Doutrinação nas escolas: O curioso caso dos livros de história “oficial”

De todas as inexplicáveis inconcretudes que alimentam mitos, nada me embasbaca mais que um desaparecimento em especial. Um mistério que suplanta sacis, curupiras e alienígenas abdutores. Algo que, se não fosse pelo recorrente juramento de esquerdistas que alegam tê-lo visto em ação, eu jamais consideraria sua existência possível:

Falo, é claro, do curioso caso dos livros de história “oficial”.

Segundo aferições dos historiadores à esquerda da realidade, este tão mítico objeto é um dos principais responsáveis pelo que consideram uma formação cultural deficitária e fraquejante no atendimento de demandas sociais. Em suma, por causa desses supostos instrumentos de cabresto direitista que a sociedade brasileira estaria nutrida de beligerância conservadora. Uma eventual história oficial, branca, eurocêntrica, urdida sob os mais nefastos intentos adulterantes, seria responsável pela intolerância e reacionarismo dos brasileiros.

Nos cinco anos que passei exercendo a profissão de professor de história me deparei com dezenas de livros didáticos. Noventa por cento deles eram lixo tamanho que serviam sequer à reciclagem. Virei os de ponta-cabeça procurando um único espécime que empunhasse a tal da História Oficial e que privasse os oprimidos de suas páginas.

Não há um que possa vestir a carapuça.

A indústria da propaganda marxista excedeu a realidade e transformou o discurso em verdade. Os professores esquerdistas, com seus périplos sassaricantes, incutiram em nossas cabeças que deveríamos ser porta-vozes dos operariados, dos desfavorecidos, dos sem voz. Que os livros didáticos e o ensino tradicional estavam tomados pelo fascismo penumbral dos degenerados, repercutindo os vitupérios de nossa elite genocida.

E lá iam dezenas de futuros professores, com o rabinho entre as pernas, intentando mudar o mundo, implantando o doutrinamento marxista em seu alunado.

Procurei entre pilhas de livros didáticos, que por trás das artes de capistas e do papel de qualidade, escondiam teores da categoria de panfletos anarcorrevolucionários impressos em gráficas de fundo de quintal por organizações extremistas sigladas, já sustentadas ou ansiosas por alguma bufunfa estatal, nem que fosse via lei Rouanet, que financia “cultura” inculta e populista sob o apelido torpe de inclusão, e adora soltar umas centenas de milhares na mão de grupelhos cultores do rebosteio intelectual, que fazem meia dúzia de “peças populares” para justificar a grana que os sustenta.

Não há amplitude de escolha. A historiografia marxista abunda e conseguiu infectar até outras correntes que replicam a falácia. Desafio qualquer um a apresentar um título de livro didático atualmente no mercado, produzido nas últimas cinco décadas, que tenha “viés eurocêntrico” e não enfoque a tal da história da luta de classes, bem como compre para si a causa das minorias.

Se há uma história oficial sendo ensinada nas escolas brasileiras, está a há anos-luz da discurseira choramingas dos vitimizados. Se oficialização refere-se a predominância, no caso em questão já há uma hegemonia: a história oficial ministrada no Brasil é marxista até a medula.

É a história perniciosa e partidária, que se diz denunciante da opressão e do racismo, apoiando demagogias segregacionistas, como o feriado de 20 de novembro e as cotas raciais. É a história feminista, sessenta e oitista, gayzista e estatista. Qualquer outra designação de História Oficial aqui é lenda, mito, fábula, mentiras engordadas na Academia, esmeradas no projeto de Gramsci e sustentada pelas vociferações de filhotes de Chauí que aparelham as universidades brasileiras e hipnotizam alunos de licenciatura sugestionáveis, de fraca formação, idealistas, incultos, que sairão de lá prontos para dar andamento ao círculo vicioso, tornando-se eles próprios agentes ceifadores da “História Oficial Ocidental Branca e Eurocêntrica”, mantendo o engodo mastodôntico de sua pretensa hegemonia em funcionamento.

Por Renan Alves da Cruz

 

Leia também: 

Pedagogia Inútil

Renato Janine Ribeiro é o novo Ministro da Educação e eu, como professor, estou de luto.

Meu Google Reaça. Episódio 1: “O Intelectual de Esquerda”

Por que Sou Conservador?

O silêncio e a Trapaça

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *