Não consigo apoiar a greve dos caminhoneiros

Em seu sexto dia seguido, a greve dos caminhoneiros tem afetado a vida de milhões de brasileiros. E mesmo assim, a população tem demonstrado se não um apoio efetivo, ao menos uma simpática compreensão.

O problema é que pouco se sabe sobre a pauta de reivindicações dos grevistas. Na verdade, são tantas que talvez nem os próprios grevistas devam saber por qual objetivo concreto estão em greve.

As reivindicações vão desde redução do diesel ao valor do frete que as empresas pagam aos motoristas, mas também há aqueles que reclamam do valor do pedágio e ainda, tem os que querem simplesmente fazer campanha.

“Começou com os autônomos. Mas como a situação está ruim para todos, as empresas (e os motoristas contratados por elas) também aderiram. E aí surgem várias associações, várias pessoas querendo representar. Tem também alguns que são pré-candidatos (às eleições de 2018)”, diz o caminhoneiro Ivar Schmidt, um dos principais líderes dos protestos de caminhoneiros de 2015, que afirma não estar à frente das movimentações atuais. 

Já nas manifestações de 2015, ocasião em que a greve dos caminhoneiros não provocou tanto estrago, escrevi o artigo Protesto dos Caminhoneiros e a aposta na política errada nele, observei o seguinte:

Honestamente, não sou a pessoa mais indicada a falar favoravelmente a qualquer tipo de greve. Não porque eu seja contra as reivindicações de melhorias de trabalho, mas, porque sei que a grande maioria dos sindicatos no Brasil, são franjas do petismo, e sabemos no que isso dá. Quando não são franjas do petismo, as associações sindicais têm ao menos dois outros pecados: Carrega uma visão corporativista, o que nem sempre é bom e enxergam o Estado como principal solucionador dos seus problemas, deixando, porém,  muita das vezes, de exigir do Estado aquilo que realmente deveria ser exigido.

Acrescentei ainda

Trata-se de um protesto cuja questão central são as condições de trabalho dos caminhoneiros? Pelas reivindicações noticiadas pela Folha, sou mais uma vez, obrigado a discordar. Por quê? Oras, o setor está pedindo mais e mais regulações do Estado, quer a intervenção pesada do governo. Uma ajudinha aqui e outra acolá. No fim, isso em nada contribuirá para a melhoria das condições de trabalho do setor.

Aquele contexto político era diverso do atual, quando o atual governo já vive clima de fim de feira. O que indica não ter mudado é a natureza dos protestos.

Em excelente editorial do jornal conservador Gazeta do Povo, somos levados a refletir sobre certos direitos que todos possuímos em uma sociedade democrática,

Não se nega que os caminhoneiros autônomos, quem primeiro levantou a voz sobre os preços do diesel, possam ter razão em algumas de suas reivindicações. Talvez a política de reajuste quase diário dificulte o cálculo do frete em um mercado já fortemente onerado e depreciado pelo aumento da oferta, decorrente da política de subsídios do governo Dilma Rousseff (PT). Entende-se que as pessoas estejam bravas, que a retomada da economia patine, mas há um sem-número de alternativas legítimas para defender as próprias pautas em uma democracia.

E finaliza de forma brilhante,

Os caminhoneiros rejeitaram a redução apenas da Cide proposta pelo governo federal, rejeitaram o gesto de boa vontade da Petrobras, que diminuiu o valor do diesel em 10% por 15 dias, rejeitaram a aprovação do fim do Pis/Cofins pela Câmara e agora parecem ter rejeitado a proposta de ontem. Prometem suspender o movimento apenas se o Senado aprovar o pacote da Câmara e o presidente Temer o sancionar. Não cedem um milímetro em suas reivindicações e fazem ouvidos moucos ao chamamento à razoabilidade. Confirmam, assim, que seu movimento nunca teve nada de democrático. Pelo contrário, é mais do velho autoritarismo e do corporativismo à brasileira.

Diante dos motivos expostos, não consigo apoiar a greve dos caminhoneiros.  Além disso, prezo pelos meus direitos, de ir e vir e isso me leva a ser  solidário àqueles que não aderiram à greve e que gostariam, mas tiveram esse direito suprimido de forma autoritária, de continuar trabalhando.

Por Jakson Miranda

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No dia do Trabalho, Temer aumenta Bolsa Família

Atualmente, o Brasil do fome zero e do Bolsa Família, conta com mais de 13 milhões de desempregados. É uma multidão que não enxerga nenhuma expectativa de futuro a curto prazo. No famoso dia do trabalho, restará a esses desempregados sonharem com um trabalho… ou com o benefício do Bolsa Família.

Depois de uma mini reforma trabalhista que não alterou o quadro da geração de empregos, esperava-se que o presidente Michel Temer viesse em rede nacional e emitisse ao menos algumas palavras de esperança a esses treze milhões de desafortunados.

