Projeto de Lei quer dar folgas mensais às mulheres durante a menstruação

Parabéns a você, leitor, que paga o salário do distinto deputado Carlos Bezerra (PMDB -MT), para que ele apresente projetos de leis como o 6784/16 que prevê que as mulheres ganhem 3 dias de folga por mês durante o período menstrual.

Se você olhar meu nome logo ali embaixo, na assinatura deste artigo, verá que não menstruo. Como qualquer homem que convive com uma mulher, sei que o período causa modificações físicas e emocionais. Sei que para algumas mulheres os efeitos são mais drásticos do que para outras.

Mas uma lei que ofereça folgas mensais sob essa justificativa é incompactuável! Até onde chegarão os melindres e a estatização da coitadez? Até onde vai o instinto encoitadecedor do Estado-babá?

Reportagem do jornal O Globo publica a seguinte declaração do deputado:

“O afastamento do trabalho durante a menstruação tem respaldo científico e é defendido por médicos, levando-se em conta as alterações sofridas pelo corpo feminino durante esse período. Cerca de 70% das mulheres têm queda da produtividade do trabalho durante a menstruação, causada pelas cólicas e por outros sintomas associados a elas, como cansaço maior que o habitual, inchaço nas pernas, enjoo, cefaleia, diarreia, dores em outras regiões e vômito”, opinou o parlamentar.

Mas é claro que não podemos exigir do deputado Carlos Bezerra células cinzentas suficientes para que ele enxergue além do populismo barato que busca obter com tal proposta. Como vamos exigir da nobre autoridade que reconheça que a aprovação da medida aumentará o desemprego entre mulheres e diminuirá a remuneração média, já que a empresa terá de se adequar à medida?

O que será preferível, no caso de profissões que são exercidas por ambos os sexos mediante igual remuneração: um homem que trabalha o mês inteiro, ou uma mulher que trabalhe três dias a menos?

No caso salarial, será justo pagar o mesmo tanto a homens e mulheres mesmo que elas trabalhem menos tempo?

Também não é cabível contornar a situação com uma recolocação das horas perdidas, já que muitas empresas teriam custos extras para disponibilizar a compensação das “horas menstruais”, afetando sua produtividade global.

Às mulheres que realmente padecem de desconfortos incontornáveis, não me cabe julgar a possibilidade de aguentarem ou não as intempéries, ademais, possuem ampla cobertura da lei para procurar um médico que decida ou não por seu afastamento do trabalho no período.

A aprovação de uma medida tão imbecil resultaria de imediato em desemprego e queda salarial entre o contingente feminino.

E quando isso acontecesse, a imprensa e os “intelectuais” não culpariam a cretinice legislativa do Brasil, mas sim o machismo-patriarcalista-judaico-cristão-falo-opressor.

Seria só mais uma forma de fabricar vitimismo extra para fornecer discurso às feminazis.

Por Renan Alves da Cruz 

2 comentários em “Projeto de Lei quer dar folgas mensais às mulheres durante a menstruação”

  1. E as que como eu estão na menopausa com sintomas infinitamente piores e ainda mais devastadores, tais como os fogachos (calores insuportaveis) que fazem acordar de 4 a 8 vezes a noite, tornando o sono fragmentado, o que esse político imbecil está pensando em fazer para nós? Fala sério, vai catar coquinho. Não se muda fatos biológicos com ‘leis’ absurdas e oportunistas. Vai estudar mais para aprender algo bom.

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