Rodrigo Janot acusa Gilmar Mendes de decrepitude moral

Rodrigo Janot, Procurador-Geral da Republica, rebateu de forma veemente o ministro do STF Gilmar Mendes. Mendes, no inicio da semana, fez duras criticas à PGR e ao Ministério Público Federal por supostos vazamentos de nomes investigados na Lava Jato.

Ao atribuir a divulgação de alguns nomes citados em delações premiadas a uma ação feita, segundo se noticia, pelo próprio MPF, o ministro do Supremo disse o seguinte:

Quando praticado por funcionário público, vazamento é eufemismo para um crime. E os procuradores certamente não desconhecem“, disse Mendes.

Hoje, foi à vez de Rodrigo Janot contra-atacar e de forma dura e veemente. Disse Janot

Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios. Mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e instrumentos legítimos de comunicação institucional”.

Continuou o Procurador-Geral da República:

Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar todos a sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se, não raras vezes, da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado”.

E arrematou

Procuramos nos distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder público e repudiamos a relação promíscua com a imprensa”.

Encerramos

Já criticamos duramente Rodrigo Janot. Já elogiamos e criticamos duramente o Ministro Gilmar Mendes.

É inegável que Brasília é um pântano e que há crocodilos famintos por todos os lados. Não se descarta, portanto, que estejamos diante de mais um teatrinho envolvendo os dois personagens, Janot e Gilmar Mendes.

É bem verdade que as criticas de Mendes tem razão. Para sanar o problema, retira-se o sigilo.

As palavras de Janot têm sentido, mas a refrega poderia ter sido abordada em tom menos belicoso.

O que queremos dizer com isso?

A priori, sou contra a retirada de sigilo dos nomes citados na delação da Odebrecht.

Isso é o que a classe política deseja e entendo esse desejo como uma estratégia de antecipar fatos que poderiam vir a tona em ano de eleição, ou seja, lidando com tudo agora, em 2018 o eleitorado já terá absolvido e se acostumado com o impacto de ter boa parte dos profissionais da política envolvidos em propinas, caixa 2, lavagem de dinheiro, etc.

Na mesma toada, a reação de Rodrigo Janot pode ter sido calculada, mas não em defesa da lisura, ética e transparência, mas sim, com o intuito de rajar de vez as relações entre PGR e STF. Resultado: maior retardamento de julgamentos e sentenças, negação de provas, etc, etc.

Como bem lembrou O Antagonista, quem ganha é a Orcrim.

A verdade é que está cada vez mais difícil sabermos quem faz parte da Orcrim e quem está contra a Orcrim.

Por Jakson Miranda

 

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Ex-diretor da Dersa ameaça tucanos

O ex-diretor da Dersa ameaça fazer delação e implicar os governos de José Serra e Geraldo Alckmin.

Leiam o que informa o Painel da Folha de São Paulo

Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, passou mais de duas horas com um grupo de criminalistas nesta quarta (8). Ex-diretor da Dersa, estatal responsável por investimentos rodoviários de São Paulo, foi aconselhado a finalmente propor um acordo de colaboração ao Ministério Público Federal. Ele é citado por delatores da Odebrecht na Lava Jato. Teria revelações a fazer sobre o período de 2005 a 2010, que abarca governos de Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB.

Os advogados que aconselharam Souza disseram que ele deveria se apressar a falar. Acham que suas informações terão mais valor se forem apresentadas antes de as delações feitas por ex-executivos da Odebrecht se tornarem públicas.

Souza, de 2005 a 2006, sob a gestão de Alckmin, comandou um grupo que coordenava investimentos rodoviários entre Estado e municípios. Em 2007, quando Serra assumiu o governo paulista, ele foi alçado à Diretoria de Engenharia da Dersa.

Encerramos

O avanço da Lava Jato sobre os políticos tem deixado Brasília em polvorosa. Todos viram o que aconteceu com figurões do PT e o destino de muitos figurões de outros partidos pode ser o mesmo.

Para evitar a limpeza geral, alguns articulistas e intelectuais da imprensa, “alertam” contra o que chamam de “criminalização da política”, apontando que um cenário político de Terra Arrasada favoreceria em 2018, o PT.

