Jornal Estadão ataca governo Bolsonaro e seus eleitores

(Artigo publicado em 18/03/2019)

Nunca se duvidou que a grande imprensa faria forte oposição ao governo Bolsonaro. Isso era esperado e seria saudável. De fato, é função da imprensa vigiar os poderosos de plantão. Todavia, o que estamos assistindo, é uma imprensa que resolveu ser inimiga do governo. Há uma colossal diferença entre fazer oposição e se comportar como inimigo de um governo eleito pela maioria dos eleitores. O jornal Estadão optou pelo último. Em matéria publicada neste domingo 17/03, o jornal acusou o presidente Jair Bolsonaro de está envolvido direitamente em supostos ataques orquestrados contra a “santa” e “impoluta” imprensa. Já abordamos essa questão aqui em nosso blog. Ao escrevermos o artigo Governo Bolsonaro e a imprensa: o terceiro turno começou sobre a “crise” causada pela demissão do então ministro Bebianno, anotamos o seguinte:

É esse ativismo virulento e superficial da mídia que quer fazer-nos crer que há uma crise no governo. Pior, sugere-nos de forma nada sutil que o ex-ministro Bebianno não merecia ser exonerado. Aqui vão as questões objetivas de toda a situação: Quais as causas dessa suposta crise do governo? Do que o presidente Bolsonaro está sendo acusado? Compra de votos? Desvio de verbas públicas? Verdadeiramente, as suspeitas que vieram à tona sobre os candidatos laranjas no PSL é algo grave e deve ser investigado com profundidade. Nesse particular, o então ministro não conseguiu dar uma explicação plausível e muito menos se afastar das suspeitas. Pior, tudo indica que no desenrolar das coisas, Bebianno levaria de forma inapropriada e imprudente o presidente da República para o epicentro das suspeitas. Nesse contexto, a imprensa optou por apoiar o ministro e atuar contra o governo.

Em outro brilhante texto, nosso colunista Renan Alves da Cruz foi ao cerne da questão e fez o registro:

No que a imprensa brasileira se transformou? Acho que já é tempo de parar com este tacanho teatrinho de máscaras! Nós sabemos, e vocês, jornalistas, também sabem que a população já não dá mais a mínima para o que vocês noticiam. E, diferente do que vocês fazem parecer, isso não é uma ameaça à democracia, mas exatamente o contrário: é um grito democrático, de quem reconheceu ter sido manipulado por anos, mas cansou.

Jornal Estadão e Cia

Em sua guerra rancorosa nem mesmo a velha imprensa consegue se entender: Para o Jornal Estadão, estamos diante de uma ação típica de jacobinos.

Como cruzados em luta para conquistar Jerusalém, os bolsominions e os olavetes, como eles são mais conhecidos fora de seus mundinhos, insurgem-se contra os adversários de Bolsonaro e Olavo de Carvalho e contra aliados que ousam discordar dos dois, ainda que de forma pontual. Não por acaso, receberam a alcunha de “jacobinos”, em referência ao movimento surgido na Revolução Francesa, em 1789, que defendia o extermínio da aristocracia e se tornou conhecido por impor o terror no país.

Já para aqueles que assinaram uma matéria na Isto É, o governo Bolsonaro é um notório e declarado inimigo da “revolução”.

Com palavras e ações, o presidente Bolsonaro e seus ministros Damares Alves e Ricardo Vélez insistem em impor ao Brasil retrocessos que remetem aos tempos mais obscuros da história

Logo, como o governo não pode ser jacobino e ao mesmo tempo ser antirrevolucionário, resta claro que estamos diante de dois embustes propagados pelo jornal Estadão e pela revista Isto É. Por fim, o Estadão presenteou seus leitores com a seguinte declaração:

No Brasil, nos tempos do PT, também havia uma máquina implacável de destruição de reputação de adversários, em especial de jornalistas. A diferença é que, naquela época, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e seus parentes procuravam não se envolver diretamente, ao menos em público, na “guerra suja”.

A mensagem é clara: para o Estadão, Lula e Dilma possuíram certa nobreza que falta aos Bolsonaros. “Ao menos em público“, Dilma e Lula eram moralmente superiores a Bolsonaro e seus filhos. Toda a grande velha imprensa estão trilhando um caminho sem volta. Com a derrocada deles, ganha o povo e se fortalece a democracia.

Por Jakson Miranda

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