Lésbicas machistas empoderadas

Durante a Copa do Mundo, Nanda Costa, a nova lésbica prodígio da Globo, participou do programa de humor Zona Mista no canal Sportv.

O programa era bom. Capitaneado por Maurício Meirelles e Felipe Andreoli, abordava os acontecimentos do mundial com bom humor, sem pagar pedágio para o politicamente correto.

Justamente neste propósito, a participação de Nanda Costa suscitou uma piada reflexiva, obviamente programada pela equipe do programa.

Após passar um vídeo com os “gatos da copa”, Nanda reclamou e disse que queria ver as gatas também. A situação claramente era programada, tanto que havia realmente um vídeo de “gatas” a ser exibido, entretanto o subtexto transmitido pela piada era de que o pedido de Nanda Costa, uma lésbica, tornava permissível o que, se pedido por um homem, seria chamado de “machismo”, “opressão do patriarcado que trata a mulher como posse”, e “objetificação da mulher”.

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Nanda, no entanto, por se declarar lésbica obtém salvo-conduto para praticar aquilo que a polícia do pensamento costuma deplorar, e recebe aplausos e discursos da turminha.

Entretanto, se você tem um pênis, não ouse dizer ao vivo num programa de tv que quer ver as  gatas da copa. Você será linchado e o novo totalitarismo fará o que puder para embargar sua carreira.

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O mesmo se deu com Fernanda Gentil. Uma jornalista esportiva de médio escalão que atingiu o pico da carreira e a extensão de sua figura às páginas de celebridades quando vestiu o lesbianismo.

Não é habitual a presença de jornalistas esportivos nas manchetes por conta de sua vida pessoal, salvo os muito consagrados e consolidados… Não seria o caso de Gentil se sua homossexualidade não lhe suscitasse (perdoem, não resisto a trocadilhos, ainda mais se ruins) tamanha gentileza.

Para comprovar, é só fazer um exercício: jogue no google o nome de jornalistas esportivas mulheres heterossexuais e compare as notícias a respeito de sua vida pessoal com as de Fernanda Gentil…

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Não quero aqui ser leviano. Considero-a uma excelente jornalista.

Mas me parece também que esse negócio de sair de armário, nos dias atuais, dá uma guinada boa na carreira das pessoas…

Fernanda Gentil deu uma entrevista recente. Não sobre seu trabalho, mas sobre sua homossexualidade… Até aí, tudo bem. Normal, para uma imprensa acostumada a separar o joio do trigo… e publicar o joio. Saltou aos olhos, no entanto, o fato de Fernanda ter se assumido ciumenta e ter afirmado que às vezes diz à namorada, brincando, para ela ir trabalhar de burca…

Meus queridos amigos, entendo perfeitamente o modo jocoso e brincalhão aplicado por Fernanda em sua resposta.

Só que sou conservador. Conservadores são chatos, mas estão certos, como disse Scruton. Nessa situação, sou obrigado a lembrar que se um homem tivesse dito a mesma coisa, mesmo brincando, o mundo teria desabado.

“Machista, acha que é dono da mulher”.

“Trata como propriedade”.

“Não é brincadeira, é a cultura machista. Cultura do estupro!”

Mas Fernanda Gentil também garantiu seu salvo-conduto lacrador para dizer coisas proibidas no mundo atual para aqueles que namoram mulheres.

Porque no tabuleiro ideológico vigente, o machismo lésbico é permitido.

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Portanto, ninguém vai reclamar de Thammy Gretchen ter dito que não gosta que sua namorada use decotes porque acha vulgar.

Também não haverá chiliques quando ela reclamar das roupas reveladoras da namorada para ir à academia.

Assim funciona o lesbianismo machista empoderado. Aumenta a visibilidade na mídia, dá ibope, é patrocinável e ganha permissão especial para o que é politicamente incorreto aos outros.

Mas cuidado para não se confundir.

Os mesmos direitos não estão disponíveis para sua família patriarcal.

Por Renan Alves da Cruz 

 

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