ESPN Brasil: Esquerdismo rasteiro em doses cavalares

Há mais esquerdistas na ESPN Brasil no que num sarau de poesia urbana.

O desavisado que procura uma ingênua mesa redonda futebolística para espairecer pode ser pego de surpresa.

Usam o entorno esportivo, especialmente futebolístico, para defecarem verbalmente a velha ladainha, enquanto entoam o mantra da isenção jornalística.

Há lá um certo Trajano, rodado na imprensa esportiva, conhecido no próprio meio como chiliquento e intransigente quando contrariado. Parece ser um dos principais da emissora, o que já diz muito. Ganhou holofotes quando, ofendido pelos apupos dados a presidente (na ESPN é presidenta) Dilma na abertura da Copa do Mundo em 2014, ergueu-se contra o que chamou “Elite branca de São Paulo”.

Trajano, que é carioca de nascimento, mas que deve morar em São Paulo, por trabalhar diariamente numa emissora paulistana, e que, pelo menos vendo pela TV, me parece branco, não se deixa abater por detalhes tão transitórios.

É um daqueles que alcançou a iluminação e por isso pode desprezar a tal elite branca de São Paulo, que seria a responsável por verberar a insatisfação contra quem, até pela imponência do cargo, encarnava a figura do PT e seus desmandos.

Trajano não gosta da elite paulistana, mesmo que, como Reinaldo Azevedo lembrou na época, muitos dos assinantes da ESPN Brasil se enquadrem na categoria dos enxotados por ele.

Aliás, Trajano, que tem um cargo considerável numa grande empresa de mídia norte-americana (ou estadunidense, como essa gente gosta), e, sublinho de novo, me parece branco, não se enquadrou nessa nefanda elite. Sua alma superior foi liberta dessa condição confinante.

 A emissora também emprega Juca Kfouri, seu mais incensado nome. Respeitado na imprensa esportiva, parece cada vez mais disposto a arriscar seu prestígio assumindo discursos rasteiros e parciais.

Em termos de esquerda o cúmulo sempre está por vir, porém Juca chega perto do limite em sua coluna na página de esportes da Folha de São Paulo e em seu blog. Muitas vezes de maneira desconectada de qualquer eixo centralizador, solta migalhas esquerdo-escrotas em seus textos, embasbacando até o leitor menos crítico.

Cuidado com a ESPN Brasil, leitor. É mais vermelha por dentro do que por fora.

A ascensão da direita deixou essa gente em polvorosa. O descontrole é visível.

Não importa o quanto se travista, o jornalismo militante, que seleciona quais imparcialidades são válidas, é uma epidemia inerradicável.

 

por Renan Alves da Cruz 

 

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