Breaking Bad: As motivações de Walter White

Cá estamos novamente para tratar da melhor série de TV do século XXI.

Se você não leu o texto anterior, uma espécie de introdução a esta série de artigos sobre Breaking Bad, clique em O que há de tão especial em Breaking Bad?

Terminamos o artigo anterior com uma definição do motivo, na opinião deste que vos escreve, do sucesso do seriado.

Começarei a discorrer aqui sobre o seriado de modo a desembaraçar a opinião lá expressa.

(CONTÉM SPOILERS)

A primeira temporada de Breaking Bad não congrega ainda todos os elementos que a transformarão num fenômeno cultural transgeracional, como a rotulei. É a temporada que mais elucida o estilo de vida de Walter White em contraposição a Heisenberg.

White é um professor de química e está de saco cheio. Ganha pouco. Ninguém presta atenção ao que ele faz ou diz.

Para complementar a renda, faz um bico de caixa num lava-rápido. Numa das cenas mais icônicas da primeira temporada repreende um aluno mala durante uma aula, depois vai para o lava-rápido. O proprietário avisa que um dos lavadores faltou e manda White ajudar na área das lavagens. Quando ele chega para lavar, é exatamente o carrão do aluno arrogante, que está com a namorada, e Walt tem que lavá-lo, enquanto os dois fazem questão de viralizar a novidade pela escola.

Walter White se sente humilhado. Vive o que considera uma vida de merda. Vive às turras com o passado, sem conseguir lidar com o fato de que seu antigo colega de quarto da faculdade ficou rico com um projeto em que eram sócios, além de ter se casado com sua antiga namorada.

Skyler, sua esposa, é apalermada e chata. Suas ideias de integração familiar são um apanhado insosso de técnicas de auto-ajuda de quinta categoria, que mantém Walt e seu filho Walter Jr, que possui paralisia cerebral, em estado contínuo de tédio e enfado.

A guinada na vida de Walt acontece quando é convidado para acompanhar uma batida policial com Hank, seu cunhado. Hank é policial do DEA, uma divisão antidrogas. Enquanto a polícia invade um local que servia de laboratório de fabricação de metanfetamina, Walt, do lado de fora, topa com Jesse Pinkman fugindo.

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Jesse é um ex-aluno seu que era péssimo em química.

E mesmo assim, está ganhando grana boa… fabricando drogas através de um processo químico.

Walter então descobre que está com câncer no pulmão. Seu plano de saúde não cobre o tratamento. Precisa de dinheiro graúdo e rápido.

O antigo colega de quarto da faculdade se oferece para pagar o tratamento, atendendo um pedido de Skyler, a lorpa.

Walter White diz não.

E este é um momento crucial.

Aqui está a linha de escolha de Walt, de partir para o crime ou se manter dentro das balizas permitidas da lei. É o momento entre escolher para que lado seguir, e neste ponto Breaking Bad quebra a narrativa sempre presente nos filmes e séries de Hollywood, e também nas novelas brasileiras, de considerar o crime sempre uma consequência inelutável das “mazelas” a que se está submetido.

Não quero fugir muito do tema, mas pegue por exemplo uma série como Orange is the New Black, em que o ambiente é prisional e as histórias das prisioneiras são mostradas em flashes. Perceba que a prática delituosa sempre é demonstrada como resultado de uma condição extrema da qual não se pode fugir, como consequência de uma estrutura maior, não pessoalizada, externa, contínua, que as torna marionetes. O ente abstrato destrutivo, “o sistema” é o culpado por tudo, tendo praticamente as obrigado ao crime.

Breaking Bad não se dobra a esta militância raquítica, demonstrando que Walter White não se torna um produtor de metanfetamina porque as vicissitudes da vida o empurraram a uma situação inarredável. Walt, mesmo sem o amigo rico, poderia ter enfrentado a situação. Skyler, mesmo que irritante, elenca possibilidades de economia que possibilitariam a realização do tratamento.

Walt não aceita porque crê que não vale a pena gastar tudo no tratamento, correndo o risco de morrer ainda assim, deixando a família desprotegida.

O oferecimento do amigo para pagar o tratamento vem como um bônus. É a possibilidade perfeita. Não altera suas economias. Só mexe com o orgulho. Mas o que é o orgulho diante de uma doença mortal, que se não for combatida rapidamente, o matará?

Walter White pôde escolher. Não ingressou no crime forçado por uma situação, como única forma de salva sua vida. A oferta é o reforço do roteiro a esta questão. A prova de que não quiseram recorrer ao catastrofismo esquerdista de legar à sociedade como um todo os desvios de conduta que são de cunho individual.

Walter vai lutar contra seu câncer, mas não vai aceitar esmolas de nenhum talarico. Ele pagará, e para isso, fará o que for necessário.