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Nossa proposta de Reforma Política

Joaquim Barbosa é de esquerda. É só isso que sei!

No mundo ideal, talvez o presidente anunciasse alguma medida digamos mais radical, como por exemplo, a redução do papel do Estado na economia para assim, deixar as empresas e empresários mais confiantes em investir no país.

No mundo real, no entanto, tudo indica que o presidente anunciará mesmo é mais um aumento do Bolsa Família.

O presidente Michel Temer (MDB) vai aproveitar o feriado do Dia do Trabalho, no 1º de maio, para anunciar um reajuste do programa Bolsa Família. Trata-se do segundo reajuste na conta do benefício desde que Temer chegou ao Palácio do Planalto, em maio de 2016. A previsão é que o reajuste fique próximo à reposição da inflação de 2017, algo inferior aos 3%. Em miúdos, significa que o poder de compra será apenas mantido. Mas para o governo o que importa é o simbolismo. 

Se você não tem emprego, meu amigo, não se preocupe e não acorde cedo para procurar um. Recorra ao Bolsa Família.

É o Estado onerando ainda mais o trabalhador para manter sua forte presença na economia. É mais uma vez, a prática da sabia verdade de que o Estado nos amputa uma das pernas, ou as duas, e nos presenteia com um par de muletas.

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Por Jakson Miranda

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As diferenças entre os nossos políticos e os da Noruega

Na Noruega, país com o maior IDH do mundo, os políticos não são remunerados.

Os que gostam de soluções fáceis para problemas difíceis já sacariam da cartucheira a certeza: “oras, então tiremos o salário dos nossos políticos para virarmos uma Noruega.”

Porém, se você tiver alguns neurônios, nem precisa muitos, somente alguns a mais que o Tico Santa Cruz, por exemplo, você com certeza será capaz de entender que aqui por nossas bandas o buraco não faz verão, ou, se preferir, uma andorinha só fica muito mais embaixo, para aglutinar alguns de nossos ditados.

O Brasil não será Noruega a despeito do que fizermos com o salário dos políticos.

Cortar o salário seria uma boa solução?

João Dória, por exemplo, se tornou prefeito de São Paulo, mas não fica com o ordenado que recebe. É um homem rico, empresário consolidado, para quem o valor é ninharia. Desde que empossado doa o salário, já que não pode se recusar a receber.

A lógica do político não assalariado é esta: atrair homens de situação financeira resolvida, que tenham gana ou talvez vaidade de se sobressair na função de gestor público. Figuras que, economicamente plenas, sejam menos cobiçosas às corruptelas nossas de cada dia.

Mas até que ponto, num país como o Brasil, isto seria crível? Será que teríamos quadros suficientes para preencher todos os espaços da vida pública com sujeitos encerrados em tal situação?

Quantos empresários de sucesso teriam condição de largar seus negócios e se dedicar pro bono ao serviço político, sem interesse de se locupletar?

Como isso se daria nas cidades pequenas? Haveria cidadãos locais em todos os municípios com tais requisitos e com abnegação suficiente para assumir a responsabilidade, tanto no caso de prefeitos quanto de vereadores?

Ou somente estaríamos aditivando a corrupção, com os políticos tomando propina de cada contratinho fechado, da mais vistosa obra viária ao edital de cuidado com arborização… um pouquinho de cada um, para compensar, pois sabe como é, né… Nem relógio trabalha de graça…

A solução então seria continuar pagando os salários e os benefícios colossais aos políticos?

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Salário dos políticos: quanto deveria ser? 

Saiba quanto os deputados torram por dia em verbas de gabinete 

Há quem defenda que parar de pagar os políticos afastaria o interesse de bons quadros intelectuais de se envolver na política… Ou seja, o nível pioraria…

Entretanto, há de se pensar. Há como o nível piorar?

A classe política brasileira recebe salários exponenciais e benefícios surreais. A verba destinada a sustentar a paquidérmica política brasileira é estelar.

E mesmo assim eles continuam roubando!

Ou seja, temos medo de parar de pagar os políticos e eles roubarem por isso.

Mas estamos pagando uma fortuna e eles estão roubando mesmo assim.

Será que isso tem a ver com o fato de o Brasil ser Brasil e a Noruega ser a Noruega?

Penso que políticos devem receber um bom salário, que seja suficiente para exercerem a função sem roubar. Mas os benefícios são exagerados. Deveriam ser revistos.

Mas isso jamais acontecerá, pois quem votaria a proposta de redução seriam os próprios políticos…

Uma redução drástica dos penduricalhos seria essencial, assim como o fim da aposentadoria especial. Político sequer deveria se aposentar em função do cargo, já que se candidatar é uma opção volitiva. A aposentadoria deveria ser restrita ao trabalho original do proponente.

Quem não achasse justo que não se candidatasse.

A aposentadoria especial para políticos é uma excrescência.

