Quem são os impostores dentro da direita?

A direita chegou ao poder.

Porém, antes mesmo de assumir, as rusgas inerentes à busca pelo poder estão a todo vapor.

Precisamos começar o processo de depuração.

Os egos estão aflorados. Brigas ocorrem e são tornadas públicas. Há traidores no ninho, vazando prints de conversas de whatsapp.

A partir de agora teremos maior facilidade para identificar os impostores dentro da direita. Muitos daqueles que diziam que estavam à serviço de um projeto político voltado à melhora do país começarão a tirar suas máscaras, demonstrando que suas ambições pessoais eram, na verdade, o cerne de seu envolvimento político. Alguns virarão as costas para Bolsonaro na primeira oportunidade. Outros permanecerão ao seu lado somente preparando o momento de dar o beijo de Judas.

“Ser de direita” não dá atestado de idoneidade ou caráter a ninguém. 

Nós do Voltemos à Direita fizemos campanha para Bolsonaro e para muitos dos candidatos de direita que se elegeram. Não conhecemos nenhum político pessoalmente, nem ninguém ligado a eles. Assim como milhões de brasileiros, usamos nosso espaço na internet para divulgar o que acreditamos ser o melhor para o Brasil. Muitos de vocês fizeram o mesmo através de redes sociais e conversas no dia a dia. Fazemos parte deste momento e desta mudança, por isso precisamos estar atentos aos lobos que estão em nosso meio.

Leia também: 

Elegemos Bolsonaro! E agora, qual os próximos passos da direita brasileira?

A direita que faz oposição a si mesma

“Ser de direita” não dá atestado de idoneidade ou caráter a ninguém. Alguns espertalhões (e espertalhonas!) perceberam o momento de virada política e surfaram na onda. Mas as máscaras estão começando a cair.

Há marcas externas que podem ser cobertas com uma boa sessão de maquiagem.

Mas não há maquiagem que disfarce o caráter de alguém. Não por muito tempo.

Finalizo recomendando este ótimo vídeo de Felipe Moura Brasil:

 

Por Renan Alves da Cruz 

Publicado em 12/12/2018

 

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Nando Moura mostra que Major Olímpio é um vacilão

O Major Olímpio bem que tentou, na reta final das eleições, embolar o meio de campo.  Suas posturas personalistas mostraram haver pouca ou nenhuma gratidão de sua parte para com Jair Bolsonaro, responsável direto por sua eleição ao Senado por São Paulo.

Sem Bolsonaro, Olímpio não teria sido eleito. Seu capital político talvez lhe garantisse uma vaga na Câmara, mas de forma alguma a vaga ao Senado seria possível sem a onda bolsonarista.

Ademais, Olímpio contrariou a orientação do PSL e de Bolsonaro, fragmentando a base ainda mesmo durante o segundo turno.

A chegada ao poder desmascarará muita gente. Nando Moura fez um duro, mas essencial alerta ao Major Olímpio, o qual subscrevo com ênfase.

É isso, Olímpio, não seja um vacilão.

Respeite seu eleitorado.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado em 30/11/2018

 

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5 motivos para conservadores assistirem The Walking Dead

The Walking Dead é um sucesso. Logo, você não precisa de justificativas conservadoras para assisti-lo.

Aliás, há riqueza na cultura popular. Riqueza de valores e, principalmente, a possibilidade de confrontação consigo mesmo ante as situações apresentadas. Se a cultura clássica possuí atemporalidade e se escora na beleza e transcendência, a cultura popular resume o presente e fornece possibilidade de autoanálise e formação de valores.

Em meio ao lixo cultural que nos sitia, há bons filmes, músicas e seriados excelentes. Temos aqui no portal análises de filmes mediante perspectiva conservadora como Match Point, A Bruxa, Corrente do mal, Três anúncios para um crime, Sniper Americano, Relatos Selvagens e etc.

Do mesmo modo, temos uma série de textos sobre Breaking Bad à luz do conservadorismo, além de textos avulsos sobre séries como Black Mirror, a própria The Walking Dead, The Crown e etc.

Além de nossa série sobre o Rock e a Direita que conta com análises de diversas músicas e artistas.

Portanto, esta não é uma análise destituída de reflexão prévia a respeito de como produções culturais nos trazem boas oportunidades de reflexão e enriquecimento.

Há uma palavra que em minha opinião resume The Walking Dead: BARBÁRIE.