Porque um homem precisa fazer o que um homem precisa fazer.

O orgulho de Walter White, e o cansaço de uma vida pueril e sem sal, eram maiores do que os freios morais que o seguravam dentro dos limites da legalidade.

Ele decide produzir drogas para pagar o tratamento ao invés de aceitar o dinheiro.

Com isso, descobrirá a docilidade do sabor do proibido.

No próximo artigo da série “Breaking Bad” descobriremos se o que é proibido é mais gostoso.

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Por Renan Alves da Cruz 

 

Artigo publicado em 16/10/2018

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Como o socialismo matou milhões de pessoas de fome na África e no mundo

Muito de nós já vimos imagens das crianças etíopes com fome, com barrigas inchadas e olhos cobertos com moscas. O que poucos sabem é que elas foram vítimas inocentes do Derg, um grupo de militares marxistas que tomou o poder na Etiópia e usou a fome para chantagear partes rebeldes do país.

Entre 1983 e 1985, mais de 400 mil pessoas morreram de fome. Em 1984, o Derg utilizou 46% do PIB para gastos militares, criando o maior exército da África. Em contraste, o gasto com saúde diminuiu de 6% do PIB em 1973 para 3% em 1990.

Previsivelmente, o Derg culpou a seca pela fome, mesmo com a escassez de alimentos tendo sido precedida por meses de chuva. Em 1991, o Derg foi derrubado e seu líder, Mengistu Haile Mariam, escapou para o Zimbabwe, onde mora sob proteção do governo e dos pagadores de impostos até hoje.

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Consumo de quilocalorias por pessoa, 1961-2013. Fonte: Banco Mundial

Falando em Zimbabwe, em 1999, Robert Mugabe, o ditador marxista que assumiu o poder há 35 anos, criou um catastrófico programa de reforma agrária que tinha como objetivo estatizar fazendas privadas e expulsar fazendeiros e empresários não-africanos. O resultado foi um colapso na produção agrícola, a segunda maior hiperinflação já registrada no mundo – 89,700,000,000,000,000,000,000% por ano (sim, 89,7 sextilhões) – e 94% do país sem emprego.

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Milhares de zimbabweanos morreram de fome e doenças, apesar da massiva ajuda internacional. Como no caso da Etiópia, o governo do Zimbabwe culpou o clima, roubou grande parte do dinheiro da ajuda internacional e negou alimentos e medicamentos aos seus adversários políticos.

A tabela abaixo mostra que seis das dez piores matanças por fome no Século XX aconteceram em países socialistas. Além disso, Nigéria, Somália e Bangladesh tiveram escassez de alimentos como resultado de sucessivas guerras e má gestão estatal.

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Maiores matanças do Século XX por fome, em proporção da população. Fontes: Zycher and Daley (1989); US Bureau of the Census; World Bank; populstat.info; Institute of Development Studies.

Hoje não há um único caso de fome em massa em andamento no mundo – nem mesmo em locais devastados pela guerra como a Síria, e por quatro motivos. Primeiramente, o nível produção agrícola está mais alto do que nunca, o que fez os preços caírem: entre 1960 e 2015, a população mundial aumentou 143% enquanto o preço dos alimentos diminuiu 22%. Além disso, as pessoas têm mais renda e podem comprar mais comida: nos últimos 55 anos, a renda per capita média mundial aumentou 163%. Houve também desenvolvimento maciço dos transportes e das comunicações, o que tornou possível entregar ajuda alimentária em qualquer parte do mundo de forma relativamente rápida. E, por fim, a globalização e o comércio garantem que os alimentos possam ser adquiridos por qualquer pessoa e em qualquer lugar.

A África foi a principal beneficiária desse desenvolvimento, Em 1961, cada africano consumia, em média, 1993 quilocalorias por dia. Em 2011, último ano que o Banco Mundial forneceu os dados do continente, o consumo de cada africano era de 2618 quilocalorias. Globalmente, o consumo aumentou de 2196 para 2870 quilocalorias ao dia. Na Etiópia não foi diferente. Dois anos depois da deposição do Derg, cada etíope consuma 1508 quilocalorias por dia e, em 2013, o consumo por etíope já estava em 2131 quilocalorias por dia.

O Zimbabwe, que ainda sofre com um ditador socialista marxista, não teve a mesma sorte. Em 1961, cada zimbabuano consumia 2115 quilocalorias por dia e, em 2013 – 52 anos depois – esse consumo se manteve praticamente o mesmo (2110 quilocalorias por dia).

Onde quer que tenha sido instalado, da União Soviética até a Venezuela, o socialismo falhou. O socialismo é a fábula que promete igualdade e abundância para trazer tirania e fome.