O judiciário também precisaria de uma revisão severa nos rendimentos, que acabasse com os penduricalhos e os auxílios clamorosos, mas esta abordagem para fica para outro artigo.

Mas o que resolveria mesmo o caos político do país  – perdoem o clichê – seria acabar com a maldita impunidade. Político condenado por corrupção tinha de ser preso e excluído vitaliciamente da vida pública.

Assim como o estuprador pensaria duas vezes antes de estuprar e o ladrão antes de roubar se as penas fossem mais severas e cumpridas, o político pensaria duas vezes antes de roubar.

Aí só entrariam mesmo os que estivessem cientes e satisfeitos com o bom salário que a carreira política proporciona.

Isto irá acontecer? Não.

É só olhar para o nosso STF, para os políticos e para o POVO QUE OS ELEGE, que temos esta certeza.

Quem sabe num futuro longínquo…

Não estarei aqui para ver, a não ser que a criogenia avance bastante nos próximos anos, mas deixo minha torcida.

Quem sabe um dia, muito muito distante, os noruegueses queiram descobrir qual o segredo de sucesso do Brasil.

 

Por Renan Alves da Cruz 

 

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Saiba o que o esquerdismo quer de você e porque não descansará até conseguir!

Para aquele que entende pelo menos o bê-a-bá da ideologia política, há a disposição um vasto dicionário de adjetivos para qualificar o pensamento e a veia prática do esquerdismo.

Psicopatia, mentira, falsidade, imoralidade, destruição, segregação são alguns destes termos.

Mas confesso que a palavra que mais associo à esquerda é HIPOCRISIA.

Não há nada mais esquerdista do que exigir, verberar, reivindicar – e quantos verbos semelhantes você quiser utilizar – dos outros aquilo que o próprio não faz.

Esta é a essência máxima do pensamento de esquerda: a consideração de posse de um suprapoder de imposição de normas que devem ser seguidas por todos os outros, exceto por quem as impõe.

O ativista/pensador/militante de esquerda sempre mira que suas ações são em defesa do povo, e que este povo não quer tal defesa porque foi alienado e não sabe do que e de quem precisa ser defendido… Assim, cabe às sumidades decidir quais são as causas e determinar que todos os outros as sigam, para o seu próprio bem.

E é claro que esse sistema, que atesta ser igualitário, SEMPRE cria uma casta privilegiada, cujo padrão de vida causa inveja aos paxás, enquanto o restante dos “defendidos”, no caso 99,99% da população é ostracizada.

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Ser de esquerda é ser hipócrita 

Esquerdistas: os masoquistas do bem 

Assim, o esquerdismo sempre defenderá uma sociedade ideal na qual todos serão iguais, mas essa igualdade será restrita aos outros. Os proporcionadores da revolução estarão acima, para cuidar de tudo, já que trazem a nobreza embainhadas consigo.

É por isso que o esquerdista passa a vida defendendo que todos dividam suas posses, mas ele nunca reparte as dele; é por isso que ele verbera a necessidade da tomada dos meios de produção, desde que, claro, os meios de produção tomados não sejam os dele.

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É por isso que o MST só invade as terras que lhes convém, e nunca as fazendas imensas de quem lhes apoia a causa.

Porque, na verdade, o objetivo não é realizar uma reforma agrária indistinguível, mas sim, atacar alvos específicos.

Os muitos alqueires dos aliados não interessam aos sem-terra.

Também é devido à hipocrisia que o esquerdista não abre mão de sua herança, nem de deixar seus bens para sua família, mas quer que todos nós o façamos.

Bem como abominam a meritocracia, a não ser quando o mérito é deles…

É por isso que o esquerdismo nunca funcionou e não funcionará. Ele não entrega o que promete. Sempre cria uma elite superior que oprimirá quem está abaixo, mesmo que esta opressão seja travestida de realização do bem, mesmo que seja em nome da igualdade ou de qualquer outra palavra bonita.

Todo esquerdista é, portanto, um tirano em potencial, querendo lhe impor aquilo que ELE acha que é o melhor para você (e principalmente para ele), sob pena de morte caso você discorde.

Por Renan Alves da Cruz 

Saiba quanto os deputados torram POR DIA em verba de gabinete

Os deputados brasileiros torram uma fortuna diária com suas verbas de gabinete.

E é importante que você saiba quanto é este montante, afinal é VOCÊ que está pagando!

Respire fundo e se prepare. Evite pensar nas suas contas a pagar, nos boletos a vencer e na conta beirando o limite bancário. Não pense nisso agora, vá por mim, é melhor pra você!

Suas excelências, parlamentares brasileiros, gastam meio milhão POR DIA em verbas de gabinete.

POR DIA.

