ESTABLISHMENT EM VERTIGEM

O documentário brasileiro – “Democracia em Vertigem”, dirigido por Petra Costa e distribuído pela Netflix, detentora dos seus direitos, foi um dos selecionados nesta semana ao Oscar de Melhor Documentário. É isso mesmo, o documentário que retrata, sem qualquer apoio popular (!), o impeachment de Dilma como “golpe” das elites sedentas por poder, executado pelo inescrupuloso Sérgio Moro, treinado nos Estados Unidos sob os auspícios da CIA, abrindo caminho para a ascensão do neofascismo tupiniquim de Jair Bolsonaro, etc., foi indicado ao Oscar.

É evidente que o filme visa endossar a narrativa petista sobre o impeachment e conduzir o telespectador a concluir em favor da suposta decadência do processo democrático brasileiro após a retirada de Dilma da presidência do Brasil, em 2016. A propaganda política disfarçada de documentário começa no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, e narra até a crise política no país.

Entretanto, por um lapso intencional, o documentário deixou de registrar os inúmeros e reiterados escândalos de corrupção que sempre acompanharam o PT na sua trajetória. Desde janeiro de 2003 a gestão petista e seus asseclas conviveram e apoiaram casos de corrupção no Brasil, que, resumidamente, totalizam 4.880 dias de escândalos, somando mais de R$ 47 bilhões. Da posse de Lula ao afastamento de Dilma, em maio de 2016, os escândalos políticos e casos de corrupção sempre estiveram presentes.

Só no mandato de Lula, o PT enfrentou a CPI do Banestado; o esquema de corrupção no DNIT; o uso indevido de dinheiro público; o surgimento do esquema do mensalão; empréstimos irregulares de bancos públicos; fraude envolvendo ONGs, movimentos estudantis e fundos destinados a programas para desempregados; gastos indevidos com cartões corporativos do governo; benefício fiscal aos “amigos do rei”; etc.

Já no governo de Dilma Rousseff, em 2013, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia, foi acusado de envolvimento em fraudes de licitações que chegaram a R$ 1 bilhão. O dinheiro foi enviado para empresas que financiaram a campanha do PT. Isso sem falar na inépcia que gerou a maior crise econômica de todos os tempos no Brasil.

O final da história nós já conhecemos, a “Lava Jato” desnudou o rei petista e mandou para a cadeia toda a companheirada, responsável pelo maior esquema de corrupção e manutenção de poder da história brasileira, tornando-nos oficialmente num governo de ladrões.

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A ÉTICA NA POLÍTICA OU A ÉTICA SOCIOPÁTICA?

Além disso, o PT aliou-se com regimes comunistas economicamente moribundos, como os de Cuba, Venezuela e Angola. Nada democrático! Ora, o PT fundou e organizou o Foro de São Paulo e, como tal, foi o responsável direto pelo advento de Chaves, Maduro, Morales e tutti quanti, mostrando-se, ainda, um partido revolucionário, empenhado em implantar no Brasil um regime comunista, cujos vis objetivos foram financiados com o dinheiro saqueado dos cofres públicos e extorquido dos empresários brasileiros.

O que tem de democrático nisso? Nada, absolutamente nada. “Democracia em Vertigem” deveria ter sido indicada para a categoria ficção, isso sim.

Fato é que, o hábito de tentar salvar o prestígio da esquerda, omitindo de denunciar seus crimes já está tão arraigado nas retinas mentais da classe falante, que busca desesperadamente distorcer, minimizar e abafar, com renitência obstinada e criminosa, os males do governo do PT, substituindo-os por um sentimentalismo barato e efeitos cinematográficos, que o documentário brasileiro, “Democracia em Vertigem”, até chega a ser indicado ao Oscar de Melhor Documentário, evidenciando que Hollywood ou o establishment cultural de esquerda continua trabalhando assiduamente para dar fidedignidade a narrativa petista.

Por: Lucas Gandolfe

DOUTRINAÇÃO IDEOLÓGICA: Alunos encenam assassinato do presidente

Não foram poucas às vezes em que denunciamos aqui em nosso blog a doutrinação ideológica nas escolas. E longe de acabar, com a eleição de Bolsonaro, o fenômeno tornou-se ainda mais evidente.

Infelizmente, trata-se de um tema não abordado pelos “especialistas” em educação. Estes defendem a “pluralidade” de ideias e a “liberdade de expressão”. Claro, claro. Qual o cidadão que não defende o debate sadio e a liberdade de expressão?

Acontece que esses mesmos que dizem defender tais direitos, fecham os olhos para uma continua doutrinação nas escolas em um processo de alienação dos nossos jovens sem precedentes. Isso, em parte, explica o fato de o Brasil figurar entre os piores países quando o assunto é o conhecimento adquirido por nossas crianças e jovens.

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Desde ontem circula nas redes sociais um vídeo em que estudantes adolescentes de uma escola, informações dão conta de que se trata da escola técnica de Campinas (ETECAP), encenam a morte do presidente ao mesmo tempo em que gritam, “vai dar PT”.

