Série Rock de Direita: Alice Cooper – Nothing’s Free

Nesta série divulgamos bandas e artistas de Rock que lançaram músicas com temática conservadora ou direitista em algum nível.

Se você for esquerdista, antes de dar chilique dizendo que o Rock é contestador, logo é de esquerda, leia o artigo Série Rock de Direita: a surpreendente verdade que não te contaram sobre o Rock e a Direita que ele já refutará a maior parte daquilo que você defecará pela boca a respeito deste assunto.

Alice Cooper foi durante a década de 70 um dos principais terrores dos conservadores americanos. Apostando no Shock Rock, homem com nome de mulher, era considerado um desencaminhador da juventude. Os pais proibiam os filhos de ouvi-lo e isso fazia com que eles quisessem ouvi-lo cada vez mais. Alice viveu os anos dourados do lema “sexo, drogas e rock ‘n roll” e marcou profundamente toda uma geração posterior de roqueiros que se inspiraram em sua temática teatral e voltada ao horror.

A vida de Alice Cooper foi então modificada quando se tornou cristão em meados dos anos 90. Diferente de alguns que preferiram deixar a carreira – e não há nisso nenhum juízo de valor -, Alice permaneceu mas decidiu usar a notoriedade que tinha para levar ao público sua nova mensagem…

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E funcionou. Alice permanece sendo respeitadíssimo por toda a indústria musical, mesmo sendo hoje cristão, conservador e professor de ensino bíblico. Permanece fazendo shows com seu personagem (Alice Cooper é seu personagem, seu nome real é Vincent Damon Furnier), e é considerado por muitos do segmento um dos caras mais legais do rock.

Tenho profundo respeito e admiração por Alice Cooper por isso.

Espero que ele continue por longos anos representando o rock, o conservadorismo e o cristianismo de maneira exemplar como tem feito até agora.

A música Nothing’s Free consegue conciliar uma temática bem metaleira com uma cosmovisão cristã. Fala da adoração ao diabo e da ideia de realizar um pacto com ele. Sobre esta música, Alice deu a seguinte declaração à Revista Roadie Crew nº227:

“Existe a fascinação pelo oculto, pelo diabo, mas ele é a fonte de tudo que está errado (…) Nada é de graça. O modo como mostram o diabo é aquela coisa produzida por Hollywood que é aquele cara amedrontador, grande, mas ele é aquele cara mais boa pinta (…) Então, essa imagem de Satã ser assustador é a versão hollywoodiana, pois a versão bíblica é muito diferente. Ele é o pai das mentiras, o grande enganador, e vai lhe dizer tudo o que você quiser ouvir, mas no final nada é de graça.”

Alice Cooper é o cara que consegue ser cristão, conservador, falar de bíblia numa entrevista para a maior revista de Metal do país, lida e dirigida por pessoas que são, em sua maioria, anticristãos ou ateus, e mesmo assim ser querido por todo mundo!

Que surjam muitos outros como ele:

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Por Renan Alves da Cruz 

 

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