Uma resposta épica à questão da “maioria pacífica” de muçulmanos

Já escrevi em outros textos que o maior sinal de degradação do mundo atual é ver os atos terroristas cometidos por islâmicos se transformarem rapidamente em discursos contra a islamofobia. Ou seja, a sociedade ocidental é atacada, e ainda por cima acusada de rotular de maneira preconceituosa seus destruidores.

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No entanto, Brigitte Gabriel proporcionou uma das respostas mais épicas dos últimos tempos a respeito do tema, quando interpelada por uma estudante americana de direito, muçulmana, durante um evento. Assumindo tom professoral, a estudante mencionou o número de 1,8 bilhões de muçulmanos no mundo e evocou a desculpa da maioria pacífica.

Tomou uma invertida que demorará para esquecer.

Assista o vídeo. Garanto que vale cada segundo. E como a audiência fez, você também terá vontade de aplaudi-la.

Touche! Havendo projeções de que os extremistas se tratam de 15% a 25% do total de muçulmanos, temos um contingente de 200 milhões de terroristas em potencial, apoiando atos de terrorismo ou capazes eles próprios de atacar o Ocidente. Este número, pode ter certeza, dobra quando o assunto é Israel e a possibilidade de varrê-lo do mapa.

A lenga-lenga progressista, com seu falso e seletivo amor ao próximo, quer fazer parecer que tratar o islamismo como perigoso é um ato de intolerância. O engraçado, porém é que essas carpideiras optam por ignorar que um quarto de bilhão de seus seguidores são não apenas intolerantes, mas terroristas em potencial.

E a escalada de violência na Europa é a prova tácita desta constatação.

Se necessário, o islamismo deve sim ser analisado à luz da minoria violenta, porque estamos lidando com uma “minoria” de centenas de milhões. Se os pacíficos ou moderados estão preocupados com a generalização, que se juntem a nós na trincheira, se posicionando e enfrentando os radicais.

Na situação atual o Ocidente precisa se proteger. E para isso, se necessário for, apelará à generalização.

Uma “minoria” de 200 milhões de extremistas não suscita postura diferente.

Por Renan Alves da Cruz 

No TSE, governo aposta em vitória

O julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE,  agita a semana política e jurídica do país. Sobre o referido julgamento, já fizemos nossas observações no post Julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE resolverá a crise? Trata-se de um dado que o próprio governo admite: a crise está longe de passar.

No entanto, no TSE, o governo Temer aposta em vitória, seu receio, no entanto, é com a divulgação ou surgimento de algum “fato novo”.

Leiam trecho de reportagem do Estadão.

Após duas sessões do julgamento da ação no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o Palácio do Planalto contabiliza uma maioria apertada, mas suficiente para garantir a absolvição do presidente. A maior preocupação, porém, é com um “fato novo” referente às investigações envolvendo o presidente que possa influenciar no resultado do processo. A previsão é de que o julgamento termine, no mais tardar, no sábado. 

Voltamos

Para quem está acompanhando o julgamento, melhor, para quem está acompanhando o processo, desde a denuncia feita pelo PSDB (para encher o saco, segundo Aécio Neves), sabe que há elementos suficientes para embasar a cassação da chapa Dilma-Temer.

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Há pouco mais de um ano, se Dilma não houvesse sofrido o impeachment, era dado como certo sua saída pelo TSE. De lá pra cá nada mudou. Assim, uma possível decisão no TSE favorável ao governo Temer, não será uma decisão pautada pelo aspecto jurídico, mas sim e, sobretudo, pelo aspecto político. São as absolvições de conveniência. As absolvições de ocasião, coisa que não é novidade em nosso país.

Fosse no Brasil, a história que cunhou a expressão “Ainda há juízes em Berlin” não teria acontecido e se tivesse sido registrada, teria cunhado uma outra expressão: “Ainda há acordos no Brasil”.

Voltando ao julgamento no TSE, ficará claro e de forma nada inédita que se absolvido o governo, será uma absolvição que não terá a inocência como sinônimo.

