Eleições em SP: Em quem a direita deve votar

O horário eleitoral terminou e os debates foram concluídos. Agora é a hora do vamos ver! É hora da urna. E a direita precisa mensurar toda a conjuntura para votar da melhor forma possível nestas eleições.

Como eleitor da cidade de São Paulo, farei um rápido apanhado dos principais candidatos e apontarei o que considero a melhor opção para a capital paulista.

 

Celso Russomano: muita espuma para pouco Omo

Tragam um guarda-Sol para o candidato do PRB, para que ele possa morrer na praia com maior conforto!

A exemplo das eleições de 2012, Russomano, ao melhor estilo “coelho de maratona”, larga com tudo, mas tal qual um refrigerante de três litros, perde o gás no meio.

Está em segundo lugar nas pesquisas, mas é acossado por Marta, e sua presença no segundo turno não é garantida.

Suas propostas são genéricas e, quando aprofundadas, mirabolantes demais.

Promete, por exemplo, unificar e informatizar o sistema público de saúde, medida necessária, entretanto, propõe um método primariamente imbecil e caro, que é fornecer a cada usuário um cartão com chip, sendo que é possível fazer o mesmo sem gastar tanto com algo inútil, mantendo as informações no sistema e não num cartão que pode ser extraviado… , simplesmente solicitando a cada cidadão que se apresente com seu documento pessoal.

Repete a ladainha de que, como gestor, atuará tal qual na TV, em defesa do consumidor, nos fazendo pensar se ele realmente compreende a dimensão da responsabilidade de governar a maior cidade do continente.

 

Marta Suplicy: Velha raposa em embalagem moderada

Muitos estão surpresos com a postura aparentemente moderada de Marta Suplicy. Os incautos podem considerá-la, inclusive, uma opção palatável, ademais, os velhos vícios de quem fez carreira política no PT e na esquerda permanecem latentes.

Um parêntese: A grande habilidade de Marta, ademais, é falar sem abrir a boca… provavelmente resultado de muitas intervenções estéticas… Antes que alguém me chame de machista, aponto que isso em nada interfere em sua capacidade de governar… Aponto apenas por curiosidade. E, garanto, se a eleição fosse para ventriloquista, meu voto seria dela.

Mas, falando sério. Não confio em Marta. Como bem apontou Jakson Miranda, editor e colunista do Voltemos à Direita, Marta e PT são inseparáveis.

Marta Suplicy não demonstrou nenhuma proposta que se alinhe aos nossos princípios e sua atitude mais contida, não tenho dúvida, decorre da avassaladora rejeição do PT na cidade.

 

Major Olímpio: Inconsistente demais

Quando o processo começou, resolvi dar uma atenção ao Major Olímpio, que possui um histórico recente interessante no antipetismo e no campo da segurança. Achei que seria um candidato analisável para receber um voto ideológico da direita.

No entanto, suas exposições me parecem dúbias, bem como sua estranha trajetória, que, a despeito de algumas de suas manifestações penderem à direita, esteve sempre ligada a partidos de esquerda.

Questionado sobre esse contrassenso na sabatina da Jovem Pan, saiu pela tangente, alegando que migra de partido quando recebe uma proposta que lhe dê liberdade de atuação, entretanto acho esta “independência” no mínimo estranha, já que, do PDT, de esquerda, migrou para o Partido da Mulher Brasileira (?!?!?!?), e agora para o Solidariedade, de Paulinho da Força, que tenta capitalizar em cima do antipetismo, mas é cria sindical, com um histórico muito questionável.

A candidatura de Olímpio visa sua promoção pessoal para reforço de seu nome para cargos legislativos. Não conseguiu me transmitir uma posição contundente o suficiente para merecer ao menos o voto ideológico do primeiro turno.

 

Luiza Erundina: a cara do partido!

No debate realizado na Globo, Erundina disse que a culpa da crise e do desemprego é de Temer, seu “governo ilegítimo” e de Cunha… É claro, o país estava de vento em popa sob a tutela petista, quando os golpistas reaças assumiram e quebraram a nação.

Erundina é a cara do PSOL, não por ser idosa, mas por repetir os mantras da velha esquerda hipócrita e oportunista. Verbera contra o neoliberalismo e o privatismo, defendendo um estado inflado e moroso, suficiente para abrigar todos os sanguessugas profissionais que a apoiam.

Perceber que o PSOL e seu ideário dominam o ambiente acadêmico brasileiro é a demonstração máxima de que teremos anos de árdua luta pela frente.

 

Fernando Haddad: o acadêmico do cabresto

Haddad é o candidato preferido dos esquerdistas do cinturão chique de São Paulo. Encabrestado, governou sem ouvir as necessidades práticas da população, transformando a cidade num laboratório insano de esquerdices e de invasão do poder público na vida dos cidadãos.

Haddad não decolou nas pesquisas e permanece em quarto lugar. Recebe aplausos dos “intelectuais”, mas é rejeitado pela periferia e pela classe média. A marca de sua administração são as ciclovias, que pobre não usa, porque quem mora afastado da região central não consegue pedalar vinte e cinco quilômetros diários para chegar ao trabalho, e depois mais vinte e cinco para voltar.

Haddad é mimado e restrito. Autoritário e teimoso. Permanecerá cultuado pela esquerda-caviar e pelos acadêmicos demagogos, mas não deixa um único legado positivo após quatro anos à frente da cidade.

 

João Dória

Nossos leitores sabem que preferíamos apoiar um candidato conservador, e que nossa resistência ao PSDB é ampla, entretanto, o desenvolvimento da campanha mostrou que a melhor opção, disparadamente, é o candidato tucano.

Dória mostrou comprometimento com bandeiras liberais importantes, e, se deve um pouco na questão do conservadorismo, demonstrou pelo menos equilíbrio nas ocasiões em que abordou temas correlatos. Houve um aceno conservador em sua resposta sobre a questão dos pancadões, que me agradou:

No mais, sua bandeira é mais liberal, e a defesa aberta da privatização de velhos paquidermes da cidade, sem tergiversações, é o discurso mais à direita que vimos em São Paulo em muito tempo. Na sabatina da Jovem Pan, Dória se assumiu de direita, coisa que a tucanada não costuma fazer.

O maior “senão” em relação a Dória é justamente seu partido. Porém, isto que lhe possibilitou condições de visibilidade e crescimento, dentro da forte propaganda possível por um partido de vulto como o PSDB.

O próprio fato de uma grande ala do partido não endossá-lo, no momento atual, evidencia sua qualidade.

Por tudo isso, na ausência de um liberal-conservador puro, como no Rio, em que há Flávio Bolsonaro, na eleição paulistana, nós do Voltemos à Direita, apoiamos João Dória Jr para a prefeitura de São Paulo.

Confirmada sua presença no segundo turno, abordaremos com maior profundidade suas características.

 

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

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