Financiamento partidário: Aquilo que o PT quer não é bom

O Partido dos Trabalhadores tem apontado que não aceitará mais contribuições de empresas, pelo menos por vias legais. Acontece que inúmeros diretórios regionais já declararam que aceitar apenas doações de pessoas físicas levará o partido a falência.

Todos nós sabemos que ao indicar que não aceitará contribuições de empresas é apenas uma forma que os petistas encontraram de forçar a mão a fim de ver aprovada o financiamento público de campanha. Essa é mais uma pauta que a oposição deveria fazer oposição com veemência.

Leiam editorial do Estadão. Voltamos em seguida.

Não poucas vezes, ao assistir à propaganda eleitoral obrigatória, surgem duas perguntas. Que pessoas esse partido representa? Como ele se mantém? As respostas a essas dúvidas podem estar no atual modo de financiamento dos partidos. Por incrível que possa parecer, no Brasil um partido não precisa representar ninguém para se manter. Basta-lhe obter o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para automaticamente ter direito a uma parcela do Fundo Partidário. Qualquer que seja o apoio popular que obtenha nas eleições, receberá a sua Bolsa Partido.

O sistema atual de financiamento contém uma profunda contradição. Os partidos políticos são entidades privadas, mas vivem primordialmente do dinheiro público. Ou seja, não precisam buscar apoio da população para se manter, como se exige de uma entidade privada. São sustentados pelo poder público, tenham ou não representatividade.

Voltamos

Vejam aí. É de uma obviedade ululante. Seguindo a máxima de que tudo o que é bom para o PT é ruim para o Brasil e tudo o que é bom para o Brasil é ruim para o PT, então, por que não fazer campanha inversa à tese petista?

Enquanto que os petistas e demais partidos à esquerda fazem lobby pelo financiamento público de campanha, os partidos de oposição devem fazer lobby para que o financiamento público a partidos políticos seja extinto ou reduzido gradativamente, senão, drasticamente.

Entretanto, não observamos nenhum movimento do PSDB ou DEM nesse sentido. Se não querem aquilo que o PT defende, Agindo assim, enquanto oposição, não apontam mudanças o que causa o desagrado da população pois é certo que acreditam que o melhor é manter o status quo, e isto inclui o aumento absurdo aprovado pela Câmara e sancionado pela presidente. Em suma, é financiamento público na veia.

Nossa defesa, assim como aponta o editorial do Estadão, é a de que, sendo uma entidade privada, os partidos políticos busquem no setor privado meios de se sustentarem, dentro da legalidade. Os eleitores que se identificarem com os partidos que apresentarem melhor proposta para o cargo eletivo, certamente sentirão entusiasmo em ajudar financeiramente tal partido.

Por Jakson Miranda

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2 comentários em “Financiamento partidário: Aquilo que o PT quer não é bom”

  1. Dinheiro para campanha,penso eu.. tem que vir de um fundo a ser criado de parte dos salarios de todos os politicos eleitos nos 27 estados da federação + distrito federal do vereador,prefeito,deputado estadual,governador,senador,deputado federal…e a coligação dos partido banquem seus candidatos a presidente. Dinheiro privado não combina com politica publica! Simples…como 2+2 = 4…não… 22!!!

  2. O PT sempre cobrou 10%, ou o dízimo de seus militantes ativos.
    Quando o ex presidente debochou dos evangélicos diante da plateia de líderes sindicalistas, ele sabia muito bem o que estava falando.
    Sempre foi assim com o PT Saudações.

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