Por Marían Tupy

Tradução: Rafael Cury; Revisão: Marcelo Faria

Publicado no ILISP 

Série Rock de Direita: Kid Rock – Summer Long

Nesta série divulgamos bandas e artistas de Rock que lançaram músicas com temática liberal-conservadora.

Hoje nossa música é de curtição, com o bônus de ser uma homenagem, tanto na letra quanto na melodia, à atemporal Sweet Home Alabama, do Lynyrd Skynyrd. Kid Rock, um republicano inegável, tem uma produção artística variada, que já passou até pelo Rap, se estabelecendo numa mescla de rock e country, passando pelo blues. É um grande expoente do Southern Rock e um dos artistas mais politicamente engajados à direita da política americana.

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A música oficial da campanha do republicano Mitt Romney em 2012 era de Kid Rock. O cantor até cogitou uma candidatura própria ao Senado nas últimas eleições. Sua intenção de engrenar uma carreira política não está descartada.

Kid Rock entra em nossa compilação com Summer Long, sua música de maior sucesso nas paradas, que possui uma levada contagiante que fará até o mais democrata dos Obamistas pelo menos bater o pezinho no chão como quem não quer nada.

O clipe já começa com uma bandeira americana, para já ir botando pra quebrar logo de saída:

O propósito desta série é quebrar o conceito, ainda muito presente para alguns tolinhos, de que o Rock é de esquerda.

No artigo inaugural, expliquei que o Rock é sim contestador.

A questão é que o establishment hoje é de esquerda. E quem não se vendeu pro politicamente correto o contesta.

Também visamos apresentar artistas que não são necessariamente de direita, mas criaram músicas com valores ligados ao pensamento conservador. Porque, para nós, a mensagem tem muito mais valor. Não importa a posição política pessoal do mensageiro. Se uma música está alinhada aos nossos valores, ela pode ser representada aqui. Um rock pode ser “de direita” mesmo que o “roqueiro” não seja.

Porque representamos valores e princípios. Isso vai além da militância.

Leia os outros artigos desta série e deixe seu comentário.

Até a próxima

Por Renan Alves da Cruz 

 

Série Rock de Direita

Série Rock de Direita: Alice Cooper – Nothing´s Free

Série Rock de Direita: Manowar – Battle Himns

Série Rock de Direita: Mama Song – Lynyrd Skynyrd

Série Rock de Direita: a surpreendente verdade que não te contaram sobre o Rock e a Direita. 

 

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Em quem o cristão deve votar?

Você vota baseado em seus próprios interesses imediatos ou fundamentado em princípios?

Quando falamos em voto por interesse, logo imaginamos negociatas escusas, em que alguns negociam a promessa de voto por um presentinho ou cargo.

Entretanto, não é preciso uma atitude tão ostensiva para votar como um interesseiro.

Períodos eleitorais proporcionam, via redes sociais, oportunidade ímpar de observar as inclinações políticas e as motivações de voto do brasileiro comum. As duas últimas eleições foram prolíficas neste tipo de manifestação e, o que tenho visto, confesso, me causou profundo incômodo.

Trato especificamente dos cristãos. Numa sociedade construída à base do “jeitinho” e do “levar vantagem”, não esperava nada diferente da massa geral, entretanto, percebi que muitos irmãos, tal qual o menos metafísico dos materialistas, pautam seu direcionamento político focando unicamente no interesse direcionado e imediato.

O taxista defende o voto no candidato que promete melhorias aos taxistas, comerciantes miram nos que prometem benesses que os contemplam, professores (minha área de atuação profissional) panfletam desbragadamente em prol daqueles que prometem auxiliar a “categoria”.

Tenho observado que muitos cristãos estão enlaçados neste conceito. Preferem destinar voto a um partido ou candidato que, não raro, afrontam os princípios bíblicos e conservadores, mas que lhes promete um beneficiozinho financeiro/profissional a curto prazo.

Isto, meu querido, também é um voto por interesse.

Também é um voto vendido.

Somos servos determinados a aplicar cada segundo de nossa vida ao exercício da prática cristã, ou meros crentes nominais, batendo cartões aos domingos?

É inconcebível que aqueles que, por suposto, normatizam sua conduta de vida de acordo com a Palavra de Deus, ajam como apalermados indoutos, que, ao invés de mirar numa construção de sociedade a longo prazo, pensando nos valores da cristandade, nos filhos e netos, na apostasia e na movimentação daqueles que se levantam contra o que é de bom costume, abram mão de defender uma causa tão mais valorosa, em troca de uma promessa de um aumentozinho em sua renda, ou  de uma leizinha que beneficie apenas ele e as pessoas de seu campo profissional.

