JAIR Wyllys e JEAN Bolsonaro: uma ficção

Há mais de um mês Jean Wyllys cuspiu na cara de Bolsonaro, numa sessão do Parlamento. A imprensa  calou-se e sepultou o assunto, dando guarida ao seu psolista de estimação, seu progressista predileto.

Mas e se Wyllys e Bolsonaro estivessem em papéis invertidos na votação do Impeachment?

Façamos este exercício:

 

Imagine a existência de um deputado conservador, em ascensão no cenário político. Seu nome é Bolsonaro

JEAN Bolsonaro.

Imagine um deputado da esquerda, que submeta sua política à sua sexualidade. Defende a causa gay, e Che Guevara, que os matava, ao mesmo tempo. Defende os pobres, mas reclama que deputados ganham pouco.

Caiu na política depois de participar de um reality show da emissora de TV que hoje chama de golpista.

Este é Wyllys.

JAIR Wyllys.

Eles estão na Câmara, num domingo, na votação mais importante de seus mandatos: a do Impeachment da Presidente da República.

O rito de votação estabelece que os votos serão proferidos seguindo a ordem dos Estados da Federação, com votos em ordem alfabética dentro dos Estados.

Jair e Jean votarão em sequência, pois ambos são deputados pelo Estado do Rio de Janeiro.

Jair Wyllys então é chamado para votar. Diz que aquilo é um golpe, que tem vergonha, que vota NÃO, que está com a presidentA , que é uma mulher honrada, que foi torturada na ditadura por militares fascistas. Dedica o voto a todos os que lutaram pela liberdade, em especial Marighella.

O voto seguinte é do Bolsonaro.

Do Jean Bolsonaro, em respeito a ordem alfabética.

Bolsonaro vota a favor do Impeachment e dedica o voto aos militares.

Entretanto, está ofendido, porque Jair Wyllys ofendeu a honra dos militares e mencionou o terrorista Marighella.

Imagine então que Bolsonaro se dirija a Wyllys e lhe atinja com uma cusparada.

E se justifique, primeiro dizendo que foi ofendido for Wyllys, e depois alegando que não se controlou ao ver o desafeto elogiando Marighella…

 

Pois bem, amigos e leitores.

Vou lhes dizer, se Bolsonaro tivesse cuspido em Jean Wyllys (já podemos voltar aos nomes normais), haveria uma comoção tamanha convocada pela mídia progressista, que a cassação de Bolsonaro seria votada em tempo recorde. Bolsonaro seria ainda processado e a depender do andamento das coisas, não duvido, preso.

As leis “anti-homofóbicas” ganhariam novo impulso. Wyllys se tornaria um mártir, e Bolsonaro o retrato da direita extremista, que não aceita uma opinião divergente, e que tem que ser criminalizada e contida, porque é antidemocrática.

Seria a demonstração última da inequívoca intolerância da direita.

Haveria protestos nas ruas. Quebradeiras.

Bolsonaro se tornaria um proscrito político.

Mas não, amigos. Quem cuspiu foi Jean Wyllys. A grande mídia já escondeu o fato e o grande vilão é quem?

O homem que recebeu a cusparada.

Bolsonaro cometeu o crime de dizer coisas que deixam a esquerda chiliquenta com vontade de lhe cuspir.

Este é o Brasil, prezados leitores.

 

Por Renan Alves da Cruz

Related Post

Comments

comments

Um comentário em “JAIR Wyllys e JEAN Bolsonaro: uma ficção”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *