que de vez em quando aparecem na vida de leitores compulsivos, que ao terminar a última página, sua vontade é voltar ao começo e ler tudo de novo.

Mesmo sendo um livro curto, duzentas e poucas páginas, aborda principalmente as paranoias da vida masculina, naquele estilo em que suas conquistas e desilusões podem ser musicadas com a trilha sonora daquilo que você ouvia naquele momento, ou os filmes que via, ou os lugares que frequentava.

É o livro do homem burro, que não entende porque fez determinadas coisas, mas mesmo assim, continua repetindo os mesmos erros. É o livro de todo homem, porque todo homem é meio burro.

Alguns são tão burros, mas não burros, que não conseguem perceber que o são.

O problema de Nick Hornby é que os outros livros não acompanham a genialidade de Alta Fidelidade. Talvez pelo medo de ficar marcado, tentou surfar em outras ondas e não conseguiu o mesmo nível. A obra que mais se aproxima desta qualidade é outro livro com viés masculino, Febre de Bola, que faz associações com o futebol.

Afinal, como Hornby sabe, homem que é homem tem que parar o que estiver fazendo para ver outros vinte e dois homens correndo atrás de uma bola. É um rito inerente à masculinidade.

Homem que é homem tem que torcer para um time.

Hornby, no entanto, não consegue ser mais do que esparso neste gênero carente. Como ele há inúmeros outros que ciscam pelo setor, mas não se estabilizam. A maioria das pessoas não sabe, por exemplo, que o melhor livro de Mario Puzo não é O Poderoso Chefão, mas um livro pouco comentado ante a dimensão que o cinema deu aos Corleone, chamado Os Tolos Morrem Antes. Ali também há masculinidade para se tirar o chapéu. Puzo, no entanto, preferiu o nicho da máfia e, creio, escolheu bem, financeiramente falando.

Poderia listar outras obras isoladas dignas de aplausos, mas este artigo precisa acabar um dia, logo, concluirei com Jonathan Tropper, que é a inspiração para ele.

Acabei de ler Antes de partir desta para uma melhor e encontrei um novo Nick Hornby.

Não, não é melhor que Alta Fidelidade.

Mas a visão está ali. A linguagem. O entendimento testosterônico.

Fui pego de surpresa, até porque o livro tem cara de best-seller bobinho e eu estava naquela ressaca de terminar um livro magnífico e ter que começar outro. No caso, havia lido a obra prima de Dennis Lehane, Sobre Meninos e Lobos.

Ainda sob o impacto de seu final contristador, permeado pelas duras reflexões suscitadas, olhei aquela capinha toda colorida e pensei: “deve ser uma merda”, mas comecei.

E qual não foi minha surpresa.

É a história de Drew Silver, ex-baterista de uma banda de um sucesso só, divorciado e infeliz, que recebe a notícia de que possui uma enfermidade seríssima que o matará em poucos meses se não realizar uma cirurgia de risco. Drew, que não quer viver mais aquela droga de vida, decide que não fará a operação, e quer aproveitar para consertar algumas besteiras que fez… mas isto não o impedirá de fazer outras…

Sinopses nunca fazem jus, porque o que dá qualidade a um livro é a condução narrativa. Qualquer enredo ruim funciona nas mãos certas, e se você quer um livro que fale um pouco sobre como é ser homem neste mundo doido de hoje em dia, as mãos de Tropper são as certas.

Ainda bem.

Estamos precisando.

Por Renan Alves da Cruz

Rodrigo Constantino mostra coragem e detona a IstoÉ

Sem meias palavras, a verdade é que vivemos uma crise de legitimidade na imprensa brasileira.

Salvas as distintas e cada vez mais raras exceções, é impossível se informar de maneira segura através dos veículos tradicionais de mídia.

Falei de uma crise na imprensa brasileira, mas sabemos que o mal transcende nossas fronteiras, ademais, prefiro me firmar numa realidade mais conhecida. Nosso cenário é desolador. Nos EUA, por exemplo, há ainda uma Fox News para contrabalançar as ideias.

Por aqui, pobres de nós. A não ser por veículos independentes, tudo é como a CNN, ou pior.

Vemos provas diárias disso. O progressismo nas redações é doentio. Se tornou uma regra, uma imposição. Parece intransponível.

Mas a despeito de estarmos acostumados, a cobertura da campanha eleitoral americana, da transição política e do começo do Governo Trump foi de estarrecer.

Nenhum veículo da imprensa mainstream se salvou, mas, creio que se tivesse que resumir a desonestidade intelectual a uma lista tríplice, para a formação de um pódio vencedor, concederia os louros ao grupo Globo, à Veja e à IstoÉ.

Já escrevi sobre a desinformação produzida pela mídia quando a eleição de Trump se confirmou, no entanto, percebemos agora que a “torcida informativa” pró Hillary não se fez de rogada quando as urnas foram abertas.

Trump, eles decidiram, é um novo Hitler. IstoÉ e O Globo fizeram alusões descaradas em suas capas. São paspalhos históricos e cretinos da pior espécie, que não medem o alcance de uma irresponsabilidade dessas, bem como o desrespeito às milhões de vítimas do nazismo e das barbáries que Hitler perpetrou.

Mas para eles nada disso conta. O que vale é desqualificar o candidato que não é progressista e que não afaga minorias barulhentas: o agora presidente, que não assente bovinamente às exigências infindas dos mimizentos.

Donald Trump pode não ser o maior estadista do mundo. Mas seu discurso foi firme e admirável. Falou sobre e para o seu país, para aqueles que o elegeram.

E aí vem o imbecil do jornalista brasileiro dizer que o discurso foi nacionalista!

Eles queriam o quê, que o presidente eleito dos EUA discursasse falando em nome dos interesses da Zâmbia?

Fica de positivo os que estão firmando posição e demonstrando solidez de princípios e caráter. É o caso de Rodrigo Constantino, que mesmo sendo colunista da IstoÉ, não a poupou num importante artigo de desabafo publicado em seu blog.

Rodrigo vaticinou:

Não dá mais para suportar! É preciso declarar guerra a essa imprensa brasileira mesmo, em nome da verdade, da honestidade intelectual, das liberdades individuais, dos valores tradicionais. O que os principais veículos de comunicação têm feito em relação ao presidente Donald Trump é asqueroso demais. A tal era da “pós-verdade” é marcada pela própria “fake news”, por esses veículos que acusam os outros diante de um espelho, como ensinou o titio Lenin.

Estou em campanha para desmascarar essa gente, pois não consigo mais aguentar calado. E isso inclui, infelizmente, veículos em que já colaborei ou ainda colaboro. Não importa. Se quiserem me tirar, que tirem: minha consciência vale mais. Portanto, vamos lá, mostrar aos brasileiros que tipo de imprensa eles têm, e porque é fundamental que não busquem se informar por ela (ou apenas por ela). Isso aqui, por exemplo, é uma capa vergonhosa:

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No artigo completo, que pode ser lido AQUI, Constantino elenca casos vergonhosos de desserviço prestado por estes veículos que se pretendem tão importantes e relevantes.

A verdade é que, cada vez mais, seus “especialistas” e “analistas políticos” mostram uma visão ideologizada e nublada dos fatos, arrotando uma capacidade poliglótica de leitura política, quando, na verdade, replicam discursos vazios e fazem torcida analítica, ou qualquer coisa que o valha.

Não jornalismo sincero e responsável.

Que bom que, mesmo em meio aos escombros, surjam figuras corajosas e independentes como Rodrigo Constantino.

Aproveito para fazer coro a uma pergunta que ele tem feito recorrentemente:

Onde está a Fox News brasileira?

Por Renan Alves da Cruz 

A fé cristã vai além da razão, nunca contra ela

A generalização mais mesquinha do mundo pós-contemporâneo, provavelmente, é aquela que coloca fé e razão em frentes opostas, como se inconciliáveis. Como nada é por acaso, carrega consigo um pesado discurso, que, basicamente, pode se resumir a: se você tem fé é porque abriu mão da racionalidade.

É um raciocínio relapso sob todos os aspectos. Não se sustenta histórica nem filosoficamente. Acaba por ser, portanto, uma muleta fajuta para que pessoas de autoestima fraquejante possam louvar-se a si mesmas por estarem na pretensa parcela superior, iluminados pelo farol sapiente da descrença.

Há racionalidade na fé e na transcendência, ela apenas ultrapassa a fronteira limítrofe que alguns se impuseram.

A síntese disso é a frase de Paul Little, que intitula este artigo.

“A fé cristã vai além da razão, nunca contra ela”.

Ruminei tais pensamentos ao fazer a leitura do livro “Anjos e demônios”, de Dan Brown. Nunca havia lido nem assistido filme algum baseado em suas obras. O sucesso da década passada, que o colocou dentre os escritores que mais faturaram na história, o precedeu, e, por óbvio, já sabia basicamente do que sua obra se tratava.

Porém, como tenho preconceito contra livros que todo mundo está lendo, esperei dez anos para que chegasse sua vez em minha fila de leitura, para tirar minhas próprias conclusões.

Ainda não li “O código da Vinci”, mas em breve o farei, ampliando assim minha visão sobre o autor e, principalmente, sobre a tessitura de seu trabalho.

Esteticamente, não possui nenhum talento a ser superlativado. A escrita é fluida e o interesse pela narrativa se mantém. Usa o método “Sidney Sheldoniano” de criar mini-clímax ao final de cada capítulo, aguçando ao leitor a seguir para o próximo.

Tal qualidade é essencial para um escritor de best-sellers. O leitor tem que ficar no cio, desesperado pelo capítulo seguinte e pela recorrência do que acabou de ler. Dan Brown o faz muito bem. A história também, enquanto thriller, é coesa, bem amarrada e possui um final surpreendente.

Enquanto ficção, boa leitura.

O problema é que Dan Brown transcendeu este papel. Numa Era tão idiotizada, qualquer um se torna portador de verdades universais, e isto ocorreu com este ficcionista. Em terra de cego quem tem um olho é rei, porém, em terra de rei, quem tem dois olhos enxerga…

Dan Brown não tem traquejo para desvelador de segredos. Sua defesa ideológica exige escoras que a História, por exemplo, não lhe fornece.

O autor sustenta sua obra sob o pilar supracitado: a divergência entre ciência e religião. Age como se a religião organizada tramasse contra o progresso, não discernindo a verdade cabal de que a sociedade ocidental está fundamentada sobre a viga-mestra do cristianismo. Dan Brown transparece que a ciência evolui apesar da herança judaico-cristã ocidental, o que, sob qualquer prisma que se analise, é um acinte.

Transcrevo um dos trechos mais importantes, onde o livro chega perto de fornecer uma relevante reflexão.

Notem o discurso de um personagem religioso:

A velha guerra entre a ciência e a religião está encerrada. Você venceram (…) A religião não tem capacidade para acompanhar isto. O crescimento científico é exponencial. Alimenta-se de si mesmo como um vírus. Cada novo avanço abre espaço para novos avanços. A humanidade levou milhares de anos para evoluir da roda para o carro. E apenas décadas do carro para o espaço (…) O abismo entre nós se aprofunda sem parar e, à medida que a religião vai ficando para trás, às pessoas se veem num vazio espiritual, implorando pelo sentido das coisas.

(…)

A ciência, dizem vocês, vai nos salvar. A ciência, digo eu, nos destruiu. Desde o tempo de Galileu e Igreja vem tentando diminuir o ritmo da marcha implacável da ciência, às vezes por meios equivocados, mas sempre com intenções benéficas.

