Desejo de FHC: NUNCA haver Impeachment

Não haverá impeachment, pelo menos, esse é o desejo do “pai do Real”. Diferentemente do Impeachment de Fernando Collor de Mello, algumas cabeças coroadas da nossa política estão buscando um elemento forte o bastante para entrar com um processo contra a atual presidente. A saber: Um vídeo da mesma deitada sob maços de dólares. Isso não vai ocorrer.

Ironias a parte, o que influentes políticos querem nesse momento é manter o status quo. É compreensível que Eduardo Cunha se posicione contrário a tese? Sim, é compreensível porque ele ainda faz parte da base aliada. AQUI

Leiam agora fala de FHC.

“Como um partido pode pedir impeachment antes de ter um fato concreto? Não pode”, disse FHC neste domingo (19) num seminário no Fórum de Comandatuba (BA).

O tucano afirmou que “não faz sentido” que os partidos antecipem esse movimento enquanto não houver decisões de tribunais ou provas concretas de irregularidades cometidas pela presidente.

“Impeachment não pode ser tese. Ou houve razão objetiva ou não houve razão objetiva. Quem diz se é objetiva ou não é a Justiça, a polícia, o tribunal de contas. Os partidos não podem se antecipar a tudo isso, não faz sentido […] Você não pode fazê-­lo fora das regras da democracia […] Qualquer outra coisa é precipitação.” AQUI

É compreensível que um grão tucano como FHC diga que falar de Impeachment é precipitado? Não. Não dá para compreender.

Em sua fala, o ex-presidente apela para a justiça. Segundo ele, é necessário que a justiça indique uma “razão objetiva”.

Vejamos.

Qual foi a razão objetiva para o impeachment de Collor? Segundo o STF, nenhuma. Leiam reportagem, AQUI.

Mas, deixemos Fernando Collor de lado. Vamos abordar apenas os escândalos do PT. É no mínimo lamentável que FHC não enxergue sua própria incoerência e contradição na atual crise em comparação de sua atuação no mensalão. Durante o mensalão, defendeu a tese de que, embora houvesse elementos para pedir o impeachment de Lula, (sem julgamento) não havia clima social.

Agora, além de haver uma gama maior de elementos que são de responsabilidades do chefe do executivo, em relação ao mensalão, por exemplo, o desejo da maioria da população é favorável a saída da mandatária. Porém, o tucano segue com sua ladainha contra o pedido de abertura do processo.

A verdade é que o PSDB errou em 2006, por pura articulação de FHC e por sua vontade, continuará errando 9 anos depois.

Até parece que quem está sendo ameaçado de impeachment é algum aliado do ex-presidente. Até parece que é seu partido quem está sendo acusado de enlamear o Brasil com casos e mais caso de corrupção.

No momento, não é possível identificarmos um elemento plausível que dê respaldo a todo esse comedimento de FHC.

Já o considerei um estadista. Será que me enganei? Estadistas pensam o país, não a manutenção no poder deste ou daquele grupo político.

Por Jakson Miranda

 

Leia também: 

A redoma da mídia brasileira a Lula, o inmensalável e impetrolável

Governo Dilma: Pode Piorar

Impeachment é a Nova Geni

O Impeachment e a Bíblia

Só o Impeachment? O PT deve ser investigado

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *