Jornalista: Formador de opinião ou papagaio de pirata bêbado?

Jornalista: Formador de opinião ou papagaio de pirata bêbado? Ser papagaio de pirata já não é um titulo virtuoso, longe disso. Ser papagaio de pirata bêbado deve ser algo tão vergonhoso que aquele que recebe tal homenagem deveria realizar uma seria autocritica. É de fato isso que alguns jornalistas têm sido (papagaios de pirata bêbado) e é isso que esses profissionais precisam fazer, (uma séria autocritica). Portanto, resta ao jornalista essas duas opções: Papagaio de pirata bêbado ou um reconhecido formador de opinião.

Pois bem.

É perceptível e inegável que estamos vivendo um momento histórico na nossa política. É um momento que tem como causa e consequência o cansaço da população a política de compadrio. Quem acreditou ou apostou que esse cansaço não daria em nada está quebrando a cara.

Nessa nova conjuntura, ou “Nova Era” da política nacional, as redes sociais têm exercido poder cada vez maior não apenas na escolha dos representantes, mas também sobre as decisões que estes tomam nas assembléias. Isso ficou evidente na recente eleição para o senado. Foram as redes sociais quem derrotou Renan Calheiros! O mérito é todo daqueles que se mobilizaram durante os dias de votação.

Diante dessas observações, chega-se facilmente ao diagnóstico de que aqueles políticos que sempre se valeram dos subterrâneos do poder, não terão vida fácil. Cedo ou tarde, darão seu adeus vergonhoso e melancólico da vida pública. Os exemplos estão aí.

Por outro lado, chega a ser preocupante o trabalho de alguns profissionais da imprensa. Não me refiro unicamente as opções ideológicas desses profissionais, mas essencialmente, a leitura da realidade que eles têm feito.

Por honestidade, devo citar nominalmente o ilustre Carlos Andreazza.

Por óbvio que Andreazza não é o único e reconheço que contam-se nos dedos os jornalistas formadores de opinião que estão sabendo análisar de forma certeira e bem fundamentada o atual cenário político.

É preocupante porque o trabalho desses profissionais não é o de apenas opinar; pelos postos que ocupam e pelo destaque e repercussão de suas falas, são formadores de opinião.

Andreazza, como formador de opinião, errou feio ao falar sobre as chances de Bolsonaro vencer a eleição.

Andreazza, como formador de opinião, não economizou críticas ao discurso de posse do ministro Ernesto Araújo e pouco depois, viu-se obrigado a elogiar o trabalho do mesmo ministro.

Mais recentemente, outro erro lastimável: afirmou que em nada daria a atuação do ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni na eleição para presidente do senado.

Não é razoável que alguém que tem íntima relação com a leitura, como é o caso do editor da Record, não seja capaz de ler uma realidade que está sendo escrita em letras garrafais.

Fazer analise política requer mais que opiniões jogadas ao vento. Requer autoridade porque quem se compromete a fazer-las, as faz com o intuito de formar opinião.  Oras, formar opinião é uma responsabilidade que reclama ponderação, humildade e discernimento.

Discernimento para separar preferências pessoais da realidade objetiva. Ponderação para saber olhar para as diferentes variáveis e humildade para pedir desculpas quando errar.

A grande maioria dos jornalistas que se propõem a fazer análise política não seguem esse receituário e por isso não angariam credibilidade, antes, passam ridículo e são alvo de piadas e “zoação”. Um pirata bêbado deve ser zoado pelos seus companheiros. Seu papagaio… coitado!

Por Jakson Miranda

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