A hipocrisia da mala Malala Yousafzai

A paquistanesa Malala Yousafzai está no Brasil. Já passou por São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro.

Mundialmente famosa por lutar pela educação de meninas, contra as determinações dos extremistas islâmicos do taliban, Malala foi alvejada com um tiro na cabeça enquanto estava dentro do ônibus escolar. Sobreviveu ao atentado e tornou-se a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio Nobel da Paz.

Hoje, com 21 anos, Malala Yousafzai tem sua própria fundação com o alegado objetivo de promover a educação de crianças e jovens que sofrem o mesmo que ela sofreu.

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No Rio de Janeiro, a jovem paquistanesa comemorou seu aniversário com jovens bailarinas do projeto na Ponta dos Pés.

Leiam trechos de matéria publicada pelo G1

“Pelas redes sociais, Malala contou ter conversado com as bailarinas do projeto Na Ponta dos Pés sobre como a dança ajuda a permanecerem estudando e ultrapassarem as barreiras da violência nas comunidades do Rio”.

E ainda

“À imprensa, Malala disse que estava contente em celebrar seu aniversário conversando com meninas de comunidades marginalizadas do Rio e refletindo sobre temas como violência, racismo e pobreza, segundo a assessoria da jovem paquistanesa”.

Na quarta (11), um dia antes de seu aniversário, Malala foi ao encontro de meninas que trabalham na organização de grafiti Rede Nami na favela Tavares Bastos, e que encoraja jovens meninas a enfrentarem o raciscmo, machismo, violência sexual através da arte de rua.

 Na comunidade, ela fez um grafiti em homenagem à vereadora Marielle Franco e posou para fotos ao lado de arte com o rosto da parmentalar, que foi assassinada junto com o motorista, Anderson Gomes, no dia 14 de março, no Estácio.

 Entendendo a hipocrisia de Malala Yousafzai

 É inegável que Malala foi corajosa em enfrentar os radicais islâmicos. E é compreensível sua preocupação com jovens que se encontram na mesma situação que ela. Então, aonde está a hipocrisia?

Para responder essa questão, recomendo o vídeo do youtuber Bernardo P. Kuster. Assistam e tirem suas próprias conclusões.

Por Jakson Miranda

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Escola sem Partido: uma necessidade urgente

Aqueles que são contra o projeto “Escola sem Partido” alegam que não há doutrinação nas escolas. É impossível não retrucar: “Se não há doutrinação, porque tanto esforço para barrar um projeto que seria então inócuo?”.

Afinal, qual o grande perigo embutido num projeto que se propõe a combater um problema que eles alegam não existir? Entraríamos num círculo vicioso retórico de argumentação para tentar entender o medo despertado pelo combate a um não-problema, de modo que a tática usada por eles foi lutar contra o que o projeto não é.

O espantalho criado alega que o Escola sem Partido quer cercear os professores, com o propósito de supressão do debate e a imposição de uma agenda conservadora.

O engraçado é que a tal “supressão do debate” é o estado atual da educação brasileira. Há uma proposta ideológica dominante, que não permite a inclusão de pressuposições ideológicas diferentes. Quando alguém defende que o professor não pode, em nome de suas convicções pessoais, impedir que haja a verdadeira pluralidade de ideias, a gritaria começa.

E não é hilário? O projeto que defende que o aluno tenha acesso a pluralidade que hoje lhe é negada, recebe acusações de ser ditatorial. E é acusado pelos mesmos ditadores que querem vetar a pluralidade.

Um professor cristão não pode usar seu espaço de aula para fazer pregação religiosa. Tampouco um umbandista, ou um ateu.

Um professor conservador não pode usar seu espaço de aula como propaganda partidária.

Tampouco um esquerdista.

Apontar isso não é aviltar contra a liberdade de expressão do professor, e este é o cerne da questão: quando está dentro da sala de aula, o professor tem um componente curricular a seguir, de modo que sua liberdade de expressão está restrita ao currículo. Não é cabível que professores se considerem acima de qualquer legislação para usar tempo de aula em meneios político-ideológicos.

Ao mesmo tempo, os professores de disciplinas de humanas, que possuem conteúdos que abarcam conceitos políticos e ideológicos, devem cuidar de apresentá-los de forma isenta e plural.

Afinal, que “debate” está sendo proposto quando somente o marxismo é ensinado, ou quando é ensinado como ideologia correta, sem a possibilidade de margem discordante?

Entretanto, o doutrinador nunca reconhece que doutrina. Após ter se deleitado por anos em sua condição inquestionável, é certo que não abrirá mão da situação sem lutar com todas as suas forças pela manutenção do status privilegiado.

Por isso há o hercúleo esforço de prevalecer a mentira. Algumas delas, na verdade. Se destacando a que diz que o “Escola sem Partido” intenta realizar doutrinação à direita.

É canalhice de primeira linha: negar a doutrinação vigente e indisfarçável, acusando ainda aqueles que a querem combater de planejar perpetrá-la.

Leia também: 

Escola sem Partido: Um caso concreto 

Doutrinação nas escolas: o curioso caso dos livros de “história oficial” 

Repetindo o discurso de perseguição à exaustão, tentam ludibriar a opinião pública, para que se ergam contra uma pretensa arbitrariedade censória contra os professores, que não existe.

