Assuma a impopularidade de ser cristão

A roda dos escarnecedores continua em franca expansão. A cada dia ganha mais agregados e entusiastas. Odiar o cristianismo e tecer críticas raivosas ao patriarcado judaico-cristão conta múltiplos pontos nos prontuários de popularidade.

Os dias correm rápido e o odômetro da Terra prossegue em sua marcha incansável. O fim está perto e o ódio do mundo por aqueles que defendem os princípios bíblicos já é indisfarçável.

As universidades, criadas e sustentadas durante séculos por entidades cristãs, mesmo naquelas que ainda mantém nomenclaturas que remetem ao cristianismo, se engajam na destruição do conservadorismo cristão com ferocidade avassaladora. Qualquer menção aos legados positivos de uma cultura pautada inteiramente por uma ética advinda do cristianismo é rechaçada como anátema. Ser cristão no mundo acadêmico é ser alienígena.

Ciro Sanches Zibordi, na obra “Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria” escreve:

Imagine-se em uma estrada em que todos os veículos estão trafegando na contramão. O que acontecerá se você resolver trafegar na mão certa? Além de ficar com a impressão de que está na direção errada, todos os que de fato estão na contramão pensarão que estão certos!

Exato. Vivemos sob o jugo do impacto opinativo da mídia e dos intelectuais. Suas posições se tornam definitivas, mesmo que partindo de prismas e conceitos imprecisos e, muitas vezes, desonestos intelectualmente. Entretanto, forma-se o exército da maioria e, mesmo que trafeguem na contramão, vindo afrontar-se contra o único que anda na direção certa, este que acaba oprimido e instado a mudar sua direção.

Os cristãos verdadeiros são desprezados pelo mundo. Geralmente os que fazem sucesso nos meios politicamente corretos e progressistas só o fazem porque relativizam a Bíblia em temas impopulares.

Assumir a impopularidade de ser um cristão que não converge com o mundanismo desperta a fúria dos novos guardiões sociais, que o acusarão de extremista dentre tantos outros adjetivos, não se ocupando de ouvir ou refutar seus argumentos, como se a simples acusação de extremismo fosse em si só argumento triunfante.

O dever do cristão é iluminar o mundo através do seu exemplo, suas palavras e sua fidelidade aos princípios que o pautam. O cristão que afrouxa suas posições para ser benquisto num mundo que odeia Cristo é morno.

Intelectuais pop do youtube atuam como apóstolos do anticristianismo, sendo a sarça ardente de jovens despersonalizados, sedentos de mais pontinhos nas pranchetas de popularidade.

Estamos na mão certa. O desvio moral do mundo grita que estamos na contramão e que atrapalhamos o trânsito correto, mas sigamos por este caminho.

Este é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Por Renan Alves da Cruz

 

ZIBORDI, Ciro Sanchez. Evangelhos que Paulo jamais pregaria, CPAD, p. 164

Publicado originalmente no portal Gospel Prime 

4 comentários em “Assuma a impopularidade de ser cristão”

  1. Algumas denominações acham que precisam adaptar suas práticas e até doutrinas para atrair os jovens e as demais pessoas para o rebanho de Cristo. Errado! São as pessoas que precisam abandonar a ‘velha natureza, seus pecados e desejos enganosos’ e em seguida adotar a ‘nova natureza criada por Deus verdadeira, correta e dedicada a ele’ (Efésios 4:22,24 BLH) As pessoas que precisam se converter ao Evangelho de Cristo, não o Evangelho a elas. Crescimento numérico abrindo mão da identidade cristã genuína não tem valor algum.

    • Exato, o problema é que hoje em dia não é popular falar sobre pecados e arrependimento, e muitos, no intuito de manter as igrejas cheias, recorrem às ferramentas de “marketing gospel”, que os incitam justamente ao contrário.

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