Revista Veja, obrigado por odiar Jair Bolsonaro

Não há anormalidade alguma no fato de a Revista Veja considerar Jair Bolsonaro uma ameaça.

Estranho seria, e me preocuparia, se a revista estivesse o apoiando.

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Agradeço inclusive à Veja por me certificar de que as coisas se encontram dentro da normalidade, e que o candidato conservador permanece despertando a fúria dos progressistas e se opondo às suas pautas.

Se em lugar de “Ameaça”, a revista tivesse escrito “Esperança”, certamente Bolsonaro não teria mais os predicados que fazem com que nós, conservadores, o apoiemos.

O interessante é que não se consegue pinçar do texto nenhuma real ameaça proporcionada pelo candidato. É um texto caricato, escrito por uma jornalista estulta e que tentou dar base fática ao que não passa de militância pessoal sua (apoiada pela revista).

Há mentiras, mas se tratando de Veja analisando a direita, elas também são esperadas. Creio que a mais perigosa é a que insinua que Flávio Bolsonaro cria jargões viralizantes com incentivo ao ódio, que são repercutidos por seguidores do deputado. O exemplo que a porca reportagem fornece é “Comunista tem que morrer, gays e feminazis também”.

Esta é uma acusação grave, lesiva e falsa, e creio que os Bolsonaros deveriam processar a Revista e a jornalista por ela. A liberdade de imprensa é um valor essencial, que deve ser resguardado, ademais, este trecho da reportagem acusa os Bolsonaros de crime, e um crime que não praticaram.

No mais, há muita lenga-lenga, conclusões baseadas em meias verdades, situações tiradas de contexto e mentiras puras e simples.

Jair Bolsonaro deve se orgulhar de ser considerado uma ameaça pela Veja. O periódico hoje dista pouco, no campo da militância progressista, de uma Carta Capital, por exemplo. Ao assumir o comando, André Petry, que sempre foi uma das vozes mais à esquerda da revista nas últimas décadas, imprimiu seu tom ao conteúdo geral.

O resultado está aí para todo mundo ver.

Não é de hoje que alertamos sobre o processo de esquerdização da Veja, que hoje parece irreversível.

Todos os artigos a seguir, produzidos aqui em diferentes momentos, mostram esta guinada:

A horrorosa edição de retrospectiva da revista Veja

A decadência da Revista Veja

Veja e PSDB contra Jair Bolsonaro

Revista Veja: Alfred Kinsey ficaria orgulhoso

Revista Veja e a Teoria Queer

Kalleo Coura, o garotinho esquerdista da Veja

Veja começa a campanha contra Bolsonaro

 

O que Veja produz hoje em dia é jornalismo parcial, partidário, militante, incapacitante, desinformador e desinteressante.

Jair Bolsonaro não é perfeito, é um candidato que responde a antigos anseios da sociedade brasileira, cansada da proteção aos bandidos e de financiar privilégios a minorias específicas.

Bolsonaro merece os parabéns. Não é sem mérito que alguém desperta tanto fúria na esquerda progressista.

E tudo continua normal. A direita segue seu caminho e a esquerda assustada, a chama de ameaça.

 

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

 

 

Nota de esclarecimento de um banco qualquer

O humor é uma das armas mais efetivas de combate na Guerra Cultural.

Não é a única, mas é utilíssima, atingindo um contingente de público muitas vezes inatingível de outras formas.

Livros de Roger Scruton, Olavo de Carvalho e Theodore Dalrymple nem sempre cairão nas mãos do grande público. O humor, ademais, consegue driblar certas conjunturas, servindo para demonstrar a hipocrisia e psicopatia do pensamento de esquerda.

No youtube o Hipócritas Canal está utilizando o humor como meio de divulgação do duplo padrão moral da esquerda, e fazemos questão de ajudar a divulgar o vídeo a seguir, que demonstra a visão ideologizada por trás dos últimos acontecimentos, em que bancos financiam exposições infladas de depravações e aberrações, normatizando práticas como zoofilia e pedofilia.

O Banco soltou uma nota oficial se vitimando, usando termos politicamente corretos.

Mas o que queria dizer era isso aqui:

Por Renan Alves da Cruz 

O Relativismo Moral nas Escolas

Artigo de Pedro Henrique Alves, publicado no Instituto Liberal:

Um dos pilares primevos do socialismo moderno é o relativismo moral no seu nível mais boçal. Seguindo os últimos apontamentos de Marx, no livro A origem da família, da propriedade privada e do Estado, o marxismo moderno entendeu que a verdadeira luta não seria travada, de maneira essencial, no campo econômico ou militar, mas sim no campo cultural e moral. Em Autoridade e família de Max Horkheimer, já começa a guinada do comunismo para a batalha cultural; o que fundaria, logo após o entendimento dessa realidade, a Escola de Frankfurt e as demais agremiações acadêmicas dos neo-marxistas.

O marxismo passa, então, a vislumbrar o terreno moral como sendo o alvo de suas críticas e ataques; afinal, como bem entendeu Max Horkheimer, György Lukács, Antonio Gramsci, Willian Reich, Jacques Derrida, Judith Butler, entre outros: para que a revolução aconteça na economia e sociedade é necessário minar o campo moral que sustenta a cultura ocidental e as ações conservadoras dos indivíduos. Não quebrando a hegemonia moral da corrente judaico-cristã no ocidente, torna-se impossível esperar uma revolução socialista na sociedade enquanto tal; afinal, essa supraestrutura moral mantém a sociedade “entorpecida” numa mentalidade tipicamente tradicional e “burguesa”.

