Meninos são revolucionários, homens são conservadores

Tive ímpetos revolucionários durante minha adolescência. Muitos de nós tiveram. É uma soma de dúvidas, incertezas, percepção de situações difíceis que transcendem nossa capacidade de entendimento e influência externa, principalmente do ambiente cultural e estudantil.

A paixão pelo ideal revolucionário brota na soma das incertezas. A expectativa de mudança a qualquer preço, somada à inadequação típica do jovem alimentam a sensação de necessidade de ação iminente. O rebelde juvenil considera que não pode esperar, que é preciso agir, que não ser o agente da mudança é atuar em prol do conformismo e, claro, conta com meia dúzia de professores/influenciadores culturais o incitando justamente a isso.

Tal ímpeto quase sempre se manifesta de modo destrutivo. O pensamento do revolucionário exige transformação, mas através da destruição das estruturas vigentes. Não há diálogo possível, ou sequer uma construção gradativa que permita a realização daquilo que ele deseja. Não. Só o que funciona é destruir o “sistema”. Derrubá-lo aos escombros para depois reconstruir.

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E é isso que os torna meninos. E são meninos quando têm delírios revolucionários aos quinze, aos vinte, aos quarenta ou, com cabelos brancos, aos sessenta.

Meninos pensam que podem transformar a sociedade para melhorá-la. Homens entendem que precisam conservá-la para que não piore mais.

Homens se tornam conservadores quando ultrapassam a imaturidade juvenil, porque entendem os valores que a sociedade mantém, e passam a discernir que eles só existem graças aos pilares que, não por acaso, os revolucionários tencionam destruir.

É no momento que formam família, quando compreendem o esforço de seus próprios pais em sua criação, percebem as próprias conquistas advindas do trabalho e a necessidade de manterem a família e os bens honestamente conquistados em segurança.

O ódio cego pela religião, típico do menino rebelde, dá lugar ao reconhecimento do papel social e moral da formação religiosa na sociedade humana, percebendo por fim que tudo o que o revolucionário quer derrubar é justamente o que nos sustentou como seres civilizados e nos salvou da barbárie.

São inúmeros os casos de ex-militantes de esquerda que se tornam conservadores quando atingem a idade madura. O contrário raramente ocorre. A consolidação intelectual nos esclarece que a ação humana na sociedade é quase sempre danosa, cabendo-nos o zelo pela estrutura construída. Não passa de tolice infantil ou desajuste intelectual a esperança de que uma revolução destrutiva possa gerar melhora social.

Nosso caos é fruto de nossa imperfeição natural. A soma de tantas imperfeições. Não havendo portanto solução mágica que transforme a sociedade e a torne infalível.

Superar a meninice intelectual e moral nos torna capazes de identificar que somos guardiões dos valores que resistiram à destruição. Precisamos conservar as bases que nos permitiram sobreviver até aqui. Por isso somos conservadores.

O revolucionário que assim permanece mesmo após a idade da maturidade é o velhaco profissional. Aquele que se locupleta através do discurso militante. Se engancha em algum partido, diretório, sindicato ou repartição e se beneficia do discurso.

Se acomoda no estado perpétuo de militante, criando escaras morais e intelectuais insuperáveis. O discurso coletivista mascara seu propósito individual.

É, portanto, a seu modo também um conservador.

Só que o que busca conservar é a própria regalia.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

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Maus professores têm de ser excluídos!

No artigo anterior desta série comecei a abordar o espinhoso tema da estabilidade de professores do funcionalismo público, fator este que, para qualquer pessoa com mais de dois neurônios em uso, explica alguns dos graves problemas da educação pública brasileira.

Como tenho tentado demonstrar desde que comecei a escrever sobre educação, transmitindo minha própria experiência como ex-professor de ensino público, os aspectos mais danosos ao sistema educacional brasileiro são estruturais. Decisões disfuncionais somadas, que se ligam numa estrutura ferruginosa, nutrida por farsantes e alguns tolos.

Existe muita gente boa no meio, tanto em intenções, quanto no exercício da profissão, mas se tratando de uma estrutura danificada, os bons acabam integrados a um sistema que não funciona.

A estabilidade é o grande benefício de atração do cargo de professor do ensino público.

Só acabar com ela NÃO resolverá o problema, já que o dano é estrutural.

Ademais, a permanência dela agrava o problema. É parte desta estrutura que precisa ser desmantelada.

E aqui também permanece a lógica elementar a qualquer situação ou atividade: nenhum sistema funciona sem que maus elementos sejam excluídos.

