Executivo da Odebrecht relata mesada a irmão de Lula

Alexandrino Alencar, executivo da Odebrecht, relata como eram feitos os pagamentos a frei Chico, irmão de Lula.

Na delação, o executivo relata ainda um contrato de prestação de serviços firmados entre o irmão do ex-presidente e a empreiteira para que frei Chico atuasse em favor da Odebrecht junto a sindicatos.

Comunista velho de guerra, sindicalista de longa data, o tal do frei Chico é mais um exemplo clássico de como agem comunistas e sindicalistas. Quando o grande capital é para o bolso da turma, que se dane o proletariado.

Os depoimentos de cada executivo da Odebrecht têm sido um tsunami para a classe política.

Esse é o nosso Brasil!

Por Jakson Miranda

A lista de Fachin: podridão e vergonha

A lista de Fachin expõe à luz do dia a podridão da política nacional. É fato que expõe algo que já tinha seu cheiro putrefato incomodando as narinas de qualquer cidadão decente nesse país.

Leiam trecho de reportagem do Estadão

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra oito ministros do governo Temer, 24 senadores e 39 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas –como mostram as 83 decisões do magistrado do STF, obtidas com exclusividade pelo Estado. O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não aparecem nesse conjunto porque não possuem mais foro especial.

Voltamos

A lista de Fachin pode se tornar mais um clássico da cena política: Impunidade. Paguemos pra ver. Assim, quem não sente repulsa pela coisa toda? Quem ousa desavergonhadamente, defender esse ou aquele político? Esse ou aquele arranjo?  Aqueles que tratarão as coisas de um modo diferente que não seja a aplicação rigorosa da justiça não passam de lacaios dos poderosos. Não se iludam, há muitos com esse nível de caráter, que não conseguem dormir sem ajuda de um Rivotril. Isso é repugnante!

Mesmo que o rigor da justiça seja didaticamente aplicado, para inocentar ou julgar, salta aos olhos de qualquer pessoa a certeza de que o Brasil não é um país sério. Em qualquer nação, cujos homens e mulheres públicos, tivessem um mínimo de decência, civilidade, honra, caráter e vergonha na cara, diante de tão vexatória lista, renunciaria sem cerimônias aos cargos que ocupam.

Mas cá estamos nós. A lista de Fachin, se tudo acabar em pizza, ao menos nos ensinará que o Brasil está a anos-luz de distância de ser um país sério. Para consolo, continuaremos acreditando que o Brasil é o país do futuro e até lá, continuaremos sentido o cheiro fétido de vossas excrescências.

Diante disso, o único sentimento que pode suplantar a vergonha é a revolta.

Por Jakson Miranda

GILMAR MENDES IN CONCERT

Gilmar Mendes in concert. Por Percival Puggina

Não sei de onde me veio a ideia de que o STF fosse local de infatigável labor. Talvez do exíguo número de ministros, apenas onze para aquelas montanhas de processos. O mais recente dado que encontrei mencionava 77 mil deles. “Uma pela outra” como se dizia antigamente, dá algo como sete mil processos por gabinete. Não há como cumprir essa tarefa sem imensa dedicação ao trabalho, mormente se todos tiverem consciência de que qualquer atraso nas decisões é um freio de mão puxado na justiça ou um acelerador pisado na injustiça. Sempre há algo essencial para todos, para muitos ou para alguém, pendente de decisão. Essa imagem que eu fazia do STF como local de trabalheiras e canseiras se reforçava com a convicção de que as estantes repletas de processos aguardando vez através dos anos, não raro das décadas, haveria de causar angústias no ânimo funcional da Corte de seu quadro de servidores. Carmem Lúcia, atual presidente, confirmando esse sentimento em recente programa de TV, desabafou: “São onze ministros sem poder parar”.

Talvez ainda se agregasse, para formar a imagem de um local de febril agitação, o numeroso cortejo de servidores. São 1135 efetivos em atividade e aproximadamente 1200 terceirizados, totalizando 2335 pessoas; novamente “uma pela outra”, 212 por ministro. Tudo a um custo previsto de R$ 687 milhões, conforme Orçamento Geral da União para 2017.

