Hashtag #CaetanoPedofilo vai para o topo do Twitter – cantor processa o MBL

Pois é, meus amigos. O velho esquerdista Caetano Veloso recorre à justiça burguesa e processa o MBL. Por qual motivo? O Movimento Brasil Livre repercutiu nas redes sociais a informação de que Veloso já com 40 anos de idade, teve relação sexuais com Paula Lavigne, então, com 13 anos, fato que, pela legislação atual se trata sim, de crime de pedofilia.

A própria Lavigne admitiu que perdeu sua virgindade, aos 13, com Caetano Veloso.

Contra fatos não há argumentos. Então, por que o artista baiano processa o MBL? Segundo Paula Lavigne, o MBL promove incitação ao ódio e ofensa.

Leia também:

Legalização da maconha no Uruguai faz crescer narcotráfico e homicídios

Percival Puggina – O golpismo das celebridades em Copacabana

Alguém aí me aponte aonde está a incitação ao ódio? Aonde está a ofensa que justifique uma ação penal?

À época do ocorrido, segundo a Folha, um quarentão e uma criança, manterem relação sexuais não era tipificado como crime.

À época do casamento de Caetano e Lavigne, em 1986, contudo, não havia a atual previsão de crime nas relações sexuais entre maiores e menores de 14 anos —a discussão era caso a caso, a cargo do juiz, com base no comportamento do/da menor.

Em 2009, o Código Penal recepcionou o que já se tornava comum na jurisprudência e passou a prever como estupro de vulnerável a relação entre um/uma maior de idade e um/uma menor de 14 anos, mesmo que com consentimento.

Fica-nos a suspeita de que a matéria da Folha tenta livrar Caetano Veloso do crime de pedofilia. Notem no entanto que embora não houvesse a “previsão de crime”, já se tornava comum na jurisprudência entender tais relações como crime.

De fato, mesmo não sendo por muito tempo, contemplada na jurisprudência, a relação sexual de um senhor de quarenta anos com uma criança de treze, é sem sombra de dúvidas, algo imoral, abjeto e asqueroso.

Então, ficamos assim: Caetano Veloso processa o MBL porque este mentiu ou por ter repercutido a cristalina verdade?

Por Jakson Miranda

 

As repetidas demonstrações da natureza antidemocrática do PT: parte 1

Conheci recentemente o portal O Direitista. Comecei a ler os textos e logo percebi que havia grande confluência entre as ideias de Alexandre B. Cunha, o autor, e as minhas a respeito do PT.

No momento em que li a série “As repetidas demonstrações da natureza antidemocrática do PT” pensei em republicá-la aqui no Voltemos à Direita.

Contatei o Alexandre, que me respondeu com enorme cortesia e me autorizou a republicar a série. Agradeço publicamente a ele e recomendo aos nossos leitores que acessem o portal www.odireitista.com para conhecer seu excelente trabalho.

Este é o primeiro de uma série de seis textos nos quais são discutidas algumas das recentes demonstrações da natureza antidemocrática do PT. Idealmente, eu discutiria neste blog todas as evidências que aquela organização já forneceu da sua essência totalitária. Contudo, essa tarefa não é exequível, pois tais evidências estão bem longe de serem poucas. Assim sendo, restringir-me-ei a discutir alguns episódios, todos relativamente recentes, que estabelecem de forma inequívoca que o referido partido possui um caráter ditatorial.

Considere o julgamento da AP (Ação Penal) 470, popularmente conhecida como o caso do mensalão. Naquela ocasião, o STF condenou por corrupção os proeminentes petistas José Dirceu, José Genoino, João Paulo Cunha e Delúbio Soares. Qual foi a reação dos militantes do PT? Passaram a se referir aos criminosos como “guerreiros do povo brasileiro”. Como se isso não bastasse, eles não hesitaram em declarar que os corruptos petistas devidamente encarcerados eram “presos políticos”.

Esse comportamento demonstra de forma clara o desapreço do PT pela democracia. Afinal de contas, como é possível que uma pessoa condenada pela mais alta corte de justiça de um país seja um herói ou um preso político? Ora, isso somente pode ocorrer em uma ditadura. Ou seja, com intuito de defender os seus militantes corruptos, o PT não hesitou em equiparar o Brasil a uma nação não democrática. Tal atitude é ainda mais condenável quando se leva em consideração que dos treze juízes que participaram do julgamento, dez foram indicados para o STF por Lula e Dilma.

O episódio acima discutido traz à luz outra característica do PT. Em sociedades democráticas, existe uma separação entre estado, governo e partido (ou partidos) no poder. A título de exemplo, considere o caso dos EUA. O presidente não pode utilizar recursos públicos para custear a festa de aniversário do seu partido; similarmente, a Reserva Federal (órgão equivalente ao Banco Central) não está subordinada a qualquer partido político (esteja ele no governo ou não). Exatamente o oposto ocorre em uma ditadura socialista. Em uma sociedade desse tipo, há uma submissão de toda máquina administrativa aos ditames do partido comunista. Como consequência, não existe uma efetiva separação entre governo, estado e partido.

Durante e depois do julgamento do mensalão, os petistas manifestaram abertamente o seu inconformismo com o fato de a justiça não atuar em consonância com os interesses do seu partido. Em outras palavras, eles são incapazes de aceitar que as instituições públicas não estejam a serviço da sua agenda política. Todavia, a separação entre estado, governo e partido no poder é um dos pilares da democracia. Aquilo que os petistas desejam somente ocorre em regimes totalitários. Assim sendo, esse episódio, isoladamente, já é suficiente para estabelecer a natureza antidemocrática do PT.