Vou repetir, porque é de uma simplicidade acachapante, que muitas vezes os professores, em seus chiliques retaliatórios não conseguem considerar:

Nenhum sistema funciona sem que maus elementos sejam excluídos.

Professores que não produzem e que se demonstrem incapazes de ensinar precisam ser desligados e substituídos por professores que consigam apresentar resultados. Já escrevi também que o sistema de avaliação por concurso não mede a capacidade didática dos candidatos, apenas domínio teórico. Isso é uma faca de dois gumes. Há teóricos brilhantes incapazes de dividir este conhecimento. Portanto, não funcionam.

Se são pagos para ensinar e não o fazem, seja por incapacidade, inabilidade, inadequação ou vagabundagem pura e simples, precisam ser trocados por professores que façam jus ao pagamento acordado.

Não trato de professores incapacitados ou adoentados em virtude do trabalho. Sei que não é fácil. A estes todo o suporte deve ser concedido. No entanto, o espirito meritocrático deve ser a norma base sob a qual a manutenção dos profissionais se escora.

O período probatório deveria funcionar como filtro, mas, na verdade, só dispensa quem incorrer em falta grave no qual não se inclui o não fazer direito o serviço para o qual se é pago pelo contruibuinte. O probatório é meramente protocolar. O funcionário é circuncidado, alçado à condição esperada de perpetuidade, sem que seus resultados práticos dentro de uma sala de aula tenham sido efetivamente medidos.

A meritocracia pode ser aplicada ao professor de maneira justa. A curto prazo, num primeiro momento, devem ser avaliados no âmbito profissional: faltas, atrasos e comprometimento com as regras e normas do ambiente de trabalho. Em São Paulo essa avaliação existe, mas não é conduzida com seriedade. Todo mundo leva nota máxima.

A médio prazo, devem ser avaliados no âmbito pedagógico. Se os resultados não forem satisfatórios, o professor que tivesse boa avaliação profissional contínua deveria ser encaminhado para um curso de reciclagem, tendo tempo para uma nova reavaliação futura.

Não conseguindo atingir o padrão esperado, aí sim, deveria ocorrer o desligamento. Para tal, o ideal seria a gradativa contratação pelo regime de CLT.

É claro que nada disso é fácil, mas como tenho dito desde o início, também não é impossível. Todo mundo diz que é uma colmeia em que político nenhum colocará a mão. Isso é compreensível. Mas se alguém com colhões surgir no horizonte supliciado da política brasileira e resolver que enfrentará a grita, não tenho dúvida, melhorará a situação das escolas públicas brasileiras a partir do momento em que todos os professores tiverem plena consciência de que podem ser dispensados se não trabalharem de acordo com as expectativas.

E aos meus amigos professores, peço que pensem sobre isso:

A estabilidade que não exige resultados em troca protege apenas os maus professores.

Se você é um bom professor, o que teme?

No próximo artigo, um dos temas mais tumultuosos desta série: os males causados pelos sindicatos…

Por Renan Alves da Cruz 

 

Outros artigos desta série: 

Como melhorar a educação brasileira (parte 1)

Como melhorar a educação brasileira II – Precisamos de ideias mirabolantes?

Como melhorar a educação brasileira III – Meritocracia

Como melhorar a educação brasileira IV – Ainda a meritocracia

Como melhorar a educação brasileira V – Os problemas são insolúveis?

Como melhorar a educação brasileira VI A estabilidade dos professores precisa acabar 

 

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Pais e filhos: na anarquia a LEI é a barbárie

Desde que as primeiras sociedades foram formadas, das mais simples e primitivas às mais sofisticadas e modernas, inúmeros problemas surgem oriundos das relações entre pais e filhos, ou, mas genericamente, das relações humanas. Não obstante, é desse conflito de relações que as sociedades avançaram e avançam, tentando assegurar a cada um uma vida social harmoniosa.

Todavia, independente do problema a ser enfrentado, independente da mudança realizada, as sociedades são pautadas pela hierarquia. Não se avançam as que quebram a hierarquia, mas, onde a hierarquia se faz presente e respeitada em meio às mudanças ocorridas. É nesse sentindo, por exemplo, que a Inglaterra continua a ser uma monarquia e continuará a ser.

Ou seja, desde Adão e Eva, geração após geração, que a autoridade é enfrentada, guilhotinada ou substituída, mas, não se vislumbrou nada superior com a exclusão dos agentes portadores da autoridade.  Ouso dizer, aqui, que uma sociedade sem autoridade, ou, seja, uma sociedade anárquica, é uma sociedade onde se tem por lei respeitada à barbárie.

