Governo Dilma: Pode Piorar

Leiam artigo da Folha.

Numa quadra em que a aprovação da mandatária despenca para 13% e a rejeição salta para 62% –aproximando-se das piores avaliações já medidas–, a própria autoridade presidencial se esgarça. Uma chefe do Executivo isolada e enfraquecida, mas com 45 meses de governo à frente, não traz bons presságios para a difícil travessia que a economia nacional inicia.

O combustível dessa revolta de classe média deriva da desastrosa gestão da economia no primeiro governo Dilma e do doloroso ajuste das contas públicas que ora impõe.

Já não seria pouco, mas a isso ainda se somam a mentirosa promessa de continuidade da bonança, feita na campanha eleitoral, e o aprofundamento do escândalo de corrupção da Petrobras. AQUI

Voltei.

Que o governo Dilma atravessa a pior crise desde Collor, isso é inegável. E a pergunta que todos fazem é a seguinte: Como melhorar o desempenho e a imagem do governo? Em curto prazo, a resposta é não. A médio e longo prazo, o mais sensato neste momento recomenda não apontar nenhum prognóstico determinista, uma vez que tudo dependerá do andamento político e econômico.

Particularmente, estou propenso a enxergar mais riscos do que saídas a médio e longo prazo.

O chamado “ajuste” fiscal que a equipe econômica especula propor não me parece algo virtuoso. Reforma trabalhista? Reforma tributária? Enxugar a máquina pública? Não, nada disso é discutido pelos senhores doutores. O que se discute, é o aumento da carga tributária sobre as heranças. Tentou-se algo parecido na França e o resultado foi uma corrida daqueles que possuíam grandes fortunas. Será diferente no Brasil?

Neste momento, creio, o mais aconselhável seria o governo se aliar aos ricos, para que estes gerassem mais riquezas e não o oposto. Se o tal imposto sobre a herança se tornar uma realidade, será ou não um assalto a poupança? Nesse contexto, o risco de um agravamento da crise econômica é grande.

Passemos à crise política

De nada vai adiantar o governo propor esta ou aquela mudança paliativa. De nada irá adiantar propor uma reforma política que aos moldes do que quer o PT, será nada mais, nada menos do que um golpe. Querem acabar com o financiamento de campanha feito pelas grandes empresas? Ok, que o façam seguindo o modelo norte americano. Nada de financiamento público, ok!?

Ademais, há duas possibilidades com potencial de dinamitar ainda mais o governo Dilma.

1 As investigações da Lava Jato e CPI vão direto para o planalto, envolvendo tanto a atual presidente, quanto o ex.

2 As investigações da Lava Jato envolve os já apontados e a CPI não concluirá nada de relevante. Qual será a reação da sociedade? Qual será o sentimento, cada vez mais generalizado, daqueles que não acham crível, que nem Lula, nem Dilma não sabiam de todo o esquema?

O governo tenta reagir. Mas a verdade é que por muito tempo continuará sob as cordas. Foram-se os tempos em que esse mesmo governo podia manipular dados da economia. Foram-se os tempos em que o governo podia simplesmente, negar que nada sabia.

A nódoa que há no governo e no partido, só sairá com responsabilidade e justiça. Duas palavras que o PT sempre se negou a tê-la em suas práticas. Duas palavras que o governo não sabe o significado.

Texto escrito por Jakson Miranda

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