Lucio Vaz detalhou o direcionamento destes números absurdos em artigo publicado em A Gazeta do Povo:  

Despesas de deputados com combustível, aluguel de carros e aviões, passagens aéreas, divulgação, consultorias, hospedagem, alimentação, táxi, pedágio, enfim, tudo, já consumiram R$ 1,5 bilhão dos cofres públicos desde 2009, quando foi criada a “cota para o exercício da atividade parlamentar” – mais conhecida como “verba de gabinete”. Em oito anos, os deputados gastaram, em média, R$ 515 mil por dia.

O R$ 1,5 bilhão é mesmo valor que foi empenhado (reservado) este ano no programa Minha Casa, Minha Vida para atendimento a famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil. Só nesta legislatura, os gastos dos deputados somaram R$ 522 milhões. O valor mensal da cota é definido de acordo com o estado de origem do parlamentar – quanto mais longe de Brasília, maior é a verba.

As maiores despesas no atual mandato foram com divulgação parlamentar e passagens aéreas: R$ 123 milhões e R$ 122 milhões, respectivamente (veja infográfico no fim deste post). Desde 2009, os dois itens superam a cada dos R$ 300 milhões. As passagens são necessárias porque permitem o deslocamento dos parlamentares dos seus estados até Brasília. Para a divulgação das suas atividades, eles contratam produtoras de vídeos, agências de publicidade, pagam cotas mensais a veículos de comunicação e blogueiros, imprimem jornais, cartilhas.

Apenas uma produtora de vídeos, a Incine Vídeo Web, já faturou R$ 2,3 milhões nesta legislatura, em contratos com 24 deputados. A sede da empresa, no Setor Comercial Sul de Brasília, ocupa duas salas com cerca de 30 metros quadrados cada (veja vídeo abaixo). Ali trabalham editores de vídeos, videografistas, editores, produtores. Cinco equipes de TV estão permanentemente no Congresso. No total, são 32 profissionais. Eles acompanham os parlamentares nas comissões, plenário e até em audiências nos ministérios. A empresa também atende emissoras de TV regionais e associações de classe. A empresa Nacom, do mesmo ramo, faturou R$ 1,2 milhão desde 2015.

O deputado que mais gastou com a divulgação do seu mandato foi o líder do PRB, Cleber Verde (MA), um total de R$ 770 mil. A maior parte – R$ 289 mil – foi investida no jornal Folha do Trabalho, distribuída no seu estado com matérias de vários parlamentares (veja foto abaixo). Além desse produto, a empresa oferece um folheto informativo individual para os parlamentares. De 2009 até hoje, a divulgação das atividades do deputado já custou R$ 1,85 milhão aos cofres públicos.

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) gastou R$ 1,58 milhão no mesmo período, mas com outro foco. Todo o dinheiro foi gasto com duas gráficas: a Balcolor (R$ 940 mil) e a Três Pontas (R$ 612 mil). “Eu imprimo cartilhas com o Estatuto do Idoso. É a minha área de atuação”, explica o deputado. Ele atua junto a aposentados, que preferem o material impresso a mensagens pela internet.

Nas despesas com passagens aéreas, a liderança neste mandato é de Paulo Pereira da Silva (SD-SP), com R$ 688 mil, e desde 2009 é de Wladimir Costa (SD-PA) – o deputado que tatuou o nome do presidente Michel Temer no braço –, com R$ 1,5 milhão. Entre as empresas aéreas, a TAM lidera no faturamento geral, com R$ 139 milhões – 9% do total da verba de gabinete –, seguida pela Gol, com R$ 102 milhões.

Leia também: Salário dos políticos, quanto deveria ser? 

O deslocamento dos deputados nos estados acontece por terra, água e ar. O aluguel de carros consumiu R$ 69 milhões na atual legislatura. Mais R$ 43,8 milhões foram gastos com combustível. Flaviano Melo (PMDB-AC) foi quem mais gastou com combustível: R$ 171 mil. Givaldo Carimbão lidera o fretamento de veículos, com R$ 316 mil.

O aluguel de aviões gerou gastos de mais R$ 7,3 milhões neste mandato. Quem mais gastou nesse item foi Átila Lins (PSD-AM), com R$ 701 mil. Considerando despesas feitas a partir de 2009, quem mais faturou foram as empresas Tope Line (R$ 951 mil) e a Ceará Táxi Aéreo (R$ 912 mil).

O fretamento de embarcações custou apenas R$ 107 mil na atual legislatura e R$ 455 mil desde 2009. O maior usuário foi o Delegado Éder Mauro (PSD-PA), com R$ 66 mil. Gastou R$ 44 mil com sete locações da lancha Focker 280 de Jerre Adriano.

Os deputados não deixam escapar nada. Tiveram reembolsos de R$ 2,88 milhões com despesas de táxis, pedágio e estacionamento. Quem mais faturou – R$ 691 mil – foi o Centro de Gestão de Meios de Pagamentos, que gerencia pagamentos a concessionárias de rodovias e estacionamentos em nove estados. O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) gastou R$ 62 mil com a Sipetaxi DF – empresa que recebeu um total de R$ 631 mil de deputados entre 2009 e 2017.