Isso ocorre, pelo puro e simples fato de que somos imperfeitos e, portanto, devemos nos valer dos mais velhos e suas experiências de vida, dos mais inteligentes e seus Tratados Legais, dos mais fortes e o destemor que eles têm em guerrear em prol dos demais e por fim, valer-nos dos portadores de recursos financeiros que impulsionam toda a sociedade a realizar seus objetivos e sonhos.

Em verdade, toda essa “engrenagem” da sociedade torna-se funcional apenas se a autoridade no núcleo familiar for obedecida e respeitada.  É no funcionamento do grupo familiar, que sentimos e observamos se a sociedade caminha de forma saudável ou não.

Nesse sentido, é no grupo familiar que sentimos de forma mais aguda, os problemas e dificuldades trazidos pelo “choque de gerações”. Certamente, essa é uma questão que nos acompanha desde Adão e Eva, desde que O Senhor ordenou-os a fecundar e multiplicar. Não obstante, todo “choque” deve ser amaciado pela autoridade, aqui, autoridade exercida pelos pais.

Logicamente, o papel dos pais é amar, educar e auxiliar seus filhos no que esses necessitam para que possam crescer capacitados a integrar o mundo dos adultos. Sim, criamos nossos filhos preparando-os para a vida adulta, não para serem eternas crianças. Assim, os pais somente conseguem realizar essa missão que a eles foi dada, se estes estiverem revestidos de autoridade.

Mas, a autoridade dos pais já não nasce de forma natural, tão logo se tem consumada a concepção ou quando se tem o tão esperado nascimento do filho? Sim. A lógica nos mostra que é esse o caminho natural das coisas, pois, os mais novos se valem da experiência dos mais velhos e a esses, prestam reverência e respeito, ou, como diz a Bíblia:

“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo”. Ef. 6:1

Ou ainda,

“Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer” PV 23:22

No entanto, ao longo da História, novos personagens dotados de autoridade foram surgindo e a eles, por vários motivos, conscientes ou não, os pais delegaram parte da educação de seus filhos e consequentemente, admita-se ou não, abriram mão de parte da sua autoridade.  Nós, enquanto pais, não temos mais a completa autoridade sobre nossos filhos, mas estamos com uma autoridade parcial.

Antevejo que lamentavelmente, não demorará muito para que os pais tenham uma autoridade ilusória e num futuro não muito distante, arrisco em dizer, que infelizmente os pais perderão toda e qualquer autoridade sobre seus filhos.

Nesse sentido, engana-se quem pensa que com isso ser-se-à mais livre: liberdade, tolerância e amor. O que vendem como um sonho dourado não passa de uma quimera posto que a dura realidade, diante desse modelo de sociedade é o exato oposto de liberdade, de amor e de tolerância.

Em um próximo artigo, voltaremos a esse tema e tentaremos falar um pouco mais sobre as consequências de tal sociedade.

Por Jakson Miranda

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A hipocrisia da mala Malala Yousafzai

A paquistanesa Malala Yousafzai está no Brasil. Já passou por São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro.

Mundialmente famosa por lutar pela educação de meninas, contra as determinações dos extremistas islâmicos do taliban, Malala foi alvejada com um tiro na cabeça enquanto estava dentro do ônibus escolar. Sobreviveu ao atentado e tornou-se a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio Nobel da Paz.

Hoje, com 21 anos, Malala Yousafzai tem sua própria fundação com o alegado objetivo de promover a educação de crianças e jovens que sofrem o mesmo que ela sofreu.

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É hora de falar da homofobia islâmica

A Revolução Anticristã

No Rio de Janeiro, a jovem paquistanesa comemorou seu aniversário com jovens bailarinas do projeto na Ponta dos Pés.

Leiam trechos de matéria publicada pelo G1

“Pelas redes sociais, Malala contou ter conversado com as bailarinas do projeto Na Ponta dos Pés sobre como a dança ajuda a permanecerem estudando e ultrapassarem as barreiras da violência nas comunidades do Rio”.

E ainda

“À imprensa, Malala disse que estava contente em celebrar seu aniversário conversando com meninas de comunidades marginalizadas do Rio e refletindo sobre temas como violência, racismo e pobreza, segundo a assessoria da jovem paquistanesa”.

