Lagosta e vinho liberados para o STF

(Texto publicado em 06/12/2019)

Alguém surpreso com essa noticia? TCU liberou lagosta e vinho para o STF. Não, ninguém ficará surpreso.

Apesar do Ministério Público ter argumentado que o pregão para fornecimento  de refeições aos ministros do STF não coaduna com a crise econômica que o Brasil atravessou, os ministros do TCU liberaram o banquete, pago com dinheiro público, ou, pago com o dinheiro do gari, do agente penitenciário, do desempregado, do autônomo, do motorista de ônibus, com o seu e com o meu dinheiro. Esses, ou nós, nunca teremos em nossas mesas lagosta e vinho importado.

O teor do pregão foi divulgado pela imprensa no início de maio, e o Ministério Público apresentou ao TCU uma representação para apurar supostas irregularidades na licitação. No texto, o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, indicou que a notícia provocou “forte e negativa repercussão popular” e que os itens previstos no pregão contrastavam “com a escassez e a simplicidade dos gêneros alimentícios acessíveis – ou nem isso – a grande parte da população brasileira, que ainda sofre com a grave crise econômica que se abateu sobre o país há alguns anos”.

Para uma imensa parcela da população brasileira, o STF é uma vergonha. E o que o STF faz? Publica pregão para contratar empresa de fornecimento de refeições que custará modestos R$ 481.720,88. Isto é uma vergonha!

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Para finalizar, devemos lembrar que o STF é a instância suprema da nossa justiça e como tal, deveria zelar pela discrição, todavia, tem atuado mais como um grupo político, destoando na maioria dos casos, dos anseios por justiça da sociedade e agindo, como no caso das refeições, com uma afetação desmedida. É bem o perfil de Gilmar Mendes e Cia.

Por Jakson Miranda

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