O próprio PT já discutiu essa questão ao analisar a sua passagem pelo governo. Em um documento aprovado pelo diretório nacional do partido em maio de 2016, está escrito o seguinte:

Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação.

Ou seja, na visão dos petistas, o partido errou ao não se apropriar de algumas instituições do estado brasileiro. Como não é razoável supor que eles persistam no erro, a conclusão a que se chega é que o PT tentará colocar toda a máquina pública a serviço do seu projeto de poder caso retorne ao Palácio do Planalto.

Ao menos em uma ocasião, a incapacidade petista de respeitar o princípio da separação entre estado, governo e partido se manifestou de uma forma que chegou a ser primária. Em 2004, durante o primeiro mandato de Lula, verbas públicas foram utilizadas para decorar os jardins do Palácio da Alvorada com uma estrela vermelha!

Concluindo, não devemos nos iludir com relação à real natureza do PT. Ele não aceita a separação entre estado, governo e partido. E não poderia ser de outra forma, pois os petistas têm como objetivo final transformar o Brasil em uma tirania socialista na qual todos os indivíduos e instituições estarão subordinados aos ditames daquela organização extremista.

 

Artigo de Alexandre B. Cunha, publicado em O Direitista

Senado derruba decisão do STF: O Aécio é um bom companheiro!

Por 44 votos a 26, o senado derruba decisão do STF e devolve o mandato de senador ao mineirin Aécio Neves. O resultado da votação indica a fragilidade da democracia brasileira uma vez que não há democracia quando não se vive sob o império das leis.

De igual modo, votos deixados pelos nobres senadores passaram ao largo de terem sido votos políticos. O nome que se dá à prática de fugir dos necessários esclarecimentos à justiça não é política, mas covardia e impunidade.

Leiam reportagem

O Senado derrubou decisão de turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e Aécio Neves retoma seu mandato de senador. Votaram sim, 26 senadores, e não, 44. Com a decisão, o senador Aécio Neves, afastado desde o fim de setembro por uma decisão da Primeira Turma do STF, retomará seu mandato.

O PMDB, maior partido do Senado, com 22 senadores, decidiu fechar questão e encaminhou voto favorável ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), nesta terça-feira, 17. Outros partidos como PP, PR, PRB, PTC e PROS se manifestaram pelo voto “não”, ou seja, contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela manutenção do mandato do tucano.

Leia também:

O sepultamento da carreira política de Aécio Neves é mais uma vitória da Lava Jato

De Temer a Aécio Neves: A culpa é da direita xucra ou, tem que manter isso aí, viu?

Apesar do receio de que a sessão acabasse ficando esvaziada, o quórum da votação foi alto, com 70 dos 81 parlamentares presentes. De acordo com entendimento do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o voto “sim” ou “não” precisaria reunir pelo menos 41 votos. Caso contrário, seria preciso realizar uma nova votação.

Falaram contra a decisão do STF os parlamentares Jader Barbalho (PMDB-PA), Telmário Mota (PTB-RR), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Roberto Rocha (PSDB-MA) e Romero Jucá (PMDB-RR).

Álvaro Dias (PODE-PR), Ana Amélia (PP-RS), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (REDE-AP) e Reguffe (Sem partido-DF) foram favoráveis ao afastamento.

Encerramos

A decisão do STF de afastar o senador Aécio Neves de suas funções parlamentares se deu por conta do pedido feito pelo senador, da quantia de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista. Para a PGR, o tucano praticou corrupção passiva.

Não podemos ser mais claros do que fomos no início desse texto. Arremato registrando que para confrontar a decisão do STF, Aécio Neves contou com o apoio de bons companheiros, entre eles Jader Barbalho, Romero Jucá e Renan Calheiros.

Aécio Neves é um bom companheiro!

Por Jakson Miranda

O Sucateamento da Polícia Civil de SP

Reportagem da Veja São Paulo, por Adriana Farias:

Qualquer paulistano que já tenha procurado ajuda em uma delegacia pode facilmente elaborar uma lista dos problemas mais comuns. Móveis velhos, paredes sujas, equipamentos obsoletos, funcionários insatisfeitos e espera interminável são um cenário corriqueiro na maioria desses locais há décadas.

Mas ainda que a expectativa do cidadão não seja encontrar um serviço padrão Scotland Yard, a badalada força britânica, existem indícios de que o quadro de desalento na Polícia Civil de São Paulo se agravou em tempos recentes. A começar pelas finanças.

Pela primeira vez nesta década, houve queda no volume de dinheiro gasto com a corporação em um ano. Os 3,7 bilhões de reais de 2016 representam 95 milhões de reais a menos em comparação com 2015. Apenas nos custos com pessoal, essa redução girou em torno de 34 milhões de reais.

Entulho acumulado em uma sala do “Garajão”, prédio-símbolo da Polícia Civil,
no centro (Sindpesp/Veja SP)

O montante alocado para investimento, de 24 milhões de reais, foi o menor desde 2010, com uma baixa acumulada de 78% de lá para cá. Como se não bastasse, a verba de manutenção caiu 10% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016, totalizando 165 milhões de reais.

Some-se a precariedade histórica a menos dinheiro em caixa e o resultado não poderá ser diferente. Os exemplos de sucateamento físico da Polícia Civil na cidade são identificáveis em vários departamentos. Algo evidente até no prédio símbolo da corporação, o quartel-general do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), próximo à Avenida Ipiranga, no centro.

