Por que a morte de policiais comove tão pouco?

(Publicado originalmente em http://bdadolfo.blogspot.com.br/)

Existe uma verdadeira caça a policiais no Brasil. Quem conhece a realidade, sabe que a farda de um policial militar nunca é posta para secar num varal. Motivo: isso denunciaria a presença de um policial naquela residência, colocando sua vida e de sua família em risco. Também é de conhecimento geral que diversos policiais só vestem sua farda longe de suas casas pelo mesmo motivo. São vários os exemplos desse tipo de comportamento que denota o óbvio: o policial no Brasil está sendo caçado pelos bandidos.

Apenas nesse ano, no Rio de Janeiro, já foram 89 policiais militares ASSASSINADOS. Esse número impressiona a população, causa medo nas famílias de policiais, mas por incrível que pareça parece não despertar maiores simpatias nos grupos de direitos humanos e nem na grande imprensa. Por que isso ocorre?

A primeira explicação refere-se a política de segurança pública adotada pela esquerda. Para os esquerdistas, grande parte deles com postos altos na mídia e nas ONG’s de direitos humanos, o crime dificilmente é culpa do bandido. Pelo contrário, o bandido seria ele mesmo vítima do sistema. E um dos principais sustentáculos do sistema é a polícia. Logo, numa brutal inversão de valores, a polícia é geralmente vista com viés negativo. Policiais são perseguidos por traficantes, por assassinos, por criminosos em geral, sob o silêncio covarde de vários “especialistas” em direitos humanos.

Outra explicação é que ao reconhecer que a polícia é perseguida por bandidos resta evidente também que parte da violência policial, que as ONG’s adoram denunciar, é legítima forma de autodefesa da polícia contra bandidos desumanos.

O Brasil é um país violento. Em nenhum lugar do mundo se matam tantas pessoas quanto aqui. Apenas no ano passado foram mais de 60.000 pessoas assassinadas. Infelizmente, o establishment prefere criar espantalhos em vez de lidar com problemas reais. Nesse caso, adoram culpar a “cultura machista” do brasileiro para expressarem que isso mata muitas mulheres. Sim, sem dúvida isso é um problema. Contudo, num país onde a taxa de homicídios entre homens é 12 vezes superior a taxa de homicídios entre mulheres, essa dificilmente é a explicação correta. O mesmo vale para a homofobia, certamente alguns homossexuais são perseguidos e sofrem por causa da intolerância. Contudo, fingir que a violência no Brasil decorre da discriminação sofrida por homossexuais está longe de ser verdadeiro. O número de assassinatos decorrentes de homofobia no Brasil estão longe de mostrarem algum padrão distinto da violência enfrentada pelo resto da população.

Basta de criar espantalhos! A violência no Brasil se combate com policias nas ruas e bandidos na cadeia. Se puder liberar o porte de armas para a população melhor ainda. Mas é fundamental lembrar de uma lição básica: na hora do perigo é para a polícia que pedimos socorro. Desmerecer o policial, enfraquecer sua legitimidade, atacar a polícia como a culpada por ser a guardiã do “sistema”, só fazem colocar a vida do policial em risco e, em última instância, colocar toda a sociedade sob riscos cada vez maiores associados ao crime e a violência.

 

Encontros fora da agenda oficial são indecentes

O presidente da República, Michel Temer, tem tornado praxe os encontros fora da agenda oficial.

Foi em um desses encontros na calada da noite, com um empresário, que o presidente fora gravado em conversa cujo conteúdo só poderia existir em encontros fora da agenda oficial. Daí, a gênese de uma crise política que por pouco, não o derruba da presidência.

E qual será o conteúdo de tantos outros encontros, antes e depois de Joesley?

Temer age assim na certeza de que não está praticando nenhuma ilegalidade. E não está! Todavia, seus encontros, da forma como estão ocorrendo, em nada contribuem para o fortalecimento das instituições, ao contrário, às enfraquece.

A periodicidade dos encontros fora da agenda oficial expressa a triste ironia de que o NÃO OFICIAL é OFICIAL. É o maldito jeitinho brasileiro: A regra, a transparência, a austeridade e a autoridade, dão lugar aos corriqueiros conchavos e acertos de cochichos. E dane-se a opinião pública!

