A imprensa de esquerda e as redes sociais

Começo com uma piada:

Com a aproximação do inverno, um chefe índio começou a ser questionado pela tribo sobre o quanto de frio faria naquele ano, para saber se já podiam parar de estocar lenha para as fogueiras.

O chefe índio disse que consultaria os deuses.

Porém, como chefe, tinha acesso a algumas tecnologias atuais. Escondido dos outros, ligou a TV no telejornal. O meteorologista avisou:

“Esperamos bastante frio este ano”.

O chefe mandou então que aumentassem o estoque de lenha.

Alguns dias depois, assistiu novamente o noticiário. O meteorologista desta vez foi mais enfático:

“Realmente o frio vai ser terrível, preparem-se para um longo e gélido inverno”.

O chefe mandou então que preparassem muita, muita lenha, como nunca haviam preparado antes, para que pudessem se aquecer durante o pesado inverno prometido.

Quando assistiu o noticiário de novo, a informação era:

“Vai fazer muito frio. Se preparem para o maior frio dos últimos anos, quem sabe décadas!”

Fora do ar, alguém perguntou ao meteorologista:

“Nossa, é sério que vai fazer este frio todo?”

“Sim. Temos certeza de que vai. Os índios estão recolhendo lenha pra caramba!”

 

Lendo jornais e revistas nos últimos dias me lembrei desta piadinha. As redes sociais mudaram o modo de vida de todo mundo. Vivemos uma revolução que, no futuro, poderá ser comparada, em termos de impacto, à Revolução Industrial.

Analisando com olhar de historiador, num tempo histórico curtíssimo passamos das cartas ao whatsapp. Uma família que tinha um membro morando no exterior há trinta anos atrás se correspondia através de cartas, intervaladas por semanas de prazos postal.

Hoje, através do aplicativo, é possível, conversar em tempo real.

Um termo que tenho ouvido com frequência atualmente é o tal “termômetro das redes sociais”, ou, o modo como, extraoficialmente, as redes sociais se tornaram um medidor importante dos costumes, dos humores e da popularidade de alguém.

Também tem sido frequentes as análises que buscam diminuir ou emburrecer este fenômeno. Leandro Karnal, naquela mesma entrevista ao Roda Viva, semanas atrás, quando disse idiotices sem par sobre o projeto “Escola sem Partido”, alegou que as redes sociais deram voz a “extrema direita intolerante”.

Para ele, como para todos os outros da mesma laia, a esquerda é, sempre, um poço infinito de boas intenções e bom mocismo.

Em suma, o facebook é um santuário de cultura para demonstrar a sapiência política do Tico Santa Cruz, mas um território perigoso onde também pode habitar um Olavo de Carvalho…

Afinal, para essa gente, intelectual é o Tico. Olavo é astrólogo.

As reportagens e artigos escritos na grande imprensa brasileira em nada diferem do que vemos postados nas páginas do facebook de esquerdistas tinhosos.

Provavelmente se pegarmos um editorial de jornal e um artigo publicado no site do PSOL, e apresentarmos a alguém, sem assinatura, haverá grande dificuldade, pelo conteúdo, de discernir qual é qual.

Minha assinatura da revista Veja terminou esta semana. Não renovei. Esta Veja não recebe mais meu suado dinheirinho. Não com André Petry(alha) na chefia.

Também não irei assinar outra concorrente.

No atual estado de coisas, prefiro me consultar com os “índios”.

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