Apelidado de “Garajão”, o local vive clima de abandono, com elevadores parados, janelas quebradas, extintores inoperantes e pilhas de entulho empoeirando-se por todo lado. Em outra unidade importante, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na Avenida Zaki Narchi, na Zona Norte, 54 viaturas caindo aos pedaços se acumulam no pátio à espera de ser leiloadas como sucata.

No Grupo de Operações Especiais (GOE), no Campo Belo, rachaduras espalham-se pelas paredes. Por falta de manutenção, os quatro helicópteros do Serviço Aerotático, usados em operações antissequestro, prisões de organizações criminosas e transporte de órgãos a hospitais, chegaram a ficar parados por sete meses no Campo de Marte. Dois deles voltaram a voar recentemente, mas os outros, da década de 80, serão vendidos para cortar custos.

A falta de dinheiro é visível também na escassez de material e de serviços básicos nos distritos. Funcionários da Academia de Polícia, no Butantã, e das dez delegacias vinculadas à 1ª Seccional do Centro, como o 3º DP, nos Campos Elíseos, andam realizando vaquinha do próprio bolso para contratar faxineiros, pois estão sem limpeza há três meses por problemas na licitação do serviço, processo de responsabilidade do governo estadual sob gestão de Geraldo Alckmin.

Saguão da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, no centro: espera de até seis horas para registrar um boletim (Reinaldo Canato/Veja SP)

A escassez atinge até setores que atuam na segurança direta da população. Após perder quase 70% de seus 300 profissionais em uma década, o Grupo de Operações Especiais (GOE) passou a circular em muitos casos com dois agentes por viatura — o ideal são três. “Somos convocados para dar reforço em confrontos, mas, muitas vezes, os bandidos continuam em maior número”, diz um agente.

A crise de recursos coincide com um momento de piora em alguns índices de produtividade da Polícia Civil na capital. Houve redução em onze das treze estatísticas contabilizadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado.

O mais preocupante diz respeito ao número de inquéritos instaurados, importante termômetro de eficiência policial, que teve queda de 3%. Dos cerca de 320 000 boletins de ocorrência registrados de janeiro a junho, 16% se tornaram investigações. Em países como a Inglaterra, por exemplo, esse índice ultrapassa 30%.

Outros números que apresentaram baixa foram os de prisões efetuadas (6%), flagrantes (7%) e apreensão de entorpecentes (43%). No mesmo período, houve aumento na incidência de sete dos crimes que mais afligem os paulistanos. Entre eles estão roubo (3%), furto (9%), latrocínio (45%) e estupro (85%). “O crescimento de crimes contra o patrimônio sugere que a polícia não está conseguindo desmantelar as quadrilhas”, diz o especialista em segurança pública Guaracy Mingardi.

Helicópteros parados por falta de manutenção no Campo de Marte: exemplos de sucateamento em várias unidades (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Quem viveu a corporação em épocas anteriores se impressiona com o atual panorama. “Abandonaram a polícia investigativa”, lamenta o deputado estadual Antonio Assunção de Olim, mais conhecido como Delegado Olim, do Partido Progressista (PP), com vinte anos de atuação na área.

No caso da Polícia Científica, há déficit aproximado de 510 funcionários na capital. “Um laudo que deveria ficar pronto em dez dias está levando meses”, diz o perito Eduar do Becker Tagliarini, presidente do sindicato da categoria.

Como o governo do estado mais rico do país, nas mãos do mesmo partido, o PSDB, há 22 anos, pode ter deixado a situação chegar a esse ponto? Segundo o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, São Paulo é o estado que mais gasta com essa área. Em 2015, por exemplo, investiu 9 bilhões de reais em policiamento, mais que Bahia, Paraná e Pernambuco somados.

Segundo alguns especialistas, o principal erro foi de gestão. “Faltou uma visão estratégica sobre segurança pública, que é tratada quase como um problema só da PM, sem integração nem equilíbrio”, afirma Rafael Alcadipani, professor de administração da FGV e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Raquel Gallinati, do sindicato dos delegados: arquivo de fotos da degradação (Reinaldo Canato/Veja SP)

Mesmo na PM, existem problemas. Faltam cerca de 1 430 agentes na tropa e o salário médio de 3 000 reais não é reajustado faz três anos. “Há desmotivação geral”, afirma Wilson Morais, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM de São Paulo.

Ainda assim, a corporação encontra-se em uma situação um pouco melhor. Na última década, não enfrentou redução de orçamento. Em 2016, o aumento foi de 2,5%, chegando a 13,6 bilhões de reais, mais que o triplo do direcionado à Civil. “A PM tem custo maior, com mais viaturas e atividades ostensivas”, justifica o secretário de Segurança Pública, Mágino Alves.

O governo reconhece as dificuldades, mas garante que não há motivos para alarme. Alves não concorda que exista relação entre a atual penúria de recursos e alguns números de baixa produtividade nas delegacias. “Uma queda de 3% no número de inquéritos abertos não é expressiva”, defende.

O secretário reforça seu argumento apontando altas em outros critérios, como esclarecimento de crimes por meio de reconhecimento (47%) e pedidos de prisão preventiva (46%). “Além disso, reduzimos o índice de homicídios na capital de 51,2 para 6,3 a cada 100 000 habitantes entre 2000 e 2017. Em Chicago, por exemplo, essa taxa é o triplo.”