Uma das áreas vislumbradas por Max Horkheimer como sendo o ponto crucial que mantém em pé a sociedade “burguesa” é a escola, com todo o seu ensino tradicional baseado na estrutura de mundo ocidental judaico cristão: Filosofia Grega, Direito romano, Moral Cristã. Unido à escola, o filósofo marxista também via a família e as igrejas cristãs como sendo detentoras dos pilares do Ocidente burguês. Família, Igreja e Escola eram, em si, autônomas, instituições desvinculadas do Estado. Sendo assim, tomar o Estado antes de minar essas três áreas era uma estratégia equivocada, afinal, essencialmente dizendo, essas três instituições não responderiam livremente ao Estado e nem adotariam uma moral alternativa segundo apontamentos ideológicos do marxismo; a não ser, obviamente, pelo aparato ditatorial — o que já naquela época estava se mostrado uma via fracassada. Horkheimer entende que é preciso criar ideias, teorias e mitos para minar essa manta moral tradicional do Ocidente para que as ideias revolucionárias do socialismo vingassem de maneira homogênea.

Nessa missão silenciosa e bem entendida por parte dos teorizadores socialistas, décadas se passaram de um marxismo que corroía como cupim as estruturas da sociedade ocidental — baseando suas ações detratoras nesses três pilares acima citados: Família, Igreja e Escola.

Nas famílias nós vimos as inversões de paradigmas morais, as novas conceituações de famílias multiformes, poli-amor, teoria de gênero e toda sorte de discursos de amor livre foi criado para desmoralizar a família em seu seio — principalmente a partir do final da década de 60 até hoje. A dita “família tradicional” foi descartada como retrógrada, dona de uma mentalidade engessada, protetora de uma moral parva, patriarcalista e segregacionista; o homem foi posto como um mal em si, a paternidade vista como o estandarte do “patriarcalismo opressor”, ser hétero passa quase a ser sinônimo de estuprador. A mãe, dona de casa, passa a ser vista como o símbolo da mulher submissa, sem voz e escrava do homem, sujeita a toda sorte de abusos e violências. Mentalidade essa que criou mitos, como o de que famílias estruturadas são, em suma, raridades; enquanto que as “defeituosas” são a hegemonia.

No campo da Igreja, por sua vez, várias infiltrações pseudoteológicas aconteceram, como a teologia da libertação. O pensamento relativista figurou não somente entre assuntos mais fronteiriços, mas chegou ao âmago das crenças fundantes do cristianismo. Dogmas como o do valor da vida, a ressureição de Cristo, e sua deidade, a missão eclesial da Igreja, entre outras coisas foram colocadas em dúvida. Os homens da Igreja começam a repetir as teorias e propagandas tipicamente comunistas em seus sermões e passam a fazer dos púlpitos o pátio sindical. A Igreja Romana — nas vertentes contaminadas pela ideologia esquerdista — deixara a salvação das almas de lado para propor a salvação política e social; não lhe interessava mais a união sensata entre boa vivência virtuosa no imanente em direção ao transcendente, agora, talvez, o transcendente sequer exista ou nem seja importante tal plano. A Igreja, contaminada pelas batalhas ideológicas, passou a fazer comícios em seus altares e manifestos em seus documentos; da caridade evangélica passou a praticar discursos de proletário vs burgueses.

Na escola, por fim, arguiu-se que o docente deveria descer de seu lugar hierárquico e criar uma relação de igualdade com os alunos, ao ponto que não haveria distinção fundamental do conhecimento científico do professor e o conhecimento “prático” do aluno; como se saber soltar pipa demandasse o mesmo trabalho mental e investigações laboratoriais que se pede a um biólogo ao analisar células ou a um filósofo ao discursar sobre o Ser. Deram aos estudantes o direito de aprender — mais ou menos — segundo as suas supremas vontades, afinal, afirmar que o aluno deve saber calcular e ainda por cima usar a crase é deveras perturbador para a mente sensível do homem moderno. O aluno não deve mais arcar com a sua incompetência e seus desleixos frente aos estudos e tarefas, afinal, quantos problemas psicológicos e sociológicos surgiriam após uma nota 3 em geometria, ou um 4 em história, não é mesmo? E com isso a “progressão continuada” apareceu como um método de misericórdia sacrossanta no meio pedagógico, ceifando dos alunos a oportunidade mais rica que um homem pode ter na escola: a de arcar com as consequências de seus maus atos e displicências, a oportunidade de ele ser responsável e dono do próprio destino.

A escola é o lugar perfeito para propagar suas ideias como dogmas; entre os três pilares citados acima, onde o Estado consegue agir de maneira mais arguta e livre. Dessa maneira a pedagogia passa a ser o campo de ação principal do marxismo; incutir o relativismo moral frente ao ensino judaico-cristão ocidental, denegrindo assim as suas bases pedagógicas — hierarquia, honradez, respeito, organização espacial e prática das virtudes morais —, passa a ser o carro chefe do esquerdismo. Não à toa o marxismo reina soberano nas universidades atualmente, a moral judaico-cristã simplesmente foi destruída nesse meio. Recomendo a leitura de Radicais na universidade, de Roger Kimball, para melhor aprofundamento.

Na escola, o relativismo moral adquire contornos nefastos para a criança e o adolescente, pois, é na escola onde eles aprenderão como devem agir num convívio social real e como as balizas morais e éticas são importantes para a convivência minimamente ordenada no cosmo comunitário. Como argumenta Eric Voegelin, sem uma estrutura moral que transcende a sociedade é inútil falar em ordem ou ética.

Pois bem, mas já que a moral é sempre relativa, como arrogam os desconstrucionistas, não se pode afirmar nada com certeza — pois a certeza é, per se, intolerante — resta aos jovens elevarem os seus egos ao status de vontade divina, tornando os seus desejos o modelo supremo do que é certo e errado: jovem locuta, causa finita est. Se não há um conjunto de regras exteriores que a nos ordenam num impulso natural ao que é certo em retração ao que é errado, então será a nossa vontade que deve reger o ambiente no qual vivemos, será nosso ego a lei, nosso ego o Direito natural, e os demais que se adequem. Absolutamente todos os ditadores eram regidos por essa mentalidade.