Sendo conservadores, prezamos pelos valores que sustentam a sociedade, por consequência, militamos em prol de valores que nos impeçam de vivenciar a barbárie. Em The Walking Dead ela recai sobre o mundo através de um vírus desolador, transformando os mortos em zumbis famintos.

Mas muito se engana quem pensa que o cerne do seriado é algo tão tolo e fantasioso como meros zumbis atrás de carne humana.

The Walking Dead é sobre sobrevivência em tempo de barbárie.

“Sendo conservadores, prezamos pelos valores que sustentam a sociedade, por consequência, militamos em prol de valores que nos impeçam de vivenciar a barbárie.”

Se você, como eu, é um conservador, listo cinco motivos para que você reserve em seu rol de compromissos um tempo para assistir as nove temporadas deste seriado.

1- A ruína apresentada em The Walking Dead mostra o quanto precisamos da estrutura civilizacional que construímos para que a barbárie não impere. O conservador respeita tradições consolidadas porque entende que elas asseguram nossa continuidade. Qualquer tragédia brusca que rompa o tecido da civilização nos entrega à barbárie.

2- A premissa de Rousseau, de que o homem nasce bom, mas é corrompido pela sociedade, é uma das principais muletas da esquerda para não responsabilizar as pessoas por seus atos, quando o que acontece é justamente o contrário. O mal é inerente à natureza humana. Retirado os freios impostos pela vida em sociedade, o homem tende à perversão. Em The Walking Dead, quando o mal se instala e as leis não existem mais, o lado bárbaro dos homens passa a aflorar. E isto ocorre porque, diferente do que Rousseau e a esquerda alegam, a sociedade não nos corrompe, mas civiliza.

3- A luta pela sobrevivência dos personagens no seriado implica o agrupamento. Ninguém consegue sobreviver sozinho por muito tempo. A formação de grupos, reorganização e escolha de líderes simula a formação dos humanos em sociedade. Neste processo de coletivização se torna nítido que o funcionamento do grupo depende da consciência e da responsabilização individual, num processo que naturalmente segrega os que tentam se aproveitar do grupo, ao mesmo tempo em que “empodera” aqueles que produzem mais e melhor. Este é um microcosmo brilhante da sociedade e do natural funcionamento meritocrático dela.

“Diferente do que Rousseau e a esquerda alegam, a sociedade não nos corrompe, mas civiliza.” 

4- O desespero advindo do caos permite que ditadores com retórica apaixonada agreguem sob sua tutela os mais apavorados. Discursos inflamados e promessas fáceis permitem que genocidas em potencial sejam aclamados pelo povo desesperançado. Esta seara é muito explorada em The Walking Dead. A figura do ditador deplorável que engana as pessoas dizendo o que elas querem ouvir, cria uma estrutura de poder em torno de si, assume o controle do armamento de todos e passa a oprimir o povo. Qualquer um que tentar questioná-lo é executado sumariamente. Pensar por conta própria se torna crime capital, fazendo eco inclusive aos ditadores do mundo real. Pol Pot, por exemplo, executava gente que usava óculos, pois os considerava intelectuais. E, para ditadores, quem pensa por conta própria é uma ameaça.

5- O teor sociológico, antropológico e psicológico rascunhado em The Walking Dead é fecundo. Princípios inerentes à sociedade são colocados em xeque o tempo todo. Quanto tempo a caridade, a empatia, o respeito e a solidariedade resistiriam diante do terror pleno? O que faríamos para sobreviver se estivéssemos numa realidade de “nós contra eles”, sendo “eles” simplesmente um outro grupo de pessoas que também luta por água e comida? The Walking Dead se tornou um clássico da TV ainda em exibição. Italo Calvino define um livro como clássico quando ele nunca termina o que tem a dizer. Creio que o mesmo se dará com The Walking Dead. Mesmo se assistido muitos anos após sua produção fornecerá reflexões importantes à sociedade, seja qual for os desafios que ela esteja enfrentando.

Por Renan Alves da Cruz 

26/11/2018

 

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Conheça a PALAVRA PROIBIDA de ser dita às feministas

Você ofendeu alguma mulher hoje?

Você feriu alguma mulher hoje?

Você desempoderou alguma mulher hoje?

Você declarou posse sobre alguma mulher hoje?

Você deslacrou a lacração hoje?

Você se ofereceu para ajudar alguma mulher hoje?

Você usou linguagem do patriarcado com ela?

Vou repetir:

VOCÊ USOU LINGUAGEM DO PATRIARCADO COM ELA?