O secretário diz que uma série de estratégias de curto e longo prazos vai solucionar ou amenizar os principais problemas. A primeira medida envolve um repasse de 19 milhões de reais em setembro para gastos com material e equipamentos. “É um dinheiro que não resolve o quadro crítico”, diz Raquel Gallinati, do Sindpesp. “Teria de ser um valor seis vezes maior.”

As promessas de Alves incluem a chegada de 100 novas viaturas, 2 500 pistolas e três ônibus, um investimento extra de 16 milhões de reais. Para contornar a falta de pessoal, serão nomeados nos próximos quatro meses os candidatos que passaram no concurso público de 2013, para ocupar 64 postos de delegado, 258 de escrivão e 902 de investigador no estado (um terço disso na capital).

Mágino Alves, secretário de Segurança Pública: verba e concurso público (Charles Sholl/Futura Press/Veja SP)

O edital de um novo concurso está previsto para ser lançado até o fim do ano e as vagas serão preenchidas no decorrer de 2018. Há planos para resolver outras questões urgentes. O “Garajão” será desocupado em setembro para uma reforma e a sede do GOE tem um projeto pronto para a realização de obras no prédio, que está em más condições. Existem ainda licitações em fase final para a contratação de serviços de limpeza nas delegacias e nos departamentos especializados.

Números preocupantes

As estatísticas da crise que aflige a instituição

95 milhões de reais foi a queda nos gastos em 2016, a primeira em sete anos

1 110 é o déficit de delegados e investigadores na capital

3% é a taxa de redução nos inquéritos abertos em 2017

45% foi a alta nos latrocínios no primeiro semestre deste ano

Ex-presidente Dilma Rousseff tem bens bloqueados pelo TCU

Ex-presidente Dilma Rousseff tem bens bloqueados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), cuja medida tem por objetivo ressarcir a Petrobrás pelos danos causados pela petista e Cia com a compra da refinaria de Pasadena.

Leiam matéria do site da Isto É

O Tribunal de Contas da União (TCU) decretou nesta quarta-feira o bloqueio dos bens da ex-presidente Dilma Rousseff e de outros ex-integrantes do Conselho de Administração da Petrobras visando ressarcir a empresa do prejuízo de 580 milhões de dólares provocado pela compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA.

A decisão atinge ainda o ex-ministro Antônio Palocci; o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, Claudio Luis da Silva Haddad, Fábio Colletti Barbosa e Gleuber Vieira.

O bloqueio é passível de recurso tanto no TCU quanto na Justiça, mas tem efeito imediato e deixa os bens indisponíveis até que se atinja o valor de 580 milhões de dólares.

Segundo o TCU, o bloqueio vale até que o mérito do processo seja julgado, com a condenação ou absolvição dos citados.

Os afetados pelo bloqueio integravam o Conselho de Administração da Petrobras quando foi aprovada a compra de 50% da refinaria de Pasadena, em 2006. Dilma também era ministra da Casa Civil do então governo de Luiz Inácio Lula da Silva e presidia o Conselho.

Leia também:

Odebrecht pagava partidos para cederem tempo de TV à campanha de Dilma

Dilma furou a fila da aposentadoria para obter benefício logo após o Impeachment

A aquisição de 50% da refinaria, por 360 milhões de dólares, excedeu em muito os 42,5 milhões de dólares pagos um ano antes pela belga Astra Oil por todo o complexo.

Em 2012, a Petrobras foi obrigada a comprar 100% da unidade, elevando o custo final do negócio a 1,2 bilhão de dólares para a estatal.

A assessoria de Dilma informou que a ex-presidente recorrerá da decisão “para comprovar que não houve qualquer ato ilegal ou irregular que o Conselho à época tivesse conhecimento”.

A nota afirma que o Conselho foi comunicado apenas dois anos depois que as informações que obteve sobre Pasadena “eram parciais e incorretas”.

Voltamos

Está corretíssimo o TCU. Até que se julgue a culpabilidade ou inocência da ex-presidente Dilma, os bens de todos os que faziam parte da Conselho Administrativo devem estar à disposição da justiça.

Por Jakson Miranda

Nota de esclarecimento de um banco qualquer

O humor é uma das armas mais efetivas de combate na Guerra Cultural.

Não é a única, mas é utilíssima, atingindo um contingente de público muitas vezes inatingível de outras formas.

Livros de Roger Scruton, Olavo de Carvalho e Theodore Dalrymple nem sempre cairão nas mãos do grande público. O humor, ademais, consegue driblar certas conjunturas, servindo para demonstrar a hipocrisia e psicopatia do pensamento de esquerda.

No youtube o Hipócritas Canal está utilizando o humor como meio de divulgação do duplo padrão moral da esquerda, e fazemos questão de ajudar a divulgar o vídeo a seguir, que demonstra a visão ideologizada por trás dos últimos acontecimentos, em que bancos financiam exposições infladas de depravações e aberrações, normatizando práticas como zoofilia e pedofilia.

O Banco soltou uma nota oficial se vitimando, usando termos politicamente corretos.

Mas o que queria dizer era isso aqui:

Por Renan Alves da Cruz 

“Aluno Inteligente” de Stephen King e a atração doentia pelo nazismo (II)

Pois bem. Cá estamos novamente!

Este artigo foi iniciado com uma introdução necessária sobre o interesse dos estudantes de história pelo nazismo e com um pouquinho do universo Stephen King no cinema. Hoje, como prometido, vestirei meu elmo enferrujado de resenhista para falar especificamente da história “Aluno Inteligente”.