Não poder doutrinar lhes avilta porque o uso do professor como ferramenta de alienação está no cerne de seu pensamento. De forma que muitos pensam efetivamente que doutrinar é educar.

E que o debate amplo e irrestrito compete em debater e discutir todas as maneiras pela qual a esquerda está certa e quem a contraria está errado.

Quem não doutrina não tem motivo algum para temer um projeto contra doutrinação. Simples. Pedagogicamente claro.

Ademais, vale tudo para prevalência da mentira, inclusive usar os estudantes como escudo. Estudantes que foram doutrinados…

Que se tornaram incapazes de perceber o que há fora da caverna.

Por ironia do destino, podemos aplicar a eles a sentença de Voltaire: “é difícil libertar os tolos das correntes que eles veneram”.

A efígie de Paulo Freire não pode ser a marca determinante de nossa pedagogia, inquestionável e indestrutível. Parcial e ideologizada.

Os conservadores não defendem o “Escola sem Partido” porque querem tomar a educação de assalto.

Defendemos porque é o certo.

E, como disse Roger Scruton, nós, os conservadores, somos chatos, mas estamos certos.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado originalmente no portal Gospel Prime

 

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Esquerda reinstitui tribunais raciais. Quem são mesmo os nazistas?

Os tribunais raciais estão de volta. A esquerda segue institucionalizando o racismo, criando mais e mais categorizações que dividem a raça humana e segregam as pessoas.

Já escrevemos aqui sobre o Racismo Oficial brasileiro implantado através do cotismo. Mas apenas isso não bastou e agora temos o retorno triunfal dos pérfidos tribunais raciais.

Em seu blog, Rodrigo Constantino abordou o tema com propriedade:

Não foi por falta de aviso. Nós, liberais, sabíamos que as cotas raciais levariam à criação de tribunais raciais, especialmente num país como o Brasil. O motivo é simples: o estado garante um privilégio, e ninguém quer ficar de fora de uma boquinha grátis, de uma vantagem.

Como ela só é oferecida para determinado grupo, mas como o pertencimento a tal grupo é um tanto subjetivo, pois depende da “autoafirmação” e do fenótipo, a única saída para fraudes seria instituir um tribunal oficial para julgar quem pode e quem não pode ser considerado negro.

E cá estamos nós, com tribunais raciais criados em universidades para definir quem é e quem não é negro:

Averiguar traços do fenótipo e a cor da pele? Isso nos remete a qual regime mesmo? Se o leitor tem dúvidas, eis uma imagem do que faziam os nacional-socialistas seguidores de Hitler:

Isso não parece algo como “averiguar traços do fenótipo”? Claro, o “progressista” moderninho pode alegar que o nazismo era “do mal”, e queria fazer tal avaliação racial para exterminar uma raça tida como inferior, enquanto a esquerda hoje lança mão dos mesmos meios para ajudar os negros, historicamente discriminados.

Em primeiro lugar, os meios importam! São imorais, reforçam justamente aquilo que se pretendia eliminar, o conceito de raça humana, e gera constrangimento, concentra poder em burocratas “iluminados” etc. Em segundo lugar, é impossível saber se o indivíduo em questão vem de uma linhagem que foi explorada ou exploradora, pois mulatos chegaram a ter escravos, e nem todo branco era dono de escravos.

Para uma “reparação histórica”, cria-se novas injustiças, além de permitir o uso de mecanismos abjetos como a “averiguação da cor da pele” por um grupo de ungidos. Até mesmo esquerdistas como Helio Schwartsman, da Folha, reconhecem que uma cota com base na renda faria bem mais sentido, se o intuito é ajudar os desfavorecidos. Método mais objetivo, impessoal, e não pune um pobre branco em detrimento de um rico negro.

Por fim, estamos falando de um “fascismo do bem”. Justamente porque esses esquerdistas estão convencidos de que suas metas são maravilhosas, eles não se importam com os meios que utilizam. Eles podem fazer exatamente como os nazistas faziam, que os nazistas serão sempre os outros. Eles são “do bem”, e ponto. Mesmo que estejam segregando cada vez mais um povo miscigenado. Chegará o dia em que o policial terá que agir como nesse desenho sarcástico:

Se tudo é raça, se ela é o passaporte para o salvo-conduto de crimes e para privilégios nas universidades e nas carreiras, então claro que pertencer a uma raça “certa” passa a ter mais valor, enquanto não ser dessa raça significa problemas. Os defensores das cotas raciais estão alimentando o racismo, exatamente como avisamos que aconteceria lá atrás.

 

Voltamos: 

Vivemos uma severa involução, protagonizada e propositalmente propagada pela esquerda e seus acólitos midiáticos. O enfrentamento ao racismo verdadeiro, pleno, é aquele que investe na lógica de que tonalidade de cor de pele não deveria distinguir seres humanos. A esquerda, que se auto-intitula tão antirracista, faz exatamente o contrário, incentivando a ruptura social calcada exatamente no reforço da distinção baseada em tonalidade de pele.

O pensamento de esquerda é, em grande escala, o maior responsável pelo atraso moral e social do homem.

Por Renan Alves da Cruz 

Poema ufanismo sem fim!

Recebemos do nosso amigo Sérgio Alvarenga, da Direita Minas, um poema que sintetiza à perfeição o Brasil desses tempos. O titulo do poema, ufanismo sem fim, deixa claro que diante de tanta corrupção, ausência de educação, segurança, etc, ser patriota, não poucas vezes, soa como um grande ufanismo…

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Vamos ao poema!

Ufanismo sem fim

Como explicar tanta humilhação?

Para que tanta corrupção?

Sem ética ou pudor

Ceifam uma legião em estupor…

 

Reféns de uma quadrilha,

De covardes assaltantes,

Punguistas meliantes,

Uma nação sequestrada por infames…

 

Sem legislativo ou executivo,

Sem judiciário,

Uma espúria de senado,

Corrompidos desgraçados…

 

Tiram a vida, saúde e educação,

Tudo que dignifica uma nação,

Vivem sua desmedida ambição,

Referendados por castrada constituição…

 

Filas nos hospitais,

Lagrimas de pobres mortais,

Que veem pais, filhos e netos.

Tratados como abjetos…

 

Onde está a esperança?

Diante de tanta ignorância,

Somos obrigados a escolher

Quem fará o povo sofrer…

 

Muitos partidos,

Uma só armadilha,

Desta hoje pútrida nação,

São uma verdadeira quadrilha…

 

Valorizar a vida e a dignidade humana

É para poucos, apenas loucos

Não respeitam seus semelhantes,

Em sua covardia delirante…

 

Narcotraficantes, latifundiários,

Acobertados por um cúmplice judiciário,

Assassinos honorários,

De uma população de novos escravos…

 

Nenhum presidente irá resolver

O que só o povo pode fazer,

Não adianta escolher e votar

Só em quem irá apenas nos roubar…

 

Travestidos de excelência,

São pútridas excremências…

Acorda gigante adormecido

Vamos nos livrar dos bandidos…

 

Trago a herança de um país inteiro,

Que virou um puteiro,

Samba, futebol e carnaval,

Inércia, alienação e cara de pau…

 

Hoje nos resta a utopia,

De momentos inesquecíveis,

Momentos de nostalgia,

Que deveriam ser verossímeis…

 

Incríveis,

Dias que não chegarão,

Lutemos por dias de gloria,

Para que um dia usufruirão…

 

Toda uma legião,

Herdeiros de nosso sangue,

Continuarão, então,

Nossa luta que não é em vão.

Encerramos

Ao ler uma produção dessas, não há como não ficarmos esperançosos em relação à cultura brasileira. Ainda há fagulhas de talento e excelência… Ou será excesso de ufanismo crermos nisso?

Voltemos à Direita

A Reforma Protestante também moldou a história do Brasil

Evangélicos do mundo inteiro comemoram os 500 anos da Reforma Protestante em 2017. As 95 teses de Lutero, afixadas na catedral de Wittenberg, causaram uma revolução que transcendeu as fronteiras da dissensão religiosa e moldaram a estrutura política, social e econômica da Europa.

A Reforma é o maior avivamento cristão pós Igreja Primitiva. O ato de Lutero e de outros corajosos reformadores que enfrentaram o até então inquestionável poderio do Bispo de Roma, demonstrou a fragilidade teológica de uma Igreja mais preocupada com as questões mundanas do que com as celestiais, dominada por um clã corrupto, voltada à política, mirando o aumento de suas posses e do seu poder.

A nova mensagem correu veloz pela Europa. Se algumas porfias permaneceram no campo da teologia, outros aspectos foram levados em consideração. Foi a oportunidade que alguns reis encontraram para diminuir o poder papal. Na Inglaterra do testosterônico Henrique VIII, se tornou a desculpa perfeita para uma ruptura que possibilitasse o confisco de terras da Igreja, para citar um exemplo.

A Inglaterra estabeleceu o Anglicanismo. O continente se dividiu, com nações que aderiram à Reforma e nações que permaneceram católicas.

Como reação à Reforma, o Concílio de Trento estabeleceu algumas mudanças no catolicismo. Boa parte delas são tentativas de reafirmar o poder da Igreja num cenário de baixa. É a chamada Contrarreforma.

Este contra-ataque da Igreja Católica influenciou diretamente na colonização do Brasil.

Portugal era um dos países que se mantiveram alinhados à Roma. O país, com fortíssima tradição católica até hoje, estava começando a colonizar as terras encontradas por Pedro Alvares Cabral.

No contexto da contrarreforma nasceu a Companhia de Jesus, ordem missionária católica que objetivava conquistar novos adeptos à crença, num momento em que a Reforma estava em franca expansão e boa parte da Europa se convertia ao protestantismo.

Tornou-se, portanto, um propósito tático investir nos selvagens (índios) das regiões recém-descobertas, pois estes povos, na visão dos europeus, não apresentavam o mesmo grau de civilização alcançado por eles, de modo que, se controlados e “adestrados”, poderiam se tornar novos católicos.

Neste caldeirão de acontecimentos que  Manuel da Nóbrega, o fundador da ordem dos jesuítas (Companhia de Jesus), recomendou à vinda ao Brasil do famoso Padre José de Anchieta, o responsável pela catequização dos índios brasileiros.

Anchieta era espanhol, mas havia se mudado muito jovem para Portugal para estudar na Universidade de Coimbra. O padre veio para o Brasil e realizou o trabalho de alfabetização e conversão dos índios ao catolicismo.

José de Anchieta permaneceu o resto de sua vida no Brasil trabalhando junto aos índios. Foi essencial, inclusive, na proteção deles dos próprios portugueses, quando o processo de escravização de índios começou a ganhar vulto.

A presença católica é responsável, por exemplo, pelo nome da cidade de São Paulo, dado por Anchieta, por ter realizado a primeira missa na “cidade” no dia 25 de Janeiro, que é o dia da conversão de Paulo, segundo a tradição católica.

A presença dos jesuítas no Brasil contrabalançou os propósitos econômicos dos portugueses no país. Sua ação carimbou a força da tradição católica brasileira. Sendo Portugal um país que não absorveu elementos da Reforma, isto se traduziu na consolidação da religião brasileira, majoritariamente católica até hoje e fortemente influenciada por seus símbolos e tradições, mesmo com o grande crescimento protestante no país a partir do século XX.

A chegada tardia dos primeiros protestantes ao Brasil não modificou a estrutura já moldada.

E essa estrutura foi incentivada e planejada como forma de reação à Reforma que descatolizou boa parte da Europa.

Assim, através de ações e reações, fatos e consequências, o Brasil como construído foi fruto da tática de defesa católica contra os reformistas.

Mostrando que a Reforma Protestante também moldou a história do Brasil.

 

Por Renan Alves da Cruz

Ator da Globo detona ideologia de gênero: “estão brincando de Deus”

Por Jarbas Aragão, publicado no Gospel Prime: 

O presidente Michel Temer recebeu no início da noite desta segunda-feira (13) o ator global Carlos Vereza.

Durante o encontro, o ator reclamou que a ideologia de gênero está “erotizando as crianças” e irá gerar “traumas quando adultos”. Ele pediu que Temer, “como comandante supremo do país”, tomasse uma medida para “parar com a solerte ideologia de gênero”.

Segundo Vereza, os professores “estão brincando de Deus e mudando toda a biologia”. “Por mais que eles inventem, homem não tem útero e mulher não tem pênis”, finalizou.

No final da reunião, o ator disse que Temer foi “receptivo” ao seu pedido.

 

Paulo Freire: o amaldiçoador da educação brasileira

Paulo Freire amaldiçoou a educação brasileira de uma forma até então não superada. O estado excrescente das escolas brasileiras e dos ditos “educadores” é patente, mas o amaldiçoador permanece glorificado e blindado pela Academia e pela Imprensa.

Um país que tem Paulo Freire como patrono da educação está fadado ao abismo cultural, ético e educacional.

Com organização de Thomas Giulliano, o livro Desconstruindo Paulo Freire apresenta a posição de diversos especialistas a respeito dos males causados por Paulo Freire à educação brasileira. 

Abaixo, segue um trecho do livro, escrito por Percival Puggina e republicado em seu blog: 

Por mais que se busque ocultar a influência do professor sobre seus alunos, por mais que Paulo Freire dissimule aquilo que realmente acontece nas salas de aula quando o adulto que sabe mais fala quase todo o tempo, marca a presença e dá nota, a realidade sai pelos corredores tão logo termina a classe. E essa realidade indica a influência do professor, num “saber” que se nivela pelo dele. Durante as recentes invasões de prédios escolares, vazaram cenas em que pequenos grupos (sempre foram praticadas por pequenos grupos, aquelas invasões) apareciam reunidos com um professor “trocando opiniões” e “construindo saberes”. O fato de que, ao final, esses saberes e opiniões coincidissem com os do professor deve ser mera coincidência… Ou, então, nem isso, tornando-se mera obediência, como nos tantos casos em que os invasores, indagados por alguém, com uma câmera diante de si, não sabiam o que dizer sobre os motivos que os haviam levado a invadir a escola onde estudavam.

É inevitável que seja animada por um sentimento de ira a mente juvenil insistentemente estimulada a ver o mundo com olhos de oprimido, exposta à ideia ou à figura real de um suposto opressor indicado como causa de tantos males quantos se lhe possa atribuir. O trabalho anterior faz parte da “conscientização”. A ira gera energia para a práxis. Che Guevara, por quem Paulo Freire nutria inequívoca estima e reverência, bebia dessa ira sem rolha nem dosador:

“Ódio como elemento de luta; ódio cruel do inimigo, impelindo-nos acima e além das limitações naturais das quais o homem é herdeiro e transformá-lo numa efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar.” (Trecho da Mensagem de Che à Tricontinental).

Por mais que o patrono vá em frente, falando sobre sentimentos nobres, a raiva é uma brotação que, em mentes imaturas, vai da interjeição mais desbocada à vidraça quebrada. Quando sai barata. E note-se que Paulo Freire sai em busca de exemplos ainda mais extremos, como os que foram da ira à luta armada. Entre eles, o comandante Fidel. Seria Fidel um pedagogo, na perspectiva de Paulo Freire? Teria Fidel algo a ver com esse professor que, supostamente, constrói seu odiozinho junto com os alunos? Parece que sim.