Pois bem, outro dia, olhos grudados na TV assistindo o julgamento pelo TSE do recurso contra a chapa Dilma/Temer (matéria que há mais de dois anos tramita naquele órgão da Justiça Eleitoral), fiquei sabendo que, junto com o prazo adicional pedido para apresentação de novas provas, o retardo seria ainda maior em virtude de viagem do ministro Gilmar Mendes. Não se iluda, leitor. Não se trata de um bate-volta de Sua Excelência, com assento nas duas cortes (ele preside o TSE e é ministro do STF). Não, Gilmar faz uma conferência em Portugal e acompanhará as eleição francesa, ficando vários dias fora do Brasil em virtude desses dois importantíssimos e inadiáveis compromissos internacionais. O ministro está em férias? Não, leitor. Os dois meses de férias a que têm direito os magistrados seguem outra agenda e ela não coincide com os feriados prolongados nem compromete o recesso de duas semanas no final do ano.

Não meço titulares de poder como se fossem servidores públicos. Não são. Por isso não recebem vencimentos, mas subsídios. Mas o excesso de regalias escancara a porta para abusos e saracoteios como esse do ministro Gilmar Mendes. Enquanto promove encontros em Lisboa para discutir Direito, levando junto Dias Toffoli e três ministros do STJ, a Justiça se arrasta no Brasil pelo caminho tão ajardinado quanto lento da leniência dos prazos nos tribunais superiores. O evento é uma iniciativa periódica do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do qual Mendes é fundador, e do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Tem patrocínio da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), Itaipu Binacional e Federação do Comércio do Rio de Janeiro e apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), FGV, Fundação Peter Härbele, Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

Em primeiro lugar, Gilmar Mendes In Concert. O Brasil fica para a volta.

Artigo publicado originalmente no blog do Percival Puggina

 

O conluio entre Bolsonaro e Moro

Pronto! Tudo está devidamente esclarecido! A direita xucra e raivosa se deixou desmascarar e todos já sabem do conluio entre Bolsonaro e Moro.

É claro que todos já desconfiavam das intenções do juiz Sérgio Moro e aqui e ali, já havia informações dele ser financiado pela CIA e particularmente, por Donald Trump. São os EUA mais uma vez de olho no nosso petróleo, fazendo de tudo para que Lula não seja eleito democraticamente, com caixa dois e tudo em 2018.

Nada melhor do que treinar um juiz. Nada melhor do que cooptar o judiciário para prender todos os empresários e políticos que poderiam melar a cobiça Ianque.

Não foi só a CIA que entrou na jogada. Não é só Trump que age no submundo da nossa política. Para que a ação de tomada do Brasil pelos países opressores fosse bem sucedida, a Mossad também foi convocada. É ela quem treina e financia as ações midiáticas de Jair Bolsonaro.

Bolsonaro que nunca havia visitado Israel em toda a sua vida, depois do acordo não só visitou aquele país, como passou a defender com unhas e dentes o sionismo radical e opressor de Benjamin Netanyahu que incentiva descaradamente a construção de colônias judaicas em território palestino.

Ambos, Bolsonaro e Moro, foram descobertos. Estava os dois no Aeroporto Internacional de Brasília. Ambos cercados por agentes da CIA e Mossad.

Viram? Viram a sequência de comunicação não verbal que ambos trocaram? Certamente estavam tratando da condenação de Lula. Sem antes, claro, falarem das investigações contra políticos do PSDB. Tudo precisa estar pavimentado para que Bolsonaro chegue ao poder. E não pode haver uma pedra sequer no caminho, seja do PT, seja do PSDB.

Como parte da mídia é reacionária, opressora e conservadora, estão com o trabalho sujo de desinformação a todo vapor, disseminando a mentira de que Moro deixou Bolsonaro no vácuo. Aqui, vocês têm a verdade: Bolsonaro e Moro estavam cumprindo ordens e trocando informações ultrassecretas.

Não podemos finalizar esse texto sem antes nos manifestarmos contra o patriarcado cristão. Abaixo o patriarcado caucasiano heterossexual sexista opressor cristão!

Não fiquem surpresos.

Nós do Voltemos a Direita somos agentes infiltrados no meio conservador. Nossa verdadeira luta é pela paz, pelo amor e pela tolerância, somos de esquerda! Somos progressistas! Odiamos todos vocês e essa é nossa declaração de guerra!

