Uma geração viciada em sexo

A universidade de Stanford realizou uma experiência sobre comportamento sexual com homens e mulheres. Contratou jovens atraentes para abordar desconhecidos e convidá-los para praticar sexo casual.

Nenhuma mulher aceitou. 75% dos homens aceitaram.

Há algo aterrador nestes dados: 3 em cada 4 homens abordados não tiveram nenhum freio moral em aceitar o convite de uma desconhecida para a prática sexual.

Talvez não todos, mas provavelmente alguns destes homens eram casados, noivos ou namorados de alguém, e não objetaram em se relacionarem sexualmente com desconhecidas, baseados somente numa atração imediata.

Outros, mesmo solteiros, demonstraram um intento sexual incontrolável, típico retrato de uma sociedade que deificou a sexualidade e a transformou num anelo constante. Estavam dispostos a, mesmo diante dos mais diversos riscos envolvidos, praticar sexo com mulheres desconhecidas, sem qualquer reflexão mais aprofundada sobre sentimentos e consequências.

Ficaram de tal forma enfeitiçados que não cogitaram que tão fácil oferecimento poderia se tratar de alguma espécie de logro: uma tentativa de assalto com uso de algum efeito dopante que os faria acordar completamente depenados num quarto de motel, por exemplo. Ou, no caso dos comprometidos, uma armadilha urdida por companheiras ciumentas e desconfiadas.

A ânsia sexual corrompe de tal forma os valores que sequer o raciocínio lógico, a despeito das implicações morais, reage normalmente.

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As feministas reagiram à pesquisa com a imoralidade esperada. O fato de nenhuma mulher aceitar fazer sexo com um desconhecido atraente, ao invés de ser digno de aplauso, foi visto como uma demonstração da imposição cultural do patriarcado, que impede que as mulheres se sintam “resolvidas” o bastante para se relacionar sexualmente com alguém que nunca tinham visto antes.

O que é qualidade se torna defeito e o que se mostra como uma falha de caráter se torna ambição. Liberalidade sexual passa a ser um requisito de aprovação em círculos de amigos, junto com uma cartilha de posturas progressistas que devem ser propaladas.

O feminismo comprova assim sua caricatura, pois enquanto critica mulheres que se recusam a fazer sexo com desconhecidos por excesso de moralismo, considerando que a postura ideal a uma mulher “liberada” seria aceitar, ao mesmo tempo critica e ameaça homens que tomam a iniciativa de abordar mulheres com intenções sexuais, até com o rótulo de estupradores.

Ou seja, evidencia-se mais uma vez a hipocrisia cavalar contida na cartilha militante: se o homem que aborda for atraente, a “mulher empoderada” deve aceitar; se for feio, deve acusá-lo de machismo e importunação.

Enquanto isso, a pornografia está a um clique de qualquer um. As redes sociais se tornam canais de exibicionismo, chegando aos extremos de, em certos casos, serem elas mesmas as fontes de produção pornográfica.

Alimentando a insaciedade de uma geração viciada em sexo, erotizada, que não sabe dividir frações, citar filósofos ou falar cinco capitais de Estados, mas é expert em obter e repassar “nudes” pelo whatsapp.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

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