O candidato digno a me representar não precisa simplesmente ser bom para professores! Se for, tanto melhor. Mas o exigido para conquistar meu voto é um comprometimento maior, que transcenda meu holerite e o suprimento de meus anseios profissionais. Precisa estar em coesão com os princípios e valores morais que defendo, determinado a realizar o melhor para todos, não apenas na próxima semana, ano ou mandato, mas na solidez de uma administração que molde as posteriores, cimentando uma melhor sociedade vindoura.

Como você votou nas últimas eleições? Em qualquer um? Em nenhum? No que espalhou mais cartazes? No que lhe distribuiu um folheto? No que prometeu beneficiar o setor em que você trabalha?

Ou você destinou tempo para pesquisar sobre as opções a fim de encontrar alguém que tivesse histórico ilibado, princípios afinados com a cosmovisão cristã e visão ampla sobre necessidades diversas da população de sua cidade?

Reflita sobre isso.

O que alguém prioriza na hora do voto, provavelmente, é o que prioriza em sua vida como um todo.

Por Renan Alves da Cruz

Nota do autor: Este artigo foi publicado originalmente antes das eleições de 2016. O republico agora, na medida que seu alerta vale também para as eleições que se aproximam. Deus abençoe nosso país. 

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Meninos são revolucionários, homens são conservadores

Tive ímpetos revolucionários durante minha adolescência. Muitos de nós tiveram. É uma soma de dúvidas, incertezas, percepção de situações difíceis que transcendem nossa capacidade de entendimento e influência externa, principalmente do ambiente cultural e estudantil.

A paixão pelo ideal revolucionário brota na soma das incertezas. A expectativa de mudança a qualquer preço, somada à inadequação típica do jovem alimentam a sensação de necessidade de ação iminente. O rebelde juvenil considera que não pode esperar, que é preciso agir, que não ser o agente da mudança é atuar em prol do conformismo e, claro, conta com meia dúzia de professores/influenciadores culturais o incitando justamente a isso.

Tal ímpeto quase sempre se manifesta de modo destrutivo. O pensamento do revolucionário exige transformação, mas através da destruição das estruturas vigentes. Não há diálogo possível, ou sequer uma construção gradativa que permita a realização daquilo que ele deseja. Não. Só o que funciona é destruir o “sistema”. Derrubá-lo aos escombros para depois reconstruir.

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E é isso que os torna meninos. E são meninos quando têm delírios revolucionários aos quinze, aos vinte, aos quarenta ou, com cabelos brancos, aos sessenta.

Meninos pensam que podem transformar a sociedade para melhorá-la. Homens entendem que precisam conservá-la para que não piore mais.

Homens se tornam conservadores quando ultrapassam a imaturidade juvenil, porque entendem os valores que a sociedade mantém, e passam a discernir que eles só existem graças aos pilares que, não por acaso, os revolucionários tencionam destruir.

É no momento que formam família, quando compreendem o esforço de seus próprios pais em sua criação, percebem as próprias conquistas advindas do trabalho e a necessidade de manterem a família e os bens honestamente conquistados em segurança.

O ódio cego pela religião, típico do menino rebelde, dá lugar ao reconhecimento do papel social e moral da formação religiosa na sociedade humana, percebendo por fim que tudo o que o revolucionário quer derrubar é justamente o que nos sustentou como seres civilizados e nos salvou da barbárie.

São inúmeros os casos de ex-militantes de esquerda que se tornam conservadores quando atingem a idade madura. O contrário raramente ocorre. A consolidação intelectual nos esclarece que a ação humana na sociedade é quase sempre danosa, cabendo-nos o zelo pela estrutura construída. Não passa de tolice infantil ou desajuste intelectual a esperança de que uma revolução destrutiva possa gerar melhora social.

Nosso caos é fruto de nossa imperfeição natural. A soma de tantas imperfeições. Não havendo portanto solução mágica que transforme a sociedade e a torne infalível.

Superar a meninice intelectual e moral nos torna capazes de identificar que somos guardiões dos valores que resistiram à destruição. Precisamos conservar as bases que nos permitiram sobreviver até aqui. Por isso somos conservadores.

O revolucionário que assim permanece mesmo após a idade da maturidade é o velhaco profissional. Aquele que se locupleta através do discurso militante. Se engancha em algum partido, diretório, sindicato ou repartição e se beneficia do discurso.

Se acomoda no estado perpétuo de militante, criando escaras morais e intelectuais insuperáveis. O discurso coletivista mascara seu propósito individual.

É, portanto, a seu modo também um conservador.

Só que o que busca conservar é a própria regalia.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

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Quando os conservadores se apaixonam… @mor

Se apaixonar é uma das mais fascinantes experiências da vida.

O amor torna o covarde destemido, aquieta o loquaz, silencia o espalhafatoso, traz lágrimas à face do empedernido.

