Doutrinação no curso de história da USP

Falamos muitos vezes aqui no Voltemos à Direita sobre doutrinação nas universidades e de como a coisa atinge uma proporção oceânica nos Cursos de Humanas.

Contamos nossas experiências e demos voz para que algumas pessoas expressassem o que vivenciaram, como nos artigos: Esquerdismo Miojo, 3 minutos (de doutrinação) e pronto e Crônicas de um Jovem de Direita

Cito estes casos, dentre tantos outros que poderia elencar, para demonstrar que o problema é generalizado, e não meramente pontual.

O Blog Politicamente Incorreto, hospedado na Gazeta do Povo, publicou o seguinte relato de Marcos Candeloro, estudante da USP:

Em frente ao edifício da reitoria da Universidade de São Paulo, as pessoas se concentravam para a Assembleia Geral. No estacionamento, veículos de comunicação aguardavam os desdobramentos da noite, impedidos de avançar por militantes mascarados. Era novembro de 2011 e havia duas semanas que a greve dos professores, as manifestações na Paulista e a invasão da reitoria arrebataram as principais manchetes nacionais. Os estudantes se revoltavam contra o acordo firmado entre reitoria e Polícia Militar, que se tornaria responsável pelo policiamento da perigosa Cidade Universitária.

Aquele foi meu terceiro e mais difícil ano na graduação em História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Naquela altura, já eram evidentes as consequências relacionadas às minhas posturas políticas e acadêmicas. Fui escarnecido e quase reprovado ao fundamentar no conservador Edmund Burke minha dissertação sobre a Revolução Francesa. Minha negação em assinar um protesto contra a presença da PM no campus transformou, de imediato, alguns amigos em inimigos. Por pouco não apanhei de uma horda raivosa de feministas pacifistas quando, quase que por acidente, classifiquei como loucura a acusação, presente num coletivo, de que a disciplina História Industrial era burguesa e machista.

Cheguei muito próximo de meu limite. Estava eu errado em não me ajustar, ser tão diferente? Afinal, em meu currículo não constava um “professor doutor” antes do nome. Vivia a agonia do desajustado, do deslocado.

A Assembleia prosseguia quando, subitamente, fui tomado por um ímpeto que me levou à lista dos inscritos: o primeiro tema rejeitado por votação consistia em um convite de Heródoto Barbeiro para um breve debate televisivo. Não houve qualquer ponderação, apenas rejeição. Indignado, decidi retomar o convite e argumentar em seu favor. Tratava-se de um respeitado comunicador, além da oportunidade sem igual de estabelecer diálogo com o contribuinte que sustentava aquela insanidade.

À minha esquerda, a mesa organizadora anunciou minha participação. Diante de meus pés, uma multidão de dois mil alunos e docentes. Destinei os dois primeiros minutos à urgência em finalmente abandonar a torre de marfim acadêmica. Para mim, “era evidente e grave o descompasso acadêmico, em quase todas as suas expressões, com o resto do mundo. Se, afinal, tratava-se de um movimento legítimo, por que não dar a cara a tapa?”. Foi a última frase que completei antes de ser silenciado por coléricas vaias. Catedráticos, alguns dos quais meus professores, gritavam e urravam em consonância com a multidão. Diante de mim, a elite intelectual uspiana desmanchava-se raivosamente em uma pantomima simiesca.

A mesa organizadora, de má vontade e sem muito sucesso, pediu respeito e silêncio. Retomei a argumentação sem saber bem o porquê, talvez por inércia. Esforcei-me para concluir a proposta, mas fui histericamente interrompido por dois ou três indivíduos zurrando que ir aos estúdios televisivos era coadunar com o grande capital (não, não estou brincando). Em poucos instantes uma nova rodada de vaias foi iniciada. Devolvi educadamente o microfone aos organizadores, dei às costas e segui para o estacionamento apinhado de veículos de imprensa. O sorriso foi inevitável ao finalmente constatar que a USP estava perdida numa esquizofrenia utópica. Fui tomado pelo alívio compreensivo de que, de fato, aquele não era meu lugar. Percebi que o curso de história da USP não formava acadêmicos. Formava militantes.

Finalizo: 

Marcos Candeloro viveu in loco aquilo que temos dito há muito tempo. É bom que este texto seja divulgado e que cada conservador brasileiro entenda o poder que tem esse inimigo que enfrentamos.

Muitos destes formandos estão dentro das salas de aula, ensinando nossas crianças.

Por Renan Alves da Cruz 

 

2 comentários em “Doutrinação no curso de história da USP”

  1. Excelente publicação, é notório ver esta doutrinação estudo em um programa chamado uniceu que é uma parceria da prefeitura com universidade privada e tenho visto e vivido uma represaria no geral por pensar totalmente diferente da doutrinação de esquerda. Já estou perdendo amizades e me sentindo deslocada por conta do meu posicionamento contrário a esta doutrinação. Porém sofro pois não tenho metade infelizmente da literatura que eles teem e não me sento preparada para um embate porém fico feliz em encontrar depoimentos e páginas como está por saber que não estou tão errada assim

    • Essa é uma forte tática do ambiente acadêmico. As listas de livros pedidos e as bibliotecas universitárias boicotam livros conservadores, ao mesmo tempo disponibilizam grande oferta de livros esquerdistas, mantendo a roda da doutrinação funcionando. Precisamos devagar ir virando este jogo.

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