(…)

À ciência, quero dizer o seguinte: a Igreja está cansada. Estamos exaustos de tanto tentar ser uma diretriz para o mundo. Nossos recursos estão esgotados por sermos a voz do equilíbrio enquanto vocês se atiram de cabeça em sua busca por chips menores e lucros maiores.

Pincei alguns excertos, mas o discurso – o ponto alto do livro – se estende por três páginas.

Ao opor fé e ciência, Dan Brown desfoca o que poderia ser uma apropriada reflexão sobre os flexíveis e abstratos valores contemporâneos, sobre a efemeridade alimentada por um sistema de consumo estruturado através de obsolescência programada.

Prefere inimizar fé e razão, religião e ciência, como dois antagonistas medievos, ainda por cima mencionando o velho trunfo de sempre: Galileu Galilei.

O homem que na verdade prova que a Igreja apoiava a ciência se tornou a evidência mais usada hoje dia para explicar o contrário…

Galileu Galilei, na verdade, foi denunciado à Inquisição por outros cientistas que o consideravam um charlatão…

Foi, inclusive, pedir auxílio e foi defendido por jesuítas…

Mas essa história fica para outro artigo.

Fé e razão são perfeitamente conciliáveis. Sou cristão e sou racional. Tão racional que não consigo cegar-me ao fato de que a perfeição da vida em todas as suas minúcias não poderia brotar sem uma Inteligência Máxima geradora.

A diferença é que a racionalidade de quem tem fé em Deus, se alarga para a dimensão que Ele alcança, entrando no campo metafísico.

Sendo Ele infinito, a fronteira racional de quem O teme se amplifica.

Vai além da razão, nunca contra ela.

Dan Brown é literatura de entretenimento. Não há problema algum em ler, desde que você não seja o tipo que confunde fatos reais com fantasia.

É mera e boba ficção.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime

A especialidade da casa: uma iguaria literária

Qual a especialidade da casa? Vamos lá! Desde jovem, sempre tive um carinho muito grande por contos. Não tenho ideia de quantos deles li ao longo do tempo, mas creio que mais de meio milhar.

A maior qualidade de um conto é sua intensidade. Ler um conto “de uma sentada só” é muito mais adrenalizante do que um romance de 500 páginas. Também adoro romances, mas são formas e qualidades distintas.

O conto se apega e desapega rápido.

O conto se intensifica e depois se evanesce.

Gosto muito de um formato de coletâneas, em que os contos são de autores diferentes. Prefiro as diversificadas pinceladas dos artistas do que a experiência quando proferida pela mesma voz. Mesmo um contista notável como Jorge Luis Borges, no lado cult, e um prolífico ao extremo como Edward D. Hoch, no lado pop, são melhores quando embolados no meio de outros.

Esta semana peguei uma coletânea temática e, para minha surpresa, a abertura do livro cabia ao excelente conto “A Especialidade da Casa”, de Stanley Ellin.

Já topei com ele em outras quatro ou cinco coletâneas, o que não é comum, de maneira que, creio que ele seja, com merecimento, um conto premiado e reconhecido.

Todas as vezes que topo com ele o leio, e, como uma iguaria digna do restaurante Sbirro’s o saboreio de novo, provando sabores que antes havia passado despercebidos à minha degustação.

O Sbirro´s é um restaurante pequeno frequentado apenas por homens. Se uma mulher entrar, ficará sentada por horas e não será atendida e os garçons ignorarão seus chamados. (Não pirem, feministas, se um dia lerem o conto, entenderão o motivo). Os frequentadores são sempre os mesmos, e há raras alterações no funcionamento.

Lá não há cardápio. Todos comem a mesma coisa, e comem o que o chef preparar aquele dia. Não há como recusar ou mudar de prato. Ninguém tenta. Nem precisa. Tudo o que é servido no Sbirro’s é estupendo, a ponto de não haver sal, pimenta ou qualquer condimento acessível ao público.