“A liderança de Fidel Castro e de seus companheiros, na época chamados ‘aventureiros irresponsáveis’ por muita gente, liderança eminentemente dialógica, se identificou com as massas submetidas a uma brutal violência, a violência de Batista. Com isso não queremos afirmar que esta adesão se deu tão facilmente. Exigiu o testemunho corajoso, a valentia de amar o povo e por ele sacrificar-se.” Pedagogia do oprimido (ed. Paz e Terra, p. 94, ano 1994).

Sem comentários a esse suposto amor e sacrifício! Mas, diga-se de passagem, usar os seis anos da ditadura de Batista para justificar a ditadura totalitária e sanguinária criada por Fidel Castro – que, à época da publicação da Pedagogia do oprimido, já levava onze anos, mantinha um estado policial vigilante contra qualquer manifestação de dissidência, e se encaminha para o 57.º aniversário – vai além do dialógico porque atropela o lógico. É indefensável. Comparado com Fidel e as 22 mil vítimas de seu regime, Batista deveria ser conhecido como o Breve. E, talvez, até como o Compassivo. Legitimar uma ditadura totalitária comunista por uma anterior não comunista é apontar para uma rosca sem fim, é jogar pá de cal nas expectativas da bela ilha caribenha que ainda sonha, um dia,romper esse ciclo para se encontrar com a liberdade e a democracia.

A conscientização sobre a própria realidade, a raiva como motivadora para a práxis já produzem números. A edição de Zero Hora do dia 12 de agosto de 2016 exibiu reportagem com o tema da educação prejudicada por insegurança. São dados alarmantes porque se referem, precisamente, ao espaço e à atividade dos quais se esperam soluções para o problema civilizacional brasileiro. Afinal, é ali, bem ali, exatamente ali, que nossos pedagogos, saídos do forno onde é cozida a massa sovada pela pedagogia freireana, deveriam estar aplicando sua educação redentora, libertadora.

Oh, Paulo Freire, venha dar uma olhada no estrago!

Eis os números revelados por Zero Hora: 23.930 atos de indisciplina em sala de aula, 4.861 atos de violência física entre alunos, 4.811 agressões verbais a professores e funcionários, 1.275 depredações ou pichações dentro da escola, 294 casos de posse ou tráfico de drogas,199 agressões físicas a professores ou funcionários. E não eram números referentes a todas as escolas, nem cobriam um ano letivo inteiro. Os dados foram coletados em apenas 1.255 educandários estaduais (menos da metade da rede) e informavam ocorrências relativas a seis meses letivos (os dois últimos de 2015 e quatro primeiros de 2016). Então, no processo de “conscientização” e construção da cidadania, o caso da professora que levou um soco no rosto, é apenas um ovo quebrado, como o que ela considerou merecido por Dória, na omelete da revolução. Um entre milhares.

Publicado no blog www.puggina.org

Saída da Unesco é um pé na bunda que o governo Trump dá na ONU globalista

Os Estados Unidos anunciaram hoje sua saída da Unesco, pseudo agência de educação e cultura da ONU. Se confirmada, uma vez que a previsão é que isso ocorra em 2018, será um pé na bunda do governo Trump na ONU globalista.

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Leiam reportagem da Veja.com

Os Estados Unidos irão deixar a Unesco, a agência de educação e cultura da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2018, anunciou o Departamento de Estado americano em comunicado nesta quinta-feira. A medida será colocada em vigor em 1º de janeiro, e, entre as causas alegadas pela decisão, está “o contínuo viés anti-Israel” da organização.

A decisão americana de abandonar a agência, segundo informa a revista Foreign Policy, é amparada pelo desejo de cortes orçamentários no Departamento de Estado, e já havia sido tomada semana atrás, durante a Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova YorkNão é a primeira vez que os Estados Unidos deixam a organização. Sob o governo de Ronald Reagan, o país suspendeu em 1984 seus laços com a Unesco, que foram retomados apenas por George W. Bush em 2002.

Voltamos

Um dos argumentos que os americanos usam para justificar sua saída da Unesco é o viés anti-Israel do orgão. De fato, isso é uma realidade inconcebível.

O segundo argumento utilizado são as dívidas da entidade.

Creio que o pé na bunda do governo Trump seria bem mais efetivo se entre os motivos elencados para a saída da Unesco, estivesse o viés progressista e multiculturalista. Os programas educacionais e culturais da Unesco fomentam tudo o que assistimos nos dias de hoje, que pouco ou nada versam sobre educação ou cultura.

Por Jakson Miranda

J. R. Guzzo e os cristãos que não sabem interpretar texto

Quando li o artigo Essa gente incômoda de J.R. Guzzo na Veja, confesso ter ficado positivamente surpreso.

Há muito tempo um veículo da grande imprensa não publicava algo favorável ou em defesa dos evangélicos. O texto de Guzzo, irônico, toca numa ferida bem própria da contemporaneidade: o ódio dos progressistas pelos evangélicos, justamente por não poderem controlá-los e doutriná-los conforme sua agenda.

Os evangélicos, portanto, se tornam “essa gente incômoda” do título, que se recusam a fazer o que os sedizentes donos do monopólio da virtude consideram adequado.

