Eleições nos EUA – Manipulações em favor de Clinton

As eleições nos EUA chegam a sua reta final. Se havia certa torcida para que Hillary Clinton ganhasse de “goleada”, tal projeção tende a não se confirmar, ao contrário. Há certo receio de que Trump ainda consiga virar o jogo.

Aqueles que tinham a expectativa de que Donald Trump iria trucidar Hillary nos debates, assim como fez com seus concorrentes no Partido Republicano, acabaram decepcionados.

Nesse momento, todos acompanham de perto as eleições nos EUA porque a escolha do presidente norte-americano vai além. O vencedor do pleito determinará como as demais nações se portarão no realinhamento geopolítico que anda em curso.

Apenas para ficarmos em um ponto: Qual dos dois candidatos têm melhores condições de lidar com uma Rússia cada vez mais perigosa? Hillary tem forças para enfrentar Putin?

É interessante que esse tipo de questionamento não tenha sido feito por boa parte dos analistas políticos que acompanham as eleições nos EUA, na sua esmagadora maioria, favoráveis ao Partido Democrata.

Não é só esse questionamento que vem sendo escamoteado. Há outro de igual relevância que não é mencionado nas grandes redações: Quais dos dois candidatos representam o fortalecimento da democracia americana? Será coincidência ou estamos falando de uma singular combinação que ambas as questões não sejam abordadas?

No início da disputa pela indicação do candidato Republicano, publicamos um post com o sugestivo título, Trump Vs Mundo. No texto, pontificamos o seguinte:

 Acompanhando o noticiário em torno das primárias americanas, cheguei à conclusão que todo o “mundo mundial” está contra Trump. Desde a imprensa, até personalidades como o ator Matt Damon e as cantoras Shakira e Glória Stefan. A lógica aqui é simples. Uma vez que a imprensa está com suas redações infestadas de gramscianos; uma vez que os senhores do entretenimento são na sua maioria defensores dos “pobres e oprimidos” (vocês sabem o que quero dizer com “pobres e oprimidos”, certo?), é muito curioso que Donald Trump esteja incomodando toda essa gente.

Será que o “mundo mundial” quer mesmo mais liberdade, mais democracia? Desde a publicação do texto acima, até este presente artigo, as coisas se tornaram ainda mais obscuras, ainda mais nessa reta final de campanha.

Peguemos alguns indícios:

O Partido Democrata agiu em favor de Hillary contra seu concorrente, dentro do próprio partido, Bernie Sanders.

Isso passa longe dos princípios democráticos, não?! Mas vá lá. Foi um boicote interno.

Todavia, os lances obscuros não se restringiram a essa questão.

Uma das mais importantes emissoras de TV dos EUA, a CNN, passou a ser apelidada de “Clinton News Network”.

A questão aqui não é esse ou aquele canal declarar apoio a um dos partidos, algo comum nos EUA. A questão é quando o canal deixa de atuar com equidade e se deixa utilizar como uma extensão do comitê de campanha democrata. E é justamente isso que a CNN tem sido. Diariamente há informações de troca de mensagens entre repórteres e apresentadores da CNN e membros do partido democrata envolvidos diretamente na campanha de Hillary.

Será mesmo que a Rússia quis interferir nas eleições americanas em favor de Trump? Fica essa dúvida, pois o que temos de certeza mesmo é que a pressão externa e interna, em favor de Hillary é enorme, quase onisciente. São apoios de quem quer mais democracia?

A discussão é por demais relevante, uma vez que estamos falando do processo eleitoral de uma das mais solidas e importantes democracias do mundo. Estamos falando do país em que um dos seus fundadores, Thomas Jefferson, proferiu a seguinte frase:

“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último.”

Jefferson estava preocupado com a difusão de ideias, com a liberdade de imprensa e com a ideia de democracia que impulsionou a criação dos EUA.

Não estamos sendo rigorosos em demasia ao comparar a frase atribuída a Jefferson com o papel da CNN e demais veículos de comunicação. Estamos sim, tocando em um mal que cresce à medida que o status de porta-vozes do bem, belo e justo que os progressistas detinham é ameaçado.

Quando os detentores dos grandes meios de comunicação, do Facebook à CNN, urdem no submundo em prol de uma candidatura, omitindo informações ou agindo de má-fé, deixa-se de ter duplamente, liberdade de imprensa e processo eleitoral equânime. É nessa toada que caminha as eleições nos EUA nesse 2016.

Assim, na ausência de um processo eleitoral justo e imparcial, não restam dúvidas de que estamos lidando com um esquema descaradamente manipulador. E a democracia que vá às favas.

Portanto, nada mais adequado do que o titulo: Trump Vs Mundo. Resta saber quem será o vencedor nesse embate.

Resta saber, qual cenário mundial terá daqui a alguns anos.

Por Jakson Miranda

 

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