Pronto, falei!

O diabo é que aparecerá alguém acreditando em tudo isso aí, mas hoje é 1º de Abril de 2017 e essa é nossa galhofeira contribuição ao dia da mentira.

Por Jakson Miranda

Rodrigo Janot acusa Gilmar Mendes de decrepitude moral

Rodrigo Janot, Procurador-Geral da Republica, rebateu de forma veemente o ministro do STF Gilmar Mendes. Mendes, no inicio da semana, fez duras criticas à PGR e ao Ministério Público Federal por supostos vazamentos de nomes investigados na Lava Jato.

Ao atribuir a divulgação de alguns nomes citados em delações premiadas a uma ação feita, segundo se noticia, pelo próprio MPF, o ministro do Supremo disse o seguinte:

Quando praticado por funcionário público, vazamento é eufemismo para um crime. E os procuradores certamente não desconhecem“, disse Mendes.

Hoje, foi à vez de Rodrigo Janot contra-atacar e de forma dura e veemente. Disse Janot

Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios. Mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e instrumentos legítimos de comunicação institucional”.

Continuou o Procurador-Geral da República:

Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar todos a sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se, não raras vezes, da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado”.

E arrematou

Procuramos nos distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder público e repudiamos a relação promíscua com a imprensa”.

Encerramos

Já criticamos duramente Rodrigo Janot. Já elogiamos e criticamos duramente o Ministro Gilmar Mendes.

É inegável que Brasília é um pântano e que há crocodilos famintos por todos os lados. Não se descarta, portanto, que estejamos diante de mais um teatrinho envolvendo os dois personagens, Janot e Gilmar Mendes.

É bem verdade que as criticas de Mendes tem razão. Para sanar o problema, retira-se o sigilo.

As palavras de Janot têm sentido, mas a refrega poderia ter sido abordada em tom menos belicoso.

O que queremos dizer com isso?

A priori, sou contra a retirada de sigilo dos nomes citados na delação da Odebrecht.

Isso é o que a classe política deseja e entendo esse desejo como uma estratégia de antecipar fatos que poderiam vir a tona em ano de eleição, ou seja, lidando com tudo agora, em 2018 o eleitorado já terá absolvido e se acostumado com o impacto de ter boa parte dos profissionais da política envolvidos em propinas, caixa 2, lavagem de dinheiro, etc.

Na mesma toada, a reação de Rodrigo Janot pode ter sido calculada, mas não em defesa da lisura, ética e transparência, mas sim, com o intuito de rajar de vez as relações entre PGR e STF. Resultado: maior retardamento de julgamentos e sentenças, negação de provas, etc, etc.

Como bem lembrou O Antagonista, quem ganha é a Orcrim.

A verdade é que está cada vez mais difícil sabermos quem faz parte da Orcrim e quem está contra a Orcrim.

Por Jakson Miranda

 

Ex-diretor da Dersa ameaça tucanos

O ex-diretor da Dersa ameaça fazer delação e implicar os governos de José Serra e Geraldo Alckmin.

Leiam o que informa o Painel da Folha de São Paulo

Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, passou mais de duas horas com um grupo de criminalistas nesta quarta (8). Ex-diretor da Dersa, estatal responsável por investimentos rodoviários de São Paulo, foi aconselhado a finalmente propor um acordo de colaboração ao Ministério Público Federal. Ele é citado por delatores da Odebrecht na Lava Jato. Teria revelações a fazer sobre o período de 2005 a 2010, que abarca governos de Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB.

Os advogados que aconselharam Souza disseram que ele deveria se apressar a falar. Acham que suas informações terão mais valor se forem apresentadas antes de as delações feitas por ex-executivos da Odebrecht se tornarem públicas.

Souza, de 2005 a 2006, sob a gestão de Alckmin, comandou um grupo que coordenava investimentos rodoviários entre Estado e municípios. Em 2007, quando Serra assumiu o governo paulista, ele foi alçado à Diretoria de Engenharia da Dersa.

Encerramos

O avanço da Lava Jato sobre os políticos tem deixado Brasília em polvorosa. Todos viram o que aconteceu com figurões do PT e o destino de muitos figurões de outros partidos pode ser o mesmo.