A manutenção de escritórios de apoio nos estados é outra despesa pesada. Foram R$ 57 milhões nesta legislatura e R$ 156 milhões desde 2009. O campeão de gastos é Vinícius Gurgel (PR-AP), com R$ 509 mil. Na terceira posição aparece outro deputado do Amapá, André Abdon (PP-AP), com R$ 455 mil. Uma coincidência entre os dois: eles alugaram imóveis de candidatos a vereador e prefeito nas eleições de 2016. Gurgel gastou R$ 439 mil com a locação de casas de aliados políticos, enquanto Abdon teve uma despesa de R$ 146 mil.

Edenilton Pereira aluga uma casa para Gurgel na Avenida Castelo Branco, nº 525, no centro da cidade de Ferreira Gomes (AP). Como as locações começaram em 2011, ele já recebeu R$ 144 mil do deputado. O aluguel está em R$ 3 mil. No ano passado, Edenilton, registrado como “Giro” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi candidato a prefeito pelo PR no município, mas acabou renunciando.

Rômulo Nascimento foi candidato a prefeito em Porto Grande (AP), também pelo PR, e conseguiu 2.320 votos, mas ficou apenas na terceira colocação. Ele aluga um imóvel para Gurgel desde março de 2013 no valor de R$ 5 mil – o suficiente para alugar um apartamento de três quartos no Plano Piloto em Brasília. O imóvel de Rômulo fica na Rodovia Perimetral Norte, nº 1.942, salas A, B e C, em Porto Grande. Somando os aluguéis de 2011 e 2012, de menor valor, o total pago pelo deputado pelas locações chega a R$ 275 mil.

Maraína Martins, eleita vereadora pelo PR em Macapá (AP), com 4.707 votos, recebeu R$ 20 mil de Gurgel pelo aluguel de uma casa em 2015 no valor de R$ 2 mil.

Rômulo Nascimento também alugou uma sala (H) para André Abdon, por R$ 2 mil, entre fevereiro de 2015 e outubro de 2016 – justamente o mês da eleição – no mesmo endereço do imóvel locado para Gurgel. Recebeu um total de R$ 42 mil.

O deputado Abdon também alugou imóvel de Rarison Santiago (PRP), vereador mais votado em Santana (AP), pagando um total de R$ 60 mil, no mesmo período, até outubro de 2016. Por coincidência, o deputado alugou uma casa de Alzivan Alves (PRP), eleito vereador em Ferreira Gomes, com término do contrato no mês da eleição. Foram cinco meses de locação num total de R$ 15,5 mil.

A candidata a vereadora Irmã Joelma (PP) alugou imóvel para o deputado em Laranjal do Jari (AP), entre fevereiro de 2015 e junho de 2016. Fez apenas 79 votos e não foi eleita. Mas é grata a Abdon, como demonstra constantemente nas redes sociais.

Questionada sobre o aluguel de imóveis de vereadores, a assessoria de Abdon limitou-se a responder que “esses aluguéis já tiveram seus contratos encerrados ano passado. Nenhum está mais em vigência”. Gurgel não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.

Os dados sobre a “Cota para o exercício da atividade parlamentar” estão disponíveis na página da Câmara na Internet. Mas o portal não permite fazer totalizações. Os dados desta reportagem foram obtidos com a utilização de filtros e buscas disponibilizados pela ONG Operação Política Supervisionada (OPS), que fiscaliza os gastos realizados com as verbas de gabinete da Câmara e do Senado.

A OPS conta com a ajuda de colaboradores, espalhados pelo Brasil, para o levantamento de informações necessárias para a conclusão de fiscalizações, como por exemplo, o envio de fotos de endereços suspeitos em diversas cidades do país. O trabalho de fiscalização é coordenado por seu fundador, Lúcio Batista, o Lúcio Big.

Segundo relata Big, já foram economizados mais de R$ 5,5 milhões do dinheiro público graças a estas fiscalizações e às exigências feitas diretamente aos parlamentares para que devolvam o dinheiro público indevidamente utilizado.

Retomo: 

Os números informados por Lúcio Vaz são avassaladores. Inquestionáveis. Temos uma verdadeira máquina de torrar dinheiro que funciona a todo vapor, sem pausa. A cada dois dias vão um milhão, a cada quatro dias vão dois milhões, a cada semana três milhões e meio!

E não para!

É por isso que o Brasil é assim.

Assim como?

Assim…

Por Renan Alves da Cruz 

Vagas exclusivas para mulheres em Confins… Qual a lógica?