O governo faz suas contas e torce para que antes do veredicto, não venha à tona um fato novo. É como um ladrão que certo da parcimônia dos juízes para com seu aparente pequeno delito, torce para que não se descubra que além de roubar, ele achou tempo de assassinar e esconder o corpo.

Por Jakson Miranda

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Julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE resolverá a crise?

É lamentável e deprimente o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE. Isso porque não é coisa de país sério um tribunal demorar aproximadamente três anos para iniciar o julgamento de uma chapa que concorreu a um pleito eletivo para um mandato de quatro anos.

Quando o qualificado tribunal chegar a um veredicto, se chegar, já estará às portas de uma nova eleição, ou seja, na prática, estamos falando de um veredicto cujo efeito sobre quem cometeu crimes eleitorais e zero.

E o que vai acima não é o mais grave. As revelações feitas por poderosos e influentes empresários no âmbito da Lava Jato demonstra que as eleições no Brasil há muito que estavam contaminadas pelos mais diversos crimes e delitos, de caixa dois a compra de partidos e políticos de aluguel. Trocando em miúdos, por décadas, um dos mais sagrados instrumentos da democracia, a escolha dos representantes por meio do voto popular, estava maculada por incontáveis falcatruas. Até esse momento, onde estava a justiça eleitoral para impedir esses crimes? Onde estavam os órgãos independentes de investigação? OAB? Entidades internacionais?

Como disse o ministro Gilmar Mendes, o Brasil está se tornando uma organização tabajara. Nós concordamos com tal afirmação, acrescentando que o próprio Gilmar Mendes no TSE já deu mostras que quer manter Michel Temer presidente. Haja óleo de peroba para tamanha cara de pau!

Como não há mal que dure para sempre, o ministro do TSE Herman Benjamin, já sinalizou que seu voto será pela cassação da chapa. Os demais excelentíssimos ministros, seguirão Herman Benjamin?  A verdade é que, como três anos é pouco, alguma das excelências pode achar mais prudente pedir vistas do processo. E aí, o julgamento no TSE ficará para o segundo semestre de 2017.

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Michel Temer vai e deve continuar no cargo?

Mas afinal, o julgamento da chapa Dilma-Temer resolverá o quê? O presidente Michel Temer acredita piamente que em caso de absolvição, seu governo estará ganhando legitimidade para continuar no comando. Nesse caso, Rodrigo Rocha Loures será escanteado por Temer, sob o argumento jurídico de inocência. “Você acreditará no que seus olhos veem ou no que dizem nossos ministros do TSE”. Seria a ponderada fala de Michel Temer ao incrédulo cidadão.

Para quem torce pela condenação e consequente cassação, o próximo passo seria a escolha do novo presidente tampão. Nessa situação, o único caminho que possa dá ao Brasil um mínimo de seriedade é a eleição indireta.

Em todo caso, o julgamento da chapa Dilma-Temer, inocentando-os ou os condenando, não apagará os podres revelados sobre os petistas, Dilma, Lula e Cia. Temer não estará isento de responder as 84 questões que lhe foram enviadas pela PF.

Rocha Loures poderá nos dá mais alguns capítulos da trágica e aterrorizante odisseia da política brasileira. Aécio Neves e o PSDB poderão acrescentar outros.

Por fim, o caro leitor e a prezada leitora devem estar se perguntando: Afinal, o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE resolverá a crise? Evidentemente que se trata de uma pergunta retórica. Na prática, a crise no Brasil, seja ela qual for, só será resolvida quando corruptos e corruptores forem parar atrás das grades e quando hipócritas demagogos e oportunistas, forem execrados da vida pública, jurídica e política do nosso país.

A partir desses passos, poderemos pensar em resolver nossas crises.

***

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Por Jakson Miranda

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Presidente Michel Temer quer o fim da Lava Jato?

O presidente Michel Temer quer o fim da Lava Jato? Muitos indícios apontam para isso.

É certo que em diversas ocasiões se decretou o fim da Lava Jato. Dilma Rousseff, Lula e o PT tentaram por diversas vezes acabar com a principal investigação contra a corrupção no país. Não deu certo!

Agora é a vez de o presidente Michel Temer, tudo indica, investir a fim de barrar o avanço das investigações.

É curioso constatarmos que parte dos manifestantes que foram as ruas pedir a saída de Dilma Rousseff em atos históricos, prefere agora a permanência de Michel Temer.

É curioso porque não há nenhuma justificativa para sua permanência, ao contrário, há abundantes motivos para qualquer um que deseje um país minimamente decente pedir a saída do atual presidente.

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Se o governo Temer já era moralmente indecente por formar uma equipe ministerial com nomes investigados pela Lava Jato, tornou-se moralmente criminoso com a divulgação da conversa entre o presidente e o dono da JBS.

Decretou-se o fim de Michel Temer! Que, no entanto, cambaleia para manter-se na presidência, repetimos, com senão anuência de grande parte da população, ao menos com a indiferença desta.

Nesse ponto, engana-se quem pensa que a contraofensiva do Planalto se restringiu e se restringirá apenas a laudos fajutos da gravação. Ou a discursos evasivos que nada trazem de respostas concretas.

Temer quererá o fim daqueles que jogaram seu nome no centro das investigações. Nem que para isso atue pelo fim da Lava Jato.

Ao tomar posse, o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, ao mesmo tempo em que afirma cinicamente que a Lava Jato é intocável, admite que pode fazer mudanças em cargos estratégicos da investigação.

O site O Antagonista resumiu bem a questão em duas notas que deixam claro que quem decidirá o futuro da Lava Jato não será o novo ministro, mas, Michel Temer.

Michel Temer já entregou a Torquato Jardim a missão de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. A seguinte é substituir os delegados da Lava Jato.

Ele só vai parar quando acabar. 

E o mais revelador

Michel Temer asfixia financeiramente a Lava Jato, tenta garantir foro privilegiado a Rocha Loures, o seu homem da mala, faz chicana para evitar depor sobre a sua relação subterrânea com Joesley Batista — que afirma ter comprado o silêncio de Eduardo Cunha –, nomeia um ministro da Justiça para ser o seu advogado de defesa informal e, agora, manda esse mesmo ministro trocar a direção da PF.

O presidente da República sente-se livre para obstruir a Justiça diante de uma nação inerte.

É impressionante.

Encerramos

Engana-se quem pensa que algum político deseja a continuidade das investigações. O que eles querem isto sim, é o fim da Lava Jato.

O PT de Dilma e Lula não conseguiu. Não conseguiram porque estavam acuados pelas críticas e pela oposição das ruas.

Temer, aqui e ali, pode estar sendo duramente criticado, porém, neste momento, conta com a benevolência das ruas vazias. Estas, quando minimamente ocupadas, são por grupelhos vermelhos, tão picaretas quanto os atuais políticos, que hoje trabalham assiduamente pelo fim da lava jato.

Nesse ponto vale a indagação seguida de uma dúvida: Onde está a direita? Faz parte da direita quem defende a manutenção de Michel Temer na presidência?

Por Jakson Miranda

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Michel Temer vai e deve continuar no cargo?

O presidente Michel Temer vai e deve continuar no cargo? Qual a sua opinião, caro leitor, prezada leitora?

 

De acordo com o blog Implicante, a tendência hoje é que Michel Temer continue no cargo de presidente do Brasil. Para o blog, é muito provável que no julgamento da chapa Dilma/Temer, algum ministro peça vistas do processo e isso significa… Tempo indeterminado para a retomada do mesmo.

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Pronunciamento de Temer e a pergunta que não quer calar

Ainda segundo o Implicante, outras possibilidades de saída de Temer perdem força, como uma possível delação de Rocha Loures, um processo de impeachment ou renúncia. A continuar como está, ou seja, sem nenhum outro fato novo, Temer continuará na Presidência da República.