O jovem moderno tornou-se um deus, foi incutido nele a mais tenra mentalidade egocêntrica que existe: o aluno que não conhece substancialmente nada e se acha bom o suficiente para revolucionar a terra; o jovem que não sabe sequer usar vírgulas quer mudar a história humana. Ele é um deus num trono de papel machê.

O aluno torna-se um escravo modelável perante as retóricas do professor-catequista que lhe transfere um conhecimento militante inócuo baseado somente numa visão diminuta de mundo; ao mesmo tempo em que cria no aluno a sensação de onipotência, onde seus atos, ainda que violentos e criminosos encontram-se amparados pelos afagos ideológicos que os sustentam perante a opinião pública. Para o socialismo, é bom lembrar, o que importa é o fim a ser alcançado e não a validade ética dos meios utilizados. Prova disso é a professora Marcia Friggi que foi agredida com socos em Santa Catarina por um de seus alunos; ela abertamente defendeu a atitude da estudante Alana Gabrielle de Oliveira que, poucos dias antes da agressão sofrida por ela, havia jogado um ovo no deputado federal, Jair Bolsonaro; obviamente que a ovada é bem diferente de um soco, e que, guardando devidamente a proporcionalidade dos casos, a ovada também é um tipo agressão. Se fosse a professora Marcia Friggi a levar a ovada não teria sido uma agressão? Longe de mim defender o deputado Bolsonaro, minhas opiniões sobre ele, aliás, são bem desfavoráveis; no entanto, a coerência ainda é um bem a ser preservado diante de minha consciência individual. E, antes que acusações me sobrevenham, eu não considero Marcia Friggi a culpada, óbvio que não é. Eu a considero tão vítima quanto um jovem islâmico que foi coaptado por uma mentalidade religiosa e política que o embebedou numa ideologia extremista e ilusória. Marcia Friggi só defende tal aparato ideológico, pois um dia ela mesma foi uma aluna doutrinada no sistema que acima denuncio.

Sob essa pedagogia amorfa, os docentes incutem nos jovens os anseios revolucionários que constantemente se transformam em ações violentas e criminosas; entretanto, quando um aluno joga um livro no rosto da professora e depois lhe soca o supercílio, ele está justamente exercendo seu dever de revolta contra o status quo que representa o docente dentro da sala de aula. É a prática daquilo que lhe é ensinado, é o estágio para os Black Blocs ou o MST.

Ou seja, reclamar do aluno agressor, sob a perspectiva revolucionária, é uma hipocrisia latente dos socialistas. Ora, a revolução sempre supõe a quebra de leis e destruição de certas propriedades e paradigmas; o aluno, instigado pelo impulso imoral que lhe foi transmitido, atacou a sua professora perante os aplausos da plateia revolucionária. Não à toa dizem que a revolução devora seus filhos.

Como se lia nos manifestos dos “black blocs” em 2013: “não se fazem omeletes sem quebrar ovos”, aludindo que a revolução requer que coisas sejam quebradas, como as vidraças na Av. Paulista ou faces de docentes. Dirão, porém, que o ato do aluno não foi revolucionário, mas criminoso; aí eu pergunto: qual exatamente é a diferença dos atos revolucionários dos socialistas e os atos tradicionalmente criminosos?

É deplorável a situação de uma professora ter seu supercílio aberto por um aluno criminoso; mas numa análise mais crítica e sincera, devemos ser frios e realistas, isso é consequência imediata de anos e mais anos de ideias parvas que relativizaram princípios basais da sociedade. Diariamente disseram aos jovens que a moral ocidental é uma opressão e um meio de escravidão, mas depois que eles agem de maneira rude e criminosa irão condená-los por não possuírem justamente a consciência moral que lhes fora negada? Relativizaram tudo, desde o valor intrínseco da vida fetal, até as bases hierárquicas de uma escola; agora se espantam com a ética imbecil que nutriram décadas a fio nas mentes juvenis?

O problema da retirada da hierarquia do meio social é esse: quando se quer evocar a posição e respeitabilidade de uma pessoa ou profissão, quando se quer proclamar uma injustiça ou uma imoralidade na sociedade, essa reivindicação encontra os risos irônicos daqueles jovens que aprenderam que nada está acima deles, que eles não devem satisfação a ninguém.  Criamos uma geração que aprendeu que não há limites para seus apetites, desejos e vontades; que não são eles que devem arcar com as consequências de seus atos. Internalizaram nesses jovens a justificativa de seus fracassos. Eles agem de maneira parva por mil motivos: ambiente degradado, opressão capitalista, mau tratamento familiar, uma bronca que ele tomou aos 4 anos e internalizou no inconsciente, uma nota tacanha que lhe frustrou profundamente na 2ª série, um sorvete que lhe foi negado aos cinco anos; enfim, tudo justifica os seus atos vadios, menos os seus caracteres vazios e transviados, menos as suas inépcias em assumir os seus erros de maneira honrada. Aliás, o que seria a “honra” senão uma expressão moral da burguesia?

Os intelectuais ensinaram aos jovens que seus crimes não são culpa deles, e sim da sociedade que assim os formaram. Agora essa mesma corja de “inteligentinhos” se espanta com as barbáries advindas de suas teorias. Quem planta mandioca não colhe morangos.

 

A Revolução Anticristã

Equacione estes dados:

Grupos extremistas islâmicos assassinam e barbarizam cristãos como forma de expressão religiosa.

Em nome da “tolerância”, intelectuais e militantes de esquerda manifestam apoio aos islâmicos, mediante alegação de terem sua cultura desrespeitada pelo ocidente judaico-cristão.

Intelectuais e militantes de esquerda acusam o cristianismo de intolerância e mobilizam maneiras de destruí-lo, impedindo algumas de suas manifestações religiosas e filosóficas.

