Dilma Rousseff só lhe resta Joaquim Levy

Recomendo o ótimo artigo escrito hoje na Folha por Demétrio Magnoli, lembrando que das três bases que sustentam o governo contra um impeachment ou, aquilo que ele chama de coordenadas, a presidente já praticamente perdeu duas e caminha para perder a terceira.

Nessa toada, o único bote salva-vidas é o ministro Joaquim Levy.

Leiam o que diz Magnoli:

A determinação da posição geográfica solicita duas coordenadas. A decisão do impeachment, três: a vontade popular, o fato jurídico e um consenso da elite política. A primeira existe desde as manifestações de 15 de março. A segunda esboçou-se mais tarde, com a impugnação das “pedaladas fiscais” e, sob outra forma, com a delação premiada de Ricardo Pessoa. A terceira desenha-se aos poucos, como fruto do colapso do ajuste fiscal.

Dilma Rousseff pendurou o destino de seu governo no varal do sucesso de Joaquim Levy. O varal caiu. De uma promessa de superávit de 1,2% do PIB, não se fará mais que metade. A marcha batida do desemprego e da erosão dos salários pulverizou a legitimidade social da presidente. O empresariado queima as pontes com o Planalto. O PMDB ensaia saltar da nau que faz água. O fracasso de Levy é um dobre de finados. Todas as forças políticas reposicionam-se a partir desse diagnóstico, a começar do próprio governo.

Voltamos

Errou quem no governo ou no PT achou que em um passe de mágicas o novo ministro da fazenda iria resolver todos os problemas dos quatro anos anteriores. O estrago foi grande e demanda tempo. Fraqueja o governo, o que não é novidade, ao permitir que seu ministro mais responsável, seja alvo de criticas por parte do PT.

Se há grupos que estão sabotando o trabalho de Levy e o ajuste fiscal, não é a oposição, mas sim, parte da base aliada e principalmente, o Partido dos Trabalhadores e seus seguidores mais à esquerda. Ainda ontem, lia-se na própria Folha que a esquerda pressiona Dilma, sobretudo devido ao ajuste fiscal. E quem é um dos porta-vozes dessa esquerda? Guilherme Boulos. O moço acha que sabe de economia… Talvez tenha tido Guido Mantega como professor.

“O governo está muito fraco e precisa mais do que nunca das ruas para resistir ao golpe. Mas não podemos defender um governo que está ficando indefensável por causa dessa política econômica”.

O ativista ficou contrariado ao saber que a presidente prepara medidas para ampliar o ajuste, como ela contou à Folha. “A crise se agravou, e a reação da Dilma é dizer que vai aprofundar ainda mais o ajuste. Isso cria dificuldade para os movimentos que estão dispostos a enfrentar a ofensiva golpista”, diz Boulos.

O que podemos depreender disso tudo? Caindo Levy e a presidente indo mais à esquerda, acelerará ainda mais sua despedida. Quem irá lamentar? Ninguém! Nem a sociedade, nem a oposição, nem muito mesmo, como bem destaca Demétrio, o lulopetismo.

 

Por Jakson Miranda

 

 

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