Não se faça de sonso, você sabe do que estou falando.

Você foi gentil?

Foi?

Para se mostrar superior, né, canalha?

Você cedeu seu lugar hoje?

A deixou entrar primeiro no elevador?

Não creio! Bandido, desgraçado!

Você achou uma mulher bonita hoje?

A objetificou, miserável?

Vou repetir:

VOCÊ A OBJETIFICOU?

A achou bonita como um objeto que queria sob sua posse, cretino?

Você achou uma mulher feia hoje?

Vou repetir:

ACHOU ALGUMA MULHER FEIA?

Você teve coragem de reforçar estereótipos opressores de aparência?

Maldito seja!

Só falta me dizer que chamou alguma daquela palavra com P.

Não se faça de inocente, sabe bem do que estou falando.

A palavra com P. Sequer consigo pronunciar. Uma das palavras mais antigas do mundo que vocês usam para degradar e humilhar as mulheres.

Você a usou hoje, não usou?

Canalha! Machista! Nefasto! Hediondo.

Suma daqui.

Não converso com homem que chama mulher de Princesa.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Nota do autor: Este artigo já havia sido publicado neste portal com o título: Como ofender uma mulher empoderada, entretanto, mesmo que ele seja indubitavelmente satírico, o facebook o excluiu e me penalizou por sua publicação, alegando que era ofensivo e feria as diretrizes da comunidade. O republico agora, com título diferente, mas com o mesmo conteúdo. O texto não é ofensivo, mas sim irônico. A questão é que, conforme já expliquei em textos como Empoderamento: a nova prisão da mulher modernaLésbicas machistas empoderadas, o feminismo “empoderado” possui um salvo-conduto que o torna incriticável, de modo que até uma simples ironia a respeito dele é tratada como ofensa. 

 

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O sucesso dos perversos

O Brasil está de ponta cabeça. Não só o Brasil, claro. A defesa do indefensável está ganhando contornos globais, entretanto, focando em nossa realidade mais próxima, é perceptível o quanto estamos submetidos a intensa propaganda de normalização do absurdo e legitimação da barbárie.

Aqueles que deveriam ser os pilares intelectuais da nação, os pensadores acadêmicos, em sua maioria, fazem desbragada campanha política em prol de um condenado por corrupção, membro de um partido que tentou fraudar a democracia brasileira mediante corrupção sistêmica.

A roubalheira não importa. A sujeira não os incomoda. O fedor não irrita seus narizes empedernidos. A única coisa que vale, e que enxergam à sua frente como a cenoura que move o burro, é a ânsia por derrotar o conservadorismo cristão e tudo o que ele representa à sociedade.

Para tal, não se incomodarão em mentir e alardear as mais torpes sandices sobre aqueles que tencionam derrubar, como, por exemplo, acusar de fascistas aqueles que eles mesmo perseguem usando táticas fascistas.

Por trás da aparência judiciosa o que se encontra é a psicopatia típica dos que perderam toda a capacidade de consciência. Fingem o tempo todo que acreditam na própria importância e na importância de sua “produção intelectual”, que na verdade já venderam a um partido e a uma militância corrompida.

São eles que defendem que bebês sejam assassinados ainda no ventre, culpando-os pela inconveniência de atrapalhar a prática contínua de sexo desajuizado das pessoas.

Mas como eles detém o “monopólio do bem”, é claro que o intolerante da discussão será você, por estar protegendo o bebê!

Neste caso, por conveniência, não é o mais fraco que merece proteção.

A aceitação do discurso hediondo não é algo novo. Há cinco séculos o poeta  português Luis Vaz de Camões escrevia um poema chamado “O desconcerto do mundo” em que questionava a aparente injustiça que há na prevalência do perverso diante do justo.

 

Os bons vi sempre passar

No mundo graves tormentos

E para mais me espantar

Os maus vi sempre nadar

Em mar de contentamentos

Cuidando alcançar assim

O bem tão mal ordenado

Fui mau, mas fui castigado

Assim que só para mim

Anda o mundo consertado

 

Leia também: 

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A Revolução Anticristã

O desconcerto do mundo não é o poema mais popular e conhecido de Camões. Entretanto, revela-se como uma atemporal reflexão a respeito do que acontece na terra dos viventes, conforme a análise individual de cada um sobre a injustiça abundante e o próprio merecimento.

No contexto apresentado, bondade e maldade estão associados a honestidade e desonestidade. O honesto viveria uma vida repleta de tribulações – como foi a própria vida de Camões, sem juízo de mérito sobre seu caráter.

Por outro lado, o perverso seria recompensado por sua perversidade. Vive em palacetes e se cerca de poder. Oprime e não é castigado. Pratica o mal e não é incomodado.

Há nos versos camonianos ecos do mesmo problema relatado nas reflexões de Salomão, relatadas em Eclesiastes:

Tudo isso vi quando me pus a refletir em tudo o que se faz debaixo do sol. Há ocasiões em que um homem domina sobre outros para a sua própria infelicidade.
Nessas ocasiões, vi ímpios serem sepultados e gente indo e vindo do lugar onde eles foram enterrados. Todavia, os que haviam praticado o bem foram esquecidos na cidade. Isso também não faz sentido.
Quando os crimes não são castigados logo, o coração do homem se enche de planos para fazer o mal.
O ímpio pode cometer uma centena de crimes e até ter vida longa, mas sei muito bem que as coisas serão melhores para os que temem a Deus, para os que mostram respeito diante dele.
Para os ímpios, no entanto, nada irá bem, porque não temem a Deus, e os seus dias, como sombras, serão poucos.
Há mais uma coisa sem sentido na terra: justos que recebem o que os ímpios merecem, e ímpios que recebem o que os justos merecem. Isto também, penso eu, não faz sentido.

Eclesiastes 8:9-14 – NVI

A prevalência do pecado e a aparente felicidade do ímpio também incomodaram o sábio Salomão. O contraponto com a luta que o justo enfrenta é sempre o parâmetro que não se pode entender.

No poema de Camões, o ato de prestar-se à pratica do mal traz castigo. Talvez a punição seja o grito da própria consciência que, no justo, mesmo diante da realidade de que todos pecaram e só podem ser reconciliados com Deus mediante à Graça proveniente Dele, não se cauterizou a ponto de ignorar os princípios éticos e morais.

Fora o juízo divino, que provém tão somente Dele, a pior punição que um homem pode enfrentar é a da própria consciência. O “Assim que só para mim anda o mundo consertado” é, maioria das vezes, o clamor da consciência pela retomada do caminho da justiça.

Mas se não há nenhum justo sequer, o que nos diferencia?

O fato de que alguns se condoem do fato de serem pecadores e maus, enquanto outros se orgulham.

O sentimento de injustiça é venenoso. Conforme Salomão, “Quando os crimes não são castigados logo, o coração do homem se enche de planos para fazer o mal.”

Os tempos são malignos. Já o eram há mais de dois milênios quando Salomão escreveu seu texto, e há quinhentos anos quando Camões escreveu o seu, e quando Gerard Nerval, o romancista francês que enlouquecer no ocaso da vida, disse que “A vida é um pardieiro de má reputação. Tenho vergonha de que Deus me veja aqui.”

A sensação de impunidade pode nos perverter o coração. O Brasil vive um momento calamitoso. A inversão de valores é patente. Vemos os que prezam pelos valores morais passarem no mundo graves tormentos; os maus, no entanto, vemos nadar em mares de contentamentos.

Que assim seja. Mas não nos tornemos como eles.

Mais vale o enfrentamento das dificuldades de uma vida limpa, que a fartura de uma vida imunda.

 

Por Renan Alves da Cruz

21/10/2018

 

Publicado originalmente no portal Gospel Prime

 

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Breaking Bad: As motivações de Walter White

Cá estamos novamente para tratar da melhor série de TV do século XXI.

Se você não leu o texto anterior, uma espécie de introdução a esta série de artigos sobre Breaking Bad, clique em O que há de tão especial em Breaking Bad?

Terminamos o artigo anterior com uma definição do motivo, na opinião deste que vos escreve, do sucesso do seriado.

Começarei a discorrer aqui sobre o seriado de modo a desembaraçar a opinião lá expressa.

(CONTÉM SPOILERS)

A primeira temporada de Breaking Bad não congrega ainda todos os elementos que a transformarão num fenômeno cultural transgeracional, como a rotulei. É a temporada que mais elucida o estilo de vida de Walter White em contraposição a Heisenberg.

White é um professor de química e está de saco cheio. Ganha pouco. Ninguém presta atenção ao que ele faz ou diz.