Para evitar a limpeza geral, alguns articulistas e intelectuais da imprensa, “alertam” contra o que chamam de “criminalização da política”, apontando que um cenário político de Terra Arrasada favoreceria em 2018, o PT.

É óbvio que enquanto o PT disputar eleições, riscos de que a sigla consiga vencer uma disputa existirão. Todavia, esse risco não pode ser tomado como argumento para vilipendiarmos a justiça e salvar A ou B de qualquer partido.

É possível que o Ex-diretor da DERSA, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, tenha muito a falar e nada para provar. Mas, e se o inverso for verdadeiro? Afinal, queremos ética na política ou nossa “ética” vale apenas para aqueles de quem somos oposição?

O PSDB já está há bastante tempo no Governo do Estado de São Paulo e esse é o momento do partido mostrar a seus eleitores que durante seus governos, tiveram o único objetivo de trabalhar pelo Estado e somente pelo bem público. Os eleitores agradecerão e a sigla sairá fortalecida.

Caso contrário, a Terra Arrasada será o melhor cenário, pois somente assim, poderemos reconstruí-la, lutando para evitar que aves de rapina volte a povoá-la.

Por Jakson Miranda

No TSE, Temer quer anular delação da Odebrecht

Os advogados do presidente Michel Temer, trabalham para anular delação da Odebrecht no TSE.

Leiam matéria do Estadão

Por Vera Rosa e Rafael Moraes Moura

A defesa do presidente Michel Temer estuda com sua equipe jurídica a possibilidade de pedir a impugnação de todos os depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O argumento é o de que tanto a convocação de Marcelo Odebrecht como a de outros empresários pelo ministro do TSE Herman Benjamin, relator do processo que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer, baseou-se em ato ilegal.

Para os advogados de Temer, o relator não poderia ter pedido o depoimento tendo como ponto de partida uma “prova ilícita”, que foi o vazamento da delação premiada do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho. A delação estava sob sigilo e veio a público em dezembro do ano passado.

Na prática, a estratégia da defesa do presidente vai depender do teor do conjunto dos depoimentos. Há, nos bastidores, uma avaliação de que algumas informações dadas por delatores à Justiça Eleitoral aparecem descontextualizadas, com potencial para prejudicar Temer, que pode perder o mandato.

Marcelo Odebrecht disse, na quarta-feira, 1.º, que o valor acertado para a campanha presidencial da chapa Dilma-Temer, em 2014, foi de R$ 150 milhões, sendo uma parte por meio de caixa 2. De acordo com ele, deste total, R$ 50 milhões eram uma contrapartida à votação da Medida Provisória do Refis, enviada ao Congresso em 2009. A MP beneficiou a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht.

O depoimento de Marcelo agravou a situação política do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que tirou uma licença informal do cargo dias antes de se submeter, na segunda-feira, 27, a uma cirurgia para retirada da próstata. Ao confirmar o relato de Melo Filho, dizendo que Temer não mencionou valores ao tratar de doação para a campanha do PMDB, em 2014, o empreiteiro apontou o dedo para Padilha.

O pedido de impugnação dos depoimentos dos delatores pode retardar o processo no TSE, empurrando o julgamento para 2018, último ano do governo Temer. Além disso, em abril e maio, terminam os mandatos de Henrique Neves e Luciana Lóssio no TSE. Temer poderá indicar dois novos magistrados para o Tribunal. Herman Benjamin – que tem dado sinais de que pedirá a cassação da chapa – encerra o seu mandato em outubro. “Nós não colaboramos para que o processo não tenha sido julgado ainda”, disse Gustavo Guedes, advogado de Temer. “Até agora não houve nenhum requerimento de prova e não procede essa história de que estamos esperando a troca de ministros no TSE.”

Voltamos

A reportagem deixa claro que o principal objetivo da defesa do presidente é anular a delação da Odebrecht. Ok, ok! O argumento pode encontrar eco na “jurisprudência”? É possível que sim. Todavia, salta aos olhos um detalhe: A defesa não está preocupada em desmentir os delatores! A defesa parece não estar muito preocupada em provar a inocência de Temer. Tudo isso não passam de detalhes que devem ser esquecidos, desde que, a delação seja anulada.