Se você não leu a introdução, clique AQUI e fique alinhado ao conteúdo completo desta análise.

Vamos lá!

Todd Bowden é um Golden boy. O menino que os outros querem ser. O sonho de metade das garotas da escola. Louro, alto, bonito. Boas notas, educado, família de bom poder aquisitivo, esportista laureado, etc, etc, etc.

Desde o princípio, os predicados de Todd são enfatizados, e a contraposição deles à sua real natureza são um dos pontos mais altos do livro. Todd é um psicopata em construção. Seu interesse pelo lado pérfido do nazismo ultrapassou a fronteira da curiosidade natural e mergulhou na fixação doentia. O garoto é fascinado pelos campos de concentração.

O interesse é tamanho e realizado com tanta acuidade que Todd estuda a vida dos principais nazistas responsáveis pelo andamento das coisas, não apenas gente como Hitler, Goebbels e Mengele, mas também o segundo escalão. Em seu vício, passa a conhecê-los, respirá-los, cheirá-los como a uma carreira de pó.

Estamos nos idos da década de 70. Os israelenses estão com sangue nos olhos caçando nazistas fugitivos. O Mossad está na espreita, à procura de qualquer informação que remeta a um alta patente foragido.

Todd Bowden sabe disso tudo quando pega um ônibus com um velho e, encarando-o, acessa seu vasto arquivo memorioso e a informação vem pelando:

É Kurt Dussander, o carrasco responsável pelo campo de Patin.

Todd não pestaneja. Segue o velho e se cerca de todas as certezas e proteções possíveis antes de abordá-lo.

O velho nega. Diz que é Arthur Denker. Todd diz que ele é Dussander. “Não sou”, retruca, “sou Arthur Denker”.

Dussander – Denker – Dussander – Denker – Dussander – Denker – Dussander – Denker.

Quando o velho finalmente cede, forçado pelo menino à confissão, recebe o seguinte ultimato em troca de silêncio: o menino quer saber TUDO o que aconteceu nos campos. Quer detalhes. Quer saber como gritavam, como cheiravam, como morriam…

A partir daí as vidas de Dussander e Todd se ligam de maneira indesenlaçável. A atração pelo mal passa a alimentá-los num parasitismo infernal, onde ambos são vítimas e carrascos um do outro. Cada qual com sua chantagem – Dussander teme ser entregue, Todd teme ter sua anormalidade descoberta – mergulham nos abismos mais pútridos da existência humana, alimentando o monstro insaciável que cultivam dentro de si.

Como pano de fundo, é importante notar a tapadice dos pais de Todd, que mimam e idolatram o garoto, no melhor estilo “meu filho único que tem tudo”, querendo ser amigões do moleque ao invés de exercer com austeridade o papel que lhes cabe. É possível perceber neles um traço paternal muito presente em fins do século XX e começo do XXI, cada vez mais endossado pelas mídias sociais, que é o filho tornado adorno de pais infantilizados.

Numa jogada repleta de significância, Dussander nunca chama Todd pelo nome. Algo que o garoto nunca consegue aceitar. Mas Dussander despersonaliza pessoas desde o campo de concentração, não será Todd que o mudará. É algo descontrolado, que nenhum dos dois domina. Todd não consegue domar Dussander como planejara e percebe enfim que ao encontrá-lo selou também seu próprio destino.

O nazismo precisa ser estudado, repetido, devassado, tal qual o comunismo, seu coirmão genocida, que hoje ainda é permitido mundo afora, e protagoniza cenas de totalitarismo nos locais em que rasteja. Sou contra, inclusive, à proibição do Mein Kampf, o livro de Hitler, que nosso Estado tutelador proibiu de circular. Ideias não se combatem na ignorância do seu conteúdo, mas no conhecimento das suas fraquezas.

As barbáries precisam ser ensinadas, para não serem repetidas.

Entretanto, repudio o culto à memorabilia nazista, que permanece uma febre, pois não consigo desligá-lo da aprovação do ideário. O comércio desse tipo de material alimenta e é fomentado por saudosistas do nazismo.

Há muita ficção escrita com o nazismo sob pano de fundo. O marketing da curiosidade permanece inabalável. E não diminuirá, a não ser que a humanidade perpetre algo pior num curto espaço de tempo. De outro modo, o centenário da ascensão de Hitler dará novo fôlego ao que foi realizado pelos arquitetos do III Reich. Aparecerão bons, razoáveis e péssimos livros que abordam a questão, entretanto, poucos conseguirão tocar nas especificidades conseguidas por King.

Muita gente se pergunta onde estava Deus quando estas coisas aconteceram. Onde Ele estava quando Hitler inflamou a Alemanha com seu discurso? Onde estava quando os judeus foram levados aos campos? Onde estava quando a barbárie descaiu sobre o mundo civilizado?

Você pode ter se feito estas perguntas. Pode ter achado as respostas. Pode ter desistido de entender. Pode ter desistido de Deus.

Stephen King é somente um ficcionista, mas fornece um belo contributo a estes questionamentos através do personagem de Morris Heisel, que surge bem no fim da história, trazendo a concepção de que os desígnios divinos, embora não entendidos, no fim são perfeitos.

Numa escala de 0 a 10, “Aluno Inteligente” é nota 11.

Uma história perturbadora, para quem quer entender o nível de depravação moral da natureza humana.

Por Renan Alves da Cruz

 

 

 

 

 

Universidade com Partido

Artigo de Percival Puggina:

A concessão do título de Doutor Honoris Causa ao réu condenado Luiz Inácio Lula da Silva pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) seria caricatura de um ato acadêmico sério, não fosse retrato fiel da universidade brasileira.

