Entrevista de Deborah Secco à Veja revela vazio moral da nossa sociedade

Deborah Secco é uma mulher bonita, famosa e estabilizada financeiramente. Trabalha na maior emissora brasileira, é bem cotada no mercado publicitário e se mantém num alto padrão profissional há bastante tempo.

Com certeza, muitas mulheres com outras trajetórias de vida gostariam de trocar de lugar com Deborah Secco. Ter sua beleza, fama, profissão e status.

Não pude deixar de pensar nisso ao ler a entrevista que Deborah concedeu à Revista Veja. É triste ver a infelicidade que esta moça expressa, e que tenta disfarçar com um feminismo mambembe.

Vivemos numa sociedade adoecida, em que tantos optaram por romper com os valores que nos proporcionam as maiores alegrias e motivações de nossa vida. Uma sociedade que prefere se animalizar a pensar no sentido maior de tudo isso, e que troca a confecção diária de sólidas alegrias por momentos avulsos de prazer efêmero.

As respostas dadas por Deborah Secco, confesso, me deixaram triste. Não por ser fã dela ou qualquer coisa do gênero. Mas por tudo o que poderia ser e, infelizmente, não é.

Espero que Deus a abençoe, Deborah, e que um dia você possa encontrar a plena alegria, vivendo sua vida de acordo com o que dura mais que apenas um fugidio momento.

Transcrevo abaixo algumas das respostas concedidas pela atriz à Veja. Não as comentarei, pois, infelizmente, falam por si.

Confirmando: a senhora traiu mesmo todos os ex-namorados?

Traí todos. E fui traída por quase todos.

Acha isso ok? 

Não me orgulho, mas não vou mentir. Não tenho necessidade de ser vista pelos homens como gostosinha, bonitinha e boazinha. Se algum quiser ficar com outra para não ser traído, que seja feliz. Comigo é vida real. É terrível ver mulheres que só são fiéis porque acham que é o certo. Isso é muito retrógrado. Quem quiser trair, que traia.

Como foi a reação à sua confissão? 

O que mais me chocou foi ver que as maiores críticas vieram de mulheres. É inadmissível que em 2017, com o enorme movimento pela liberação feminina, 90% das que comentaram o fizeram para se pronunciar contra mim. É muito triste que as mulheres não se defendam, não lutem pela liberdade mínima de aceitar que a gente pode, sim, trair o homem. Como os homens traem a gente.

E por que a senhora traiu? Foi vingança? 

Foi necessidade de liberdade. Muitos homens com quem me relacionei sentiam prazer com a minha submissão, tinham necessidade de mandar em mim. Eu me senti sufocada e precisei cometer um erro para olhar de fora e perceber que estava em uma relação doentia.

Qual a sensação depois? 

Para mim sempre foi ruim, porque eu estava infeliz, Mas, se uma mulher quiser trair porque acha bom, tudo bem.

Por que insistiu em relacionamentos que lhe faziam mal?

Eu achava a separação uma coisa feia, me preocupava com o que iriam pensar de mim. Também era carente. Meu pai se ausentou muito depois que se separou de minha mãe. Mas aprendi na terapia a lidar com a carência. Fiz por catorze anos.

A senhora sempre foi muito intensa nos seus relacionamentos, do tipo que fazia tatuagens e declarações de amor. A intensidade diminuiu? 

A imprensa é cruel comigo. Quando amei, levei porrada. Quando traí, levei porrada. Parem de me julgar, caramba! Só estou tentando ser feliz. Não me acho muito intensa, pelo contrário. Sou grudenta, quero estar perto, digo que amo abertamente. A diferença é que encontrei alguém que topa a minha intensidade, então não existe desequilíbrio.

Em Malhação, conviveu com a novíssima geração de artistas. O que achou dela?

Tem bastante gente boa, mas muitos só pensam em ser famosos (…)Ninguém enche os olhos com um bom livro, as pessoas só querem saber de likes. Querem mesmo é expor o corpinho no Instagram.

A senhora expõe bastante o corpinho no Instagram. 

É trabalho. Preciso me enquadrar nos padrões esperados, mas, ao mesmo tempo, procuro desempenhar meu papel social de problematizar.

 

Cumpro minha palavra de não comentar as respostas. Apenas reforço que esta transcrição não se trata da entrevista integral, apenas os trechos que considerei mais apropriados ao que quis tratar no artigo. O link para a publicação no site da Veja está aqui.

Por Renan Alves da Cruz

 

 

2 comentários em “Entrevista de Deborah Secco à Veja revela vazio moral da nossa sociedade”

  1. É linda mesmo. Infelizmente vão dizer que é empoderada pelas feministas. Vai se tornar musa da esquerda. Nossa cultura, ou o que restou dela, ( parafraseando o título do livro) está destruída- vide a exposição do nojenta do Santander – e apoia esse tipo de comportamento. Eu vou deixar de trair porque acho que é o certo sim! Eu vou deixar de fazê-lo por uma série de questões, dentre elas porque me valorizo, porque não quero expor aos que amo ao ridículo, por que sou temente a Deus…enfim. É errado fazer o que é certo? Essa moça foi criada por quem? Quem incutiu valores nessa criatura?

    • Esse desespero por “empoderamento” cria este tipo de anomalia moral. Ela própria se contradiz quando demonstra orgulho destas traições, dos quais diz não se orgulhar, reconhecendo que não a ajudaram em nada.
      A pior face do feminismo é aquela que defende o direito da mulher cometer os mesmos erros que alguns homens cometem, transformando o que é motivo de vergonha em meta de conquista.

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