Grande parte dos países islâmicos, apoiados pelos progressistas, executam sumariamente homossexuais e mulheres que se insurgem contra a autoridade masculina.

Os intelectuais e militantes de esquerda, no entanto, acusam apenas o cristianismo de homofóbico e machista.

Seria de se considerar, a julgar por tais reações, que maior crime contra a dignidade humana de um homossexual é cometido quando se considera o ato homossexual pecaminoso, sem que ele seja proibido, impedido ou coagido, do que quando se estabelece por decreto que praticar atos homossexuais resultará em execução por enforcamento ou degolação.

A execução de cristãos, para os envolvidos nos circuitos de debates meio intelectuais, meio de esquerda, não passa de um efeito colateral desagradável, mas justificado pelo ódio fomentado pelo Ocidente bem fornido e seu aliado Israel contra o pacífico e recatado muçulmanismo. Mais ovos quebrados para a omelete da causa multicultural. Alguns limões espremidos para a limonada do mundo mais igualitário.

A sugestão, ademais, de que os países cristãos procurem proteger-se da Vingança Do Profeta é rechaçada de imediato. Coisa de fascistas. Métodos da direita intolerante que se recusa a colocar-se à mercê dos seus carrascos.

E o professor escolar, enchido até as tampas de doutrinação politicamente correta, ensinará ao alunado as normas contraditórias deste novo método em que homossexualidade e islamismo são expressões evoluídas, esperadas e bem vindas, ainda que incongruentes, na medida em que um deles é educado a assassinar o outro.

Logo teremos a nova construção do jardim de ideias da bolha esquerdista, e haja contorcionismo retórico para explicar ao futuro muçulmano homossexual do Ocidente que ele não deve executar a si mesmo.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime: 

Ativista gay quer limites à liberdade de crença

Toni Reis, conhecido ativista gay, publicou um artigo no jornal Gazeta do Povo, com ideias no mínimo perigosas a respeito da liberdade de crença.

O artigo Liberdade de crença versus apartheid social é sintomático de uma característica que nós aqui no Voltemos à Direita denunciamos há muito tempo, que é a veia autoritária deste movimento, que mediante o argumento de lutar por direitos de um grupo, procura suprimir a liberdade de expressão de quem não age segundo seu prontuário de exigências.

Chamei esta postura, num artigo recente, de Totalitarismo LGBT, e acho interessante trazer o texto de Toni Reis à baila, expondo meus contrapontos.

Os trechos em vermelho são do texto de Toni. Refuto em azul:

Liberdade de crença versus apartheid social

Está para ser julgado pela Suprema Corte dos Estados Unidos o caso de um confeiteiro processado por um casal gay por se recusar a confeccionar o bolo de casamento dos mesmos, com base em convicções religiosas contrárias ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. No Colorado, estado onde aconteceu o fato, é proibida por lei a discriminação por orientação sexual. Desta forma, venceu nas instâncias inferiores da Justiça a alegação de discriminação impetrada pelo casal.

O título escolhido por Toni já diz muito. A liberdade de crença é contraposta a algo que ele compara ao apartheid, como se os homossexuais estivessem fracionados da sociedade por culpa da liberdade de crença. Usar termos como “apartheid”, “fascismo”, “nazismo”, são táticas de discurso superadas, pueris, além de desrespeitarem as verdadeiras vítimas destes movimentos. Não há alegação alguma que justifique assemelhar a conjuntura da população LGBT no Brasil e no Ocidente a um estado insuperável de segregação social, ainda mais provocado pela liberdade de crença.

Ele então apresenta o acontecimento que usará como base para a defesa de cerceamento da liberdade religiosa de quem pensa diferente dele: o caso de um confeiteiro que se recusou a fazer o bolo de casamento de um casal homossexual.

Abrimos aqui a dissensão de maneira clara e reparem como chega até a ser engraçado: Trata-se de um embate de ideias em que a pessoa que reclama de intolerância é a que quer cercear a liberdade de pensamento de quem discorda…

Afinal, nós não queremos impor a Toni Reis ou a qualquer militante do movimento LGBT a mudança de seu pensamento. Os seres superiores, que se consideram dotados de augusta sapiência presciente, e que querem enquadrar juridicamente pessoas por crime de opinião, são eles. 

O caso pode parecer trivial, mas ganhou importância porque levanta o debate sobre o desencontro entre os princípios constitucionais da liberdade de crença e de expressão, por um lado, e da não discriminação, por outro lado. O caso é um de vários parecidos ocorridos em diversos estados norte-americanos – de empresas sendo processadas por se recusarem a prestar serviços a casais do mesmo sexo por motivos religiosos – e a decisão da Suprema Corte poderá ser decisiva em determinar até onde vai o direito de liberdade de expressão e crença sem que se incorra em discriminação por orientação sexual.

As pessoas LGBTI e de outras minorias não querem e nem devem viver marginalizadas

O caso não parece trivial. Pelo contrário, é um caso de brutal seriedade. Uma decisão proferida pela Suprema Corte de uma das mais consolidadas democracias do mundo que ofereça superpoderes jurídicos a um determinado grupo, cassando a liberdade de pensamento dos outros, é algo de suma importância, que pode servir de bússola ao mundo no que diz respeito à inviolabilidade do direito de professar uma crença pessoal.

Uma decisão da Suprema Corte americana que viole esta liberdade pode solapar aquilo que conhecemos como democracia, direcionando o mundo todo a uma rotatória perigosa e totalitária.

A liberdade que pessoas do mesmo sexo possuem de viver sob o mesmo teto e relacionar-se afetiva e sexualmente não é afetada pela crença de quem, por convicção religiosa, acredita que o casamento é um sacramento só possível entre um homem e uma mulher.

Portanto, a recusa na confecção do bolo não coíbe ou impossibilita o relacionamento do casal.

