IMPEACHMENT É A NOVA GENI

FORA

O Estadão publica hoje um editorial quase impecável ao abordar a crise politica. Digo quase porque está lá, logo no inicio do artigo ” Apesar de haver setores radicais propondo a deposição legal da chefe do governo, está claro que a maior parte da oposição a Dilma, na politica e nas ruas, entende, sensatamente, que não é hora de falar de impeachment“. AQUI

Como já afirmei em outro post, nossa imprensa critica o governo, mas logo se encarrega de fazer um mea culpa, ou ainda, faz o seu trabalho de convencimento dos seus leitores que muitas vezes desatentos, acabam tomando a tese vendida pelo jornal, como uma aceitação geral.

No caso especifico do editorial do Estadão, vende-se a tese de que uma grande maioria não quer o impeachment. Será? O jornal tem em mãos alguma pesquisa de opinião publica? Creio que não e se alguma pesquisa for feita, constatará que os tais radicais não são tão minoria assim.

Noto que tanto a mídia quanto determinadas personalidades politicas, buscam “amaciar” o caldeirão fervente em que se encontra o cenário politico. Noto ainda, que cedo ou tarde, farão da palavra impeachment o mesmo que se foi feito com o termo privatização. Não se pode falar de privatização que é coisa de neoliberal. Falou-se de impeachment, é ideia de radiciais.

Não, meus amigos. Um processo de impeachment não é o fim do mundo, como parece crê alguns, FHC é um deles. Outros, argumentam que é melhor ficarmos com Dilma a termos como presidente Michel Temer. Sinceramente, não encontro nenhum fundamento nessa tese. Se tanto o PT quanto o PMDB estão emaranhados em nebulosos casos de corrupção, o vice-presidente ao menos tem uma vantagem em relação a Dilma. Conhece os meandros políticos, ou seja, tem condições de dialogar com o Congresso, algo tão essencial nesse momento e tão mal conduzido pelo PT.

A quem interessa argumentar que seria insensatez pedir a abertura desse processo? Vejamos.

A hipótese mais plausível que me vem a memória é a de que, uma abertura de processo de impeachment, levaria a militância petista para as ruas. Seria portanto, a materialização das ameaças feitas por Lula de conclamar o “exercito de Stédile“. Em outras palavras, apesar dos indícios, não pedir o impeachment configura em nada mais nada menos do que covardia, deixando claro que as ameaças surtiram seu efeito desejado.

Particularmente, não vejo no impeachment um erro maior do que ter deixado o PT mandar e desmandar em nosso pais por 12 anos, isso sim foi um erro. Erro ainda maior, foi o fato de que durante a maior parte desse tempo a oposição atuou de forma tímida, frouxa e negligente, enquanto que  Duque, Cerveró, Paulo Roberto Costa e Fernando Baiano se encarregavam de fazer funcionar uma engrenagem tipica de gangster.

Não pedir o impeachment, não pedir a extinção do PT, não pedir uma apurada investigação sobre o senhor Lula e Cia é pedir para que o Brasil permaneça com uma fama tão deplorável e tão conhecida pela sociedade. A fama de que só pegamos peixe pequeno, enquanto os tubarões continuam a planejar como será a arrecadação e o “molhar a mão” da próxima campanha  eleitoral e de como irão enviar a fatura para nós.

15 de março será o dia em que deixaremos claro qual é a vontade da população. Se queremos arriscar em uma MUDANÇA ou se queremos uma “mudança” mas que se permaneça como está.

Curtam nossa FAN PAGE. E sigam-nos pelo TWITTER

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *