Impeachment de Dilma: no final, senado manobra contra a Constituição

No dia em que o senado aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, muitos podem ter se perguntado: Dilma Rousseff concorrerá a algum cargo eletivo? Há ainda aqueles que votarão na “guerreira” daqui a dois anos?

É fato que depois do que fez pelo Brasil, chamá-la de “gerentona” será um insulto imperdoável contra aqueles que exercem essa função.

Dilma Rousseff tende a cair no esquecimento, pois nem mesmo o PT lhe tolera. E para onde for se for para alguma outra legenda, não levará consigo eleitores cativos.

Portanto, com qual objetivo a maioria dos senadores decidiram em manter a elegibilidade da ex-presidente?

Acusar unicamente o ministro Ricardo Lewandowski de encampar a “manobra” é ser demasiado injusto em relação ao ministro. Isso não tira sua responsabilidade, mas, se ele optou por seguir esse caminho, não o escolheu sozinho. Como já é público, PT e parte do PMDB não viram problemas em votar favoravelmente à elegibilidade de Dilma.

Como já afirmamos, e a menos que os peemedebistas convidem Dilma para algum ministério, sua elegibilidade tem chance zero em termos práticos.

Há alguma gigantesca manobra em curso, envolvendo petistas e o novo governo? Não enxergo essa possibilidade.

Nesse sentido, tal manobra teve o único intuito de tornar menos humilhante para o PT, o processo de impeachment.

Segundo informa o Estadão, o presidente empossado Michel Temer, deu aval para que a manobra fosse feita. Manobra? O correto mesmo é definir o que se viu hoje como um atentado à Constituição. É isso e ponto!

Além de suavizar para os petistas, os peemedebistas, especialmente Temer, podem ter enviado um recado a todos nós: eles têm força!

Sob esse ângulo, é difícil digerirmos a ideia de “esperança”, agora com o PT fora do governo.

Não há governos virtuosos quando em seus primeiros dias, a Carta Magna de uma nação, é frontalmente maculada. É nos pequenos detalhes que se desenvolve grandes sociedades e grandes estadistas. Também está nos pequenos detalhes, e o PT é prova disso, que surgem os grandes usurpadores.

Qual caminho seguirá Michel Temer?

Pelo que se viu hoje, Dilma e o PT foram apeados do poder, porém, a sensação que nos chega por hora é a de que não há nada de novo no quartel de Abrantes.

Por Jakson Miranda

 

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