Leiam o que Rodrigo Constantino publicou em seu blog e vejam se não é estarrecedor o que se passa no Brasil atual:

 

Um leitor me mandou uma foto de uma vaga reservada para mulheres no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, assim como a troca de mensagens que teve com a empresa responsável pela gestão. O que fica claro é como as empresas, sob a ditadura do politicamente correto, estão tendo de agradar às “minorias” e ceder diante da pressão de sua agenda, mesmo que não sejam capazes de explicar com coerência as medidas que adotam. Vejam e tirem suas próprias conclusões:

Pois é. No afã de atender aos seus “diversos públicos”, corre-se o risco de esquecer a… maioria. Visando a comodidade das mulheres, a administração criou um benefício sexista, que talvez nem mesmo feministas “raiz” curtam. Afinal, por acaso mulher precisa de regalias?

Não me levem a mal: sou a favor do cavalheirismo. Acho até que homens poderiam carregar as mulheres no colo! Mas daí a criar um espaço reservado no estacionamento para “elas”, usando essa explicação esfarrapada, e depois ainda afirmar que não há exclusividade, isso já é demais da conta.

Na era das “minorias oprimidas” poderosas, cada grupo que diz representar uma categoria de “vítima” vai pleitear seu privilégio, e todos – estado e empresas – terão de ceder. Haverá vagas para índios, negros, gays, trans e toda a comunidade LGBTXYZQT.

Um mosaico de vagas em arco-íris, tomando conta do estacionamento inteiro. E lá no final, fora praticamente do estacionamento, o desgraçado do homem branco cristão terá de deixar seu carro, que é para aprender a nunca mais ser o vilão da humanidade!

Itaú Cultural esquerdando loucamente

Que coisa este Itaú Cultural, hein!

Sou de Humanas. Farejo um texto escrito por um esquerdista patético de longe. Pela primeira frase, na verdade, já é possível determinar o grau. Sempre os mesmos clichês e jargões, geralmente acumulados em sequências ininteligíveis.

Quanto mais pretensioso e ilógico, mais patológico é o grau de esquerdismo.

Já havia escrito sobre essa faceta da esquerda no artigo A Paranoia da Esquerda Tapada, mas vou te contar uma coisa: o escritor dos textos do Itaú Cultural é de outra galáxia!

Quer exemplo mais típico de esquerdismo: Trabalhar para a mais capitalista das instituições, um banco, ganhando bastante do vil capital para, sob a máscara da cultura, odiá-lo.

Deve ser dura a vida de quem ganha capital para falar mal de quem ganha capital.

O blog Politicamente Incorreto elencou alguns dos textos trazidos à vida pelo Itaú Cultural num catálogo de exposição. Olhem o nível da piração:

A globalização do modelo econômico neoliberal, sob a égide do capital financeiro, e os sistemas oligárquicos, com seus desdobramentos corporativos, promovem a concepção das cidades como mesoesferas de governação nas quais a desterritorialização é força motriz dos processos urbanos. As artérias desses organismos agigantados das megalópodes irrigam o funcionamento dos meios maquinais de produção, levando e trazendo oxigenação das periferias para o centro, em uma lógica que tem o acesso restrito à mobilidade urbana como impeditivo primeiro à continuidade da pulsação vital.

A superposição dos circuitos legais aos ilegais, assim como as violências que se mobilizam, configura outro aspecto constitutivo da governabilidade neoliberal: as políticas do medo, que têm por objetivo controlar a conduta das pessoas. (Observatório Itaú Cultural, edição 22)
*
Cada fragmento determina as relações entre o público e o privado, assim como entre o legal e o ilegal, segundo um critério de conveniência bastante flexível. Tal relativa autonomia, que não exclui a responsabilidade do conjunto nem do poder central, faz parte dos acordos entre as elites, mas também da incapacidade do Estado para administrar uma crescente complexidade.(Observatório Itaú Cultural, edição 22)
*
Precisamos de uma inicial e rápida formulação a respeito da linguagem e do uso de assertivas formais (teorias, modelos e tipos) no processo de análise de políticas públicas. Usar as narrativas como método é diverso de tomar tudo como narrativa, usar dados estatísticos como recurso analítico é diverso de tomá-los como medidas-limite de relações sociais, fazer contas ou usar proporções numéricas nem sempre é usar teorias econômicas, mas tudo isso envolve o uso de linguagens com estruturações e procedimentos específicos.(Livro “Políticcas Culturais: conjunturas e territorialidades”, 2017)

Retorno: 

Entendeu algo?

Não? Bem vindo ao clube.

Terminologia de esquerda não existe para fazer sentido. É forma de congraçamento interno e etiqueta de identificação entre os próprios participantes da seita.

É para mostrar que não se venderam para a elite opressora.

Mesmo que quem coloque o pão na mesa sejam os banqueiros.

Por Renan Alves da Cruz

 

 

 

Neymar merece cada centavo que recebe

Me esquivei de escrever sobre a venda do Neymar, mas o assunto me perseguiu…

Não produzirei, no entanto, nenhum grande tratado… É mais uma nota de opinião do que um artigo.

Neymar foi jogar no Paris Saint Germain, na maior contratação da história do futebol. As cifras chegam quase ao nível da incalculabilidade. São cerca de 4 reais por segundo, ou coisa parecida.