Há amores eternos que duram cinco semanas e amores de verão que duram a vida inteira.

Nada nem ninguém explica o amor, por mais sábio que seja, ainda que fale as línguas dos homens e dos anjos.

Cada pessoa tem sua própria história de como se apaixonou, de como conheceu aquela pessoa que seria seu último pensamento antes de dormir e o primeiro ao acordar, aquela pessoa rememorada logo ao primeiro suspiro do raiar de um novo dia. Aquela pessoa em que pensamos antes de pensarmos em nós mesmos.

A literatura muitas vezes tratou o amor com sua merecida profundidade… entretanto, confesso que prefiro uma abordagem que enfatize sua simplicidade. Sim, claro que o amor é profundo… é um sentimento tão envolvente que às vezes se torna quase tátil de tão concreto, mesmo que sendo sentimento não pode ser nada mais que impalpável.

Mas retirar do seu volumoso compêndio de mistérios simplicidade é uma tarefa mais digna de aplausos, pelo simples motivo de que o amor se principia em métodos simples.

O mais complexo e vistoso dos sentimentos é, sim, simples.

Esta longa e melosa digressão sobre o amor tenciona ser a introdução de mais uma recomendação literária. Tenho outras aqui no Voltemos à Direita. Já escrevi num artigo aqui que nunca deixo de ler literatura, não importa quão importante seja uma outra leitura ou estudo, sempre dou um jeito de encaixá-la em minha rotina sem deixar de ler literatura.

E tomo tal atitude por acreditar no poder vivificante da literatura. Escrevi neste mesmo artigo que ensaio para a vida lendo livros, e esta parece ser a melhor e mais sábia decisão que já tomei.

Este caminho proporciona a leitura de bons livros, livros ótimos, alguns até mesmo esplêndidos e um bom tanto de outros ruins.

Após tanto tempo, no entanto, poucos… bem poucos oferecem algo surpreendente.

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Com nenhuma expectativa especial consultei minha fila de leituras e havia um livro chamado @mor, de Daniel Glattauer, assim mesmo com uma @ no lugar do “a”. Minha fila de leitura está maior que a do SUS, de modo que leio hoje livros listados sabe lá há quanto tempo. Mas por algum motivo eu o havia inserido e, como para fila de leitura tenho TOC, agora teria de encará-lo.

A primeira impressão era a de que seria uma jornada inapreciável. O livro tinha capa cor de rosa, cara de livro meloso e se chamada @mor… Parecia o mais feminino dos livros de menininha… Nem Chick Lit, mas romance água com açúcar mesmo. Abri o livro tendo certeza de que não conseguiria chegar ao final.

Ademais, os velhos clichês gostam de dar rasteiras justamente naqueles que caçoam deles: Eu não deveria ter julgado o livro pela capa.

Que livro delicioso e criativo é @mor!

Primeira coisa: é um romance epistolar… ou quase… O livro todinho, todinho mesmo, é escrito através de e-mails. Pode parecer besteira, mas te garanto que não é. Não há narrativa, nem diálogos diretos, apenas e-mails escritos. Emails não são narrações, não são conversas, não são nem cartas… E você só consegue perceber o talento de Daniel Glattauer para realizar tal façanha sem recair no ridículo quando já leu mais de uma centena de páginas desta troca de e-mails e não consegue soltar o livro, querendo saber no que aquilo vai dar.

Matei Visniec disse que um escritor tem que assumir alguns riscos, inclusive o de acabar soterrado debaixo do próprio edifício de seu romance. A estratégia de Glattauer era um caso típico de uma escolha metodológica que parecia fadada ao fastio. Sem ler o livro, a ideia de lê-lo todo sabendo que são trocas de e-mails pode passar esta impressão, de que se tornaria algo maçante.

E por isso Glattauer vence: porque não se torna. Pelo contrário. O texto é dinâmico, fluido na medida certa.

Não há fórmula para o surgimento de um amor, com seus prós e contras, suas dúvidas e inconstâncias. O amor pode nascer de uma atração física. Há quem diga que estes são os menos duradouros, outros, alegam que tal precondição é garantidora de durabilidade…

@mor vai mais além. É possível uma pessoa se apaixonar por outra sem jamais tê-la visto, nem sequer por foto?

De maneira cínica, gostosamente cafajeste, Glattauer dará seu veredicto a respeito, usando para tal o ponto de vista de seus bem construídos personagens. O olhar feminino e o masculino se entremeando nas trocas de e-mails que cimentam um sentimento que se mostrará tenso, exigente e dúbio.