Na quarta (11), um dia antes de seu aniversário, Malala foi ao encontro de meninas que trabalham na organização de grafiti Rede Nami na favela Tavares Bastos, e que encoraja jovens meninas a enfrentarem o raciscmo, machismo, violência sexual através da arte de rua.

 Na comunidade, ela fez um grafiti em homenagem à vereadora Marielle Franco e posou para fotos ao lado de arte com o rosto da parmentalar, que foi assassinada junto com o motorista, Anderson Gomes, no dia 14 de março, no Estácio.

 Entendendo a hipocrisia de Malala Yousafzai

 É inegável que Malala foi corajosa em enfrentar os radicais islâmicos. E é compreensível sua preocupação com jovens que se encontram na mesma situação que ela. Então, aonde está a hipocrisia?

Para responder essa questão, recomendo o vídeo do youtuber Bernardo P. Kuster. Assistam e tirem suas próprias conclusões.

Por Jakson Miranda

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Escola sem Partido: uma necessidade urgente

Aqueles que são contra o projeto “Escola sem Partido” alegam que não há doutrinação nas escolas. É impossível não retrucar: “Se não há doutrinação, porque tanto esforço para barrar um projeto que seria então inócuo?”.

Afinal, qual o grande perigo embutido num projeto que se propõe a combater um problema que eles alegam não existir? Entraríamos num círculo vicioso retórico de argumentação para tentar entender o medo despertado pelo combate a um não-problema, de modo que a tática usada por eles foi lutar contra o que o projeto não é.

O espantalho criado alega que o Escola sem Partido quer cercear os professores, com o propósito de supressão do debate e a imposição de uma agenda conservadora.

O engraçado é que a tal “supressão do debate” é o estado atual da educação brasileira. Há uma proposta ideológica dominante, que não permite a inclusão de pressuposições ideológicas diferentes. Quando alguém defende que o professor não pode, em nome de suas convicções pessoais, impedir que haja a verdadeira pluralidade de ideias, a gritaria começa.

E não é hilário? O projeto que defende que o aluno tenha acesso a pluralidade que hoje lhe é negada, recebe acusações de ser ditatorial. E é acusado pelos mesmos ditadores que querem vetar a pluralidade.

Um professor cristão não pode usar seu espaço de aula para fazer pregação religiosa. Tampouco um umbandista, ou um ateu.

Um professor conservador não pode usar seu espaço de aula como propaganda partidária.

Tampouco um esquerdista.

Apontar isso não é aviltar contra a liberdade de expressão do professor, e este é o cerne da questão: quando está dentro da sala de aula, o professor tem um componente curricular a seguir, de modo que sua liberdade de expressão está restrita ao currículo. Não é cabível que professores se considerem acima de qualquer legislação para usar tempo de aula em meneios político-ideológicos.

Ao mesmo tempo, os professores de disciplinas de humanas, que possuem conteúdos que abarcam conceitos políticos e ideológicos, devem cuidar de apresentá-los de forma isenta e plural.

Afinal, que “debate” está sendo proposto quando somente o marxismo é ensinado, ou quando é ensinado como ideologia correta, sem a possibilidade de margem discordante?

Entretanto, o doutrinador nunca reconhece que doutrina. Após ter se deleitado por anos em sua condição inquestionável, é certo que não abrirá mão da situação sem lutar com todas as suas forças pela manutenção do status privilegiado.

Por isso há o hercúleo esforço de prevalecer a mentira. Algumas delas, na verdade. Se destacando a que diz que o “Escola sem Partido” intenta realizar doutrinação à direita.

É canalhice de primeira linha: negar a doutrinação vigente e indisfarçável, acusando ainda aqueles que a querem combater de planejar perpetrá-la.

Leia também: 

Escola sem Partido: Um caso concreto 

Doutrinação nas escolas: o curioso caso dos livros de “história oficial” 

Repetindo o discurso de perseguição à exaustão, tentam ludibriar a opinião pública, para que se ergam contra uma pretensa arbitrariedade censória contra os professores, que não existe.

Não poder doutrinar lhes avilta porque o uso do professor como ferramenta de alienação está no cerne de seu pensamento. De forma que muitos pensam efetivamente que doutrinar é educar.

E que o debate amplo e irrestrito compete em debater e discutir todas as maneiras pela qual a esquerda está certa e quem a contraria está errado.

Quem não doutrina não tem motivo algum para temer um projeto contra doutrinação. Simples. Pedagogicamente claro.

Ademais, vale tudo para prevalência da mentira, inclusive usar os estudantes como escudo. Estudantes que foram doutrinados…

Que se tornaram incapazes de perceber o que há fora da caverna.

Por ironia do destino, podemos aplicar a eles a sentença de Voltaire: “é difícil libertar os tolos das correntes que eles veneram”.

A efígie de Paulo Freire não pode ser a marca determinante de nossa pedagogia, inquestionável e indestrutível. Parcial e ideologizada.

Os conservadores não defendem o “Escola sem Partido” porque querem tomar a educação de assalto.

Defendemos porque é o certo.

E, como disse Roger Scruton, nós, os conservadores, somos chatos, mas estamos certos.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado originalmente no portal Gospel Prime

 

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Esquerda reinstitui tribunais raciais. Quem são mesmo os nazistas?

Os tribunais raciais estão de volta. A esquerda segue institucionalizando o racismo, criando mais e mais categorizações que dividem a raça humana e segregam as pessoas.

Já escrevemos aqui sobre o Racismo Oficial brasileiro implantado através do cotismo. Mas apenas isso não bastou e agora temos o retorno triunfal dos pérfidos tribunais raciais.

Em seu blog, Rodrigo Constantino abordou o tema com propriedade:

Não foi por falta de aviso. Nós, liberais, sabíamos que as cotas raciais levariam à criação de tribunais raciais, especialmente num país como o Brasil. O motivo é simples: o estado garante um privilégio, e ninguém quer ficar de fora de uma boquinha grátis, de uma vantagem.

Como ela só é oferecida para determinado grupo, mas como o pertencimento a tal grupo é um tanto subjetivo, pois depende da “autoafirmação” e do fenótipo, a única saída para fraudes seria instituir um tribunal oficial para julgar quem pode e quem não pode ser considerado negro.

E cá estamos nós, com tribunais raciais criados em universidades para definir quem é e quem não é negro:

Averiguar traços do fenótipo e a cor da pele? Isso nos remete a qual regime mesmo? Se o leitor tem dúvidas, eis uma imagem do que faziam os nacional-socialistas seguidores de Hitler:

Isso não parece algo como “averiguar traços do fenótipo”? Claro, o “progressista” moderninho pode alegar que o nazismo era “do mal”, e queria fazer tal avaliação racial para exterminar uma raça tida como inferior, enquanto a esquerda hoje lança mão dos mesmos meios para ajudar os negros, historicamente discriminados.

Em primeiro lugar, os meios importam! São imorais, reforçam justamente aquilo que se pretendia eliminar, o conceito de raça humana, e gera constrangimento, concentra poder em burocratas “iluminados” etc. Em segundo lugar, é impossível saber se o indivíduo em questão vem de uma linhagem que foi explorada ou exploradora, pois mulatos chegaram a ter escravos, e nem todo branco era dono de escravos.

Para uma “reparação histórica”, cria-se novas injustiças, além de permitir o uso de mecanismos abjetos como a “averiguação da cor da pele” por um grupo de ungidos. Até mesmo esquerdistas como Helio Schwartsman, da Folha, reconhecem que uma cota com base na renda faria bem mais sentido, se o intuito é ajudar os desfavorecidos. Método mais objetivo, impessoal, e não pune um pobre branco em detrimento de um rico negro.

Por fim, estamos falando de um “fascismo do bem”. Justamente porque esses esquerdistas estão convencidos de que suas metas são maravilhosas, eles não se importam com os meios que utilizam. Eles podem fazer exatamente como os nazistas faziam, que os nazistas serão sempre os outros. Eles são “do bem”, e ponto. Mesmo que estejam segregando cada vez mais um povo miscigenado. Chegará o dia em que o policial terá que agir como nesse desenho sarcástico:

Se tudo é raça, se ela é o passaporte para o salvo-conduto de crimes e para privilégios nas universidades e nas carreiras, então claro que pertencer a uma raça “certa” passa a ter mais valor, enquanto não ser dessa raça significa problemas. Os defensores das cotas raciais estão alimentando o racismo, exatamente como avisamos que aconteceria lá atrás.

 

Voltamos: 

Vivemos uma severa involução, protagonizada e propositalmente propagada pela esquerda e seus acólitos midiáticos. O enfrentamento ao racismo verdadeiro, pleno, é aquele que investe na lógica de que tonalidade de cor de pele não deveria distinguir seres humanos. A esquerda, que se auto-intitula tão antirracista, faz exatamente o contrário, incentivando a ruptura social calcada exatamente no reforço da distinção baseada em tonalidade de pele.