Haveria discriminação se o confeiteiro agredisse o casal em virtude de sua sexualidade. Da forma como ocorreu, quem se prejudicou foi o próprio profissional, que optou abrir mão de um trabalho pelo qual seria remunerado.

Ao tentar forçar o profissional a agir em desacordo com suas crenças, realiza-se uma coerção. Tenta-se fazer com que uma pessoa contrarie suas próprias convicções, por imposição daquele que quer que sua vontade seja cumprida.

Um dos argumentos apresentados pela defesa do confeiteiro é o de que o casal poderia ter encomendado a confecção do bolo em outra confeitaria. Os advogados do casal veem neste argumento um paralelo com a segregação racial que existia nos Estados Unidos até os anos 1960/1970, antes de se tornar ilegal, na qual as pessoas negras tiveram de utilizar serviços específicos para elas, separadas das pessoas que não eram negras. Surge neste contra-argumento a visão de que a liberdade irrestrita de crença e expressão pode criar desigualdades e divisões discriminatórias e nocivas entre diferentes setores da sociedade, a partir da não aceitação por alguns de determinados aspectos da diversidade inerente nela.

Aqui esbarramos no ponto já abordado quando questionei o uso do termo “apartheid”. O movimento LGBT tira de seu mausoléu argumentativo comparações equivocadas, que tentam fazer demonstrar que há um movimento orquestrado que viola direitos elementares de pessoas homossexuais, como se tivessem que frequentar ambientes isolados e vivessem à margem da sociedade. Na verdade, é bem diferente da realidade que contemplo, em que vejo homossexuais frequentando quaisquer ambientes e atuantes em todos os setores de atividade. Considerar que haja semelhança entre a situação dos homossexuais, que são cultuados todos os dias nos meios de comunicação e nas redes sociais, representados no Parlamento e contemplados pelos mais variados direitos EXCLUSIVOS, é de uma colossal desfaçatez!

É aqui que Toni Reis solta a pérola máter: “a liberdade irrestrita de crença e expressão pode criar desigualdades e divisões discriminatórias e nocivas entre diferentes setores da sociedade, a partir da não aceitação por alguns de determinados aspectos da diversidade inerente nela.”

Juro que esta afirmação me assusta e que temo o mundo ansiado por gente que pensa desta maneira. O raciocínio chega a ser tacanho, algo como: pensar diferente é o que torna o mundo desigual, portanto, impeçamos que se pense diferente!

Essa é a essência confessa do que chamo de Totalitarismo LGBT.

No Brasil, já há decisões do Supremo Tribunal Federal de que o direito individual de liberdade de expressão não pode ser utilizado como salvaguarda para conduta ilícita que fira a dignidade humana alheia. No caso em tela, do bolo de casamento, pelo princípio constitucional da não discriminação, a prestação de serviços não pode envolver a criação de distinções entre seus usuários ou clientes em potencial, com a recusa de atender aqueles/as que estejam em desacordo com as convicções pessoais de quem presta o serviço.

Vamos colocar a coisa em termos práticos: um cristão crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto, é um livro sagrado. Ele considera que deve se nortear pelo que está escrito neste livro para agradar a Deus e cumprir seu propósito de existência. Este livro que ele toma como sagrado se posiciona contra o casamento de pessoas do mesmo sexo e diz que ele deve se posicionar assim, portanto, esta pessoa crê que se não agir desta forma está desobedecendo Deus, cometendo o que chamamos de pecado. Essa pessoa então se posiciona contra o casamento de pessoas no mesmo sexo.

Ela não os impede, apenas se recusa a tomar parte.

Ao obrigar que essa pessoa afronte aquilo que toma como propósito de máxima importância em sua vida, algo de valor metafísico, que a colocará em confronto interno consigo mesma e com seus valores, quem está cometendo violência contra quem?

Quem teria de lidar com maiores danos: quem teve que comprar o bolo em outra confeitaria ou quem desobedeceu um preceito que considera sagrado, dado por um Deus cujo fiel acredita que o propósito de sua existência é adorá-Lo e obedecê-Lo?

Se estamos falando de dignidade humana, quem teria de lidar com o maior dano emocional?

Não é preciso que se compactue das mesmas crenças de um devoto para respeitar o direito que ele tem de ter a crença, e agir conforme os preceitos dela.

Mas a lição subjacente a este debate vai além do mero comércio. É hora de fazer valer o justo meio entre a não discriminação e a liberdade de expressão e crença. Majoritariamente, as pessoas LGBTI e de outras minorias não querem e nem devem viver marginalizadas no gueto que a intolerância de setores fundamentalistas e ultraconservadores propõe. Devem exercer o direito de viver de forma integrada na sociedade, compartilhando em igualdade os bens nela existentes, com base no respeito mútuo.

A liberdade de expressão e crença, dentro dos limites da lei, é inviolável. Se o casal homossexual tivesse sido agredido ou ofendido eu concordaria com a posição de Toni Reis, entretanto, enquanto o exercício  das liberdades preservarem os direitos de todos os envolvidos, estes direitos não podem ser cassados mediante nenhum pressuposto.

Os cristãos respeitam os homossexuais e não desejam coibi-los ou cerceá-los. Acreditamos na igualdade, não nos privilégios, e consideramos que a liberdade deve ser comum a todos. Toni Reis deve ser livre para discordar de tudo o que penso, e eu, de tudo o que ele pensa, sem que nenhum de nós seja cerceado.

Não queremos lhes impor obrigação de viver debaixo de um totalitarismo cristão, mas não toleraremos permanecer debaixo de um totalitarismo LGBT.

Por Renan Alves da Cruz

A imbecilidade esquerdista em ação

Os que nos acompanham há mais tempo sabem, mas como sempre há gente nova chegando, nunca é demais repetir: este é uma portal mantido por historiadores, formação que o editor e colunista do Voltemos à Direita, Jakson Miranda, e eu, Renan Alves da Cruz, compartilhamos. Inclusive nos conhecemos na universidade, um ambiente absolutamente dominado por esquerdistas.

