Eu apoio a greve dos caminhoneiros

Nosso editor, Jakson Miranda, publicou um texto criticando a greve dos caminhoneiros. Nosso portal sempre foi plural e dentro dos parâmetros comuns ao pensamento conservador, sempre pautou-se pelo debate sadio.

Por isso, tomo a liberdade de publicar este artigo defendendo a greve. Não refutarei o texto do meu colega, mas me contraporei à ideia geral, esclarecendo que o fato de a greve causar bastante divisão dentro da direita torna ambas as visões legítimas.

Apoio a greve porque estamos sendo escorchados. O petismo acabou com o Brasil e Temer assumiu a árdua tarefa de tentar realinhar a economia.

O problema é que não se viu o corte atingir a classe política. Os benefícios da classe política e dos partícipes do mastodonte estatal permanecem intocáveis.

O esforço recaiu todo sobre nós.

Os caminhoneiros, que são trabalhadores reais, que não são mamadores de teta estatal, possuem a condição de pressionar o governo. Uma pressão justa perante o novo aumento de impostos.

Me é ininteligível que os liberais brasileiros não apoiem a única greve feita no Brasil para questionar a maldita carga tributária. O governo se lambuzando nos impostos de trabalhadores, profissionais liberais e pequenos empresários, enquanto o Estado permanece obeso e intocado.

Sou contrário as greves oportunistas de categorias que visam seu próprio umbigo sindical. Mas apoio com vigor uma greve que afronta a extorsiva carga tributária brasileira.

Em tempo, não concordo que os manifestantes agridam ou impeçam de trabalhar aqueles que não querem aderir a greve.

Este ponto, penso, deve ser combatido e apontado, mas por si só, não tira a legitimidade da greve.

Por Renan Alves da Cruz 

 

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