Por outro lado, o site O Antagonista, publicou ontem uma nota com o seguinte titulo: Temer já caiu. Resta saber se deixará o planalto. Leiam trechos do que diz o artigo:

Michel Temer finge que é o garantidor das reformas econômicas, mas todo mundo sabe que é mentira. Temer virou empecilho para a realização de mudanças na Previdência e nas leis trabalhistas. Sua permanência no Planalto dependerá de um toma-lá-dá-cá ainda mais intenso e desavergonhado com parlamentares, sem que reforma nenhuma esteja garantida no dá-cá.

Quando me perguntam se Temer cairá, respondo que ele já caiu. O que está sendo decidido agora é se deixará o Planalto ou não. Se conseguir ficar, estará condenado a ser um morto que finge estar vivo. Se conseguir ficar, condenará o país a ser um vivo que finge estar morto.

Encerramos

Para nós do Voltemos à Direita, Michel Temer não tem condições morais para continuar na Presidência da República, sua permanência, portanto, só será possível mediante conchavos nada republicanos, nada éticos e absurdamente imorais.

Não faremos nenhuma previsão, porém não nos surpreenderemos se algum dos excelentíssimos ministros do TSE pedir vistas do processo da chapa Dilma/Temer. Que não seja Gilmar Mendes, para a coisa não ficar assim tão escancaradamente vergonhosa.

Já formulou sua opinião? Para você, o que é melhor para o Brasil, Temer continuar ou Temer cair fora? Vá lá no inicio do artigo e deixe seu voto.

Por Jakson Miranda

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MPF fecha delação que pode derrubar Lula

Por Ernesto Neves, na coluna Radar:

O Ministério Público Federal acaba de fechar um acordo de leniência com João Alberto Lovera, ex-gerente administrativo e financeiro da Odebrecht. Ele trabalhou por 31 anos na empreiteira.

Segundo o órgão, Lovera pretende relatar fatos supostamente criminosos relacionados à aquisição do terreno do Instituto Lula.

Lovera afirma que visitou o terreno em julho de 2011 acompanhado de Lula, a ex-primeira-dama Marisa Letícia e Paulo Okamotto.

A compra deste local teria acontecido com recursos do Setor de Operações Estruturadas, como era chamado o departamento responsável pela distribuição de propina da empreiteira.

“… firmando o compromisso de dizer a verdade, passa a detalhar o que se segue: que no segundo semestre de 2010, teve conhecimento de que houve solicitação de Marcelo Odebrecht a Paulo Ricardo Baqueiro de Melo, para que adquirisse imóvel destinado à construção da futura sede do Instituto Lula”, diz trecho do termo de adesão de Lovera.

O depoimento prossegue: Lovera relata que em 2010 acompanhou Paulo Melo (executivo regional da Odebrecht Realizações Imobiliárias e Participações, conhecida como OR) num encontro com Roberto Teixeira, apontado como advogado do Instituto Lula.

A Odebrecht, então, teria dado parecer contrário à compra do terreno devido a pendências judiciárias do local. “…. algum tempo depois, soube por Paulo Melo que o referido imóvel seria adquirido pela empresa DAG…”, disse ele ao MPF. Posteriormente, o local seria passado ao Instituto Lula.

“… em julho de 2011, juntamente com Paulo Melo, acompanhou uma visita ao terreno da qual participaram o ex-presidente Lula, bem como sua esposa, Marisa Letícia, Paulo Okamotto….”, disse o MPF.

“… algum tempo depois dessa visita, soube que o cliente desistiu da aquisição do terreno….”

“por conta disso, soube que a OR pesquisou uma série de outros imóveis para o Instituto Lula. Que, com relação ao imóvel da Rua Haberbeck Brandão, esse foi posteriormente adquirido pela OR….”

Opinião do Voltemos à Direita: 

Lula já deveria estar derrubado, enjaulado, pagando pelos irrefutáveis desmandos cometidos. Muitas vezes vimos relatos de que determinada delação seria a definitiva, mas a verdade é que a soma de todas as delações monta o quebra-cabeça que culminará com o ocaso do maior estrume político que este país já viu.