Diante do cenário, a notícia de que o presidente da República entrará com um pedido de suspeição contra Rodrigo Janot abrirá espaço para também se debater os encontros do próprio presidente.

Para o advogado de Temer, Janot não atua de forma institucional.

“Já se tornou público e notório que a atuação do PGR, em casos envolvendo o presidente, vem extrapolando em muito os seus limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa. Não estamos, evidentemente, diante de mera atuação institucional“. 

Por outro lado, para Janot e sua equipe, trata-se de um embate cujos resultados podem ter um saldo positivo sob o ponto de vista institucional.

O STF precisa realmente de um balizamento quanto à questão de suspeição. Declarações fora dos autos, juízos antecipados, relações com partes. Precisamos definir um padrão de conduta de todos”.

É escandaloso que o advogado de Michel Temer venha a público falar de institucionalidade quando seu cliente encontra-se fora da agenda oficial com membros do judiciário e empresários amigos. São encontros institucionais? Receio que não!

Que tal a proibição desses encontros?

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Não deve ser do feitio de um presidente da República ou chefe de Estado entregar-se a indecência de ter encontros com membros do Judiciário sem que a pauta desses encontros seja de domínio público.

De igual modo, quando o chefe do Executivo tem conversas nada republicanas com este ou aquele empresário, está a jogar no lixo a autoridade que lhe foi investida.

Enfim, seja com um simples cidadão ou com um graduado ministro do STF a verdade é que ter encontros fora da agenda oficial é uma prática legal, mas imoral, desagradável, abjeta e indecente.

A isso a sociedade deve repudiar com veemência e o grau de indignação diante desses casos é a expressão do nível de consciência ética em que nos encontramos.

Por Jakson Miranda

O perigoso protagonismo dos ególatras do STF

Os ministros do STF se tornaram figuras onipresentes no debate político brasileiro. Esta afirmativa carrega consigo uma perigosa constatação: O campo jurídico avançou sobre o político e adensou um ambiente já atribulado.

Tanto aqui no Voltemos à Direita como em outros portais alinhados ao pensamento direitista, a denúncia de que o STF avança sobre campos que ultrapassam o que deveria ser sua esfera de atuação são recorrentes.

O Supremo Tribunal Federal brasileiro continua empilhando excrescências. Há o triunvirato desatinado que libertou Dirceu, cuja análise fizemos no artigo O STF que soltou Dirceu é o mesmo que indultou os mensaleiros , há Barroso que faz da toga instrumento de militância progressista, há os ministros aborteiros, e etc.

Ives Gandra Martins concedeu uma entrevista à ISTO É. Ao ser questionado sobre os excessos de conflitos entre os ministros do tribunal, deu a seguinte resposta:

Esse problema decorre da transmissão das decisões pela televisão. Antes disso, raramente acontecia. Se um ministro lia o voto e outro concordava, ele dizia apenas “acompanho o relator”. Só se falava quando se divergia. Os julgamentos eram mais rápidos. Atualmente, mesmo para acompanhar o relator, todos têm que dar demonstração de cultura. Esse protagonismo fez com que o Supremo, que muitas vezes decidiu em conjunto, hoje decida isoladamente. São 11 ilhas.

Retomo:

Criamos uma estrutura que dotou estes onze ministros de uma egolatria incontida, ocasionando aberrações jurídicas tanto nos casos em que a lei é claramente aviltada em defesa de interesses políticos, quanto nas invasões não republicanas em temas que cabem ao Legislativo, cujos ministros sem voto arvoram-se em decidir.

Quanto mais “corda” a imprensa dá aos referidos ministros, inclusive os sugerindo para cargos no Executivo, mais concede a esta casta privilegiada a oportunidade de adentrar territórios indevidos.

O protagonismo assumido pelo Supremo Tribunal Federal é perigoso. Os ministros não são confiáveis e colocam quesitos externos acima do cumprimento da letra fria da lei.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Sérgio Moro condena Lula. Veja repercussão em imagens

O juiz Sérgio Moro condena Lula a nove anos e seis meses de prisão. A sentença do juiz é um alento de esperança de que no Brasil, picaretas vaão pra cadeia. Foi-se o tempo em que bandidos endinheirados e influentes ficavam impunes, rindo da sociedade.

Veja aqui a repercussão em imagens:

 

Por Jakson Miranda

 

Felipe Moura Brasil – Disso, o presidente não fala!

Felipe Moura Brasil, de forma independente, ganhou seu espaço na mídia brasileira, o que é um feito raro, visto seu histórico: boa parte do que sabe, declaradamente, aprendeu com Olavo de Carvalho!

Seu sucesso e independência é tanto, que Felipe Moura Brasil escolheu sair do site de Veja, aonde tinha seu blog hospedado, e uniu forças com Mainardi, Claudio Dantas e Mario Sabino no O Antagonista.

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No momento em que os ferrenhos opositores do PT de outrora, demonstram seu grande diferencial em relação aos petistas, acusando de “golpe” ou “conspiração” qualquer denuncia contra Michel Temer – papagaiando o mesmo argumento dos petistas de outrora, – Felipe Moura Brasil didaticamente, diz o que o presidente da República em nenhum dos seus discursos fala. Vejam o vídeo:

Encerramos

A cada dia que passa, torna-se ridiculamente constrangedora a posição daqueles que ocuparam as ruas em favor do impeachment de Dilma Rousseff e CONTRA a CORRUPÇÃO, porém, nesse momento, defendem atavicamente a permanência de Temer e Cia com o xucro argumento de que a saída de Michel Temer nesse momento, favoreceria Lula e o PT.

Será mesmo que Lula, PT e companhia veem a saída de Temer nesse momento como a grande chance de retomarem o poder? Já respondemos a essa indagação. É óbvio que Lula e o PT não querem derrubar Temer

Por fim, se Temer cometeu ilícitos, o problema vexatório não está nos que querem “derrubá-lo” mas, naqueles que teimam em apoiá-lo e mantê-lo. Isso nada mais é do que excesso de covardia e nesse tipo de “posicionamento” político não me incluo e felizmente, como prova Felipe Moura Brasil, não sou o único.

Por Jakson Miranda

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A conspiração da Lava-Jato contra a democracia

Não se assuste, prezado leitor, cara leitora, com o titulo. É lógico que A conspiração da Lava-Jato contra a democracia nada mais é do que uma lembrança daquilo que anda na boca daqueles que por motivos inconfessáveis, criticam a Operação Lava-Jato.

Na esteira disso, queremos registrar aqui a excelente carta ao leitor da última edição da revista Veja. Com o titulo A corrupção e a democracia, Veja mostra com clareza desconcertante a onda de ataques que certas personalidades de destaque passaram a desferir contra a investigação da Policia Federal. Segue o texto:

Agora, a Lava-Jato faz mal à democracia. Sim, a mais recente onda de ataques à maior investigação de corrupção na história do Brasil, agora desfila o argumento de que estamos fazendo mal ao regime democrático. Não é exatamente recente, mas o coro engrossou. 

Na semana passada, o atual ministro da Justiça do presidente Michel Temer, Torquato Jardim, em entrevista ao jornal Valor Econômico, disse que a Lava-Jato é uma ameaça à democracia, na medida em que está “desfazendo a classe política”. Também na semana passada, Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, a voz mais insistente contra o que considera abusos da Lava-Jato, afirmou em palestra no Recife que o país precisa evitar o risco de “despencar para um modela de Estado policial”. Disse Mendes: “Expandiu-se demais a investigação, além dos limites”. E chegou a ser aplaudido.

O que Torquato Jardim e Gilmar Mendes denunciam hoje, o PT e os petistas denunciavam ontem. Em outubro do ano passado,  quando já era ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff, Eugênio Aragão deu entrevista em que dizia que a Lava-Jato “faz mal à democracia brasileira” porque os poderes vinham sendo exercidos “sem limites” – o mesmo problema dos “limites” de Gilmar Mendes. Em março deste ano, o PT promoveu um seminário para discutir o impacto da Lava-Jato e concluiu, entre outras coisas, que a operação era uma ameaça à democracia, pois enxergava nas investigações uma escalada de um Estado autoritário e de exceção. 