Para complementar a renda, faz um bico de caixa num lava-rápido. Numa das cenas mais icônicas da primeira temporada repreende um aluno mala durante uma aula, depois vai para o lava-rápido. O proprietário avisa que um dos lavadores faltou e manda White ajudar na área das lavagens. Quando ele chega para lavar, é exatamente o carrão do aluno arrogante, que está com a namorada, e Walt tem que lavá-lo, enquanto os dois fazem questão de viralizar a novidade pela escola.

Walter White se sente humilhado. Vive o que considera uma vida de merda. Vive às turras com o passado, sem conseguir lidar com o fato de que seu antigo colega de quarto da faculdade ficou rico com um projeto em que eram sócios, além de ter se casado com sua antiga namorada.

Skyler, sua esposa, é apalermada e chata. Suas ideias de integração familiar são um apanhado insosso de técnicas de auto-ajuda de quinta categoria, que mantém Walt e seu filho Walter Jr, que possui paralisia cerebral, em estado contínuo de tédio e enfado.

A guinada na vida de Walt acontece quando é convidado para acompanhar uma batida policial com Hank, seu cunhado. Hank é policial do DEA, uma divisão antidrogas. Enquanto a polícia invade um local que servia de laboratório de fabricação de metanfetamina, Walt, do lado de fora, topa com Jesse Pinkman fugindo.

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Jesse é um ex-aluno seu que era péssimo em química.

E mesmo assim, está ganhando grana boa… fabricando drogas através de um processo químico.

Walter então descobre que está com câncer no pulmão. Seu plano de saúde não cobre o tratamento. Precisa de dinheiro graúdo e rápido.

O antigo colega de quarto da faculdade se oferece para pagar o tratamento, atendendo um pedido de Skyler, a lorpa.

Walter White diz não.

E este é um momento crucial.

Aqui está a linha de escolha de Walt, de partir para o crime ou se manter dentro das balizas permitidas da lei. É o momento entre escolher para que lado seguir, e neste ponto Breaking Bad quebra a narrativa sempre presente nos filmes e séries de Hollywood, e também nas novelas brasileiras, de considerar o crime sempre uma consequência inelutável das “mazelas” a que se está submetido.

Não quero fugir muito do tema, mas pegue por exemplo uma série como Orange is the New Black, em que o ambiente é prisional e as histórias das prisioneiras são mostradas em flashes. Perceba que a prática delituosa sempre é demonstrada como resultado de uma condição extrema da qual não se pode fugir, como consequência de uma estrutura maior, não pessoalizada, externa, contínua, que as torna marionetes. O ente abstrato destrutivo, “o sistema” é o culpado por tudo, tendo praticamente as obrigado ao crime.

Breaking Bad não se dobra a esta militância raquítica, demonstrando que Walter White não se torna um produtor de metanfetamina porque as vicissitudes da vida o empurraram a uma situação inarredável. Walt, mesmo sem o amigo rico, poderia ter enfrentado a situação. Skyler, mesmo que irritante, elenca possibilidades de economia que possibilitariam a realização do tratamento.

Walt não aceita porque crê que não vale a pena gastar tudo no tratamento, correndo o risco de morrer ainda assim, deixando a família desprotegida.

O oferecimento do amigo para pagar o tratamento vem como um bônus. É a possibilidade perfeita. Não altera suas economias. Só mexe com o orgulho. Mas o que é o orgulho diante de uma doença mortal, que se não for combatida rapidamente, o matará?

Walter White pôde escolher. Não ingressou no crime forçado por uma situação, como única forma de salva sua vida. A oferta é o reforço do roteiro a esta questão. A prova de que não quiseram recorrer ao catastrofismo esquerdista de legar à sociedade como um todo os desvios de conduta que são de cunho individual.

Walter vai lutar contra seu câncer, mas não vai aceitar esmolas de nenhum talarico. Ele pagará, e para isso, fará o que for necessário.

Porque um homem precisa fazer o que um homem precisa fazer.

O orgulho de Walter White, e o cansaço de uma vida pueril e sem sal, eram maiores do que os freios morais que o seguravam dentro dos limites da legalidade.

Ele decide produzir drogas para pagar o tratamento ao invés de aceitar o dinheiro.

Com isso, descobrirá a docilidade do sabor do proibido.

No próximo artigo da série “Breaking Bad” descobriremos se o que é proibido é mais gostoso.

