Editoras adeptas do “mimimi” contratam “leitores sensíveis” para censurar livros

O século XXI é, definitivamente, o século dos ofendidos. A ditadura do politicamente correto segue em sua marcha totalitária, pronta a demolir tudo o que afrontar o mimimi.

A Folha de São Paulo, com o viés progressista que a norteia, publicou a seguinte matéria, assinada por Amanda Ribeiro Marques:

A sensibilidade dos tempos de causas identitárias gerou uma profissão no mercado editorial: o “leitor sensível”.

Surgido nos países de língua inglesa e atuando ainda de forma incipiente no Brasil, o “sensitivity reader” é, normalmente, um integrante de grupos sociais contratado para apontar, ainda no manuscrito, conteúdos que possam provocar pressões e boicotes.

A maioria se qualifica por características como cor da pele, nacionalidade, orientação sexual, vícios, histórico de abuso sexual e problemas psiquiátricos. Parte tem formação literária, mas importa pouco. O principal é a experiência pessoal, que permite identificar conteúdos suscetíveis a afrontar minorias.

Retomo:

É ou não é a Era da Frescura?

São tempos em que prevalecem gente de mente fraca. Uma soma de frouxidões, que englobam a paterna, a pedagógica e a governamental. Por essas e outras vivemos numa época em que marmanjos de quarenta anos querem se portar como adolescentes, e que há associações mimizentas de tudo quanto é coisa para publicar nota de repúdio e dizerem-se ofendidos por tudo o que se pronuncia ou se publica.

São muitos sentimentos aflorados… Muita desocupação física e mental de turbas de mimadinhos que, na falta de outras coisas para fazerem, se ocupam de se ofender.

Espero que esse “movimento” seja imediatamente repudiado pelas principais editoras brasileiras e pelos escritores. Que o desassossego próprio dos artistas, muitas vezes tão “engajados”, não permita que aceitem que a censura venha já no prelo.

Este tipo de postura é sim preconceituosa, racista, segregativa. A esquerda alimenta o ódio que ela mesma se propõe a combater, pois precisa da narrativa de ódio e persecução para subsistir como a defensora de grupos que não precisam e nunca precisaram de sua proteção.

Schumpeter disse que a primeira coisa que um homem fará pelos seus ideais é mentir.

A mentira, para a esquerda, não é erro, é necessidade da causa.

Ou enfrentamos o mimimi e o politicamente correto ou ele nos soterra. Nossa abstenção, ante seu avanço, não representa nada menos que uma derrota assumida.

Por Renan Alves da Cruz

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