É forçoso notar que há uma sintonia, mas também há uma diferença. As autoridades que hoje denunciam os males que a Lava-Jaro causa à democracia brasileira acompanham uma mudança na própria operação. Antes, concentrada em Curitiba nas mãos do juiz Sérgio Moro, a Lava-Jato tinha como alvos preferenciais assessores de segunda escalão e políticos sem foro privilegiado. Agora, conforme se transfere para Brasilia, porque a operação passou a mirar em autoridades ainda no exercício do cargo e, portanto, beneficiárias do foro privilegiado, os protestos permanecem iguais –  mas mudam seus autores. 

Só isso já mostra o oportunismo das criticas… 

Encerramos

Trocando em miúdos, aqueles que antes defendiam a Lava-Jato, hoje, vergonhosamente são contra. Gilmar Mendes, Reinaldo Azevedo, PSDB e tantos outros, recebem os aplausos entusiasmados dos petistas. Unem forças e agem contra a justiça e contra o Brasil e provam que no Brasil, o numero de oportunistas é igual ao de vigaristas e corruptos.

Como tontos esquizofrênicos falam de golpe e conspiração, deixando a impressão de que nesse momento, estão externando as mesmas palavras ouvidas inúmeras vezes pelos petistas ao defenderem Lula e Dilma. É vergonhoso!

Será que Michel Temer é tão diferente de Lula? PMDB é menos corrupto do que o PT? Com a manutenção do atual governo quem sai ganhando, a justiça e a democracia ou a corrupção e a impunidade?

A lava-jato não passa de uma conspiração contra a democracia?

Por Jakson Miranda

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Uma resposta épica à questão da “maioria pacífica” de muçulmanos

Já escrevi em outros textos que o maior sinal de degradação do mundo atual é ver os atos terroristas cometidos por islâmicos se transformarem rapidamente em discursos contra a islamofobia. Ou seja, a sociedade ocidental é atacada, e ainda por cima acusada de rotular de maneira preconceituosa seus destruidores.

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No entanto, Brigitte Gabriel proporcionou uma das respostas mais épicas dos últimos tempos a respeito do tema, quando interpelada por uma estudante americana de direito, muçulmana, durante um evento. Assumindo tom professoral, a estudante mencionou o número de 1,8 bilhões de muçulmanos no mundo e evocou a desculpa da maioria pacífica.

Tomou uma invertida que demorará para esquecer.

Assista o vídeo. Garanto que vale cada segundo. E como a audiência fez, você também terá vontade de aplaudi-la.

Touche! Havendo projeções de que os extremistas se tratam de 15% a 25% do total de muçulmanos, temos um contingente de 200 milhões de terroristas em potencial, apoiando atos de terrorismo ou capazes eles próprios de atacar o Ocidente. Este número, pode ter certeza, dobra quando o assunto é Israel e a possibilidade de varrê-lo do mapa.

A lenga-lenga progressista, com seu falso e seletivo amor ao próximo, quer fazer parecer que tratar o islamismo como perigoso é um ato de intolerância. O engraçado, porém é que essas carpideiras optam por ignorar que um quarto de bilhão de seus seguidores são não apenas intolerantes, mas terroristas em potencial.

E a escalada de violência na Europa é a prova tácita desta constatação.

Se necessário, o islamismo deve sim ser analisado à luz da minoria violenta, porque estamos lidando com uma “minoria” de centenas de milhões. Se os pacíficos ou moderados estão preocupados com a generalização, que se juntem a nós na trincheira, se posicionando e enfrentando os radicais.

Na situação atual o Ocidente precisa se proteger. E para isso, se necessário for, apelará à generalização.

Uma “minoria” de 200 milhões de extremistas não suscita postura diferente.

Por Renan Alves da Cruz 

No TSE, governo aposta em vitória

O julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE,  agita a semana política e jurídica do país. Sobre o referido julgamento, já fizemos nossas observações no post Julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE resolverá a crise? Trata-se de um dado que o próprio governo admite: a crise está longe de passar.

No entanto, no TSE, o governo Temer aposta em vitória, seu receio, no entanto, é com a divulgação ou surgimento de algum “fato novo”.

Leiam trecho de reportagem do Estadão.

Após duas sessões do julgamento da ação no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o Palácio do Planalto contabiliza uma maioria apertada, mas suficiente para garantir a absolvição do presidente. A maior preocupação, porém, é com um “fato novo” referente às investigações envolvendo o presidente que possa influenciar no resultado do processo. A previsão é de que o julgamento termine, no mais tardar, no sábado. 

Voltamos

Para quem está acompanhando o julgamento, melhor, para quem está acompanhando o processo, desde a denuncia feita pelo PSDB (para encher o saco, segundo Aécio Neves), sabe que há elementos suficientes para embasar a cassação da chapa Dilma-Temer.

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Há pouco mais de um ano, se Dilma não houvesse sofrido o impeachment, era dado como certo sua saída pelo TSE. De lá pra cá nada mudou. Assim, uma possível decisão no TSE favorável ao governo Temer, não será uma decisão pautada pelo aspecto jurídico, mas sim e, sobretudo, pelo aspecto político. São as absolvições de conveniência. As absolvições de ocasião, coisa que não é novidade em nosso país.

Fosse no Brasil, a história que cunhou a expressão “Ainda há juízes em Berlin” não teria acontecido e se tivesse sido registrada, teria cunhado uma outra expressão: “Ainda há acordos no Brasil”.

Voltando ao julgamento no TSE, ficará claro e de forma nada inédita que se absolvido o governo, será uma absolvição que não terá a inocência como sinônimo.

O governo faz suas contas e torce para que antes do veredicto, não venha à tona um fato novo. É como um ladrão que certo da parcimônia dos juízes para com seu aparente pequeno delito, torce para que não se descubra que além de roubar, ele achou tempo de assassinar e esconder o corpo.

Por Jakson Miranda

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Julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE resolverá a crise?

É lamentável e deprimente o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE. Isso porque não é coisa de país sério um tribunal demorar aproximadamente três anos para iniciar o julgamento de uma chapa que concorreu a um pleito eletivo para um mandato de quatro anos.

Quando o qualificado tribunal chegar a um veredicto, se chegar, já estará às portas de uma nova eleição, ou seja, na prática, estamos falando de um veredicto cujo efeito sobre quem cometeu crimes eleitorais e zero.

E o que vai acima não é o mais grave. As revelações feitas por poderosos e influentes empresários no âmbito da Lava Jato demonstra que as eleições no Brasil há muito que estavam contaminadas pelos mais diversos crimes e delitos, de caixa dois a compra de partidos e políticos de aluguel. Trocando em miúdos, por décadas, um dos mais sagrados instrumentos da democracia, a escolha dos representantes por meio do voto popular, estava maculada por incontáveis falcatruas. Até esse momento, onde estava a justiça eleitoral para impedir esses crimes? Onde estavam os órgãos independentes de investigação? OAB? Entidades internacionais?

Como disse o ministro Gilmar Mendes, o Brasil está se tornando uma organização tabajara. Nós concordamos com tal afirmação, acrescentando que o próprio Gilmar Mendes no TSE já deu mostras que quer manter Michel Temer presidente. Haja óleo de peroba para tamanha cara de pau!

Como não há mal que dure para sempre, o ministro do TSE Herman Benjamin, já sinalizou que seu voto será pela cassação da chapa. Os demais excelentíssimos ministros, seguirão Herman Benjamin?  A verdade é que, como três anos é pouco, alguma das excelências pode achar mais prudente pedir vistas do processo. E aí, o julgamento no TSE ficará para o segundo semestre de 2017.

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Fim do governo Temer. Fim das ambições políticas de Aécio. E a direita com isso?

Michel Temer vai e deve continuar no cargo?

Mas afinal, o julgamento da chapa Dilma-Temer resolverá o quê? O presidente Michel Temer acredita piamente que em caso de absolvição, seu governo estará ganhando legitimidade para continuar no comando. Nesse caso, Rodrigo Rocha Loures será escanteado por Temer, sob o argumento jurídico de inocência. “Você acreditará no que seus olhos veem ou no que dizem nossos ministros do TSE”. Seria a ponderada fala de Michel Temer ao incrédulo cidadão.

Para quem torce pela condenação e consequente cassação, o próximo passo seria a escolha do novo presidente tampão. Nessa situação, o único caminho que possa dá ao Brasil um mínimo de seriedade é a eleição indireta.

Em todo caso, o julgamento da chapa Dilma-Temer, inocentando-os ou os condenando, não apagará os podres revelados sobre os petistas, Dilma, Lula e Cia. Temer não estará isento de responder as 84 questões que lhe foram enviadas pela PF.

Rocha Loures poderá nos dá mais alguns capítulos da trágica e aterrorizante odisseia da política brasileira. Aécio Neves e o PSDB poderão acrescentar outros.

Por fim, o caro leitor e a prezada leitora devem estar se perguntando: Afinal, o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE resolverá a crise? Evidentemente que se trata de uma pergunta retórica. Na prática, a crise no Brasil, seja ela qual for, só será resolvida quando corruptos e corruptores forem parar atrás das grades e quando hipócritas demagogos e oportunistas, forem execrados da vida pública, jurídica e política do nosso país.

A partir desses passos, poderemos pensar em resolver nossas crises.

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Por Jakson Miranda

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Presidente Michel Temer quer o fim da Lava Jato?

O presidente Michel Temer quer o fim da Lava Jato? Muitos indícios apontam para isso.

É certo que em diversas ocasiões se decretou o fim da Lava Jato. Dilma Rousseff, Lula e o PT tentaram por diversas vezes acabar com a principal investigação contra a corrupção no país. Não deu certo!

Agora é a vez de o presidente Michel Temer, tudo indica, investir a fim de barrar o avanço das investigações.

É curioso constatarmos que parte dos manifestantes que foram as ruas pedir a saída de Dilma Rousseff em atos históricos, prefere agora a permanência de Michel Temer.

É curioso porque não há nenhuma justificativa para sua permanência, ao contrário, há abundantes motivos para qualquer um que deseje um país minimamente decente pedir a saída do atual presidente.

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Se o governo Temer já era moralmente indecente por formar uma equipe ministerial com nomes investigados pela Lava Jato, tornou-se moralmente criminoso com a divulgação da conversa entre o presidente e o dono da JBS.

Decretou-se o fim de Michel Temer! Que, no entanto, cambaleia para manter-se na presidência, repetimos, com senão anuência de grande parte da população, ao menos com a indiferença desta.

Nesse ponto, engana-se quem pensa que a contraofensiva do Planalto se restringiu e se restringirá apenas a laudos fajutos da gravação. Ou a discursos evasivos que nada trazem de respostas concretas.

Temer quererá o fim daqueles que jogaram seu nome no centro das investigações. Nem que para isso atue pelo fim da Lava Jato.

Ao tomar posse, o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, ao mesmo tempo em que afirma cinicamente que a Lava Jato é intocável, admite que pode fazer mudanças em cargos estratégicos da investigação.

O site O Antagonista resumiu bem a questão em duas notas que deixam claro que quem decidirá o futuro da Lava Jato não será o novo ministro, mas, Michel Temer.

Michel Temer já entregou a Torquato Jardim a missão de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. A seguinte é substituir os delegados da Lava Jato.

Ele só vai parar quando acabar. 

E o mais revelador

Michel Temer asfixia financeiramente a Lava Jato, tenta garantir foro privilegiado a Rocha Loures, o seu homem da mala, faz chicana para evitar depor sobre a sua relação subterrânea com Joesley Batista — que afirma ter comprado o silêncio de Eduardo Cunha –, nomeia um ministro da Justiça para ser o seu advogado de defesa informal e, agora, manda esse mesmo ministro trocar a direção da PF.

O presidente da República sente-se livre para obstruir a Justiça diante de uma nação inerte.

É impressionante.

Encerramos

Engana-se quem pensa que algum político deseja a continuidade das investigações. O que eles querem isto sim, é o fim da Lava Jato.

O PT de Dilma e Lula não conseguiu. Não conseguiram porque estavam acuados pelas críticas e pela oposição das ruas.

Temer, aqui e ali, pode estar sendo duramente criticado, porém, neste momento, conta com a benevolência das ruas vazias. Estas, quando minimamente ocupadas, são por grupelhos vermelhos, tão picaretas quanto os atuais políticos, que hoje trabalham assiduamente pelo fim da lava jato.

Nesse ponto vale a indagação seguida de uma dúvida: Onde está a direita? Faz parte da direita quem defende a manutenção de Michel Temer na presidência?

Por Jakson Miranda

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