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Por Renan Alves da Cruz 

 

Artigo publicado em 16/10/2018

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Como o socialismo matou milhões de pessoas de fome na África e no mundo

Muito de nós já vimos imagens das crianças etíopes com fome, com barrigas inchadas e olhos cobertos com moscas. O que poucos sabem é que elas foram vítimas inocentes do Derg, um grupo de militares marxistas que tomou o poder na Etiópia e usou a fome para chantagear partes rebeldes do país.

Entre 1983 e 1985, mais de 400 mil pessoas morreram de fome. Em 1984, o Derg utilizou 46% do PIB para gastos militares, criando o maior exército da África. Em contraste, o gasto com saúde diminuiu de 6% do PIB em 1973 para 3% em 1990.

Previsivelmente, o Derg culpou a seca pela fome, mesmo com a escassez de alimentos tendo sido precedida por meses de chuva. Em 1991, o Derg foi derrubado e seu líder, Mengistu Haile Mariam, escapou para o Zimbabwe, onde mora sob proteção do governo e dos pagadores de impostos até hoje.

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Consumo de quilocalorias por pessoa, 1961-2013. Fonte: Banco Mundial

Falando em Zimbabwe, em 1999, Robert Mugabe, o ditador marxista que assumiu o poder há 35 anos, criou um catastrófico programa de reforma agrária que tinha como objetivo estatizar fazendas privadas e expulsar fazendeiros e empresários não-africanos. O resultado foi um colapso na produção agrícola, a segunda maior hiperinflação já registrada no mundo – 89,700,000,000,000,000,000,000% por ano (sim, 89,7 sextilhões) – e 94% do país sem emprego.

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Qual o problema com o comunismo? Por que não sou comunista?

Milhares de zimbabweanos morreram de fome e doenças, apesar da massiva ajuda internacional. Como no caso da Etiópia, o governo do Zimbabwe culpou o clima, roubou grande parte do dinheiro da ajuda internacional e negou alimentos e medicamentos aos seus adversários políticos.

A tabela abaixo mostra que seis das dez piores matanças por fome no Século XX aconteceram em países socialistas. Além disso, Nigéria, Somália e Bangladesh tiveram escassez de alimentos como resultado de sucessivas guerras e má gestão estatal.

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Maiores matanças do Século XX por fome, em proporção da população. Fontes: Zycher and Daley (1989); US Bureau of the Census; World Bank; populstat.info; Institute of Development Studies.

Hoje não há um único caso de fome em massa em andamento no mundo – nem mesmo em locais devastados pela guerra como a Síria, e por quatro motivos. Primeiramente, o nível produção agrícola está mais alto do que nunca, o que fez os preços caírem: entre 1960 e 2015, a população mundial aumentou 143% enquanto o preço dos alimentos diminuiu 22%. Além disso, as pessoas têm mais renda e podem comprar mais comida: nos últimos 55 anos, a renda per capita média mundial aumentou 163%. Houve também desenvolvimento maciço dos transportes e das comunicações, o que tornou possível entregar ajuda alimentária em qualquer parte do mundo de forma relativamente rápida. E, por fim, a globalização e o comércio garantem que os alimentos possam ser adquiridos por qualquer pessoa e em qualquer lugar.

A África foi a principal beneficiária desse desenvolvimento, Em 1961, cada africano consumia, em média, 1993 quilocalorias por dia. Em 2011, último ano que o Banco Mundial forneceu os dados do continente, o consumo de cada africano era de 2618 quilocalorias. Globalmente, o consumo aumentou de 2196 para 2870 quilocalorias ao dia. Na Etiópia não foi diferente. Dois anos depois da deposição do Derg, cada etíope consuma 1508 quilocalorias por dia e, em 2013, o consumo por etíope já estava em 2131 quilocalorias por dia.

O Zimbabwe, que ainda sofre com um ditador socialista marxista, não teve a mesma sorte. Em 1961, cada zimbabuano consumia 2115 quilocalorias por dia e, em 2013 – 52 anos depois – esse consumo se manteve praticamente o mesmo (2110 quilocalorias por dia).

Onde quer que tenha sido instalado, da União Soviética até a Venezuela, o socialismo falhou. O socialismo é a fábula que promete igualdade e abundância para trazer tirania e fome.

Por Marían Tupy

Tradução: Rafael Cury; Revisão: Marcelo Faria

Publicado no ILISP 

Série Rock de Direita: Kid Rock – Summer Long

Nesta série divulgamos bandas e artistas de Rock que lançaram músicas com temática liberal-conservadora.

