Itaú Cultural esquerdando loucamente

Que coisa este Itaú Cultural, hein!

Sou de Humanas. Farejo um texto escrito por um esquerdista patético de longe. Pela primeira frase, na verdade, já é possível determinar o grau. Sempre os mesmos clichês e jargões, geralmente acumulados em sequências ininteligíveis.

Quanto mais pretensioso e ilógico, mais patológico é o grau de esquerdismo.

Já havia escrito sobre essa faceta da esquerda no artigo A Paranoia da Esquerda Tapada, mas vou te contar uma coisa: o escritor dos textos do Itaú Cultural é de outra galáxia!

Quer exemplo mais típico de esquerdismo: Trabalhar para a mais capitalista das instituições, um banco, ganhando bastante do vil capital para, sob a máscara da cultura, odiá-lo.

Deve ser dura a vida de quem ganha capital para falar mal de quem ganha capital.

O blog Politicamente Incorreto elencou alguns dos textos trazidos à vida pelo Itaú Cultural num catálogo de exposição. Olhem o nível da piração:

A globalização do modelo econômico neoliberal, sob a égide do capital financeiro, e os sistemas oligárquicos, com seus desdobramentos corporativos, promovem a concepção das cidades como mesoesferas de governação nas quais a desterritorialização é força motriz dos processos urbanos. As artérias desses organismos agigantados das megalópodes irrigam o funcionamento dos meios maquinais de produção, levando e trazendo oxigenação das periferias para o centro, em uma lógica que tem o acesso restrito à mobilidade urbana como impeditivo primeiro à continuidade da pulsação vital.

A superposição dos circuitos legais aos ilegais, assim como as violências que se mobilizam, configura outro aspecto constitutivo da governabilidade neoliberal: as políticas do medo, que têm por objetivo controlar a conduta das pessoas. (Observatório Itaú Cultural, edição 22)
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Cada fragmento determina as relações entre o público e o privado, assim como entre o legal e o ilegal, segundo um critério de conveniência bastante flexível. Tal relativa autonomia, que não exclui a responsabilidade do conjunto nem do poder central, faz parte dos acordos entre as elites, mas também da incapacidade do Estado para administrar uma crescente complexidade.(Observatório Itaú Cultural, edição 22)
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Precisamos de uma inicial e rápida formulação a respeito da linguagem e do uso de assertivas formais (teorias, modelos e tipos) no processo de análise de políticas públicas. Usar as narrativas como método é diverso de tomar tudo como narrativa, usar dados estatísticos como recurso analítico é diverso de tomá-los como medidas-limite de relações sociais, fazer contas ou usar proporções numéricas nem sempre é usar teorias econômicas, mas tudo isso envolve o uso de linguagens com estruturações e procedimentos específicos.(Livro “Políticcas Culturais: conjunturas e territorialidades”, 2017)

Retorno: 

Entendeu algo?

Não? Bem vindo ao clube.

Terminologia de esquerda não existe para fazer sentido. É forma de congraçamento interno e etiqueta de identificação entre os próprios participantes da seita.

É para mostrar que não se venderam para a elite opressora.

Mesmo que quem coloque o pão na mesa sejam os banqueiros.

Por Renan Alves da Cruz

 

 

 

4 comentários em “Itaú Cultural esquerdando loucamente”

  1. Deu até uma leve dor de cabeça. Ler esse texto é estonteante! Mas ao Itaú o que importa são as deduções de impostos que esses tipos de promoções alegadamente “culturais” proporcionam. Quem admite com franqueza não ter entendido pode até ser desdenhado por outros esquerdistas que também não entenderam uma linha sequer.

    • Lembro que um dia na faculdade eu disse a uma professora marxista que não sabia diferenciar pelo texto se o autor era de direita ou de esquerda… Ela disse que muitos não conseguiam, mas não reconheciam…
      Resolvi me empenhar, agora dá pra saber até pelo cheiro, sendo pista máxima a ininteligibilidade do texto…

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