O que não faltou nestes dias foi gente lamentando o absurdo que é pagar isso para um jogador de futebol e todo aquele blablabla que você conhece… E os cirurgiões? Professores ganhando pouco enquanto ele está milionário? E os policiais? Bombeiro sim que é herói e deveria ganhar isso e etc!

Como se professores ganhassem pouco porque o Neymar ganha muito! Como se houvesse uma quantidade pré-estabelecida de recursos com destinação estanque, de modo que para dar mais para o Neymar eu teria que tirar dos professores ou policiais, ou bombeiros.

Professor ganha pouco sim. A culpa não é do Neymar. Meu apreço pelos policiais é indizível, embora tenha tentado verbalizá-lo um pouco no artigo Honrar e Interceder pela Polícia é um dever de todo cidadão, e creio que deveriam ganhar muito mais, só que isso também não é determinado pelo Neymar.

Não existe uma Taxa Neymar de aumento ou diminuição salarial no Brasil. Os problemas existem antes dele, e permanecerão depois que ele se aposentar, bilionário.

O que essas pessoas fazem é especial? Sim. Muito.

Mas não são únicas… Neymar é único. Você pode gostar ou não. Você poder achar o futebol digno dessa relevância ou não… Mas o fato é que é o esporte mais popular do mundo, e neste contexto, ele é o jogador mais valioso, pelo potencial esperado em relação a idade que possui e o talento que tem.

Aposto que você que critica o Neymar por sair do Barcelona pra ir ganhar um transatlântico de dinheiro a mais também deixaria sua empresa para outra se a mesma proporção de reajuste lhe fosse oferecida.

No Brasil, todo mundo fala como se fosse um faquir abnegado, satanizando quem comete a indignidade de gostar de ganhar dinheiro honesto.

O dono do clube francês é bilionário e quer comprá-lo. O Neymar é um profissional requisitado, cujo mundo totalitário dos progressistas abnegados não cassou ainda o direito de trocar de emprego para ganhar mais.

Guarde sua inveja. Engula seu despeito.

E que cada categoria profissional de grande importância permaneça, no uso dos meios legais, tentando obter maior valorização profissional/salarial.

Só não ache que quanto o Neymar ganha ou deixa de ganhar tem algo a ver com isso.

Por Renan Alves da Cruz 

 

O que fortalece o PT não é a queda de Temer, mas sua permanência

Partindo do pressuposto de que vocês, leitores, formulam suas posições políticas baseando-se em valores e ideais, e não em interesses próprios e conchavos, concluo que querem o melhor para o país.

Também é o que queremos.

Para tal, é preciso usar menos a emoção e os instintos, e um pouco mais o raciocínio.

Há muita gente que hoje decanta o governo Temer e o defende com unhas e dentes, mediante a alegação de que sua queda fortaleceria o PT e traria Lula de volta em 2018.

Entre os defensores desta tese há gente bem intencionada, calcada em princípios legítimos, mas do qual educadamente discordo. No mesmo balaio há também os novos chapas brancas, os porta-vozes do Planalto, os amigos de tucanos, que usam o espaço na imprensa para pagar favores aos poderosos. Estes empunham tal defesa pelos motivos mais ladinos.

Mas vamos a uma compreensão analítica desta ideia:

Este grupo entende que, mesmo enrolado nas delações e gravações, e mesmo tendo sido o líder maior do PMDB durante todo o período em que a corrupção abundou e o PMDB se fartou, tal qual o PT e o PP – como lembrou Jakson Miranda no artigo Lula e o PT não querem derrubar Temer – Temer deve ser blindado e isentado para concluir o mandato, levando adiante as reformas que o país precisa.

Esta visão, presumo, entende que a conclusão das reformas melhorará a economia e esta melhora refletirá no humor político do brasileiro.

Por outro lado, uma queda de Temer agora ressuscitaria a figura política de Lula, que se apropriaria do discurso de que todos são iguais e que com ele, pelo menos, havia comida na mesa. A grande massa cairia na lábia e Lula voltaria todo pomposo ao Planalto.

Se aplicarmos à hipótese um olhar analítico, fica fácil compreender a irrealidade desta previsão.

Em primeiro lugar, a recuperação da economia não pode ser garantida com prazo especificado. Quem poderá dizer que as coisas se estabilizarão antes das eleições de 2018? O cenário econômico precisaria ser alentador para que isto fosse tomado como um ponto crucial na análise.

Além disso, para manter o cargo, Temer está negociando flexibilizações das reformas. Como garantir que elas realmente impactarão a economia, se é impossível prever de que forma serão – ou mesmo se vão ser – aprovadas?

Sobre a ascensão de Lula, o contexto é ainda mais claro. É só analisar seu capital político sob a hipótese de queda e a de permanência.

Sim, se Temer cair, o PT usará a tese do golpe para defender que foi ilegitimamente apeado do poder, mas terá um inimigo ferrenho a combater neste caso: a percepção popular de que o partido praticou corrupção e que faz parte da “farinha do mesmo saco” em que estão todos os outros.

A ideia de que todos  serem tratados como corruptos fortalece o PT pode funcionar em alguns recônditos mais lulistas do país, mas até agora não demonstrou prova de que sustentaria uma eleição.

“Mas Lula aparece em primeiro lugar nas pesquisas”, alguém pode argumentar.

E é aí que está em ponto. LULA APARECE EM PRIMEIRO JUSTAMENTE PORQUE A BLINDAGEM A TEMER REFORÇA O SENTIMENTO DE QUE HÁ UMA ELITE PROTEGIDA NO PAÍS!

É isso o que o PT quer. Se Temer cair, o PT vai usar a queda a seu favor, mas é muito melhor pro partido que ele permaneça. Para que, com toda a cara de pau que lhe é peculiar, Lula diga que a elite política brasileira tirou o PT do poder alegando corrupção, mas protegeu suas velhas raposas, com uma mãozinha do STF, outra do PSDB, e etc.

A tese preferida do PT, a da conspiração das elites, ganhará força.

Sim, e chegaremos a 2018 com Temer no governo, as reformas acontecendo (ou não) e Lula, se não for tornado inelegível – e hoje não é possível saber se isso acontecerá – poderá estar surfando num discurso de vitimismo, que é o seu preferido, com o jeito velhaco de sempre, “provando” com “fatos”, que houve um grande golpe para tirar o PT do poder sob alegação de corrupção, mas que os perpetradores do golpe, também corruptos, se blindaram.

E aí, Lula, calejado neste tipo de enfrentamento, ganhará musculatura para disputar para valer em 2018.

Não é a queda de Temer que pode ressuscitar Lula, mas sua permanência.

Por Renan Alves da Cruz

Cabe ao Estado repassar verbas para escolas de samba?

Você percebe que no Brasil as coisas beiram o surreal, quando descobre que até escolas de samba recebem uma “ajudinha” do governo.  Não precisamos dizer que o Estado brasileiro é demasiado grande, presente em quase todos os setores da sociedade.

Também não precisamos mencionar os inúmeros problemas que o Estado brasileiro, por conta do seu gigantismo irresponsável, não consegue resolver. Saúde, educação, segurança, infraestrutura e por aí vai.

Some-se à irresponsabilidade de um Estado perdulário, a corrupção endêmica. O mensalão e o petrolão são os exemplos mais citados, mas não os únicos. Por aqui, é raro não se criar dificuldades a fim de vender facilidades. É o jeitinho brasileiro.

Dito isto, gerou notícia em todos os grandes jornais e nas redes sociais, a intenção da prefeitura do Rio de Janeiro de reduzir em 50% da verba destinada pela prefeitura às escolas de samba.

Como de praxe, muitos seguiram pelo viés preconceituoso disfarçado de crítica, argumentando que o prefeito tomara tal medida por conta de sua religião. Estaria Crivella confundido a gestão da prefeitura com sua igreja e crença religiosa.

Acredito que esse tipo de “crítica”, como já afirmamos, além de preconceituosa, desvia o foco da verdadeira questão que deveria estar em discussão: Afinal, cabe ao Estado repassar verbas para escolas de samba?

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As escolas de samba do Rio de Janeiro, por meio da Liesa, argumenta que o carnaval carioca atrai turistas de todo o mundo, gerando empregos e impulsionando a economia da cidade, além, claro, de valorizar a imagem da cidade perante o mundo.

Por ora, me abstenho de tecer algum comentário detalhado sobre a “valorização da imagem da cidade” perante o mundo por meio do carnaval. Restrinjo-me apenas em lembrar que todos nós já sabemos o que os gringos pensam sobre as mulheres brasileiras e especificamente, sobre o carnaval carioca.

Sobre a questão econômica, o argumento utilizado pela Liesa escorrega em uma observação clara e precisa: O repasse da prefeitura às escolas de samba é conhecido como subvenção que nada mais é do que auxílio pecuniário, ou, socorro. Oras, se o carnaval é rentável economicamente e gera empregos, porque então não se buscam recursos junto à iniciativa privada?

Finalmente, a medida anunciada pelo prefeito Marcelo Crivella, tenha ela fundo religioso, seja ela objetivando unicamente a contenção de custos, foi bem aceita pela população. Em uma enquete, 63% dos votantes não só apoiaram a medida do prefeito como defenderam que a prefeitura não repasse valor algum.

Assim, mais uma vez, aquilo que pensa a população, choca-se com o que quer e defendem certos promotores de “cultura”. Acertadamente, por enquanto, Crivella parece não vergar-se as pressões de renomados nomes. Acertadamente, tem o apoio da população!

Em sua opinião, Cabe ao Estado repassar verbas para escolas de samba?

 

Por Jakson Miranda

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