Hoje nossa música é de curtição, com o bônus de ser uma homenagem, tanto na letra quanto na melodia, à atemporal Sweet Home Alabama, do Lynyrd Skynyrd. Kid Rock, um republicano inegável, tem uma produção artística variada, que já passou até pelo Rap, se estabelecendo numa mescla de rock e country, passando pelo blues. É um grande expoente do Southern Rock e um dos artistas mais politicamente engajados à direita da política americana.

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A música oficial da campanha do republicano Mitt Romney em 2012 era de Kid Rock. O cantor até cogitou uma candidatura própria ao Senado nas últimas eleições. Sua intenção de engrenar uma carreira política não está descartada.

Kid Rock entra em nossa compilação com Summer Long, sua música de maior sucesso nas paradas, que possui uma levada contagiante que fará até o mais democrata dos Obamistas pelo menos bater o pezinho no chão como quem não quer nada.

O clipe já começa com uma bandeira americana, para já ir botando pra quebrar logo de saída:

O propósito desta série é quebrar o conceito, ainda muito presente para alguns tolinhos, de que o Rock é de esquerda.

No artigo inaugural, expliquei que o Rock é sim contestador.

A questão é que o establishment hoje é de esquerda. E quem não se vendeu pro politicamente correto o contesta.

Também visamos apresentar artistas que não são necessariamente de direita, mas criaram músicas com valores ligados ao pensamento conservador. Porque, para nós, a mensagem tem muito mais valor. Não importa a posição política pessoal do mensageiro. Se uma música está alinhada aos nossos valores, ela pode ser representada aqui. Um rock pode ser “de direita” mesmo que o “roqueiro” não seja.

Porque representamos valores e princípios. Isso vai além da militância.

Leia os outros artigos desta série e deixe seu comentário.

Até a próxima

Por Renan Alves da Cruz 

 

Série Rock de Direita

Série Rock de Direita: Alice Cooper – Nothing´s Free

Série Rock de Direita: Manowar – Battle Himns

Série Rock de Direita: Mama Song – Lynyrd Skynyrd

Série Rock de Direita: a surpreendente verdade que não te contaram sobre o Rock e a Direita. 

 

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Em quem o cristão deve votar?

Você vota baseado em seus próprios interesses imediatos ou fundamentado em princípios?

Quando falamos em voto por interesse, logo imaginamos negociatas escusas, em que alguns negociam a promessa de voto por um presentinho ou cargo.

Entretanto, não é preciso uma atitude tão ostensiva para votar como um interesseiro.

Períodos eleitorais proporcionam, via redes sociais, oportunidade ímpar de observar as inclinações políticas e as motivações de voto do brasileiro comum. As duas últimas eleições foram prolíficas neste tipo de manifestação e, o que tenho visto, confesso, me causou profundo incômodo.

Trato especificamente dos cristãos. Numa sociedade construída à base do “jeitinho” e do “levar vantagem”, não esperava nada diferente da massa geral, entretanto, percebi que muitos irmãos, tal qual o menos metafísico dos materialistas, pautam seu direcionamento político focando unicamente no interesse direcionado e imediato.

O taxista defende o voto no candidato que promete melhorias aos taxistas, comerciantes miram nos que prometem benesses que os contemplam, professores (minha área de atuação profissional) panfletam desbragadamente em prol daqueles que prometem auxiliar a “categoria”.

Tenho observado que muitos cristãos estão enlaçados neste conceito. Preferem destinar voto a um partido ou candidato que, não raro, afrontam os princípios bíblicos e conservadores, mas que lhes promete um beneficiozinho financeiro/profissional a curto prazo.

Isto, meu querido, também é um voto por interesse.

Também é um voto vendido.

Somos servos determinados a aplicar cada segundo de nossa vida ao exercício da prática cristã, ou meros crentes nominais, batendo cartões aos domingos?

É inconcebível que aqueles que, por suposto, normatizam sua conduta de vida de acordo com a Palavra de Deus, ajam como apalermados indoutos, que, ao invés de mirar numa construção de sociedade a longo prazo, pensando nos valores da cristandade, nos filhos e netos, na apostasia e na movimentação daqueles que se levantam contra o que é de bom costume, abram mão de defender uma causa tão mais valorosa, em troca de uma promessa de um aumentozinho em sua renda, ou  de uma leizinha que beneficie apenas ele e as pessoas de seu campo profissional.

O candidato digno a me representar não precisa simplesmente ser bom para professores! Se for, tanto melhor. Mas o exigido para conquistar meu voto é um comprometimento maior, que transcenda meu holerite e o suprimento de meus anseios profissionais. Precisa estar em coesão com os princípios e valores morais que defendo, determinado a realizar o melhor para todos, não apenas na próxima semana, ano ou mandato, mas na solidez de uma administração que molde as posteriores, cimentando uma melhor sociedade vindoura.

Como você votou nas últimas eleições? Em qualquer um? Em nenhum? No que espalhou mais cartazes? No que lhe distribuiu um folheto? No que prometeu beneficiar o setor em que você trabalha?

Ou você destinou tempo para pesquisar sobre as opções a fim de encontrar alguém que tivesse histórico ilibado, princípios afinados com a cosmovisão cristã e visão ampla sobre necessidades diversas da população de sua cidade?

Reflita sobre isso.

O que alguém prioriza na hora do voto, provavelmente, é o que prioriza em sua vida como um todo.

Por Renan Alves da Cruz

Nota do autor: Este artigo foi publicado originalmente antes das eleições de 2016. O republico agora, na medida que seu alerta vale também para as eleições que se aproximam. Deus abençoe nosso país. 

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Meninos são revolucionários, homens são conservadores

Tive ímpetos revolucionários durante minha adolescência. Muitos de nós tiveram. É uma soma de dúvidas, incertezas, percepção de situações difíceis que transcendem nossa capacidade de entendimento e influência externa, principalmente do ambiente cultural e estudantil.

A paixão pelo ideal revolucionário brota na soma das incertezas. A expectativa de mudança a qualquer preço, somada à inadequação típica do jovem alimentam a sensação de necessidade de ação iminente. O rebelde juvenil considera que não pode esperar, que é preciso agir, que não ser o agente da mudança é atuar em prol do conformismo e, claro, conta com meia dúzia de professores/influenciadores culturais o incitando justamente a isso.

Tal ímpeto quase sempre se manifesta de modo destrutivo. O pensamento do revolucionário exige transformação, mas através da destruição das estruturas vigentes. Não há diálogo possível, ou sequer uma construção gradativa que permita a realização daquilo que ele deseja. Não. Só o que funciona é destruir o “sistema”. Derrubá-lo aos escombros para depois reconstruir.

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E é isso que os torna meninos. E são meninos quando têm delírios revolucionários aos quinze, aos vinte, aos quarenta ou, com cabelos brancos, aos sessenta.

Meninos pensam que podem transformar a sociedade para melhorá-la. Homens entendem que precisam conservá-la para que não piore mais.

Homens se tornam conservadores quando ultrapassam a imaturidade juvenil, porque entendem os valores que a sociedade mantém, e passam a discernir que eles só existem graças aos pilares que, não por acaso, os revolucionários tencionam destruir.

É no momento que formam família, quando compreendem o esforço de seus próprios pais em sua criação, percebem as próprias conquistas advindas do trabalho e a necessidade de manterem a família e os bens honestamente conquistados em segurança.

O ódio cego pela religião, típico do menino rebelde, dá lugar ao reconhecimento do papel social e moral da formação religiosa na sociedade humana, percebendo por fim que tudo o que o revolucionário quer derrubar é justamente o que nos sustentou como seres civilizados e nos salvou da barbárie.

São inúmeros os casos de ex-militantes de esquerda que se tornam conservadores quando atingem a idade madura. O contrário raramente ocorre. A consolidação intelectual nos esclarece que a ação humana na sociedade é quase sempre danosa, cabendo-nos o zelo pela estrutura construída. Não passa de tolice infantil ou desajuste intelectual a esperança de que uma revolução destrutiva possa gerar melhora social.

Nosso caos é fruto de nossa imperfeição natural. A soma de tantas imperfeições. Não havendo portanto solução mágica que transforme a sociedade e a torne infalível.

Superar a meninice intelectual e moral nos torna capazes de identificar que somos guardiões dos valores que resistiram à destruição. Precisamos conservar as bases que nos permitiram sobreviver até aqui. Por isso somos conservadores.

O revolucionário que assim permanece mesmo após a idade da maturidade é o velhaco profissional. Aquele que se locupleta através do discurso militante. Se engancha em algum partido, diretório, sindicato ou repartição e se beneficia do discurso.

Se acomoda no estado perpétuo de militante, criando escaras morais e intelectuais insuperáveis. O discurso coletivista mascara seu propósito individual.

É, portanto, a seu modo também um conservador.

Só que o que busca conservar é a própria regalia.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

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