O texto de Guzzo, aliás, era a única coisa de aproveitável que havia naquela edição da revista.

Dias depois, li uma notícia que me deixou estupefato (e morrendo de vergonha).

Um monte de evangélicos estavam revoltados com J.R. Guzzo! Teve notinha de repúdio de Conselho Geral de pastores, vídeo revoltado de pastor-deputado, chilique de senador evangélico, fora os textos-resposta publicados em diversos sites evangélicos, acusando Guzzo de perseguição religiosa.

Gente… Que vergonha…

As pessoas não sabem interpretar textos simples. O texto de Guzzo era CRISTALINO na forma de demonstrar que estava ironizando justamente os progressistas de esquerda, revelando aquilo que eles manifestam de ódio por não conseguirem virar o jogo do evangelicalismo crescente no Brasil.

O troço virou uma celeuma e, de repente, até quem não leu o texto estava pedindo a cabeça do único colunista da Veja atual que mantém algum resquício de conservadorismo expresso nos textos.

Que vergonha destes muitos cristãos que fizeram este papelão… e que quando realmente tem sua crença aviltada, não dizem um pio.

Depois de algumas horas achando que o louco em tudo isso era eu, topei com um texto no Gospel Prime, de Gutierres Siqueira, chamado “Essa gente incômoda que não sabe ler ironias” e pude respirar aliviado por não estar sozinho.

O autor, aliás, fez uma pergunta que me deu até calafrios:

“Ora, se um simples texto em uma revista causa tanta incompreensão, como eles lidam com um texto tão difícil como o da Bíblia?”

Dá para refletir, não acham? Sempre correlacionei algumas hediondas heresias à má-intenção, mas acho que dá para colocar a burrice neste caldo também.

Até quando alguns cristãos farão apologia da incultura?

Semanas atrás publiquei o artigo Brigas de Galo na Rinha Teológica num portal evangélico, depois o republiquei aqui.

Recebi no site evangélico uma enxurrada de críticas porque pautei uma análise teológica em duas frases do conto Os teólogos de Jorge Luis Borges, um ficcionista brilhante, que era ateu.

Pediram minha cabeça ao site, disseram que eu estava escrevendo heresias porque recomendei aos leitores que lessem Borges…

Ninguém se importou com nada do que escrevi, muito menos se empenharam em entender que eu não estava usando Borges como guru teológico, pelo contrário, estava apontando justamente de que forma a teologia é enxergada numa visão externa.

Mas fui achincalhado, por gente que não lê, se orgulha disso e ainda quer impedir os outros.

Será que entendem moderadamente os textos bíblicos?

Será que se lerem 30 vezes o texto de Guzzo conseguirão entendê-lo?

Que vergonha, minha gente!

Perdoe-os, Guzzo, eles não entendem o que leem.

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

 

O Relativismo Moral nas Escolas

Artigo de Pedro Henrique Alves, publicado no Instituto Liberal:

Um dos pilares primevos do socialismo moderno é o relativismo moral no seu nível mais boçal. Seguindo os últimos apontamentos de Marx, no livro A origem da família, da propriedade privada e do Estado, o marxismo moderno entendeu que a verdadeira luta não seria travada, de maneira essencial, no campo econômico ou militar, mas sim no campo cultural e moral. Em Autoridade e família de Max Horkheimer, já começa a guinada do comunismo para a batalha cultural; o que fundaria, logo após o entendimento dessa realidade, a Escola de Frankfurt e as demais agremiações acadêmicas dos neo-marxistas.

O marxismo passa, então, a vislumbrar o terreno moral como sendo o alvo de suas críticas e ataques; afinal, como bem entendeu Max Horkheimer, György Lukács, Antonio Gramsci, Willian Reich, Jacques Derrida, Judith Butler, entre outros: para que a revolução aconteça na economia e sociedade é necessário minar o campo moral que sustenta a cultura ocidental e as ações conservadoras dos indivíduos. Não quebrando a hegemonia moral da corrente judaico-cristã no ocidente, torna-se impossível esperar uma revolução socialista na sociedade enquanto tal; afinal, essa supraestrutura moral mantém a sociedade “entorpecida” numa mentalidade tipicamente tradicional e “burguesa”.

Uma das áreas vislumbradas por Max Horkheimer como sendo o ponto crucial que mantém em pé a sociedade “burguesa” é a escola, com todo o seu ensino tradicional baseado na estrutura de mundo ocidental judaico cristão: Filosofia Grega, Direito romano, Moral Cristã. Unido à escola, o filósofo marxista também via a família e as igrejas cristãs como sendo detentoras dos pilares do Ocidente burguês. Família, Igreja e Escola eram, em si, autônomas, instituições desvinculadas do Estado. Sendo assim, tomar o Estado antes de minar essas três áreas era uma estratégia equivocada, afinal, essencialmente dizendo, essas três instituições não responderiam livremente ao Estado e nem adotariam uma moral alternativa segundo apontamentos ideológicos do marxismo; a não ser, obviamente, pelo aparato ditatorial — o que já naquela época estava se mostrado uma via fracassada. Horkheimer entende que é preciso criar ideias, teorias e mitos para minar essa manta moral tradicional do Ocidente para que as ideias revolucionárias do socialismo vingassem de maneira homogênea.