É óbvio que enquanto o PT disputar eleições, riscos de que a sigla consiga vencer uma disputa existirão. Todavia, esse risco não pode ser tomado como argumento para vilipendiarmos a justiça e salvar A ou B de qualquer partido.

É possível que o Ex-diretor da DERSA, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, tenha muito a falar e nada para provar. Mas, e se o inverso for verdadeiro? Afinal, queremos ética na política ou nossa “ética” vale apenas para aqueles de quem somos oposição?

O PSDB já está há bastante tempo no Governo do Estado de São Paulo e esse é o momento do partido mostrar a seus eleitores que durante seus governos, tiveram o único objetivo de trabalhar pelo Estado e somente pelo bem público. Os eleitores agradecerão e a sigla sairá fortalecida.

Caso contrário, a Terra Arrasada será o melhor cenário, pois somente assim, poderemos reconstruí-la, lutando para evitar que aves de rapina volte a povoá-la.

Por Jakson Miranda

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No TSE, Temer quer anular delação da Odebrecht

Os advogados do presidente Michel Temer, trabalham para anular delação da Odebrecht no TSE.

Leiam matéria do Estadão

Por Vera Rosa e Rafael Moraes Moura

A defesa do presidente Michel Temer estuda com sua equipe jurídica a possibilidade de pedir a impugnação de todos os depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O argumento é o de que tanto a convocação de Marcelo Odebrecht como a de outros empresários pelo ministro do TSE Herman Benjamin, relator do processo que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer, baseou-se em ato ilegal.

Para os advogados de Temer, o relator não poderia ter pedido o depoimento tendo como ponto de partida uma “prova ilícita”, que foi o vazamento da delação premiada do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho. A delação estava sob sigilo e veio a público em dezembro do ano passado.

Na prática, a estratégia da defesa do presidente vai depender do teor do conjunto dos depoimentos. Há, nos bastidores, uma avaliação de que algumas informações dadas por delatores à Justiça Eleitoral aparecem descontextualizadas, com potencial para prejudicar Temer, que pode perder o mandato.

Marcelo Odebrecht disse, na quarta-feira, 1.º, que o valor acertado para a campanha presidencial da chapa Dilma-Temer, em 2014, foi de R$ 150 milhões, sendo uma parte por meio de caixa 2. De acordo com ele, deste total, R$ 50 milhões eram uma contrapartida à votação da Medida Provisória do Refis, enviada ao Congresso em 2009. A MP beneficiou a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht.

O depoimento de Marcelo agravou a situação política do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que tirou uma licença informal do cargo dias antes de se submeter, na segunda-feira, 27, a uma cirurgia para retirada da próstata. Ao confirmar o relato de Melo Filho, dizendo que Temer não mencionou valores ao tratar de doação para a campanha do PMDB, em 2014, o empreiteiro apontou o dedo para Padilha.

O pedido de impugnação dos depoimentos dos delatores pode retardar o processo no TSE, empurrando o julgamento para 2018, último ano do governo Temer. Além disso, em abril e maio, terminam os mandatos de Henrique Neves e Luciana Lóssio no TSE. Temer poderá indicar dois novos magistrados para o Tribunal. Herman Benjamin – que tem dado sinais de que pedirá a cassação da chapa – encerra o seu mandato em outubro. “Nós não colaboramos para que o processo não tenha sido julgado ainda”, disse Gustavo Guedes, advogado de Temer. “Até agora não houve nenhum requerimento de prova e não procede essa história de que estamos esperando a troca de ministros no TSE.”

Voltamos

A reportagem deixa claro que o principal objetivo da defesa do presidente é anular a delação da Odebrecht. Ok, ok! O argumento pode encontrar eco na “jurisprudência”? É possível que sim. Todavia, salta aos olhos um detalhe: A defesa não está preocupada em desmentir os delatores! A defesa parece não estar muito preocupada em provar a inocência de Temer. Tudo isso não passam de detalhes que devem ser esquecidos, desde que, a delação seja anulada.

A delação da Odebrecht é tida por muitos como a mãe de todas as delações e que pode causar um tsunami em Brasília. Que fique claro, não possuímos políticos de estimação e se for necessário ir às ruas pelo Fora Temer, iremos.

E você, caro leitor, diante da delação da Odebrecht, acha que a chapa Dilma – Temer deve ser cassada pelo TSE?