O que aconteceu ali se reproduz no nosso ensino superior, em pluralidade de formas e manifestações, com a apropriação do espaço docente por fazedores de cabeça a serviços de simpatias e paixões partidárias e ideológicas. As exceções não são significativas e não alteram o cenário geral. Nem prejudicam os objetivos, que são buscados mesmo quando, para alcançá-los, é necessário expor-se ao ridículo, como neste caso.

O juiz Evandro dos Reis ao deferir tutela de urgência em ação popular e suspender a concessão do título, apontou vício de iniciativa do proponente, observância incompleta ou irregular das formalidades requeridas para a concessão, ilegalidade da concessão e desvio de finalidade na oferta do laurel. De fato, a solenidade de entrega ao agraciado ocorreria em ato incluído na agenda política “Lula pelo Brasil”. Em outras palavras, tudo foi pensado e feito para usar a UFRB como palco das pautas e objetivos do Partido dos Trabalhadores, cujos militantes aparelham e exercem domínio tirânico no mundo acadêmico brasileiro.

A entrega do título foi cancelada, mas o ato político permaneceu, sendo transferido para a porta da UFRB, onde o presidente Vagner Freitas, da CUT, afirmou que “Sem Lula, eleição é fraude”. E acrescentou: “Companheirada, vamos levar isso como mantra, trazer no nosso coração e dizer a quatro pontos nesse pais sem lei”. A companheirada de fora aplaudiu em uníssono com a companheirada de dentro.

O fato ficará marcado na história da decadência da universidade brasileira, que perdeu rumo e prumo, confiada a facções militantes. Já não se contentam com disseminar o mesmo vírus ideológico. Querem mais; querem, realmente, tomar as instituições e colocá-las a serviço das causas e pautas da … companheirada. Quem usa a Educação para tais fins só pode ser contra o Escola Sem Partido. E essa é a razão de sua necessidade.

 

 

Ativista gay quer limites à liberdade de crença

Toni Reis, conhecido ativista gay, publicou um artigo no jornal Gazeta do Povo, com ideias no mínimo perigosas a respeito da liberdade de crença.

O artigo Liberdade de crença versus apartheid social é sintomático de uma característica que nós aqui no Voltemos à Direita denunciamos há muito tempo, que é a veia autoritária deste movimento, que mediante o argumento de lutar por direitos de um grupo, procura suprimir a liberdade de expressão de quem não age segundo seu prontuário de exigências.

Chamei esta postura, num artigo recente, de Totalitarismo LGBT, e acho interessante trazer o texto de Toni Reis à baila, expondo meus contrapontos.

Os trechos em vermelho são do texto de Toni. Refuto em azul:

Liberdade de crença versus apartheid social

Está para ser julgado pela Suprema Corte dos Estados Unidos o caso de um confeiteiro processado por um casal gay por se recusar a confeccionar o bolo de casamento dos mesmos, com base em convicções religiosas contrárias ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. No Colorado, estado onde aconteceu o fato, é proibida por lei a discriminação por orientação sexual. Desta forma, venceu nas instâncias inferiores da Justiça a alegação de discriminação impetrada pelo casal.

O título escolhido por Toni já diz muito. A liberdade de crença é contraposta a algo que ele compara ao apartheid, como se os homossexuais estivessem fracionados da sociedade por culpa da liberdade de crença. Usar termos como “apartheid”, “fascismo”, “nazismo”, são táticas de discurso superadas, pueris, além de desrespeitarem as verdadeiras vítimas destes movimentos. Não há alegação alguma que justifique assemelhar a conjuntura da população LGBT no Brasil e no Ocidente a um estado insuperável de segregação social, ainda mais provocado pela liberdade de crença.

Ele então apresenta o acontecimento que usará como base para a defesa de cerceamento da liberdade religiosa de quem pensa diferente dele: o caso de um confeiteiro que se recusou a fazer o bolo de casamento de um casal homossexual.

Abrimos aqui a dissensão de maneira clara e reparem como chega até a ser engraçado: Trata-se de um embate de ideias em que a pessoa que reclama de intolerância é a que quer cercear a liberdade de pensamento de quem discorda…

Afinal, nós não queremos impor a Toni Reis ou a qualquer militante do movimento LGBT a mudança de seu pensamento. Os seres superiores, que se consideram dotados de augusta sapiência presciente, e que querem enquadrar juridicamente pessoas por crime de opinião, são eles. 

O caso pode parecer trivial, mas ganhou importância porque levanta o debate sobre o desencontro entre os princípios constitucionais da liberdade de crença e de expressão, por um lado, e da não discriminação, por outro lado. O caso é um de vários parecidos ocorridos em diversos estados norte-americanos – de empresas sendo processadas por se recusarem a prestar serviços a casais do mesmo sexo por motivos religiosos – e a decisão da Suprema Corte poderá ser decisiva em determinar até onde vai o direito de liberdade de expressão e crença sem que se incorra em discriminação por orientação sexual.

As pessoas LGBTI e de outras minorias não querem e nem devem viver marginalizadas

O caso não parece trivial. Pelo contrário, é um caso de brutal seriedade. Uma decisão proferida pela Suprema Corte de uma das mais consolidadas democracias do mundo que ofereça superpoderes jurídicos a um determinado grupo, cassando a liberdade de pensamento dos outros, é algo de suma importância, que pode servir de bússola ao mundo no que diz respeito à inviolabilidade do direito de professar uma crença pessoal.