Nessa missão silenciosa e bem entendida por parte dos teorizadores socialistas, décadas se passaram de um marxismo que corroía como cupim as estruturas da sociedade ocidental — baseando suas ações detratoras nesses três pilares acima citados: Família, Igreja e Escola.

Nas famílias nós vimos as inversões de paradigmas morais, as novas conceituações de famílias multiformes, poli-amor, teoria de gênero e toda sorte de discursos de amor livre foi criado para desmoralizar a família em seu seio — principalmente a partir do final da década de 60 até hoje. A dita “família tradicional” foi descartada como retrógrada, dona de uma mentalidade engessada, protetora de uma moral parva, patriarcalista e segregacionista; o homem foi posto como um mal em si, a paternidade vista como o estandarte do “patriarcalismo opressor”, ser hétero passa quase a ser sinônimo de estuprador. A mãe, dona de casa, passa a ser vista como o símbolo da mulher submissa, sem voz e escrava do homem, sujeita a toda sorte de abusos e violências. Mentalidade essa que criou mitos, como o de que famílias estruturadas são, em suma, raridades; enquanto que as “defeituosas” são a hegemonia.

No campo da Igreja, por sua vez, várias infiltrações pseudoteológicas aconteceram, como a teologia da libertação. O pensamento relativista figurou não somente entre assuntos mais fronteiriços, mas chegou ao âmago das crenças fundantes do cristianismo. Dogmas como o do valor da vida, a ressureição de Cristo, e sua deidade, a missão eclesial da Igreja, entre outras coisas foram colocadas em dúvida. Os homens da Igreja começam a repetir as teorias e propagandas tipicamente comunistas em seus sermões e passam a fazer dos púlpitos o pátio sindical. A Igreja Romana — nas vertentes contaminadas pela ideologia esquerdista — deixara a salvação das almas de lado para propor a salvação política e social; não lhe interessava mais a união sensata entre boa vivência virtuosa no imanente em direção ao transcendente, agora, talvez, o transcendente sequer exista ou nem seja importante tal plano. A Igreja, contaminada pelas batalhas ideológicas, passou a fazer comícios em seus altares e manifestos em seus documentos; da caridade evangélica passou a praticar discursos de proletário vs burgueses.

Na escola, por fim, arguiu-se que o docente deveria descer de seu lugar hierárquico e criar uma relação de igualdade com os alunos, ao ponto que não haveria distinção fundamental do conhecimento científico do professor e o conhecimento “prático” do aluno; como se saber soltar pipa demandasse o mesmo trabalho mental e investigações laboratoriais que se pede a um biólogo ao analisar células ou a um filósofo ao discursar sobre o Ser. Deram aos estudantes o direito de aprender — mais ou menos — segundo as suas supremas vontades, afinal, afirmar que o aluno deve saber calcular e ainda por cima usar a crase é deveras perturbador para a mente sensível do homem moderno. O aluno não deve mais arcar com a sua incompetência e seus desleixos frente aos estudos e tarefas, afinal, quantos problemas psicológicos e sociológicos surgiriam após uma nota 3 em geometria, ou um 4 em história, não é mesmo? E com isso a “progressão continuada” apareceu como um método de misericórdia sacrossanta no meio pedagógico, ceifando dos alunos a oportunidade mais rica que um homem pode ter na escola: a de arcar com as consequências de seus maus atos e displicências, a oportunidade de ele ser responsável e dono do próprio destino.

A escola é o lugar perfeito para propagar suas ideias como dogmas; entre os três pilares citados acima, onde o Estado consegue agir de maneira mais arguta e livre. Dessa maneira a pedagogia passa a ser o campo de ação principal do marxismo; incutir o relativismo moral frente ao ensino judaico-cristão ocidental, denegrindo assim as suas bases pedagógicas — hierarquia, honradez, respeito, organização espacial e prática das virtudes morais —, passa a ser o carro chefe do esquerdismo. Não à toa o marxismo reina soberano nas universidades atualmente, a moral judaico-cristã simplesmente foi destruída nesse meio. Recomendo a leitura de Radicais na universidade, de Roger Kimball, para melhor aprofundamento.

Na escola, o relativismo moral adquire contornos nefastos para a criança e o adolescente, pois, é na escola onde eles aprenderão como devem agir num convívio social real e como as balizas morais e éticas são importantes para a convivência minimamente ordenada no cosmo comunitário. Como argumenta Eric Voegelin, sem uma estrutura moral que transcende a sociedade é inútil falar em ordem ou ética.

Pois bem, mas já que a moral é sempre relativa, como arrogam os desconstrucionistas, não se pode afirmar nada com certeza — pois a certeza é, per se, intolerante — resta aos jovens elevarem os seus egos ao status de vontade divina, tornando os seus desejos o modelo supremo do que é certo e errado: jovem locuta, causa finita est. Se não há um conjunto de regras exteriores que a nos ordenam num impulso natural ao que é certo em retração ao que é errado, então será a nossa vontade que deve reger o ambiente no qual vivemos, será nosso ego a lei, nosso ego o Direito natural, e os demais que se adequem. Absolutamente todos os ditadores eram regidos por essa mentalidade.

