General Mourão foi preconceituoso? Deixe sua opinião

O general Mourão, vice de Bolsonaro na disputa presidencial de 2018, deu uma declaração que deixou certos setores da sociedade em polvorosa. Polêmica! Bomba! É o que fazem crer os principais jornais.

Mas, o que disse o general Mourão? Vejamos

Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena, minha gente. Meu pai é amazonense. E a malandragem, Edson Rosa (vereador de Caxias do Sul), nada contra, mas a malandragem é oriunda do africano. Então, essa é o nosso cadinho cultural. Infelizmente, gostamos de mártires, líderes populistas e dos macunaímas”.

De imediato, preocupo-me em identificar aqueles que reagiram contra a declaração dada pelo vice de Bolsonaro. A presidenciável Marina Silva, que dispensa comentários, reagiu com a seguinte declaração em suas redes sociais:

“Extremismo e racismo são uma combinação perigosa. Não podemos tolerar racismo numa corrida presidencial”.

Além de Marina, Houve outras reações à declaração. Cimi (Conselho indigenista Missionário), Educafro e a OAB. Entidades que não possuem nenhum viés ideológico e não têm nenhum interesse nessas eleições, certo!? E claro, todos seguiram o mesmo script, afirmando que o general Mourão fora racista e preconceituoso.

Não irei aqui aprofundar a discussão. Creio que o general Mourão tem plenas condições de refutar tranquilamente as acusações contra ele. Mas, a titulo de registro, acrescento apenas as seguintes notas:

Durante a década de 1920, a imagem do negro de calça e paletó brancos, camiseta listrada e chapéu de palhinha virou um dos símbolos da identidade nacional e do Rio de Janeiro. Era o início da incorporação “oficial” da cultura negra pela República, por meio da figura do malandro, que unia agilidade corporal, atitudes e modo de vestir elegantes a uma espécie de rejeição ao trabalho servil e sub-remunerado. O personagem, com seu estilo de vida vinculado à boemia, ao samba, ao jogo, ao biscate e a outros ganha-pães informais, virou, inclusive, produto de exportação, quando Walt Disney – endossando a política de boa vizinhança do presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt – criou o Zé Carioca, o papagaio malandro e sambista que vivia de bicos e morava em um bairro humilde, com várias referências visuais à favela.

Encontramos ainda,

De acordo com Felipe Ferreira, pesquisador do Centro de Referência do Carnaval da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a ascensão do malandro à categoria de produto nacional começou a acontecer na década de 1920. Além da descoberta dos grupos de samba pela intelectualidade, empenhada em construir a “brasilidade”, deu-se início, no contexto internacional, e em especial nos Estados Unidos, uma onda de valorização da cultura negra. 

E por fim,

Com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, a malandragem, enquanto “arte da viração” que rejeita os trabalhos sub-remunerados, precisou se adaptar à ideologia trabalhista do Estado Novo. Afinal, com a afirmação do rádio e a valorização da cultura nacional, abria-se um imenso mercado para os sambistas e músicos negros. E foi na década de 1940 que os malandros cariocas se aproximaram, em definitivo, dos nova-iorquinos, os zooties, definidos por ele como “uma espécie de malandro negro americano”. O modo de eles se vestirem – ternos amplos e calças largas, apertadas no tornozelo – é também adotado no Rio.

Os trechos que vão acima constam no artigo Identidade carioca, capoeira e malandragem. Não é preciso muito esforço intelectual para entendermos que no referido artigo, associa-se o negro à malandragem. Estamos falando de um texto que está hospedado em um site do governo do Rio de Janeiro e não consta nenhuma nota de repúdio acusando a autora bem como os referenciais por ela utilizados de serem preconceituosos.

Leia também:

Consciência Negra: A esquerda, seus assassinos e o preconceito racial

Como é que um pobre pode votar em alguém como Jair Bolsonaro?

Se o que vai no artigo identidade carioca, capoeira e malandragem não são dados de uma herança cultural, não sei mais o que é essa tal de herança cultural. Bem, agora vote em nossa enquete!

 

Por Jakson Miranda

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7 comentários em “General Mourão foi preconceituoso? Deixe sua opinião”

  1. Estou deixando aqui o mesmo comentário que fiz na postagem de um amigo. Ele comentou sobre a fala de Mourão e citou o livro Macunaíma de Mário de Andrade.
    Então…
    É incrível como as pessoas ignoram certos aspectos do povo brasileiro!
    Estamos cansados de saber que as “coisas” funcionam exatamente desta maneira, a maldita “Lei de Gerson”.
    Mas quando a pessoa que fala está com os holofotes voltados pra ela, temos todo tipo de interpretação. [Principalmente da mídia que não consegue se comportar com isenção].

  2. Entendamos que os holofotes estarão em cima do general Mourão, já que essa mídia com todo seu “poder intelectual esquerdista” não conseguiram derrubar o Bolsonaro com todos as suas declarações, restando agora encontrar alguma coisas na vida ou nas palavras do general Mourão para tentar manchar a campanha do mesmo.

  3. O General Mourão falou a verdade, falou oque a história conta. A esquerda que vive distorcendo os fatos, tentando a qualquer custo, implantar o ridiculo e hipócrita “politicamente correto”, e gosta de criticar “tudo o que não ve no próprio espelho”.

  4. Um indígena do Amaonas me disse que o pessoal do CIMI pediu, na aldeia deles, para que votassem no Boulos.
    Sobre o General, me parece muito inteligente e bem preparado para servir ao Brasil, mesmo como político.

  5. Ele criticou as três raças:

    ibérico => privilégios
    indígena => indolência
    africanos => malandragem

    Não há racismo porque ele está apontando os aspectos negativos das três culturas e não somente das culturas indígena e africana. Por acaso alguém acha que essas duas últimas são melhores e não podem ser criticadas.

    Mais uma vez falácia non sequitor (mídia suja):

    General Mourão afirmou que a malandragem dos brasileiros vem dos negros (verdadeiro)

    General Mourão afirmou que indolência do brasileiro vem dos índios (verdadeiro)

    Logo, General Mourão está contra esses povos (falso), acredita que eles não tenha outras qualidades e virtudes (falso) e que os ibéricos não tenham defeitos (também falso).

    Se observarem, ele está, ao contrário do que pensam os ignorantes que o caluniam, afirmando que as culturas indígena e africana são mais igualitárias e justas que a cultura ibérica (e portanto, melhores que ela nesse quesito).

    Desmascarem as falácias esquerdistas e exponham eles ao ridículo. Espalhem por aí.

  6. Outra falácia ridícula é a de que ele é contra o 13º salário. Vejamos.

    Dizer que o 13º salário é um problema para o governo e para os empresários não implica em afirmar que o 13º salário precisa ser extinto (pois a pessoa que o afirma pode estar querendo que o mesmo seja resolvido para continuar existindo).

    A mídia está apelando para falácia non sequitur (“Fulano diz que tal coisa é um problema, logo fulano quer eliminar essa coisa”). Trata-se de um raciocínio falso, pois a conclusão não segue da premissa.

    A mentira está montada da seguinte maneira:

    General Mourão afirmou que o 13º salário é um problema (verdadeiro)

    Quem afirma que o 13º salário é um problema, quer extingui-lo e não resolvê-lo (falso)

    Logo, General Mourão quer extinguir o 13º salário (falso)

    Portanto, a mídia está jogando sujo. Espalhem essa explicação para desfazer a calúnia.

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