 

Por Jakson Miranda

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Juiz da Lava Jato no Rio pede escolta e carro blindado

O juiz da Lava Jato carioca, Marcelo Bretas, solicitou escolta policial e carro blindado ao Tribunal Regional Federal.

Leiam reportagem do Estadão

Responsável pela prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e de Eike Batista, o juiz federal Marcelo da Costa Bretas precisou pedir à Justiça escolta e carro blindado. A solicitação foi feita ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região em decorrência de “situações suspeitas”, disse uma fonte.

Na sexta-feira, o titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pelos desdobramento da Lava Jato no Estado, tornou réus na Operação Eficiência Eike Batista e o ex-governador do Rio por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Bretas aceitou denúncia do Ministério Público Federal apresentada no mesmo dia.

Eike foi acusado pela força-tarefa da Lava Jato de ter pago US$ 16,5 milhões em propina ao esquema liderado por Cabral para ter benefícios em seus negócios. Já o ex-governador foi acusado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ambos estão presos no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. O ex-governador do Rio já é réu em três ações penais.

Encerramos

Há inúmeros casos no Brasil, em que juízes pedem escoltas e andam de carro blindado. Há inclusive, juízes que mal podem sair de suas casas. São magistrados que atuam contra criminosos de alta periculosidade: Assaltantes, traficantes, assassinos. Quadrilhas de criminosos bem estruturadas, bem articulados e que possuem condições e não enxergam limites, podem matar um juiz por fazer seu serviço em julgá-los.

Qual é o tipo de quadrilha que o juiz da Lava Jato Marcelo Bretas enfrenta? Mandou prender Eike Batista e Sérgio Cabral.

Não sabemos se o pedido do juiz tem relação com essas prisões. Mas de uma coisa temos certeza: O ser humano é capaz de qualquer coisa e ao se vê diante da possibilidade de perder influência, privilégios e poder, é capaz até mesmo de ameaçar homens da lei e matar qualquer um que esteja atrapalhando o caminho.

Por Jakson Miranda

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É urgente que o povo volte às ruas pela Lava Jato

É urgente que o povo volte às ruas pela Lava Jato. Trata-se de uma urgência que já vem sendo sentida por muitos e agora, diante da matéria de capa da revista Veja, fica patente.

Apesar de alguns, aqui e ali não tocar na questão. Apesar de alguns formadores de opinião tentarem desviar a atenção da população ora atacando a Lava Jato, em especial Sergio Moro e Dalton, ora elogiando o governo Temer, os fatos que vêm a tona são perturbadores.

Leiam trechos da matéria de Veja

Tudo conspira, dentro e fora do governo, para sabotar ou pelo menos restringir o alcance das investigações da Operação Lava Jato. Com o aval do Planalto, acusados de corrupção assumiram postos-chave no Congresso e o controle sobre a tramitação de qualquer projeto.

Os sinais da cruzada pela impunidade estão no governo, no Congresso, no Supremo e aparecem até na Policia Federal. A explicação é uma só: o silêncio das ruas.

Voltamos

A escolha de Temer por Alexandre Moraes para a vaga do STF, como se sabe, foi política. Todos contam com ele para frear a Lava-Jato. Já abordamos a indicação de Moraes em outro post. Na matéria de Veja, há mais detalhes sobre a indicação. Leiam

Temer escolheu Moraes depois de se reunir com o ministro do STF Gilmar Mendes, seu conselheiro de todas as horas…

No senado, Moraes será julgado pelos peemedebistas, no Supremo, os peemedebistas serão julgados por Moraes.

Continua a revista

Em outro movimento de cerco às investigações, o ministro Gilmar Mendes voltou a criticar a Lava-Jato, desta vez referindo-se às prisões preventivas determinadas pelo juiz Sergio Moro.

Nosso blog também fez criticas a fala do ministro Gilmar Mendes e não é de hoje que estranhamos os inúmeros comentários que o digníssimo faz sobre a Lava Jato. Chama a atenção que em seus comentários, Mendes em nenhum momento faz criticas aos políticos que praticaram corrupção ou receberam propina. É um ministro que serve à justiça ou a compadrios?