O jovem moderno tornou-se um deus, foi incutido nele a mais tenra mentalidade egocêntrica que existe: o aluno que não conhece substancialmente nada e se acha bom o suficiente para revolucionar a terra; o jovem que não sabe sequer usar vírgulas quer mudar a história humana. Ele é um deus num trono de papel machê.

O aluno torna-se um escravo modelável perante as retóricas do professor-catequista que lhe transfere um conhecimento militante inócuo baseado somente numa visão diminuta de mundo; ao mesmo tempo em que cria no aluno a sensação de onipotência, onde seus atos, ainda que violentos e criminosos encontram-se amparados pelos afagos ideológicos que os sustentam perante a opinião pública. Para o socialismo, é bom lembrar, o que importa é o fim a ser alcançado e não a validade ética dos meios utilizados. Prova disso é a professora Marcia Friggi que foi agredida com socos em Santa Catarina por um de seus alunos; ela abertamente defendeu a atitude da estudante Alana Gabrielle de Oliveira que, poucos dias antes da agressão sofrida por ela, havia jogado um ovo no deputado federal, Jair Bolsonaro; obviamente que a ovada é bem diferente de um soco, e que, guardando devidamente a proporcionalidade dos casos, a ovada também é um tipo agressão. Se fosse a professora Marcia Friggi a levar a ovada não teria sido uma agressão? Longe de mim defender o deputado Bolsonaro, minhas opiniões sobre ele, aliás, são bem desfavoráveis; no entanto, a coerência ainda é um bem a ser preservado diante de minha consciência individual. E, antes que acusações me sobrevenham, eu não considero Marcia Friggi a culpada, óbvio que não é. Eu a considero tão vítima quanto um jovem islâmico que foi coaptado por uma mentalidade religiosa e política que o embebedou numa ideologia extremista e ilusória. Marcia Friggi só defende tal aparato ideológico, pois um dia ela mesma foi uma aluna doutrinada no sistema que acima denuncio.

Sob essa pedagogia amorfa, os docentes incutem nos jovens os anseios revolucionários que constantemente se transformam em ações violentas e criminosas; entretanto, quando um aluno joga um livro no rosto da professora e depois lhe soca o supercílio, ele está justamente exercendo seu dever de revolta contra o status quo que representa o docente dentro da sala de aula. É a prática daquilo que lhe é ensinado, é o estágio para os Black Blocs ou o MST.

Ou seja, reclamar do aluno agressor, sob a perspectiva revolucionária, é uma hipocrisia latente dos socialistas. Ora, a revolução sempre supõe a quebra de leis e destruição de certas propriedades e paradigmas; o aluno, instigado pelo impulso imoral que lhe foi transmitido, atacou a sua professora perante os aplausos da plateia revolucionária. Não à toa dizem que a revolução devora seus filhos.

Como se lia nos manifestos dos “black blocs” em 2013: “não se fazem omeletes sem quebrar ovos”, aludindo que a revolução requer que coisas sejam quebradas, como as vidraças na Av. Paulista ou faces de docentes. Dirão, porém, que o ato do aluno não foi revolucionário, mas criminoso; aí eu pergunto: qual exatamente é a diferença dos atos revolucionários dos socialistas e os atos tradicionalmente criminosos?

É deplorável a situação de uma professora ter seu supercílio aberto por um aluno criminoso; mas numa análise mais crítica e sincera, devemos ser frios e realistas, isso é consequência imediata de anos e mais anos de ideias parvas que relativizaram princípios basais da sociedade. Diariamente disseram aos jovens que a moral ocidental é uma opressão e um meio de escravidão, mas depois que eles agem de maneira rude e criminosa irão condená-los por não possuírem justamente a consciência moral que lhes fora negada? Relativizaram tudo, desde o valor intrínseco da vida fetal, até as bases hierárquicas de uma escola; agora se espantam com a ética imbecil que nutriram décadas a fio nas mentes juvenis?

O problema da retirada da hierarquia do meio social é esse: quando se quer evocar a posição e respeitabilidade de uma pessoa ou profissão, quando se quer proclamar uma injustiça ou uma imoralidade na sociedade, essa reivindicação encontra os risos irônicos daqueles jovens que aprenderam que nada está acima deles, que eles não devem satisfação a ninguém.  Criamos uma geração que aprendeu que não há limites para seus apetites, desejos e vontades; que não são eles que devem arcar com as consequências de seus atos. Internalizaram nesses jovens a justificativa de seus fracassos. Eles agem de maneira parva por mil motivos: ambiente degradado, opressão capitalista, mau tratamento familiar, uma bronca que ele tomou aos 4 anos e internalizou no inconsciente, uma nota tacanha que lhe frustrou profundamente na 2ª série, um sorvete que lhe foi negado aos cinco anos; enfim, tudo justifica os seus atos vadios, menos os seus caracteres vazios e transviados, menos as suas inépcias em assumir os seus erros de maneira honrada. Aliás, o que seria a “honra” senão uma expressão moral da burguesia?

Os intelectuais ensinaram aos jovens que seus crimes não são culpa deles, e sim da sociedade que assim os formaram. Agora essa mesma corja de “inteligentinhos” se espanta com as barbáries advindas de suas teorias. Quem planta mandioca não colhe morangos.