A delação da Odebrecht é tida por muitos como a mãe de todas as delações e que pode causar um tsunami em Brasília. Que fique claro, não possuímos políticos de estimação e se for necessário ir às ruas pelo Fora Temer, iremos.

E você, caro leitor, diante da delação da Odebrecht, acha que a chapa Dilma – Temer deve ser cassada pelo TSE?

 

Por Jakson Miranda

Juiz da Lava Jato no Rio pede escolta e carro blindado

O juiz da Lava Jato carioca, Marcelo Bretas, solicitou escolta policial e carro blindado ao Tribunal Regional Federal.

Leiam reportagem do Estadão

Responsável pela prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e de Eike Batista, o juiz federal Marcelo da Costa Bretas precisou pedir à Justiça escolta e carro blindado. A solicitação foi feita ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região em decorrência de “situações suspeitas”, disse uma fonte.

Na sexta-feira, o titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pelos desdobramento da Lava Jato no Estado, tornou réus na Operação Eficiência Eike Batista e o ex-governador do Rio por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Bretas aceitou denúncia do Ministério Público Federal apresentada no mesmo dia.

Eike foi acusado pela força-tarefa da Lava Jato de ter pago US$ 16,5 milhões em propina ao esquema liderado por Cabral para ter benefícios em seus negócios. Já o ex-governador foi acusado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ambos estão presos no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. O ex-governador do Rio já é réu em três ações penais.

Encerramos

Há inúmeros casos no Brasil, em que juízes pedem escoltas e andam de carro blindado. Há inclusive, juízes que mal podem sair de suas casas. São magistrados que atuam contra criminosos de alta periculosidade: Assaltantes, traficantes, assassinos. Quadrilhas de criminosos bem estruturadas, bem articulados e que possuem condições e não enxergam limites, podem matar um juiz por fazer seu serviço em julgá-los.

Qual é o tipo de quadrilha que o juiz da Lava Jato Marcelo Bretas enfrenta? Mandou prender Eike Batista e Sérgio Cabral.

Não sabemos se o pedido do juiz tem relação com essas prisões. Mas de uma coisa temos certeza: O ser humano é capaz de qualquer coisa e ao se vê diante da possibilidade de perder influência, privilégios e poder, é capaz até mesmo de ameaçar homens da lei e matar qualquer um que esteja atrapalhando o caminho.

Por Jakson Miranda

É urgente que o povo volte às ruas pela Lava Jato

É urgente que o povo volte às ruas pela Lava Jato. Trata-se de uma urgência que já vem sendo sentida por muitos e agora, diante da matéria de capa da revista Veja, fica patente.

Apesar de alguns, aqui e ali não tocar na questão. Apesar de alguns formadores de opinião tentarem desviar a atenção da população ora atacando a Lava Jato, em especial Sergio Moro e Dalton, ora elogiando o governo Temer, os fatos que vêm a tona são perturbadores.

Leiam trechos da matéria de Veja

Tudo conspira, dentro e fora do governo, para sabotar ou pelo menos restringir o alcance das investigações da Operação Lava Jato. Com o aval do Planalto, acusados de corrupção assumiram postos-chave no Congresso e o controle sobre a tramitação de qualquer projeto.

Os sinais da cruzada pela impunidade estão no governo, no Congresso, no Supremo e aparecem até na Policia Federal. A explicação é uma só: o silêncio das ruas.

Voltamos

A escolha de Temer por Alexandre Moraes para a vaga do STF, como se sabe, foi política. Todos contam com ele para frear a Lava-Jato. Já abordamos a indicação de Moraes em outro post. Na matéria de Veja, há mais detalhes sobre a indicação. Leiam

Temer escolheu Moraes depois de se reunir com o ministro do STF Gilmar Mendes, seu conselheiro de todas as horas…

No senado, Moraes será julgado pelos peemedebistas, no Supremo, os peemedebistas serão julgados por Moraes.

Continua a revista

Em outro movimento de cerco às investigações, o ministro Gilmar Mendes voltou a criticar a Lava-Jato, desta vez referindo-se às prisões preventivas determinadas pelo juiz Sergio Moro.

Nosso blog também fez criticas a fala do ministro Gilmar Mendes e não é de hoje que estranhamos os inúmeros comentários que o digníssimo faz sobre a Lava Jato. Chama a atenção que em seus comentários, Mendes em nenhum momento faz criticas aos políticos que praticaram corrupção ou receberam propina. É um ministro que serve à justiça ou a compadrios?