Delatamos insistentemente o que os “colegas”, cujo coleguismo dispensamos, estão ensinando por aí, agindo de maneira explícita em franca e contínua doutrinação, transformando salas de aula em palanques de pregação marxista.

Denunciar o que ocorre, para nós que estamos neste meio, se torna, portanto, uma obrigação moral.

Por isso faço questão de reproduzir na íntegra o artigo de Percival Puggina, que já entrevistamos aqui no portal, um dos mais lúcidos escritores da direita nacional.

Ele mostra claramente o tipo de “seres pensantes” (que pelo menos assim se consideram), que estão sendo produzidos em série pelos nefastos “educadores” de linhagem paulo-freireana.

Se quer conhecer um pouco mais do pensamento conservador, leia constantemente os textos do Percival Puggina.

Segue seu artigo “A Internauta Militante” na íntegra. Você pode ler este e outros textos em seu portal:

A moça tem um cortejo de seguidores e funciona, naquele grupo, como uma professora de História do Brasil que preferisse o Paleolítico. Ataca as Grandes Navegações, as usinas hidrelétricas, o capitalismo e o “brutal bloqueio” norte-americano a Cuba. Ela descobriu que os coxinhas tiraram a Dilma para “botar o Temer lá” porque ele é o chefe da quadrilha e a Dilma ia estourar o ponto. A cada frase dessas, a galera esgota o estoque daquelas figurinhas “emojis” com palmas, socos, braços musculosos, polegares erguidos, sorrisos e corações. Juro que vi até um burrinho, mas foi coisa de alguém que clicou errado.

Na opinião dela, o Temer tem que sair. É um imperativo moral. Tão imperativo moral quanto a prisão de Sérgio Moro, a absolvição imediata de Lula em todos os processos, a execução de Eduardo Cunha, a volta de Dilma, a proscrição da Rede Globo e a capitalização da Carta Capital em joint venture com o BNDES. Posta diante da questão – “Tirar o Temer para pôr quem?” – ela estufa o democrático busto e pede eleições gerais.

Grande ideia! Para funcionar, há que: 1º) mudar a Constituição; 2º) alterar todos os prazos já definidos; 3º) redigir e aprovar as leis complementares necessárias para regrar o pleito; 4º) feito isso, esperar que o TSE redefina as muitas questões que lhe cabe normatizar a cada eleição; 5º) obter do governo a liberação dos tais R$ 3,6 bi ditos imprescindíveis ao financiamento público da campanha. Sobre o fulano que vai presidir a República durante esse tempo eu só sei que se não for “companheiro” a tal internauta estará na rua com um cartaz “Fora fulano”.

Se o Congresso Nacional abraçar a solução proposta pelo elevado discernimento político da moça, é certo que a eleição fora de prazo vai acontecer realmente fora de prazo, lá por 2020. Fica a dica para Maduro, que está muito a fim de evitar uma eleição direta censitária.

Por falar nisso, ela é fã do Maduro. Encanta-se com aquele jeito de Mussolini de opereta e com o vocabulário “bolivariano” de 500 palavras. E está indignada (deve ter ouvido orientações de Gleisi Hoffmann) com as críticas que os coxinhas fazem ao camarada ditador da Venezuela sem terem ido lá para ver o que “realmente está acontecendo”. No post seguinte, de modo coerente, recomendou ler o que se escreve lá fora sobre o Brasil.

Tentei explicar que a Câmara dos Deputados não julgou e menos ainda absolveu Michel Temer; esclareci que cabia àquela Casa apenas definir se convinha ou não ao país que o presidente viesse a ser julgado pelo STF naquele momento. E afirmei que novos fatos ou diferentes circunstâncias poderão, no futuro, recomendar decisão diferente. Foi a conta! Recebi um página inteira de emojis malcheirosos e fui bloqueado. Não consegui dizer que em 2005 e 2006, quando estourou o mensalão e a Orcrim se tornou conhecida, 33 pedidos de impeachment de Lula foram protocolados e arquivados na Câmara dos Deputados. Nenhum de parlamentar. Por quê? Os políticos sabiam que havendo eleição logo adiante, um processo de impeachment complicaria a cena eleitoral, administrativa e econômica. As responsabilidades criminais seriam tratadas na Ação Penal 470, no devido tempo e no foro adequado. O que de fato aconteceu. Quem quer o circo pegando fogo está noutro lugar e com a vida ganha.

 

 

 

 

O comunismo deveria ser proibido. Mas proibi-lo é a forma errada de atacá-lo

Semanas atrás, o deputado Eduardo Bolsonaro apresentou um Projeto de Lei pedindo a criminalização do comunismo.

Como historiador, colocando na ponta do lápis – como se um genocídio pudesse ser medido por mera matemática – não tenho dúvida de que o comunismo, mais letal que o nazismo, não deveria ser permitido.

Digo mais. Considero que o professor que apresenta esta ideia a um grupo de crianças como uma ideologia libertadora, é, a seu modo, um criminoso intelectual, cuja apologia da barbárie é indefensável.

Acrescento ainda: a iconografia comunista não difere em nada, em meios e em fins, à nazista.

A foice e o martelo, tal qual a suástica, representam a morte e a tortura de quaisquer vozes discordantes. São símbolos de orgulho de uma causa genocida.

Tamanho introito pode parecer uma defesa entusiástica do projeto de Eduardo Bolsonaro, que foi muito incensado nas últimas semanas nas páginas de direita, ademais, pessoalmente não defendo que a proibição ao comunismo seja efetiva no papel de COMBATER o comunismo.