Veja ainda revela movimentos do governo extremamente preocupantes. Diz a matéria da revista:

O vale-tudo contra a operação, agora realizado à luz do dia, contra ainda com ações praticadas sem estardalhaço. Uma delas é o desmonte da força-tarefa da Lava-Jato. Responsável por aprofundar os inquéritos que resultaram na prisão dos empreiteiros, o delegado da Polícia Federal Eduardo Mauat foi removido para o Rio Grande do Sul.

Nos bastidores, ferve a acusação de que a ideia é deixar a equipe da Lava-jato mais ao gosto de Brasília e menos ao sabor de Curitiba.

Finalizamos

Já tecemos diversas criticas a revista da editora Abril. Inegavelmente nos últimos tempos, Veja deu uma guinada à esquerda, fato negado pela revista, mas, facilmente identificável pela maioria dos seus leitores. Todavia, sabemos reconhecer quando a revista traz reportagens de relevância para o Brasil.

Endossamos a reportagem de que tratamos nesse post por motivos óbvios. Trata-se de uma reportagem que lança lupa sobre movimentos que estão sendo feitos pelo governo Temer, que são noticiados aqui e ali pela imprensa, mas que, pelo turbilhão de informações diárias, não têm chamado nossa devida atenção. Precisamos tirar o nevoeiro da nossa frente. Precisamos voltar às ruas pela Lava Jato!

Por conta da Operação Lava-Jato, grandes empresários foram presos. Por conta das investigações da operação Lava Jato, o PT encontra-se hoje em frangalhos. Não, não apoiamos a Lava-Jato porque ela ruiu com o PT. Nosso apoio à Lava-Jato é irrestrito, contra todo e qualquer político ou partido que tenha praticado ilícito.

Concluímos reforçando a convicção que termos apoiado o impeachment de Dilma Rousseff não nos obriga a apoiar o governo Temer. Sermos oposição ao PT não nos faz aliados do PMDB ou do PSDB.

Apoiamos o Brasil e somos aliados daqueles que querem uma sociedade melhor, onde criminosos de qualquer origem e status, sejam punidos.

É urgente que o povo volte às ruas pela Lava Jato.

Por Jakson Miranda

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Moreira Franco e os princípios do PT

Michel Temer quer por que quer Moreira Franco na Secretária Geral da Presidência da República, mesmo com fortes indícios de que tal nomeação não passa de uma tentativa de blindar-lo da Lava Jato.

Por conta desse incomodo indicio, a oposição foi a justiça e por ora, conseguiu barrar a nomeação. Argumentam que, Michel Temer tenta fazer com Moreira Franco, o que Dilma Rousseff tentou fazer com Lula, nomeando o ex-presidente ministro da Casa Civil. A manobra da petista não surtiu efeito. E a de Michel Temer?

Leiam essa matéria

Em meio a uma guerra de liminares, o ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira que julgará “no máximo” até amanhã dois mandados de segurança impetrados por partidos políticos para barrar a nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Celso de Mello é o relator de duas ações, que foram ajuizados pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade. “Vou analisar o pedido de medida cautelar e pretendo, no máximo, até amanhã liberar minha decisão”, disse o ministro ao chegar ao edifício-sede do STF para a sessão plenária. O ministro deve se reunir ainda nesta tarde com a advogada-geral da União, Grace Mendonça, para tratar do assunto.

Citado na delação da Odebrecht, que foi homologada no mês passado, Moreira ganhou foro privilegiado ao assumir o ministério extinto pelo governo Dilma Rousseff e recriado pelo presidente Michel Temer. Para o PSOL, a nomeação representa “grave afronta ao princípio da moralidade administrativa”.

 Voltamos

Lamentamos o fato de ser o PSOL a falar em moralidade administrativa. Cadê a independência do DEM?

Adiante

Por mais que o STF não encontre argumentos para barrar Moreira Franco, é inegável que sua presença no governo só aumentar o mal estar deste governo com a população, afinal, qual a real diferença entre o governo Temer e o PT?

Na sua opinião, o governo Temer segue os mesmos princípios do PT?

Por Jakson Miranda

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OAS pagou propina a Rodrigo Maia

De acordo com inquérito da Policia Federal, a OAS de Léo Pinheiro, pagou propina a Rodrigo Maia deputado federal pelo DEM e hoje, presidente da Câmara.