@mor é um livro, digamos, do gênero e-epistolar. É um singelo tesouro elaborado a partir de uma premissa inovadora, que pega o leitor desavisado e o deixa enredado em sua trama que não é mais nem menos que o Amor em sua amplitude inexplicável.

Por Renan Alves da Cruz

 

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8 memes que PROVAM a hipocrisia da esquerda

Se você já percebeu que alguns esquerdistas são hipócritas, sinto lhe dizer: você está enganado.

Não completamente enganado, mas enganado na medida da proporção.

TODOS os esquerdistas são hipócritas.

É claro que a internet, em sua parcela sapiente, se aproveita para ironizar esta característica que não se limita aos esquerdistas tupiniquins, mas é inerente a todo e qualquer esquerdista em qualquer lugar do mundo, pois está no cerne da ideologia de esquerda.

Nosso instinto compilativo resolveu facilitar as coisas e te apresenta 8 memes que provam a hipocrisia ordinária da esquerda.

Use sem moderação.

Impossível ser mais direto, mais competente e mais cirúrgico na análise. Qualquer semelhança com outros esquerdistas riquinhos NÃO é mera coincidência.

Considero Wagner Moura um ator magnífico, já até escrevi um texto onde uso o talento dele como exemplo de um caso em que a arte supera a imbecilidade do artista. Wagner é o politicamente correto por excelência. Se o politicamente correto fosse uma empresa, Wagner seria o seu logotipo. Como tal, segue o lema hipócrita de todo esquerdista rico: menos armas pra vocês, mais seguranças e blindados pra nós.

O playboy bem nutrido de Toddynho que defende Cuba, ataca o imperialismo ianque, usa boné do MST e coletinho da CUT, mas não larga o Iphonezão opressor é presença típica nas manifestações de esquerda, geralmente organizadas no horário em que gente que trabalha costuma estar trabalhando.

E ainda tira fotinho na frente do espelho.

Crédito à página Capitalista morena

 

O pessoal do Oprimindo a Esquerda passando pra nos lembrar dos oprimidos que Lula tirou da miséria durante seu governo, enquanto Bolsonaro mostra que só está preocupado mesmo com a Elite Branca brasileira.

Na Era do Lacre, quem rouba, mata e estupra é oprimido social. Bandido mesmo é quem faz piada…

E o facebook contratou seus checadores de notícia da esquerda para garantir a manutenção desta condição.

Ditador assassino igualitário gosta de um Rolex.

Menos para o povo, que deve estar livre dos grilhões do consumismo.

A esquerda sempre modula seu discurso de acordo com o interesse na causa. Por isso que são devassos em alguns aspectos, mas ascéticos em outros. Faz parte de uma estrutura que não se preocupa em mentir, roubar e matar para realizar um intento que considera superior. É por isso que a bipolaridade argumentativa é indissociável do esquerdismo.

Essa é de doer, mas demonstra uma característica típica do esquerdista: querer te proteger de você mesmo.

Para o esquerdista, você não sabe o que é melhor pra você, quem sabe é ele, que imporá o que considera ideal, mesmo que contra a sua vontade.

E, claro, o que ele alega considerar ser melhor para você SEMPRE é melhor para ele.

Jogue tudo isso no liquidificador da loucura ideológica vigente e o que sai: o facebook considerando politicamente incorreto o Neguinho da Beija Flor chamar a si próprio de neguinho.

Por hoje é só, amigos, sigam o Voltemos à Direita para receberem mais conteúdo como este.

Até breve!

Por Renan Alves da Cruz 

 

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As verdadeiras heroínas de Hollywood

Hollywood foi sacudida por denúncias de abusos no último ano. Você certamente já ouviu falar sobre este tema e teve tempo suficiente para formar sua opinião.

Algumas carreiras acabaram e outras estão em stand by por tempo indeterminado. Astros até então intocáveis se transformaram em párias sociais.

O mundo saudou a novidade. Enfim os poderosos estavam pagando por suas falhas.

E precisam pagar mesmo.

Mas isso de forma alguma torna as atrizes de Hollywood que depois de anos “romperam o silêncio” em heroínas.

Você provavelmente ouviu muita gente lhes carimbar este ou outros rótulos semelhantes. A postura das atrizes, por serem pessoas públicas, incentivaria outras mulheres a denunciar abusos sofridos.

Tal qual homens, que também se manifestaram para revelar investidas impróprias de outros homens, sendo célebre o caso de Kevin Spacey.

É realmente muito importante que as mulheres sintam segurança para exporem situações de verdadeiro abuso. Mas isso não heroiciza atrizes que foram coniventes com este sistema, visando objetivos próprios.

O maior figurão desmascarado foi o produtor Harvey Weinstein. Diversas atrizes denunciaram investidas impróprias do produtor ao longo dos anos. Acuadas, elas silenciavam ou porque não queriam perder papéis, ou porque temiam o poder de Weinstein nos bastidores da indústria.