A comida é sempre digerida exatamente como sai da cozinha.

Além de não haver menu, não há qualquer indicação prévia ou calendário do que será servido a cada dia. É uma surpresa imprevisível até o prato chegar à mesa.

Há, no entanto, uma esperança comum a todos: a especialidade da casa.

Nunca se sabe quando será servido, mas, é consenso entre todos os frequentadores habituais que é o grande prato do Sbirro’s, seu equivalente gastronômico à Capela Sistina.

E voltam dia após dia na esperança de que seja aquele o dia do prato especial.

A especialidade da casa é um cordeiro… mas como tudo no Sbirro’s é especial, formidável.

Indescritível.

A cozinha do Sbirro’s recebe uma aura de santuário, o chef, a de papa.

Não por acaso, a especialidade da casa é um componente, digamos, com grande importância simbólica na religião…

Stanley Ellin conseguiu produzir uma pequena obra prima. Nada fica pendente. A sutileza da condução é sublime. Creio que muitos que leram esta pérola não conseguiram extrair dela tudo o que simboliza e representa.

Muitos sequer conseguiram entender sua literalidade.

Daqui há algum tempo, como acontece com frequência, toparei com este conto de novo. O lerei, salivando de alegria, como se fosse uma dos fiéis clientes do Sbirro’s.

E, certamente, perceberei algo novo.

Se você, meu amigo e leitor, encontrá-lo por aí, lhe dê um tostão de seu tempo precioso.

Mas cuidado.

Aprecie com moderação.

Por Renan Alves da Cruz

Como melhorar a educação brasileira III: Meritocracia

Este artigo faz parte da série “como melhorar a educação brasileira”

Os trechos que o antecedem podem ser acessados AQUI e AQUI

No artigo anterior começamos a trabalhar a ideia de que, ao contrário do que muitos pensam, não precisamos de inovações mirabolantes no que tange à educação. Pelo contrário, precisamos retomar valores importantes, que foram descartados pela pedagogia progressista e que podem fazer a diferença na qualidade educacional.

Falamos enfaticamente no artigo anterior sobre a necessidade de recolocar o professor como autoridade dentro da sala de aula, investido de suporte para imprimir ordem e respeito dentro do ambiente escolar.

Hoje, abordaremos outra medida necessária, que não é nenhuma inovação, mas sim uma retomada:

A meritocracia dentro da sala de aula.

Meritocracia, em síntese, é o reconhecimento da produção de cada um, com concessão de méritos equivalentes aos resultados apresentados.

Hoje o que temos é o inverso. O bom aluno não é premiado pelo seu desempenho, e vê que aqueles que não apresentaram bons resultados, ou pior do que isso, não se esforçaram para demonstrar resultado algum, são colocados no mesmo patamar dele.

O que desestimula os bons a manterem o mesmo nível de esforço.

A tara da esquerda por igualdade falsa e desmesurada esfacelou o mérito dentro do ambiente escolar brasileiro, e o resultado deste esquartejamento é visto todo dia em nossas escolas.

Quando falo em “tara por igualdade falsa e desmesurada” estou questionando a falácia esquerdista, que teima em advogar a igualdade de tratamento para quem apresenta resultados diferentes, enquanto despreza o mais leal e legítimo sentido de igualdade, que é a cessão de iguais condições para que os sujeitos produzam.

A escola vicia o aluno mais pobre a crer que sua pobreza serve de muleta para, mesmo estudando na mesma escola, com o mesmo professor e mesmos livros (cedidos pelo MEC), mesma merenda e mesma carga horária, apresentar resultados inferiores aos dos outros alunos.

Este vitimismo trava as potenciais ascensões. O aluno pobre aprende dentro da própria escola que sua condição justifica maus resultados.

Minha maior indignação enquanto professor de escola pública era o fato de não haver diferença entre dar 10, 7 ou 0 para um aluno.

