DILMA MANDA TICO E TECO PARA COLETIVA: O RESULTADO FOI RISÍVEL

 MASP

Os ministros José Eduardo Cardozo, da justiça e Miguel Rossetto da Secretária Geral da Presidência, foram os escalados para o pronunciamento do governo após as manifestações de hoje, 15/03. Foi de longe um pronunciamento, seguido de entrevista, risível, ficando claro que o governo está à deriva. A cara do discurso usado pelo governo hoje é a mesma de 2013, com um retoque ou outro, ou seja, acuado, seu discurso é o da mesma embromação daquele ano pré copa do mundo.

Serei forçado a desviar momentaneamente das falas dos ministros, para fazer a seguinte observação: Está mais do que evidente que o país enfrenta uma crise sem proporções. O Brasil está em uma profunda crise econômica, cuja responsabilidade do governo é central e o Brasil está em uma profunda crise politica, que vai muito além da relação entre Executivo e Legislativo e cuja responsabilidade do governo é central. Somando-se à crise politica e econômica, estamos em uma situação de ausência de liderança no governo.

A sociedade de qualquer nação, em momentos agudos como este que atravessamos, espera que o governo eleito assuma suas responsabilidades, principalmente se esse governo foi reeleito e sobretudo se tal momento agudo foi causado por este mesmo governo. No Brasil atual, constatamos que temos uma chefe do Executivo sem nenhuma capacidade de assumir as rédeas da situação, enviando emissários para coletivas de imprensa. Observamos uma chefe do Executivo sem admitir os erros do seu governo e se acovardando em encarar a população “olho no olho”. Todo esse comportamento da presidente Dilma, contribui e muito para o agravamento da crise e quem paga o “pato” de tal situação, somos todos nós. Não é a toa, portanto, que de forma justa, o coro dos que pedem o impeachment só tem aumentado.

Voltando a fala dos dois ministro.

Por que afirmo que a tese de reforma politica encampada pelo governo é um golpe? Bem, vejamos. O ministro Cardozo, ao defender a tese de não financiamento empresarial para campanhas politicas, fez menção a uma tal de “coalizão democrática” Fui vê do que se tratava. A tal coalizão é formada por grupos fortemente ligadas ao PT. Cito alguns: A Via Campesina, CUT, UNE, CTB, etc, etc.

O PT e entidades cuja ideologia é de esquerda não podem propor uma reforma politica boa para o processo politico? Sim, podem. Noto, porém, que o PT, entidades à esquerda e demais partidos políticos da esquerda, querem e não é de hoje, o financiamento público de campanha. Isso mesmo, leitor, querem que eu e você paguemos mais essa conta. Já não bastam a altissíma carga tributária e todas as agruras que enfrentamos cotidianamente sem o menor respaldo do poder público. Ademais, pelo histórico do partido, devemos desconfiar de qualquer proposta que o PT queira emplacar nesse momento, inclusive, a proposta de uma constituinte ou de um plebiscito.

Enfim, o governo usa a Lava-Jato para demonizar o empresariado. Será que todos os empresários que fazem doações a campanhas politicas são corruptos?

O mais curioso na coletiva, foi que tanto Cardozo, quanto Rossetto, tentaram igualar as manifestações de hoje com os gatos pingados a mando do PT que foram as ruas na última sexta. Enxergar nesses dois atos algum elo de convergência evidencia uma total falta de bom senso, mas sabemos quem Cardozo é. Ainda não nos acostumamos foi com Miguel Rossetto e na noite de hoje, surpreendentemente, conseguiu superar seu colega de governo. O Secretário Geral da Presidência saiu-se com a ideia de que a imensa maioria dos manifestantes de hoje era formada pelos que votaram contra a presidente na última eleição. Faltou alguém perguntar-lhe se aqueles que votaram na presidente tem motivos para estarem satisfeitos.

Por fim, o governo falou, falou e nada disse. Para o governo, os problemas que o Brasil enfrenta hoje não são culpa desse governo. Para o governo, estamos melhores do que anos atrás. Será? Batem na mesma tecla de querer comparar os 8 anos de FHC com os governos petistas. Batem na mesma tecla de querer dividir a sociedade entre nós e eles. Não afirmaram isso de forma explicita na coletiva de hoje, mas ficou ali, de forma velada.

Finalizo esse texto pedindo veementemente que o governo, representado pelas nobres personalidades, cumpra com o prometido em ao menos um ponto levantado por Cardozo. Segundo o ministro, o “governo está atento a ouvir as vozes da rua“. As vozes da rua hoje, entoam o Fora Dilma e o Fora PT. Que tal atender a essas reivindicações, ministro?

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Texto escrito por Jakson Miranda

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