A Polícia Federal concluiu um inquérito sobre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM, na Lava Jato e apontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A investigação partiu de mensagens de celular trocadas entre Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do Democratas.

A Polícia Federal disse que Rodrigo Maia realizou “favores políticos”, defendeu interesses da OAS no Congresso em 2013 e 2014, como apresentar uma emenda à uma medida provisória que definia regras para a aviação regional em benefício da empresa.

Segundo os investigadores, o deputado pediu à empreiteira doações eleitorais no valor de R$ 1 milhão em 2014, dinheiro que foi repassado oficialmente à campanha do pai, Cesar Maia, ao Senado. Isso para a PF foi uma tentativa de esconder a origem da propina.

Na conclusão, a polícia afirma que há fortes indícios da prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Agora, cabe ao Ministério Público Federal decidir se denuncia ou não o presidente da Câmara.

O deputado Rodrigo Maia afirmou que nunca recebeu vantagem indevida para votar qualquer matéria na Câmara, e que, ao longo de cinco mandatos de deputado federal, sempre votou de acordo com orientação da bancada ou com a própria consciência.

Voltamos

Faz sentido o inquérito da Policia Federal? Vamos raciocinar!

Léo Pinheiro e OAS são os mesmos implicados na reforma do Triplex e no sitio de Atibaia, ambos do senhor Luis Inácio.

Sabe-se também que Pinheiro é amigo do ex-presidente.

Por outro lado, tanto para angariar votos para eleger-se presidente da Câmara, quanto na reeleição da presidência da casa, o deputado Rodrigo Maia foi buscar apoio de Lula e do PT. Naturalmente que muitos se perguntaram por que raios de motivo um deputado do DEM foi até o líder máximo do PT, Lula, pedir apoio? Por que raios Lula o apoiou?

Será que a PF, ao indicar o pagamento de propina a Rodrigo Maia, está apontando um elo comum entre Lula e o presidente da Câmara?

Fato é que, o atual presidente da Câmara revelou-se uma total decepção. Nossa esperança é que, caso o Ministério Público Federal aceite a denuncia, o Democratas atue de forma rápida e cirúrgica, expulsando o deputado do partido. Se não agir desta forma, nos fará acreditar que todos, partidos e políticos, são farinhas do mesmo saco, o que seria um triste fim para um partido que a pouco tempo, era o mais combativo contra os desmandos do PT.

Por Jakson Miranda

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Temer indica Alexandre de Moraes para STF

Alexandre de Moraes foi o nome indicado por Temer para assumir a vaga deixada por Teori no STF.

E o que se pode dizer sobre a escolha? Tudo continua como antes no quartel de Abrantes! Vergonhosamente, a escolha do presidente seguiu a lógica política e nos leva a especular que estão fazendo do STF nada mais do que um feudo partidário. Alexandre de Moraes é filiado ao PSDB.

Não restam dúvidas que Temer que chamar os tucanos cada vez mais para perto de si e não é demais se tais movimentos são com vistas às eleições de 2018. Vem aí uma dobradinha PMDB/PSDB?

Honesta e sinceramente, não vejo Alexandre de Moraes gabaritado para a função. Além de não enxergá-lo com a indispensável prudência que o cargo exige. não me surpreendo com a sua carreira acadêmica, cuja especialidade é Direito do Estado e Direito Constitucional.

Somem-se a isso alguns pontos obscuros na carreira do futuro integrante da mais alta corte jurídica do Estado. Consta que Alexandre de Mores advogou em defesa de cooperativa ligada ao PCC.

Leiam

O secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes (PMDB), aparece no Tribunal de Justiça de São Paulo como advogado em pelo menos 123 processos na área civil da Transcooper. A cooperativa é uma das cinco associações e empresas citadas em investigação que apura supostas formação de quadrilha e lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O secretário afirmou, em nota, que “renunciou a todos os processos que atuava como um dos sócios do escritório de advocacia” no qual trabalhava. Ele disse ainda que solicitou, em 1.º de janeiro, uma licença temporária de sua inscrição como advogado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo a nota, Moraes começou a advogar para a Transcooper no dia 27 de janeiro de 2011 em causas civis e administrativas. “Não houve qualquer prestação de serviços advocatícios – nem pelo secretário nem pelos demais sócios – às pessoas citadas em possível envolvimento com o crime organizado, em 2014. O contrato se referia estritamente à pessoa jurídica da cooperativa”, informou a nota. Nesta quinta-feira, porém, Moraes ainda permanecia no site do TJ como defensor da cooperativa.

Encerramos

No STF, já há ministro outrora ligado ao MST, sim, falo do novo relator da Lava Jato, Edson Fachin.

Agora, indica-se Alexandre de Moraes, ligadíssimo ao PSDB e dedicado advogado da Transcooper, cooperativa suspeita de ser um braço do PCC.

Isso tudo soa no mínimo constrangedor. É um mínimo constrangedor que em outros tempos,  sua indicação, como a de outros, nem ao menos seria sugerida.

Mas os tempos são outros e os homens públicos não se esforçam em tentar serem honestos nem de parecerem honestos. Por outro lado, não se importam em fazer papel de Jezabel.

Por Jakson Miranda

 

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Rodrigo Constantino mostra coragem e detona a IstoÉ

Sem meias palavras, a verdade é que vivemos uma crise de legitimidade na imprensa brasileira.

Salvas as distintas e cada vez mais raras exceções, é impossível se informar de maneira segura através dos veículos tradicionais de mídia.

Falei de uma crise na imprensa brasileira, mas sabemos que o mal transcende nossas fronteiras, ademais, prefiro me firmar numa realidade mais conhecida. Nosso cenário é desolador. Nos EUA, por exemplo, há ainda uma Fox News para contrabalançar as ideias.

Por aqui, pobres de nós. A não ser por veículos independentes, tudo é como a CNN, ou pior.

Vemos provas diárias disso. O progressismo nas redações é doentio. Se tornou uma regra, uma imposição. Parece intransponível.

Mas a despeito de estarmos acostumados, a cobertura da campanha eleitoral americana, da transição política e do começo do Governo Trump foi de estarrecer.

Nenhum veículo da imprensa mainstream se salvou, mas, creio que se tivesse que resumir a desonestidade intelectual a uma lista tríplice, para a formação de um pódio vencedor, concederia os louros ao grupo Globo, à Veja e à IstoÉ.

Já escrevi sobre a desinformação produzida pela mídia quando a eleição de Trump se confirmou, no entanto, percebemos agora que a “torcida informativa” pró Hillary não se fez de rogada quando as urnas foram abertas.

Trump, eles decidiram, é um novo Hitler. IstoÉ e O Globo fizeram alusões descaradas em suas capas. São paspalhos históricos e cretinos da pior espécie, que não medem o alcance de uma irresponsabilidade dessas, bem como o desrespeito às milhões de vítimas do nazismo e das barbáries que Hitler perpetrou.

Mas para eles nada disso conta. O que vale é desqualificar o candidato que não é progressista e que não afaga minorias barulhentas: o agora presidente, que não assente bovinamente às exigências infindas dos mimizentos.

Donald Trump pode não ser o maior estadista do mundo. Mas seu discurso foi firme e admirável. Falou sobre e para o seu país, para aqueles que o elegeram.

E aí vem o imbecil do jornalista brasileiro dizer que o discurso foi nacionalista!

Eles queriam o quê, que o presidente eleito dos EUA discursasse falando em nome dos interesses da Zâmbia?

Fica de positivo os que estão firmando posição e demonstrando solidez de princípios e caráter. É o caso de Rodrigo Constantino, que mesmo sendo colunista da IstoÉ, não a poupou num importante artigo de desabafo publicado em seu blog.

Rodrigo vaticinou:

Não dá mais para suportar! É preciso declarar guerra a essa imprensa brasileira mesmo, em nome da verdade, da honestidade intelectual, das liberdades individuais, dos valores tradicionais. O que os principais veículos de comunicação têm feito em relação ao presidente Donald Trump é asqueroso demais. A tal era da “pós-verdade” é marcada pela própria “fake news”, por esses veículos que acusam os outros diante de um espelho, como ensinou o titio Lenin.

Estou em campanha para desmascarar essa gente, pois não consigo mais aguentar calado. E isso inclui, infelizmente, veículos em que já colaborei ou ainda colaboro. Não importa. Se quiserem me tirar, que tirem: minha consciência vale mais. Portanto, vamos lá, mostrar aos brasileiros que tipo de imprensa eles têm, e porque é fundamental que não busquem se informar por ela (ou apenas por ela). Isso aqui, por exemplo, é uma capa vergonhosa:

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No artigo completo, que pode ser lido AQUI, Constantino elenca casos vergonhosos de desserviço prestado por estes veículos que se pretendem tão importantes e relevantes.

A verdade é que, cada vez mais, seus “especialistas” e “analistas políticos” mostram uma visão ideologizada e nublada dos fatos, arrotando uma capacidade poliglótica de leitura política, quando, na verdade, replicam discursos vazios e fazem torcida analítica, ou qualquer coisa que o valha.

Não jornalismo sincero e responsável.

Que bom que, mesmo em meio aos escombros, surjam figuras corajosas e independentes como Rodrigo Constantino.

Aproveito para fazer coro a uma pergunta que ele tem feito recorrentemente:

Onde está a Fox News brasileira?

Por Renan Alves da Cruz 

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Alerta! Ocupar imóvel privado já é uma realidade nas cidades

Não bastassem as invasões e ocupações de imóveis públicos, agora, já há indivíduos que começam a ocupar imóvel privado.

É isso mesmo! Não demorará muito para se chegar o dia em que, algum ladrão esperto e “politizado”, fará uso dos argumentos de Boulos para roubar a propriedade alheia.

Leiam essa reportagem do Estadão

Uma viagem de três meses a São Paulo, por problemas de saúde, vem dando muita dor de cabeça a uma família de Ribeirão Preto, no interior do Estado. O problema é que, ao retornar à residência, nesta semana, os moradores se depararam com outra pessoa habitando o imóvel.

Fernanda Souza, que vivia na casa com a mãe e mais duas pessoas, diz que teve uma surpresa quando a chave não serviu para abrir o portão. Ao verificar o que acontecia, outra pessoa atendeu à porta e disse que havia comprado a residência por R$ 160 mil de uma tia dela. “Foi um susto enorme”, contou.

Já a tia citada no negócio negou a negociação e até mesmo conhecer a pessoa que está na casa.

A família conseguiu entrar na residência com a polícia e viu que móveis, roupas e até um veículo haviam desaparecido. Agora, os proprietários terão de ingressar com uma ação de reintegração de posse na Justiça para ter o imóvel de volta.

O novo morador, Éder Fabri, se nega a sair e mantém a versão de que adquiriu a casa, localizada no Residencial Candido Portinari, há dois anos, mas sem exibir recibo ou documento de compra. Mesmo assim garante que é inocente. “Eu é que fui enganado”, sustenta.

Voltamos

É óbvio que há elementos suficientes para se concluir que se trata de uma ocupação de imóvel. É óbvio que há elementos para se concluir que se trata de furto. De roubo. Ninguém compra um bem por R$ 160 mil sem recibo e comprovante de compra e venda, no mínimo. Ao não apresentar essas garantias, o suposto comprador revela a real natureza do seu ato.

Devemos ficar alertas! Precisamos tomar todas as precauções, porque os usurpadores do dinheiro e trabalho alheios estão à solta.

Observem

O MTST tem como seu maior objetivo a luta contra o capital e o Estado que representa os interesses capitalistas. Sabemos que na atual forma de organização social não há espaço para a realização dos interesses da maioria, os trabalhadores. Tudo é transformado em mercadoria, inclusive os nossos direitos. 

Na prática, isso significa estimular e valorizar as iniciativas autônomas, construir formas de organização e de decisão coletivas, lutar por nossas reivindicações e direitos; enfim, não esperar nada de ninguém a não ser de nós mesmos. Assim, podemos dizer que nosso objetivo maior é a construção do poder popular, contra o capital e seu Estado.

Encerramos

O que vai acima se trata de uma parte da apresentação do MTST. Com esse tipo de linguagem, é fácil invadir e ocupar imóvel. O invasor se recusa a sair do mesmo alegando se tratar de uma reivindicação de DIREITO que lhe é devido pela sociedade, e seu ato individual está respaldado por um objetivo coletivo que é o de lutar contra o capital privado e contra o Estado.

A que ponto chegamos!

Por Jakson Miranda

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