Veja ainda revela movimentos do governo extremamente preocupantes. Diz a matéria da revista:

O vale-tudo contra a operação, agora realizado à luz do dia, contra ainda com ações praticadas sem estardalhaço. Uma delas é o desmonte da força-tarefa da Lava-Jato. Responsável por aprofundar os inquéritos que resultaram na prisão dos empreiteiros, o delegado da Polícia Federal Eduardo Mauat foi removido para o Rio Grande do Sul.

Nos bastidores, ferve a acusação de que a ideia é deixar a equipe da Lava-jato mais ao gosto de Brasília e menos ao sabor de Curitiba.

Finalizamos

Já tecemos diversas criticas a revista da editora Abril. Inegavelmente nos últimos tempos, Veja deu uma guinada à esquerda, fato negado pela revista, mas, facilmente identificável pela maioria dos seus leitores. Todavia, sabemos reconhecer quando a revista traz reportagens de relevância para o Brasil.

Endossamos a reportagem de que tratamos nesse post por motivos óbvios. Trata-se de uma reportagem que lança lupa sobre movimentos que estão sendo feitos pelo governo Temer, que são noticiados aqui e ali pela imprensa, mas que, pelo turbilhão de informações diárias, não têm chamado nossa devida atenção. Precisamos tirar o nevoeiro da nossa frente. Precisamos voltar às ruas pela Lava Jato!

Por conta da Operação Lava-Jato, grandes empresários foram presos. Por conta das investigações da operação Lava Jato, o PT encontra-se hoje em frangalhos. Não, não apoiamos a Lava-Jato porque ela ruiu com o PT. Nosso apoio à Lava-Jato é irrestrito, contra todo e qualquer político ou partido que tenha praticado ilícito.

Concluímos reforçando a convicção que termos apoiado o impeachment de Dilma Rousseff não nos obriga a apoiar o governo Temer. Sermos oposição ao PT não nos faz aliados do PMDB ou do PSDB.

Apoiamos o Brasil e somos aliados daqueles que querem uma sociedade melhor, onde criminosos de qualquer origem e status, sejam punidos.

É urgente que o povo volte às ruas pela Lava Jato.

Por Jakson Miranda

Moreira Franco e os princípios do PT

Michel Temer quer por que quer Moreira Franco na Secretária Geral da Presidência da República, mesmo com fortes indícios de que tal nomeação não passa de uma tentativa de blindar-lo da Lava Jato.

Por conta desse incomodo indicio, a oposição foi a justiça e por ora, conseguiu barrar a nomeação. Argumentam que, Michel Temer tenta fazer com Moreira Franco, o que Dilma Rousseff tentou fazer com Lula, nomeando o ex-presidente ministro da Casa Civil. A manobra da petista não surtiu efeito. E a de Michel Temer?

Leiam essa matéria

Em meio a uma guerra de liminares, o ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira que julgará “no máximo” até amanhã dois mandados de segurança impetrados por partidos políticos para barrar a nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Celso de Mello é o relator de duas ações, que foram ajuizados pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade. “Vou analisar o pedido de medida cautelar e pretendo, no máximo, até amanhã liberar minha decisão”, disse o ministro ao chegar ao edifício-sede do STF para a sessão plenária. O ministro deve se reunir ainda nesta tarde com a advogada-geral da União, Grace Mendonça, para tratar do assunto.

Citado na delação da Odebrecht, que foi homologada no mês passado, Moreira ganhou foro privilegiado ao assumir o ministério extinto pelo governo Dilma Rousseff e recriado pelo presidente Michel Temer. Para o PSOL, a nomeação representa “grave afronta ao princípio da moralidade administrativa”.

 Voltamos

Lamentamos o fato de ser o PSOL a falar em moralidade administrativa. Cadê a independência do DEM?

Adiante

Por mais que o STF não encontre argumentos para barrar Moreira Franco, é inegável que sua presença no governo só aumentar o mal estar deste governo com a população, afinal, qual a real diferença entre o governo Temer e o PT?

Na sua opinião, o governo Temer segue os mesmos princípios do PT?

Por Jakson Miranda