Para entender o ponto em que quero chegar, é preciso reconhecer que ideias, boas ou más, são manejáveis. Não estou defendendo o relativismo, mas sim constatando que uma lei que proíba o comunismo agora não irá solapá-lo, e sim glamourizá-lo, já que o discurso persecutório seria manejado pelos atuais detentores da prevalência do discurso no campo acadêmico/cultural: ou seja, a esquerda.

Ao invés de remediar, podemos errar na dose, fortalecendo ainda mais a bactéria. Em nossa embriaguez comemorativa, pautados na certeza de que o comunismo é uma ideologia desoladora e que o vencemos, não perceber seu recrudescimento clandestino, sendo depois repermitido, voltando ao jogo político mais forte do que antes.

A ampulheta política sempre acaba virada novamente. Os ventos podem ser favoráveis à direita, mas isso ainda NÃO SE REFLETE NO CAMPO CULTURAL. Os espaços estão ocupados pela esquerda, por gente que não tem nenhum apreço pela lei, e que não calará seu discurso assassino por força de lei.

Proibir o comunismo lhe concederia um vitimismo útil, no qual ele se escoraria. O discurso não seria calado. A foice e o martelo virariam objeto de culto. E enquanto a direita estivesse surfando na vitória, senhora de si, se achando invulnerável, o inimigo demoníaco estaria se alimentando, firme e forte, com financiamento internacional, pronto para a nova virada da ampulheta política.

Universidades, que já atuam como diretórios de partidos esquerdistas, se transformariam em núcleos de desenvolvimento reativo. Nelas, e em todo o ambiente estudantil, ele se tornaria mais forte do que jamais esteve.

A lei de Eduardo Bolsonaro não prosperará. E é bom que assim seja. Não porque o comunismo tenha predicados para ser livremente apregoado, mas porque proibi-lo seria um insucesso a médio prazo.

E a Guerra Cultural em curso, não tenho dúvida, é longa, e precisa ser vencida através da reconquista do discurso, não com uma proibição que fortalecerá o inimigo.

Por Renan Alves da Cruz

 

Itaú Cultural esquerdando loucamente

Que coisa este Itaú Cultural, hein!

Sou de Humanas. Farejo um texto escrito por um esquerdista patético de longe. Pela primeira frase, na verdade, já é possível determinar o grau. Sempre os mesmos clichês e jargões, geralmente acumulados em sequências ininteligíveis.

Quanto mais pretensioso e ilógico, mais patológico é o grau de esquerdismo.

Já havia escrito sobre essa faceta da esquerda no artigo A Paranoia da Esquerda Tapada, mas vou te contar uma coisa: o escritor dos textos do Itaú Cultural é de outra galáxia!

Quer exemplo mais típico de esquerdismo: Trabalhar para a mais capitalista das instituições, um banco, ganhando bastante do vil capital para, sob a máscara da cultura, odiá-lo.

Deve ser dura a vida de quem ganha capital para falar mal de quem ganha capital.

O blog Politicamente Incorreto elencou alguns dos textos trazidos à vida pelo Itaú Cultural num catálogo de exposição. Olhem o nível da piração:

A globalização do modelo econômico neoliberal, sob a égide do capital financeiro, e os sistemas oligárquicos, com seus desdobramentos corporativos, promovem a concepção das cidades como mesoesferas de governação nas quais a desterritorialização é força motriz dos processos urbanos. As artérias desses organismos agigantados das megalópodes irrigam o funcionamento dos meios maquinais de produção, levando e trazendo oxigenação das periferias para o centro, em uma lógica que tem o acesso restrito à mobilidade urbana como impeditivo primeiro à continuidade da pulsação vital.

A superposição dos circuitos legais aos ilegais, assim como as violências que se mobilizam, configura outro aspecto constitutivo da governabilidade neoliberal: as políticas do medo, que têm por objetivo controlar a conduta das pessoas. (Observatório Itaú Cultural, edição 22)
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Cada fragmento determina as relações entre o público e o privado, assim como entre o legal e o ilegal, segundo um critério de conveniência bastante flexível. Tal relativa autonomia, que não exclui a responsabilidade do conjunto nem do poder central, faz parte dos acordos entre as elites, mas também da incapacidade do Estado para administrar uma crescente complexidade.(Observatório Itaú Cultural, edição 22)
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Precisamos de uma inicial e rápida formulação a respeito da linguagem e do uso de assertivas formais (teorias, modelos e tipos) no processo de análise de políticas públicas. Usar as narrativas como método é diverso de tomar tudo como narrativa, usar dados estatísticos como recurso analítico é diverso de tomá-los como medidas-limite de relações sociais, fazer contas ou usar proporções numéricas nem sempre é usar teorias econômicas, mas tudo isso envolve o uso de linguagens com estruturações e procedimentos específicos.(Livro “Políticcas Culturais: conjunturas e territorialidades”, 2017)

Retorno: 

Entendeu algo?

Não? Bem vindo ao clube.

Terminologia de esquerda não existe para fazer sentido. É forma de congraçamento interno e etiqueta de identificação entre os próprios participantes da seita.

É para mostrar que não se venderam para a elite opressora.

Mesmo que quem coloque o pão na mesa sejam os banqueiros.

Por Renan Alves da Cruz

 

 

 

Por que a esquerda prefere Geraldo Alckmin?

Por que a esquerda prefere Geraldo Alckmin, um candidato tucano? Não seria natural que Alckmin sofresse forte oposição desse pessoal? É o que veremos!

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin quer mesmo concorrer à presidência da República em 2018. Ele tem todo o direito de querer isso e o PSDB tem o direito de apoia-lo.

Caso saia candidato, não será a primeira vez que Geraldo Alckmin concorrerá à presidência. Em 2006 foi ele o escolhido pelo PSDB para enfrentar Lula, na ocasião, Alckmin demonstrou não ter pulso necessário para enfrentar a horda de ataques vindos do PT.