Em algum momento a última peça será encaixada e o ex-presidente será conduzido ao seu lugar de direito: um catre prisional e a lata de lixo da história.

 

 

 

 

Acordão político é com Gilmar Mendes

Mais um acordão político tem a costura esboçada no submundo político de Brasília. Agora, cogita-se o nome de ninguém menos do que Gilmar Mendes para presidente da República. Sempre ele! A impressão que fica é a de que sempre que se discute um acordão político ou jurídico, (Não confundam com acórdão) o nome de Mendes é mencionado para sacramentá-lo.

Já é um descalabro total quando ministros da Suprema Corte participam de acordões políticos meramente políticos. A coisa degringola de vez para a imoralidade quando tais acordões políticos, entre políticos e magistrados, ocorrem com o único fim de livrar corruptos e corruptores de encontrar-se com a justiça.

Não é a primeira vez que o nome do ministro Gilmar Mendes encontra-se nessa zona nebulosa de dúvidas. Há poucos dias trouxemos o caso de um Habeas Corpus envolvendo um ex-deputado que a um ano espera pelo parecer do ministro. Gilmar Mendes não julga habeas corpus que está há um ano em suas mãos

Entendam o caso

O ministro Gilmar Mendes, relator do habeas corpus da defesa do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, retirou o processo da pauta do Supremo Tribunal Federal (STF). O recurso apresentado pela defesa seria julgado nesta quinta-feira (11) e definiria finalmente se o ex-parlamentar iria ou não ser submetido a júri popular.

De acordo com a assessoria de imprensa do STF, não há previsão para que o pedido seja recolocado em pauta. As famílias de Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, e Gilmar Rafael Souza Yared, 26, mortos em um acidente de trânsito provocado por Carli Filho, esperam pelo julmento do ex-deputado há oito anos.

Com o habeas corpus, a defesa quer cancelar o júri popular e fazer o réu responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O pedido de habeas corpus foi negado em fevereiro de 2016 pela Justiça do Paraná, mas os advogados recorreram ao STF.

Carli Filho é acusado de duplo homicídio com dolo eventual. Na denúncia do Ministério Público a acusação afirma que, na noite do dia 7 de maio de 2009 o ex-deputado dirigia embriagado (com 7,8 decigramas por litro de sangue) e a uma velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, em uma via onde a velocidade máxima permitida é de 60 km/h. No entendimento do MP, o então deputado assumiu o risco de matar.

Por envolver um deputado, o caso teve repercussão nacional e gerou comoção. Os carro do ex-parlamentar praticamente “decolou” e passou por cima do veículo das vítimas, arrancando o teto do automóvel. Os dois jovens morreram na hora.

Acordão político?

Se a coisa é assim com um ex-deputado, não seria diferente quando se envolve figuras de proa como Lula e Temer.

Ao ter o nome envolvido em mais um acordão político, Gilmar Mendes rasga sua biografia, joga na lata do lixo a vergonha na cara e contribui pela manutenção de um retrocesso que ainda teima em sobreviver em nossos dias: Todos são iguais, mas uns, são mais iguais que os outros.

Por Jakson Miranda

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Fim do governo Temer. Fim das ambições políticas de Aécio. E a direita com isso?

Fim do governo Temer. Ponto! A única dúvida que lhe resta é se renuncia ou perde o mandato via TSE.

A mesma pessoa que pôs fim ao governo Temer, Joesley Batista, também foi a responsável pelo fim das ambições políticas do senador Aécio Neves. Ao menos num horizonte próximo.

Todas essas figuras coroadas da nossa política caíram ou estão caindo por conta dos seus próprios atos e em consequência deles, a justiça está no encalço.

E a direita com isso? Será que nesse momento a direita deve apoiar Temer e fazer vistas grossas àquilo que se descobre sobre Aécio a fim de evitar um retorno do PT?

Devemos manter isso aí? Releiam um pouco do que escrevemos tão logo surgiram as denuncias contra Temer e Aécio

Independentemente dos próximos acontecimentos e do futuro de Temer, os apoiadores do governo peemedebista deverão ter em mente o seguinte:

Tem que manter isso aí, viu?   Significa a continuidade da corrupção.

Tem que manter isso aí, viu?  Significa o sistemático desvio de verbas.

Tem que manter isso aí, viu?  Significa o malfadado toma lá, dá cá.

Tem que manter isso aí, viu?  Significa o pagamento e recebimento de propinas.

Tem que manter isso aí, viu? Significa colocar as relações de compadrio acima da lei.

Algum brasileiro que deseja o bem do Brasil apoia isso aí?

Em 2014, o tucano Aécio Neves esteve perto de ser eleito presidente da República. A vitória de sua adversária, Dilma Rousseff, foi decidida ali… Na parte final das apurações de votos.  Ficou como a campanha mais acirrada da história do Brasil.

Grande parte do sucesso do candidato tucano deveu-se, inegavelmente e imerecidamente, aos votos da direita então emergente naquele momento. Após o pleito, em entrevista ao O Globo, Aécio Neves cunha a seguinte frase: “Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou“. Fez bem!

De lá pra cá, Aécio Neves fez jus a sua frase. Enquanto escrevo isso, leio que o STF acaba de determinar seu afastamento do senado e decidirá se ordena sua prisão por ser ele, alvo de investigação da Policia Federal sob a suspeita de recebimento de propina. Sua irmã foi presa!

Aécio Neves mostrou quem é. Não quis ser empurrado para a direita, mas, empunhou com firme convicção a bandeira de que Tem que manter isso aí, viu?

***

O fim do governo Temer ao menos deixará de legado às futuras gerações um epíteto que traduz à perfeição nossa política dos dias atuais.

Por Jakson Miranda

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Luiz Inácio Lula da Silva vai se safar?

Luiz Inácio Lula da Silva vai se safar? SQN!!

Em Brasília não se fala em outra coisa a não ser no nome que sucederá Michel Temer até o dia primeiro de janeiro de 2019.

Mas de uma coisa todos têm certeza. O próximo presidente do Brasil, seja esse ano, seja em 2019, não será Aécio Neves.

Dilma, Aécio e Temer, já são considerados carta fora do baralho. Ao menos na política que chega à superfície.

E a grande pergunta é: Com Temer e o PMDB seguindo a mesma rota decadente do PT. Com parte do grande tucanato indo na mesma toada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se safar?

Não devemos esquecer que para o ex-presidente, só há dois destinos, ou, dois caminhos, lembrando reportagem do jornal Washington Post.

Daqui pouco mais de um ano, o político mais popular do Brasil pode estar dormindo em um de dois lugares: no conforto atrás das portas do palácio presidencial ou atrás das grades”, diz o Washington Post

E então, com toda essa balbúrdia que está nossa política, Luiz Inácio Lula da Silva vai continuar por aí, livre, leve e solto? Melhor, a partir de 2019 estará dormindo no conforto nababesco do palácio presidencial? SQN!

Ou, estará confortavelmente dormindo em um colchão fino, sob uma cama de cimento, em um cubículo de alguns poucos metros… Ele e mais uma centena de companheiros?

Em sua opinião, Luiz Inácio Lula da Silva trilhará qual caminho?

 

Por Jakson Miranda

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Calma lá com o vitimismo, Reinaldo Azevedo! E os emails do Diogo Mainardi que você publicou?

A não ser que você more em Marte, já deve estar sabendo do obscuro vazamento da transcrição de uma conversa telefônica entre Reinaldo Azevedo e a irmã de Aécio Neves.

Já nos posicionamos a respeito e, embora haja algumas coisas estranhas no pedido e aceitação da demissão do jornalista por parte da Veja e da Jovem Pan, como mencionou nosso editor Jakson Miranda AQUI, não negamos que o caso é uma fragrante violação constitucional do sigilo entre um jornalista e sua fonte.

