Grécia: Na guerra entre Zeus e Hades quem vence é a mandioca

Berço da democracia, dos grandes filósofos, das cidades – Estado, de Atenas e Esparta, é para a Grécia que se volta qualquer pessoa que se inicia no mundo das idéias políticas, arte e cultura. Ainda hoje ficamos admirados pelo realismo e beleza da arte greco-romana. Ainda hoje, os titãs do olimpo mexem com a imaginação dos entendidos e leigos quando o assunto é mitologia grega.

Novamente o mundo voltou-se à Grécia. Mas não pelos motivos elencados acima e sim pela grave crise econômica que afeta o país. Dependendo dos desdobramentos da crise, o euro e a união européia estarão seriamente ameaçados. Hoje é a Grécia, amanhã pode ser a Espanha.  Não que eu seja favorável ao euro ou a união européia, todavia, minhas objeções ao bloco são totalmente opostas à oposição feita pelo partido de esquerda Syriza.

A crise na Grécia decorre daquilo que nenhum intelectual esquerdista aqui no Brasil toca: a falência do Estado de bem estar social. Tal modelo chegou ao limite e cabe agora, pô ordem na casa, ou ainda, tomar medidas impopulares.

Pois bem, diante desse cenário, qual é uma das possíveis saídas levantadas pelo partido que se encontra no poder atualmente na Grécia? Fazer acordos com o Brasil, a Venezuela e a Rússia. Leiam essa reportagem do jornal O Globo:

BERLIM – O governo da Grécia tem um plano “B” para o caso de não conseguir chegar a um acordo com a União Europeia. Segundo Theodoros Paraskevopoulos, assessor econômico do Syriza, partido do governo, o primeiro-ministro Alexis Tsipras planeja suspender completamente o pagamento da dívida, quer dizer, dar o calote, e procurar novas alianças internacionais, com o Brasil, a Venezuela e a Rússia. “A política da União Europeia causou uma ruína na Grécia”, disse o economista, em entrevista ao GLOBO ontem em Berlim, pouco antes de participar de um debate na TV alemã sobre a crise.

O que o governo vai fazer se não houver um acordo? Já nos próximos dias, precisaria pagar cerca de € 1, 6 bilhão ao FMI.

O nosso plano “B” para o caso de não haver novo acordo é suspender completamente o pagamento da nossa dívida, em outras palavras, dar o calote. Pela primeira vez, os bancos alemães e franceses vão sofrer com essa crise. Eu sei que, nesse caso, a Grécia não teria mais acesso ao mercado de capitais. Mas isso não impede que aprendamos a ter mais independência da UE. Temos a chance de procurar novas alianças, com o Brasil, com a Venezuela, com a Rússia. Trata-se de um plano antigo de Tsipras independentemente da escalada dessa crise. Se a Europa não quer nos ajudar, então precisa aceitar essas novas alianças. O povo grego quer continuar com o euro, mas não quer ver o país arruinado como está agora.

Voltamos

Agora podemos entender porque o Brasil entrou nessa crise moral, ética, política e econômica. Há muito estamos no meio de uma guerra. De um lado, Zeus, lutando para salvar a Europa; do outro, Hades, querendo arrastar a Grécia para as profundezas, entre um e outro, encontra-se nosso poderoso tupã.

Pelo impasse, percebemos que os gregos não estão nem aí para os seus deuses mitológicos. Entre o céu de Zeus e as profundezas de Hades, eles podem preferir tupã e ir além e fazer parcerias com o governo Dilma na saudação à mandioca, que segundo nossa presidente, “foi essencial para o desenvolvimento de toda civilização humana“. Uau!

Mal sabem os gregos que saudar a mandioca na era petista, não promoverá nenhum desenvolvimento, antes, os levará a uma profundeza tal para Hades nenhum colocar defeito.

Por Jakson Miranda

 

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