O pensamento de esquerda é, em grande escala, o maior responsável pelo atraso moral e social do homem.

Por Renan Alves da Cruz 

Poema ufanismo sem fim!

Recebemos do nosso amigo Sérgio Alvarenga, da Direita Minas, um poema que sintetiza à perfeição o Brasil desses tempos. O titulo do poema, ufanismo sem fim, deixa claro que diante de tanta corrupção, ausência de educação, segurança, etc, ser patriota, não poucas vezes, soa como um grande ufanismo…

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Vamos ao poema!

Ufanismo sem fim

Como explicar tanta humilhação?

Para que tanta corrupção?

Sem ética ou pudor

Ceifam uma legião em estupor…

 

Reféns de uma quadrilha,

De covardes assaltantes,

Punguistas meliantes,

Uma nação sequestrada por infames…

 

Sem legislativo ou executivo,

Sem judiciário,

Uma espúria de senado,

Corrompidos desgraçados…

 

Tiram a vida, saúde e educação,

Tudo que dignifica uma nação,

Vivem sua desmedida ambição,

Referendados por castrada constituição…

 

Filas nos hospitais,

Lagrimas de pobres mortais,

Que veem pais, filhos e netos.

Tratados como abjetos…

 

Onde está a esperança?

Diante de tanta ignorância,

Somos obrigados a escolher

Quem fará o povo sofrer…

 

Muitos partidos,

Uma só armadilha,

Desta hoje pútrida nação,

São uma verdadeira quadrilha…

 

Valorizar a vida e a dignidade humana

É para poucos, apenas loucos

Não respeitam seus semelhantes,

Em sua covardia delirante…

 

Narcotraficantes, latifundiários,

Acobertados por um cúmplice judiciário,

Assassinos honorários,

De uma população de novos escravos…

 

Nenhum presidente irá resolver

O que só o povo pode fazer,

Não adianta escolher e votar

Só em quem irá apenas nos roubar…

 

Travestidos de excelência,

São pútridas excremências…

Acorda gigante adormecido

Vamos nos livrar dos bandidos…

 

Trago a herança de um país inteiro,

Que virou um puteiro,

Samba, futebol e carnaval,

Inércia, alienação e cara de pau…

 

Hoje nos resta a utopia,

De momentos inesquecíveis,

Momentos de nostalgia,

Que deveriam ser verossímeis…

 

Incríveis,

Dias que não chegarão,

Lutemos por dias de gloria,

Para que um dia usufruirão…

 

Toda uma legião,

Herdeiros de nosso sangue,

Continuarão, então,

Nossa luta que não é em vão.

Encerramos

Ao ler uma produção dessas, não há como não ficarmos esperançosos em relação à cultura brasileira. Ainda há fagulhas de talento e excelência… Ou será excesso de ufanismo crermos nisso?

Voltemos à Direita

A Reforma Protestante também moldou a história do Brasil

Evangélicos do mundo inteiro comemoram os 500 anos da Reforma Protestante em 2017. As 95 teses de Lutero, afixadas na catedral de Wittenberg, causaram uma revolução que transcendeu as fronteiras da dissensão religiosa e moldaram a estrutura política, social e econômica da Europa.

A Reforma é o maior avivamento cristão pós Igreja Primitiva. O ato de Lutero e de outros corajosos reformadores que enfrentaram o até então inquestionável poderio do Bispo de Roma, demonstrou a fragilidade teológica de uma Igreja mais preocupada com as questões mundanas do que com as celestiais, dominada por um clã corrupto, voltada à política, mirando o aumento de suas posses e do seu poder.

A nova mensagem correu veloz pela Europa. Se algumas porfias permaneceram no campo da teologia, outros aspectos foram levados em consideração. Foi a oportunidade que alguns reis encontraram para diminuir o poder papal. Na Inglaterra do testosterônico Henrique VIII, se tornou a desculpa perfeita para uma ruptura que possibilitasse o confisco de terras da Igreja, para citar um exemplo.

A Inglaterra estabeleceu o Anglicanismo. O continente se dividiu, com nações que aderiram à Reforma e nações que permaneceram católicas.

Como reação à Reforma, o Concílio de Trento estabeleceu algumas mudanças no catolicismo. Boa parte delas são tentativas de reafirmar o poder da Igreja num cenário de baixa. É a chamada Contrarreforma.

Este contra-ataque da Igreja Católica influenciou diretamente na colonização do Brasil.

Portugal era um dos países que se mantiveram alinhados à Roma. O país, com fortíssima tradição católica até hoje, estava começando a colonizar as terras encontradas por Pedro Alvares Cabral.

No contexto da contrarreforma nasceu a Companhia de Jesus, ordem missionária católica que objetivava conquistar novos adeptos à crença, num momento em que a Reforma estava em franca expansão e boa parte da Europa se convertia ao protestantismo.

Tornou-se, portanto, um propósito tático investir nos selvagens (índios) das regiões recém-descobertas, pois estes povos, na visão dos europeus, não apresentavam o mesmo grau de civilização alcançado por eles, de modo que, se controlados e “adestrados”, poderiam se tornar novos católicos.

Neste caldeirão de acontecimentos que  Manuel da Nóbrega, o fundador da ordem dos jesuítas (Companhia de Jesus), recomendou à vinda ao Brasil do famoso Padre José de Anchieta, o responsável pela catequização dos índios brasileiros.

Anchieta era espanhol, mas havia se mudado muito jovem para Portugal para estudar na Universidade de Coimbra. O padre veio para o Brasil e realizou o trabalho de alfabetização e conversão dos índios ao catolicismo.

José de Anchieta permaneceu o resto de sua vida no Brasil trabalhando junto aos índios. Foi essencial, inclusive, na proteção deles dos próprios portugueses, quando o processo de escravização de índios começou a ganhar vulto.

A presença católica é responsável, por exemplo, pelo nome da cidade de São Paulo, dado por Anchieta, por ter realizado a primeira missa na “cidade” no dia 25 de Janeiro, que é o dia da conversão de Paulo, segundo a tradição católica.

A presença dos jesuítas no Brasil contrabalançou os propósitos econômicos dos portugueses no país. Sua ação carimbou a força da tradição católica brasileira. Sendo Portugal um país que não absorveu elementos da Reforma, isto se traduziu na consolidação da religião brasileira, majoritariamente católica até hoje e fortemente influenciada por seus símbolos e tradições, mesmo com o grande crescimento protestante no país a partir do século XX.

A chegada tardia dos primeiros protestantes ao Brasil não modificou a estrutura já moldada.

E essa estrutura foi incentivada e planejada como forma de reação à Reforma que descatolizou boa parte da Europa.

Assim, através de ações e reações, fatos e consequências, o Brasil como construído foi fruto da tática de defesa católica contra os reformistas.

Mostrando que a Reforma Protestante também moldou a história do Brasil.

 

Por Renan Alves da Cruz

Ator da Globo detona ideologia de gênero: “estão brincando de Deus”

Por Jarbas Aragão, publicado no Gospel Prime: 

O presidente Michel Temer recebeu no início da noite desta segunda-feira (13) o ator global Carlos Vereza.

Durante o encontro, o ator reclamou que a ideologia de gênero está “erotizando as crianças” e irá gerar “traumas quando adultos”. Ele pediu que Temer, “como comandante supremo do país”, tomasse uma medida para “parar com a solerte ideologia de gênero”.

Segundo Vereza, os professores “estão brincando de Deus e mudando toda a biologia”. “Por mais que eles inventem, homem não tem útero e mulher não tem pênis”, finalizou.

No final da reunião, o ator disse que Temer foi “receptivo” ao seu pedido.

 

Paulo Freire: o amaldiçoador da educação brasileira

Paulo Freire amaldiçoou a educação brasileira de uma forma até então não superada. O estado excrescente das escolas brasileiras e dos ditos “educadores” é patente, mas o amaldiçoador permanece glorificado e blindado pela Academia e pela Imprensa.

Um país que tem Paulo Freire como patrono da educação está fadado ao abismo cultural, ético e educacional.

Com organização de Thomas Giulliano, o livro Desconstruindo Paulo Freire apresenta a posição de diversos especialistas a respeito dos males causados por Paulo Freire à educação brasileira. 

Abaixo, segue um trecho do livro, escrito por Percival Puggina e republicado em seu blog: 

Por mais que se busque ocultar a influência do professor sobre seus alunos, por mais que Paulo Freire dissimule aquilo que realmente acontece nas salas de aula quando o adulto que sabe mais fala quase todo o tempo, marca a presença e dá nota, a realidade sai pelos corredores tão logo termina a classe. E essa realidade indica a influência do professor, num “saber” que se nivela pelo dele. Durante as recentes invasões de prédios escolares, vazaram cenas em que pequenos grupos (sempre foram praticadas por pequenos grupos, aquelas invasões) apareciam reunidos com um professor “trocando opiniões” e “construindo saberes”. O fato de que, ao final, esses saberes e opiniões coincidissem com os do professor deve ser mera coincidência… Ou, então, nem isso, tornando-se mera obediência, como nos tantos casos em que os invasores, indagados por alguém, com uma câmera diante de si, não sabiam o que dizer sobre os motivos que os haviam levado a invadir a escola onde estudavam.