Como esquecer a aparição patética do candidato tucano com uma jaqueta que estampava todas as empresas estatais? Mais parecia piloto de Formula 1 do que um candidato à presidência da República.

E é justamento esse PT, na voz da ex-presidente Dilma Rousseff, que prefere Alckmin a Bolsonaro ou Dória.

A preferência de Dilma Rousseff e digo aqui, do PT, por esse ou aquele candidato, nada mais é do que o partido de Lula tentando indicar os seus adversários. Tentando impor “o antagonista” dos petistas.

No caso do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, nada mais falso! A verdade é que a esquerda prefere Geraldo Alckmin.

E por que a esquerda prefere Geraldo Alckmin?

Primeiro, após quatro mandatos a frente do Estado de São Paulo, o governador pode não ter tanto o que apresentar de vitrine de suas gestões, ao contrário, velhos problemas permanecem e inúmeras suspeitas chegam à superfície.

Tudo isso é um prato cheio para tornar Alckmin um alvo fácil de críticas.

Segundo, o empenho do governador em disputar as eleições presidenciais, pode levá-lo a não se dedicar inteiramente à sucessão do Estado, abrindo brecha para partidos mais à esquerda. É bom não esquecer que Minas Gerais é governada pelo PT e o grande objetivo petista é São Paulo.

Por outro lado, o PSB é um grande aliado do governo Alckmin. As coisas fazem ainda mais sentido quando sabemos da intenção petista de apoiar justamente o PSB de Márcio França na disputa pelo governo de SP. Não é algo tão improvável em se tratando de política, quando o objetivo é revigorar a esquerda.

Terceiro, a esquerda prefere Geraldo Alckmin como candidato à presidência e como presidente, porque Geraldo Alckmin é de esquerda.

Nós aqui no blog já denunciamos algumas idiossincrasias do atual governo do Estado de São Paulo.

Vejam dois exemplos:

Marmanjo no banheiro da sua filha? Agradeça ao Alckmin!

Governo Alckmin cede ao mimimi antidemocrático de alunos

Diante do exposto, não restam dúvidas sobre os motivos que levam a esquerda a preferir Geraldo Alckmin.

Assim, o natural não é Alckmin sofrer forte oposição da esquerda, o natural é a esquerda torcer para que seja Alckmin o eleito e não Bolsonaro ou João Dória.

Por fim, creio que o falso discurso da boa gestão não encontrará mais guarida no grosso do eleitorado. É o que veremos em 2018.

Por Jakson Miranda

Cale a boca e só atue, Fernanda Montenegro

Quero tranquilizá-los de que não quero cassar o direito à livre opinião da senhora Fernanda Montenegro.

Embora vivamos um surto totalitário-midiático, em que esquerdistas tentam definir que opiniões podem e que opiniões não podem ser manifestas, nós aqui do Voltemos à Direita defendemos a liberdade de expressão.

É por isso que acho que Fernanda Montenegro deve ter sempre todo amparo para que diga suas tolices.

E eu devo ter irrestrita liberdade para sugerir que ela cale a boca.

Nunca vi Fernanda Montenegro emitir uma opinião que não fosse mera militância tolinha de uma senhora que quer posar de progressista “mente aberta”.

Ela não é a única, como demonstramos algumas semanas atrás no artigo: Wagner Moura e outros esquerdistas talentosos que são lorpas políticas. 

Na última, fez uso de uma tática manjada da esquerda, a de se imiscuir da responsabilidade pelos seus desatinos, atribuindo as falhas inerentes ao seu projeto à “direita”, que neste contexto representa sempre um poder maior, intangível, inalcançável… tal qual o “sistema”.

Fernanda Montenegro disse, em entrevista ao Estadão:

A desgraça do Brasil é que a esquerda virou direita. E a direita continua na dela. Eu não estou assustada com a direita, mas sim com a esquerda. Não sei o que esperar dela. E acho que nem eles sabem. Não sei no que isso vai dar. Você olha e só vê direita.

Alguma novidade? Quando é que a esquerda assumiu a responsabilidade pelos crimes que cometeu?

Topamos com alguns comunistas de carteirinha, que passaram por uma crise de consciência e abandonaram a militância por não conseguirem mais conviver compactuando com o que foi perpetrado em nome da ideologia esquerdista.

Mas tantos outros distam desta autorreflexão. Têm a consciência tão deformada que não se deixam abater. Só o que querem é a permanência no status de bom mocismo que a defesa do esquerdismo obtém no meio cultural. Status este que recheia os bolsos.

Pois, pode ter certeza, por trás do discurso apaixonado, abstraído, de qualquer esquerdista, há sempre uma boa e firme motivação bem capitalista.

Como o Brasil está encerrado numa crise sem fim, após três anos de roubalheira sistemática praticada por um governo de esquerda, um Impeachment, e a barca entregue ao vice desse governo, que se agora inimigo, foi braço direito deste governo de esquerda por tanto tempo, o que fazemos para justificar?

Dizemos que essa esquerda é de direita!

Assim, toda a barbárie cometida não precisa ser justificada. A velha direita se infiltrou e estragou tudo, senão, se fosse uma verdadeira esquerda, tudo estaria um mar de rosas!

Num país que não possui partidos de direita, só extrema-esquerda, esquerda, e centro, a dama Montenegro só vê direita!

A direita continua sendo o que sempre foi, alega. É a esquerda que a assusta, e o motivo subentendido é que ela não está sendo esquerda o bastante, mas sim, se misturando a esta direita horrenda!

Prezada Fernanda, sinto lhe informar que tudo isso o que você chama de direita, direita não é!

Defendo intransigentemente que a senhora permaneça tendo completa liberdade para se manifestar, mas faço um pedido:

Cale a boca e só atue. A senhora faria um grande bem à senhora mesma e a nós.

Por Renan Alves da Cruz