E é por isso que não vejo heroísmo algum na postura das atrizes hollywoodianas: as reconheço como vítimas sim, mas não heroínas quebrando paradigmas.

As que quebraram paradigmas foram as que não aceitaram construir uma carreira em troca de favores íntimos.

As verdadeiras heroínas de Hollywood não são conhecidas do grande público. Nós não sabemos seus nomes, e não podemos cumprimentá-las nominalmente. São mulheres que tentaram carreira no cinema mas não conseguiram, porque não aceitaram as contrapartidas que produtores, diretores de elenco, atores famosos e etc. lhes exigiam. Mulheres que abriram mão do sonho de serem estrelas, mas não venderam sua dignidade.

Estas são dignas do meu respeito.

É muito cômodo que atrizes famosas, premiadas, consolidadas, milionárias, agora se encham de coragem conveniente e se tornem justiceiras.

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O que elas esquecem de revelar é que ao aceitarem as investidas dos grandões da indústria cinematográfica para não perderem papéis, ocuparam os lugares de outras aspirantes a atrizes, que com mais dignidade que elas, não se venderam.

Quem é mais herói? Quem assume a participação num esquema corrupto ou quem se nega a participar da corrupção?

Aceitar investidas impróprias para não perder espaço profissional é uma forma de suborno. Não glorifico corrupções, nem corruptores, nem corrompidos.

Este texto provavelmente será acusado de machismo. Não será nenhuma surpresa, mesmo que ele defenda as mulheres.

Só que não defende as lacradoras, as famosas, as divas, as que ganharam milhões fazendo filmes cujos papéis conseguiram aceitando jogar o jogo.

Defende as que disseram não.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

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Sou professor de história e votarei em Jair Bolsonaro

Não é segredo que a maioria dos historiadores são de esquerda. A maioria deles substitui suas aulas por militância, considerando-se agentes de formação de pensamento crítico.

É claro que o “pensamento crítico” permitido também deve ser de esquerda.

Passei pela idiotização do curso de história, conforme já relatei no artigo Esquerdismo Miojo: 3 minutos de doutrinação e pronto e sobrevivi. Sou um conservador e dou aulas.

A diferença é que quando entro numa sala de aula não dou aula de conservadorismo… dou aula de história.

Não, isso não é óbvio! Meus pares, ainda mais num momento de tamanha efervescência política, largaram o conteúdo e exercem o papel de “debatedores”. As aulas são dominadas por pautas progressistas, que recebem o verniz enobrecedor típico do esquerdista, com a realização de “debates” de lado único, onde quem pensa diferente não pode opinar, ou será repelido se o fizer.

Se você é um estudante conservador e está neste momento dentro do sistema educacional brasileiro, sabe do que estou falando.

Na condição de professor conservador o que faço? Tento consertar o esquerdismo dando aula de conservadorismo? Suprimo Marx do currículo?

Não. Apenas dou aula. Ensino os acontecimentos históricos e, nos momentos de choque ideológico, apresento as visões opostas e não tomo partido.

Será algo tão difícil?

Não uso espaço de aula para doutrinação à direita. Meus alunos seguirão seu próprio caminho.

Sabendo que sou espécime raro, tanto na condição de professor de história conservador, que escreve sobre conservadorismo, política e cultura em portais como Voltemos à Direita e Gospel Prime, diferenciando-me da quase totalidade dos historiadores do Brasil, senti-me na obrigação de declarar através deste texto meu voto em Jair Bolsonaro.

Não declarei voto em sala de aula e nem divulgo meus textos aos meus alunos, ademais, quero externar aos meus irmãos brasileiros, à luz da minha experiência diária em sala de aula e do conhecimento advindo de minha formação e atuação, que não há outro candidato dentre os que disputam as eleições de 2018 com predicados suficientes para conduzir nosso país pelos próximos quatro anos.

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Como é que um pobre pode votar em alguém como Jair Bolsonaro?

Por que sou conservador? 

Jair Bolsonaro não é perfeito. Sei disso e estou convicto de que ele também sabe. Prova maior disso é que admite publicamente seu desconhecimento em algumas áreas, nomeando pessoas de conhecimento inequívoco nas mesmas para que o auxiliem.

Chegamos a este abismo após mais de vinte anos de governos esquerdistas e social-democratas. Chega. É preciso uma economia liberal, que viabilize os investimentos e o empreendedorismo.

Chega de proteção a vagabundos e incentivo ao crime, através da contínua leniência para com seus praticantes.

Chega do nonsense de dizerem que um policial, um agente de manutenção da lei, só pode atirar num bandido se for alvejado primeiro.

Chega de professores apanhando dentro das salas de aula e de baixaria elevada à categoria de arte.

Chega de corrupção generalizada em todas as esferas do poder público brasileiro.

É hora de mudar. De acreditar num homem que mesmo após tantos anos de vida pública nunca se sujou na lama reinante e não se aliou às quadrilhas. Um homem que passou por muitos partidos porque nunca foi feito refém por nenhum deles.

Que possui isenção para governar sem ter de pagar por favores escusos.

Dentre os candidatos do pleito atual apenas Jair Bolsonaro possui estes atributos.

Portanto, meu voto é dele.

“Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”

 

Professor Renan Alves da Cruz

São Paulo, 31 de Agosto de 2018

 

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Pais e filhos: na anarquia a LEI é a barbárie

Desde que as primeiras sociedades foram formadas, das mais simples e primitivas às mais sofisticadas e modernas, inúmeros problemas surgem oriundos das relações entre pais e filhos, ou, mas genericamente, das relações humanas. Não obstante, é desse conflito de relações que as sociedades avançaram e avançam, tentando assegurar a cada um uma vida social harmoniosa.

Todavia, independente do problema a ser enfrentado, independente da mudança realizada, as sociedades são pautadas pela hierarquia. Não se avançam as que quebram a hierarquia, mas, onde a hierarquia se faz presente e respeitada em meio às mudanças ocorridas. É nesse sentindo, por exemplo, que a Inglaterra continua a ser uma monarquia e continuará a ser.

Ou seja, desde Adão e Eva, geração após geração, que a autoridade é enfrentada, guilhotinada ou substituída, mas, não se vislumbrou nada superior com a exclusão dos agentes portadores da autoridade.  Ouso dizer, aqui, que uma sociedade sem autoridade, ou, seja, uma sociedade anárquica, é uma sociedade onde se tem por lei respeitada à barbárie.

Isso ocorre, pelo puro e simples fato de que somos imperfeitos e, portanto, devemos nos valer dos mais velhos e suas experiências de vida, dos mais inteligentes e seus Tratados Legais, dos mais fortes e o destemor que eles têm em guerrear em prol dos demais e por fim, valer-nos dos portadores de recursos financeiros que impulsionam toda a sociedade a realizar seus objetivos e sonhos.

Em verdade, toda essa “engrenagem” da sociedade torna-se funcional apenas se a autoridade no núcleo familiar for obedecida e respeitada.  É no funcionamento do grupo familiar, que sentimos e observamos se a sociedade caminha de forma saudável ou não.

Nesse sentido, é no grupo familiar que sentimos de forma mais aguda, os problemas e dificuldades trazidos pelo “choque de gerações”. Certamente, essa é uma questão que nos acompanha desde Adão e Eva, desde que O Senhor ordenou-os a fecundar e multiplicar. Não obstante, todo “choque” deve ser amaciado pela autoridade, aqui, autoridade exercida pelos pais.

Logicamente, o papel dos pais é amar, educar e auxiliar seus filhos no que esses necessitam para que possam crescer capacitados a integrar o mundo dos adultos. Sim, criamos nossos filhos preparando-os para a vida adulta, não para serem eternas crianças. Assim, os pais somente conseguem realizar essa missão que a eles foi dada, se estes estiverem revestidos de autoridade.

Mas, a autoridade dos pais já não nasce de forma natural, tão logo se tem consumada a concepção ou quando se tem o tão esperado nascimento do filho? Sim. A lógica nos mostra que é esse o caminho natural das coisas, pois, os mais novos se valem da experiência dos mais velhos e a esses, prestam reverência e respeito, ou, como diz a Bíblia:

“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo”. Ef. 6:1

Ou ainda,

“Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer” PV 23:22

No entanto, ao longo da História, novos personagens dotados de autoridade foram surgindo e a eles, por vários motivos, conscientes ou não, os pais delegaram parte da educação de seus filhos e consequentemente, admita-se ou não, abriram mão de parte da sua autoridade.  Nós, enquanto pais, não temos mais a completa autoridade sobre nossos filhos, mas estamos com uma autoridade parcial.

Antevejo que lamentavelmente, não demorará muito para que os pais tenham uma autoridade ilusória e num futuro não muito distante, arrisco em dizer, que infelizmente os pais perderão toda e qualquer autoridade sobre seus filhos.

Nesse sentido, engana-se quem pensa que com isso ser-se-à mais livre: liberdade, tolerância e amor. O que vendem como um sonho dourado não passa de uma quimera posto que a dura realidade, diante desse modelo de sociedade é o exato oposto de liberdade, de amor e de tolerância.

Em um próximo artigo, voltaremos a esse tema e tentaremos falar um pouco mais sobre as consequências de tal sociedade.

Por Jakson Miranda

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