Kalleo Coura, o garotinho esquerdista da Veja

Todos os colunistas do Voltemos à Direita já escreveram sobre a lamentável guinada à esquerda da Revista Veja. A publicação, que por anos se sustentou como um veículo confiável , há algum tempo começou sua caminhada “progressista”. Indo da centro-direita para o centro e, mais recentemente, para a centro-esquerda.

A promoção de André Petry à posição de editor-chefe levou os mais atentos leitores da revista a questionarem quando se dará a guinada definitiva: a carta-capitalização de Veja.

Ela já está acontecendo, em salpicos, espalhados em todas as edições. Às vezes de forma mais descarada, às vezes mais reprimida. A velha tática de bater e amansar.

E, tenho notado, dentro deste contexto esquerdizante, a ascensão de um jornalista: Kalleo Coura.

Houve um tempo em que os textos esquerdistas da revista ficavam a cargo de André Petry, que mais enfaticamente se desgarrava do teor comum. Kalleo então chegou em seu socorro.

A primeira vez que notei Coura foi no artigo em que, munido de argumentos ginasiais, já desmontados pelos principais especialistas no assunto, defendeu a farsa do desarmamento. Bene Barbosa, muito mais capacitado que eu e que Kalleo Coura para lidar com o assunto, se manifestou à época, repudiando a desinformação do rapaz e a irresponsabilidade de Veja por abordar com tamanho relaxo um assunto de vulto.

Coura então entrou no meu radar. A desonestidade intelectual de seu artigo era tão notória que resolvi ficar de olho nele.

Li todos os seus artigos desde então, não tendo dúvida sobre seu lado do espectro. Muitas vezes escreveu sobre temas que não lhe concediam brecha opinativa, mas quando espaço havia, sempre pendeu para o lado de Petry, se é que me entendem.

Não por acaso, desde a ascensão deste ao topo de Veja, Coura tem sido mais requisitado e suas asinhas estão mais abertas.

Já havia, outras vezes, pensado em escrever sobre ele, mas, com o país borbulhando, não tive oportunidade.

Resolvi lhe dar moral nesta semana em virtude de seus dois artigos na edição de VEJA. Kalleo assina uma matéria sobre a verve midiática dos juízes do STF, e outra sobre os interesses dos políticos (Aécio, Temer, Marina e Renan) no Impeachment.

Bem soltinho, talvez pela confiança cedida pelo novo editor, defende a posição dos isentões. Quer que todo mundo renuncie e que sejam realizadas novas eleições. É a mesma posição defendida pela Folha de São Paulo, a proprietária do Datafolha, segundo a qual eu e você ou não existimos ou somos invisíveis.

Também é a posição de Marina Silva… A progressista do momento.

Na outra reportagem, com correção, critica o excesso de falas fora dos autos dos juízes do STF, mas produz desinformação ao alfinetar o pedido de Impeachment de Marco Aurélio Mello, feito pelo MBL e entregue ao Senado.

O pedido, como qualquer ser que não ande com 4 patas no chão sabe, visa a emparedar Marco Aurélio, que em decisão esdrúxula, determinou que Eduardo Cunha acatasse um pedido de Impeachment contra Michel Temer, a despeito do mérito da denúncia.

Logo, o pedido do MBL não precisa ter mérito efetivo para ser ou não aceito pelo Senado, já que O PRÓPRIO MARCO AURÉLIO DETERMINOU QUE NÃO É MAIS NECESSÁRIO AVALIAR O MÉRITO, E SIM ABRIR UMA COMISSÃO.

A questão não é poder pedir impeachment de vice presidente ou não. O fato é que o ministro Marco Aurélio Mello usurpou para si prerrogativa que pertence a outro poder, motivo em que o MBL se baseou para fundamentar o seu pedido.

Ou seja, o ministro do STF se trancou dentro de um labirinto e jogou a chave para o lado de fora.

O pedido do MBL é legítimo ao fazer o nobre ministro se tornar alvo de sua própria irresponsabilidade jurídica e, claro, política.

O papel da revista Veja, como denunciadora das mazelas do pérfido governo petista, seria o de divulgá-lo, explicá-lo e apoiá-lo, justamente pela patacoada feita pelo ministro!

Mas não. Coube a Kalleo Coura ironizar o pedido.

E sabe por que?

Porque Kalleo Coura é a cara da nova Veja.

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