Uma decisão da Suprema Corte americana que viole esta liberdade pode solapar aquilo que conhecemos como democracia, direcionando o mundo todo a uma rotatória perigosa e totalitária.

A liberdade que pessoas do mesmo sexo possuem de viver sob o mesmo teto e relacionar-se afetiva e sexualmente não é afetada pela crença de quem, por convicção religiosa, acredita que o casamento é um sacramento só possível entre um homem e uma mulher.

Portanto, a recusa na confecção do bolo não coíbe ou impossibilita o relacionamento do casal.

Haveria discriminação se o confeiteiro agredisse o casal em virtude de sua sexualidade. Da forma como ocorreu, quem se prejudicou foi o próprio profissional, que optou abrir mão de um trabalho pelo qual seria remunerado.

Ao tentar forçar o profissional a agir em desacordo com suas crenças, realiza-se uma coerção. Tenta-se fazer com que uma pessoa contrarie suas próprias convicções, por imposição daquele que quer que sua vontade seja cumprida.

Um dos argumentos apresentados pela defesa do confeiteiro é o de que o casal poderia ter encomendado a confecção do bolo em outra confeitaria. Os advogados do casal veem neste argumento um paralelo com a segregação racial que existia nos Estados Unidos até os anos 1960/1970, antes de se tornar ilegal, na qual as pessoas negras tiveram de utilizar serviços específicos para elas, separadas das pessoas que não eram negras. Surge neste contra-argumento a visão de que a liberdade irrestrita de crença e expressão pode criar desigualdades e divisões discriminatórias e nocivas entre diferentes setores da sociedade, a partir da não aceitação por alguns de determinados aspectos da diversidade inerente nela.

Aqui esbarramos no ponto já abordado quando questionei o uso do termo “apartheid”. O movimento LGBT tira de seu mausoléu argumentativo comparações equivocadas, que tentam fazer demonstrar que há um movimento orquestrado que viola direitos elementares de pessoas homossexuais, como se tivessem que frequentar ambientes isolados e vivessem à margem da sociedade. Na verdade, é bem diferente da realidade que contemplo, em que vejo homossexuais frequentando quaisquer ambientes e atuantes em todos os setores de atividade. Considerar que haja semelhança entre a situação dos homossexuais, que são cultuados todos os dias nos meios de comunicação e nas redes sociais, representados no Parlamento e contemplados pelos mais variados direitos EXCLUSIVOS, é de uma colossal desfaçatez!

É aqui que Toni Reis solta a pérola máter: “a liberdade irrestrita de crença e expressão pode criar desigualdades e divisões discriminatórias e nocivas entre diferentes setores da sociedade, a partir da não aceitação por alguns de determinados aspectos da diversidade inerente nela.”

Juro que esta afirmação me assusta e que temo o mundo ansiado por gente que pensa desta maneira. O raciocínio chega a ser tacanho, algo como: pensar diferente é o que torna o mundo desigual, portanto, impeçamos que se pense diferente!

Essa é a essência confessa do que chamo de Totalitarismo LGBT.

No Brasil, já há decisões do Supremo Tribunal Federal de que o direito individual de liberdade de expressão não pode ser utilizado como salvaguarda para conduta ilícita que fira a dignidade humana alheia. No caso em tela, do bolo de casamento, pelo princípio constitucional da não discriminação, a prestação de serviços não pode envolver a criação de distinções entre seus usuários ou clientes em potencial, com a recusa de atender aqueles/as que estejam em desacordo com as convicções pessoais de quem presta o serviço.

Vamos colocar a coisa em termos práticos: um cristão crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto, é um livro sagrado. Ele considera que deve se nortear pelo que está escrito neste livro para agradar a Deus e cumprir seu propósito de existência. Este livro que ele toma como sagrado se posiciona contra o casamento de pessoas do mesmo sexo e diz que ele deve se posicionar assim, portanto, esta pessoa crê que se não agir desta forma está desobedecendo Deus, cometendo o que chamamos de pecado. Essa pessoa então se posiciona contra o casamento de pessoas no mesmo sexo.

Ela não os impede, apenas se recusa a tomar parte.

Ao obrigar que essa pessoa afronte aquilo que toma como propósito de máxima importância em sua vida, algo de valor metafísico, que a colocará em confronto interno consigo mesma e com seus valores, quem está cometendo violência contra quem?

Quem teria de lidar com maiores danos: quem teve que comprar o bolo em outra confeitaria ou quem desobedeceu um preceito que considera sagrado, dado por um Deus cujo fiel acredita que o propósito de sua existência é adorá-Lo e obedecê-Lo?

Se estamos falando de dignidade humana, quem teria de lidar com o maior dano emocional?

Não é preciso que se compactue das mesmas crenças de um devoto para respeitar o direito que ele tem de ter a crença, e agir conforme os preceitos dela.

Mas a lição subjacente a este debate vai além do mero comércio. É hora de fazer valer o justo meio entre a não discriminação e a liberdade de expressão e crença. Majoritariamente, as pessoas LGBTI e de outras minorias não querem e nem devem viver marginalizadas no gueto que a intolerância de setores fundamentalistas e ultraconservadores propõe. Devem exercer o direito de viver de forma integrada na sociedade, compartilhando em igualdade os bens nela existentes, com base no respeito mútuo.

