Fernando Haddad: dos 50 tons de vermelho das ciclovias às salas de aula

Haddad, creio, cansou de pintar as ruas paulistanas de vermelho para a circulação da ampla malha de bicicletas invisíveis que infestam a cidade.

Grafitar o patrimônio também não estava mais dando aquele barato.

Ser (des)prefeito da maior cidade do país parece ter entediado o nobre Nandinho e o lado “intelectual acadêmico” aflorou novamente.

Notícia da Folha informa que Haddad, após 12 anos de hiato, desde que Lula o inventou politicamente, resolveu voltar a dar aulas na USP (na xexelenta fefeleche, na verdade).

Haddad deve estar com tempo de sobra para, não apenas ministrar, mas preparar aulas, afinal, os principais problemas da cidade foram solucionados e seus alunos podem optar por irem às aulas do prefeito-professor, pedalando.

A mesma reportagem informa que a justificava do (des)prefeito é esta perola:

“Faz parte da minha tarefa disseminar conhecimentos sobre cidades”.

A pergunta que não cala, entrementes, é POR QUE, HADDAD? POR QUE RAIOS O SENHOR NÃO DISSEMINOU CONHECIMENTOS SOBRE CIDADES, MELHORANDO A CIDADE QUE GOVERNA?

Quais conhecimentos Haddad quer disseminar? 50 tons de vermelho para transformar faixas úteis de transporte em ciclofaixas fantasmas? Como aumentar o lucro de traficantes de crack pagando viciados? Sprays mais duradouros para paredes centenárias?

Haddad foi um ministro da educação risível. Enfrentou uma das greves de professores mais longas da história recente no início de seu mandato como prefeito e não pode ser visto pelos professores da rede municipal (que votaram nele em peso) nem pintado de ouro.

Agora, volta às salas de aula. Ministra “Economia e Política da cidade”.

Os paulistanos já conhecem sua prática no tema. Seus alunos experimentarão a teoria. O mauricinho entediou-se; foi cansativo transformar São Paulo na maior metrópole modernosa e progressista do mundo…

Haddad e a fefeleche parecem ter sido feitas um para o outro. Por lá tudo já está tão aparelhado que ele é apenas mais um.

O problema é ele estar na prefeitura. E nós, paulistanos, pagaremos por este deslize por anos a fio.

Por Renan Alves da Cruz

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