É inevitável que seja animada por um sentimento de ira a mente juvenil insistentemente estimulada a ver o mundo com olhos de oprimido, exposta à ideia ou à figura real de um suposto opressor indicado como causa de tantos males quantos se lhe possa atribuir. O trabalho anterior faz parte da “conscientização”. A ira gera energia para a práxis. Che Guevara, por quem Paulo Freire nutria inequívoca estima e reverência, bebia dessa ira sem rolha nem dosador:

“Ódio como elemento de luta; ódio cruel do inimigo, impelindo-nos acima e além das limitações naturais das quais o homem é herdeiro e transformá-lo numa efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar.” (Trecho da Mensagem de Che à Tricontinental).

Por mais que o patrono vá em frente, falando sobre sentimentos nobres, a raiva é uma brotação que, em mentes imaturas, vai da interjeição mais desbocada à vidraça quebrada. Quando sai barata. E note-se que Paulo Freire sai em busca de exemplos ainda mais extremos, como os que foram da ira à luta armada. Entre eles, o comandante Fidel. Seria Fidel um pedagogo, na perspectiva de Paulo Freire? Teria Fidel algo a ver com esse professor que, supostamente, constrói seu odiozinho junto com os alunos? Parece que sim.

“A liderança de Fidel Castro e de seus companheiros, na época chamados ‘aventureiros irresponsáveis’ por muita gente, liderança eminentemente dialógica, se identificou com as massas submetidas a uma brutal violência, a violência de Batista. Com isso não queremos afirmar que esta adesão se deu tão facilmente. Exigiu o testemunho corajoso, a valentia de amar o povo e por ele sacrificar-se.” Pedagogia do oprimido (ed. Paz e Terra, p. 94, ano 1994).

Sem comentários a esse suposto amor e sacrifício! Mas, diga-se de passagem, usar os seis anos da ditadura de Batista para justificar a ditadura totalitária e sanguinária criada por Fidel Castro – que, à época da publicação da Pedagogia do oprimido, já levava onze anos, mantinha um estado policial vigilante contra qualquer manifestação de dissidência, e se encaminha para o 57.º aniversário – vai além do dialógico porque atropela o lógico. É indefensável. Comparado com Fidel e as 22 mil vítimas de seu regime, Batista deveria ser conhecido como o Breve. E, talvez, até como o Compassivo. Legitimar uma ditadura totalitária comunista por uma anterior não comunista é apontar para uma rosca sem fim, é jogar pá de cal nas expectativas da bela ilha caribenha que ainda sonha, um dia,romper esse ciclo para se encontrar com a liberdade e a democracia.

A conscientização sobre a própria realidade, a raiva como motivadora para a práxis já produzem números. A edição de Zero Hora do dia 12 de agosto de 2016 exibiu reportagem com o tema da educação prejudicada por insegurança. São dados alarmantes porque se referem, precisamente, ao espaço e à atividade dos quais se esperam soluções para o problema civilizacional brasileiro. Afinal, é ali, bem ali, exatamente ali, que nossos pedagogos, saídos do forno onde é cozida a massa sovada pela pedagogia freireana, deveriam estar aplicando sua educação redentora, libertadora.

Oh, Paulo Freire, venha dar uma olhada no estrago!

Eis os números revelados por Zero Hora: 23.930 atos de indisciplina em sala de aula, 4.861 atos de violência física entre alunos, 4.811 agressões verbais a professores e funcionários, 1.275 depredações ou pichações dentro da escola, 294 casos de posse ou tráfico de drogas,199 agressões físicas a professores ou funcionários. E não eram números referentes a todas as escolas, nem cobriam um ano letivo inteiro. Os dados foram coletados em apenas 1.255 educandários estaduais (menos da metade da rede) e informavam ocorrências relativas a seis meses letivos (os dois últimos de 2015 e quatro primeiros de 2016). Então, no processo de “conscientização” e construção da cidadania, o caso da professora que levou um soco no rosto, é apenas um ovo quebrado, como o que ela considerou merecido por Dória, na omelete da revolução. Um entre milhares.

Publicado no blog www.puggina.org