A liberdade de expressão e crença, dentro dos limites da lei, é inviolável. Se o casal homossexual tivesse sido agredido ou ofendido eu concordaria com a posição de Toni Reis, entretanto, enquanto o exercício  das liberdades preservarem os direitos de todos os envolvidos, estes direitos não podem ser cassados mediante nenhum pressuposto.

Os cristãos respeitam os homossexuais e não desejam coibi-los ou cerceá-los. Acreditamos na igualdade, não nos privilégios, e consideramos que a liberdade deve ser comum a todos. Toni Reis deve ser livre para discordar de tudo o que penso, e eu, de tudo o que ele pensa, sem que nenhum de nós seja cerceado.

Não queremos lhes impor obrigação de viver debaixo de um totalitarismo cristão, mas não toleraremos permanecer debaixo de um totalitarismo LGBT.

Por Renan Alves da Cruz

A imbecilidade esquerdista em ação

Os que nos acompanham há mais tempo sabem, mas como sempre há gente nova chegando, nunca é demais repetir: este é uma portal mantido por historiadores, formação que o editor e colunista do Voltemos à Direita, Jakson Miranda, e eu, Renan Alves da Cruz, compartilhamos. Inclusive nos conhecemos na universidade, um ambiente absolutamente dominado por esquerdistas.

Delatamos insistentemente o que os “colegas”, cujo coleguismo dispensamos, estão ensinando por aí, agindo de maneira explícita em franca e contínua doutrinação, transformando salas de aula em palanques de pregação marxista.

Denunciar o que ocorre, para nós que estamos neste meio, se torna, portanto, uma obrigação moral.

Por isso faço questão de reproduzir na íntegra o artigo de Percival Puggina, que já entrevistamos aqui no portal, um dos mais lúcidos escritores da direita nacional.

Ele mostra claramente o tipo de “seres pensantes” (que pelo menos assim se consideram), que estão sendo produzidos em série pelos nefastos “educadores” de linhagem paulo-freireana.

Se quer conhecer um pouco mais do pensamento conservador, leia constantemente os textos do Percival Puggina.

Segue seu artigo “A Internauta Militante” na íntegra. Você pode ler este e outros textos em seu portal:

A moça tem um cortejo de seguidores e funciona, naquele grupo, como uma professora de História do Brasil que preferisse o Paleolítico. Ataca as Grandes Navegações, as usinas hidrelétricas, o capitalismo e o “brutal bloqueio” norte-americano a Cuba. Ela descobriu que os coxinhas tiraram a Dilma para “botar o Temer lá” porque ele é o chefe da quadrilha e a Dilma ia estourar o ponto. A cada frase dessas, a galera esgota o estoque daquelas figurinhas “emojis” com palmas, socos, braços musculosos, polegares erguidos, sorrisos e corações. Juro que vi até um burrinho, mas foi coisa de alguém que clicou errado.

Na opinião dela, o Temer tem que sair. É um imperativo moral. Tão imperativo moral quanto a prisão de Sérgio Moro, a absolvição imediata de Lula em todos os processos, a execução de Eduardo Cunha, a volta de Dilma, a proscrição da Rede Globo e a capitalização da Carta Capital em joint venture com o BNDES. Posta diante da questão – “Tirar o Temer para pôr quem?” – ela estufa o democrático busto e pede eleições gerais.

Grande ideia! Para funcionar, há que: 1º) mudar a Constituição; 2º) alterar todos os prazos já definidos; 3º) redigir e aprovar as leis complementares necessárias para regrar o pleito; 4º) feito isso, esperar que o TSE redefina as muitas questões que lhe cabe normatizar a cada eleição; 5º) obter do governo a liberação dos tais R$ 3,6 bi ditos imprescindíveis ao financiamento público da campanha. Sobre o fulano que vai presidir a República durante esse tempo eu só sei que se não for “companheiro” a tal internauta estará na rua com um cartaz “Fora fulano”.

Se o Congresso Nacional abraçar a solução proposta pelo elevado discernimento político da moça, é certo que a eleição fora de prazo vai acontecer realmente fora de prazo, lá por 2020. Fica a dica para Maduro, que está muito a fim de evitar uma eleição direta censitária.

Por falar nisso, ela é fã do Maduro. Encanta-se com aquele jeito de Mussolini de opereta e com o vocabulário “bolivariano” de 500 palavras. E está indignada (deve ter ouvido orientações de Gleisi Hoffmann) com as críticas que os coxinhas fazem ao camarada ditador da Venezuela sem terem ido lá para ver o que “realmente está acontecendo”. No post seguinte, de modo coerente, recomendou ler o que se escreve lá fora sobre o Brasil.

Tentei explicar que a Câmara dos Deputados não julgou e menos ainda absolveu Michel Temer; esclareci que cabia àquela Casa apenas definir se convinha ou não ao país que o presidente viesse a ser julgado pelo STF naquele momento. E afirmei que novos fatos ou diferentes circunstâncias poderão, no futuro, recomendar decisão diferente. Foi a conta! Recebi um página inteira de emojis malcheirosos e fui bloqueado. Não consegui dizer que em 2005 e 2006, quando estourou o mensalão e a Orcrim se tornou conhecida, 33 pedidos de impeachment de Lula foram protocolados e arquivados na Câmara dos Deputados. Nenhum de parlamentar. Por quê? Os políticos sabiam que havendo eleição logo adiante, um processo de impeachment complicaria a cena eleitoral, administrativa e econômica. As responsabilidades criminais seriam tratadas na Ação Penal 470, no devido tempo e no foro adequado. O que de fato aconteceu. Quem quer o circo pegando fogo está noutro lugar e com a vida ganha.