Isso você deve ter lido também em muitos outros lugares. Parece uma posição consolidada de todos aqueles que entendem a importância do papel da imprensa e como sua coerção é uma ameaça à democracia e à liberdade.

Isto posto, quero abordar aqui outro aspecto deste acontecimento.

O Reinaldo que agora foi vítima deste ato há pouco tempo atrás vazou, sem autorização do interlocutor, sua troca de emails pessoais com o jornalista do portal O Antagonista, Diogo Mainardi.

Sim, claro que são coisas diferentes. Mas não deixa de ser irônico que Reinaldo sinta tão pouco tempo depois o dissabor de ter sua privacidade exposta de maneira desleal sem sua concordância, assim como ele fez com Diogo.

Sei que o que fizeram com Reinaldo afronta a Constituição, pois parece se tratar de uma ameaça velada aos jornalistas que criticam determinadas instâncias. Por outro lado, confesso que não sei se o “vazamento” dos emails trocados com Diogo Mainardi sem a autorização deste são passíveis de processo. Me falta estofo legal para falar sobre isso.

Mas não deixa de ser curioso, amigos, pensarmos nas voltas que a vida dá. Há um certo tom irônico em tudo isso, que não posso me imiscuir de relatar aqui. Não compactuar com o vazamento e entender a gravidade da situação não elimina a percepção do quanto a situação é uma daquelas típicas em que alguém “colheu o que plantou”.

Se você não soube da confusão prévia, o que houve foi que Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi, amigos de longa data, romperam a amizade após as críticas que Diogo passou a fazer a Reinaldo no portal O Antagonista. As críticas começaram quando Azevedo passou a defender… digamos… coisas estranhas. Num certo momento dos idos da Lava-Jato, Reinaldo parecia ter se tornado o hospedeiro do oitavo passageiro. O cara não parecia mais ele mesmo. Defendia o que antes criticava e criticava o que antes defendia.

Se você nos acompanha há mais tempo sabe que escrevemos diversas vezes sobre isso. Sobre como Reinaldo se metamorfoseou conforme a Lava-Jato evoluía.

O Antagonista desancou Reinaldo muitas vezes e, embora ele fingisse não estar nem aí, enquanto se vangloriava de ter milhões de empregos e não ser da direita xucra, ficou claro que remoía tudo.

Um dia Reinaldo resolveu responder. Tentou ser engraçado e fez um post provocativo. Recebeu como resposta de Mainardi uma sentença curta e direta, que rendeu ao ex-blogueiro da Veja um honroso lugar nos trending topics do twitter e uma noite de diversão à toda a “direita xucra”. O “diálogo” está na imagem abaixo.

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Reinaldo Azevedo não gostou de se tornar a piada do país e mostrou não ter digerido o golpe. Numa das mais baixas demonstrações de deslealdade dos últimos tempos, começou a postar prints de emails trocados com o agora desafeto durante o período de amizade deles.

Uma saraivada de artigos foram expelidos pelo Reinaldo ferido. Nos posts Diogo: “Minha vida ficou muito mais pobre sem você”. Ficou Rico? Diogo: “Rei, somos jacobinos; cortamos até a cabeça dos amigos” o senhor Reinaldo Azevedo expôs mensagens particulares enviadas a ele pelo ex-amigo. Aparentemente achava equivalente transformar uma discussão que se iniciara pública e que se estendera por vias sociais até o ponto de lhes encerrar a amizade num pretexto para revelar a intimidade de alguém cuja casa já frequentara, com o objetivo de desacreditá-lo e humilhá-lo.

É Reinaldo. A vida dá voltas…

O que fizeram com você foi lamentável, mas sabe como é: num dia a gente planta, no outro a gente colhe.

Permanecemos solidários a você pelo grave ocorrido do vazamento de sua intimidade com o intuito de constrangê-lo.

Assim como fomos solidários ao Diogo, quando você fez algo muito semelhante com ele.

Por Renan Alves da Cruz