Perceber que o aluno que, no primeiro ano do Ensino Fundamental II, se esforçava o ano inteiro para tirar boas notas, mudava a postura no ano seguinte, quando percebia que não tivera benefício algum em relação aos que nada haviam feito.

Bem como, os maus alunos, percebendo que nada lhes fora cobrado a mais do que os que tiraram dez o ano todo, davam de ombros e pioravam ainda mais seu rendimento, cientes de que, neste ciclo impune, não fazer nada valia mais a pena.

Some isto ao que tratamos no antigo anterior, o professor alijado de autoridade, e o que temos?

Alunos que, volitivamente, optam por não aprender e não respeitar o professor. Temos então a receita perfeita não apenas para a fragilidade do aprendizado, refletida em todos os índices internacionais, como também o boom de casos de desrespeito, agressão verbal e até física aos professores.

Como então trazer de volta a meritocracia à sala de aula?

Responderemos esta questão no próximo artigo desta série.

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Por Renan Alves da Cruz

Ganhe o livro “Não é a mamãe: para entender a Era Dilma”.

Vamos falar de livro! Trata-se de um livro básico para começarmos a discutir o desserviço prestado por Dilma Rousseff.

Dilma não é mais presidente do Brasil. Ufa! Logo, fará parte de um passado que ninguém terá prazer em lembrar. Tchau, querida. Até nunca mais!

Com o PT, a política nacional chegou ao cumulo do ridículo, do grotesco, do crônico, trágico e cômico.

Muito já se sabe sobre Dilma Rousseff. Ex-terrorista. Sócia e responsável pela contabilidade de uma loja de R$1,99, levou o empreendimento à falência. Tempos depois, pelo petismo, é oferecida ao eleitorado como a gerentona.

Devemos estudar com afinco tudo isso. Como Dilma chegou ao poder e quais foram as marcas do seu governo? Uma dica de leitura? O livro de Guilherme Fiuza, “Não é a mamãe – para entender a Era Dilma”, é uma boa pedida.

mamãe

Em reportagem do O Globo há o seguinte:

O título, explica Fiuza, sintetiza a sua maior crítica ao governo atual: tentar parecer o que não é. Na sua opinião, trata-se de um projeto que busca se perpetuar no poder para viver, junto com seus aliados, das benesses do Estado, ao mesmo tempo em que se afirma defensor das pessoas que estariam sendo massacradas “por uma suposta elite de direita”.

— Eles têm esse discurso que considero hipócrita e mentiroso e a “mamãe” foi uma dessas tentativas de vender um símbolo que não traduz a substância — critica o jornalista. — O livro coloca o quadro completo, fica clara a continuação das tramas, dos personagens. Fica mais fácil de compreender o enredo. Porque boa parte da opinião pública brasileira ainda acha que a Dilma é uma boa gerente, que o problema dela é ser autoritária, intolerante. Isso é falso. Na biografia dela, você não encontra a boa gerente. Vários problemas do seu governo surgiram de projetos que ela já coordenava antes.

A obra é organizada em cinco partes: “Dilma é a mãe (2010)”, “A faxineira (2011)”, “A babá de Rosemary (2012)”, “A plebiscitária (2013)” e “Mamãe voltou (2014)”. Fiuza chama a faxina feita pela presidente no seu primeiro ano de mandato de “maior mal-entendido da história contemporânea”, já que o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) era um dos órgãos responsáveis por tocar os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Encerramos

De 2014 até o impeachment, a coisa só se agravou.

Quer ter em mãos o ótimo livro de Fiuza? Não lhe custará nada! Basta subscrever nossa Newsletter e participar de mais um sorteio do Voltemos à Direita para concorrer a um exemplar do “Não é a mamãe: para entender a Era Dilma”.

Observe atentamente as regras do sorteio. Divulgue-as a seus amigos.

Por Jakson Miranda