Vejam o vídeo

É preciso muito estomago para assistir todo o vídeo, sei disso, a contar pela “trilha sonora”. Isso é resultado da dita valorização da cultura dos jovens, algo muito caro à esquerda. Ademais, se alguém perguntar o que é doutrinação ideológica, mostre esse vídeo. Sem tirar nem pôr, esse é só mais um, das centenas de casos de uma doutrinação ideológica nas escolas.

Por Jakson Miranda

Quem vai DENUNCIAR o baile Funk? Voltemos à Direita

A noticia de que 9 pessoas morrem em baile funk é algo estarrecedor e mais uma vez, o ônus da culpa recai sobre a PM de São Paulo, óbvio! Ninguém da grande mídia, ou qualquer outra voz influente, irá denunciar o baile funk. O que torna o ocorrido ainda mais estarrecedor.

Nessa manhã, publiquei nas redes sociais do Voltemos à Direita a seguinte mensagem:

O que vai na mensagem é claro e inequívoco. Ninguém que se valha de um mínimo de honestidade poderá contestar a verdade expressa em poucas linhas, pois, para chegar a essa conclusão não é necessário ler nenhum tratado filosófico, basta mensurar o que acontece em um baile funk.

Por falar nisso, recordo-me de um post que publicamos nesse espaço em julho de 2016 cujo titulo é: Pancadão da PUC e a cultura da bestialidade. Do texto, destaco o seguinte:

Pois bem, em reportagem da Folha de São Paulo, tomamos conhecimento do pancadão da PUC.

Segundo é noticiado, a festa é regrada a som em volume máximo. Consumo de drogas e sexo em plena rua.

Situações que naturalmente, causam horror aos moradores da região. Isso tudo se dá nos arredores de uma das mais conhecidas universidades do Brasil, patrocinado por seus alunos.

E como deixa claro a reportagem, nada deixa a desejar aos bailes funks dos morros e periferias nos grandes centros urbanos, estes, patrocinados por criminosos.

Se você se pergunta: “o que é um baile funk”? O que vai acima é um aperitivo.

Infelizmente não é difícil concluir que o baile funk de Paraisópolis seguisse a regra, a exemplo do baile funk da gaiola e tantos outros país afora.

Para finalizar, lanço alguns questionamentos que até agora a grande mídia ainda não fez diante da tragédia de Paraisópolis.

Havia armas no baile funk?

A festa estava devidamente autorizada junto aos órgãos da prefeitura?

Os menores de idade presentes estavam acompanhados por um adulto responsável?

Esses menores de idade estavam tendo acesso à bebida alcoólica?

Havia consumo de outras drogas no local?

Ok, ok! Alguém pode falar que era uma festa na periferia e, portanto, não havia controle sobre nada. Nesse caso, tanto faz se foi na periferia ou no Itaim Bibi, o baile funk precisa ser denunciado e a presença da PM deve ser constante.

Por Jakson Miranda

QUAL O PAPEL DA ANCINE QUE BOLSONARO QUER EXTINGUIR?

Pois é, amigos. Vocês sabem qual o papel da ancine? Acredito que poucos saibam e menos ainda são aqueles que sabem da existência desse órgão.

A ancine é uma agência reguladora. Foi criada em 2001, na gestão do tucano FHC, e sua função é a fiscalização e regulação do cinema no Brasil. Eis o brilhante papel da ancine!

É esse o papel? Ancine aprova projeto lacrador e irrita Bolsonaro

Bem, segundo consta, o presidente Jair Bolsonaro está insatisfeito com o andamento da agência.

Bolsonaro teria considerado “absurdos” projetos aprovados pela agência, como o reality show Born to Fashion, que busca revelar modelos transgêneros. O presidente também estaria preocupado com a disputa por cargos no órgão.

Olha que legal! Finalmente temos um presidente que realmente se importa com qualidade e quer evitar a disputa de cargos em certas agências.

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Se o papel da ancine é aprovar projetos de qualidade duvidosa ou a ladainha esquerdista tem é que ser extinto mesmo. Aliás, com certeza existem outras pastas que podem perfeitamente fazer o trabalho de aprovar ou não projetos culturais do segmento audiovisual.

Tenho absoluta certeza de que se de fato a ancine acabar, ninguém sentirá a diferença ou falta, exceto os lacradores e aqueles que adoram um cabide de emprego.

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Por Jakson Miranda

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CANTOR LOBÃO AFIRMA QUE GOVERNO BOLSONARO INCITA O CAOS

No começo da noite de hoje, o site de Época publicou uma entrevista com o cantor Lobão. Nela, o músico faz criticas às manifestações, como a ocorrida ontem em várias cidades do país, e afirma que há um clima de beligerância nas ruas.

APROVEITA E INSCREVA-SE EM NOSSO SORTEIO DO LIVRO LAVA JATO 

Para Lobão, o governo Bolsonaro é o responsável por isso.

Na verdade, o que está acontecendo é que, nesses primeiros seis meses de governo, o ódio se recrudesceu, as pessoas estão mais beligerantes nas ruas. A direita já não se comporta dentro da própria direita, já há grupos que são irreconciliáveis. Isso é um sinal muito sério de que estamos caminhando para uma situação irreconciliável mesmo dentro do pacto social. Acho que o governo é responsável por isso.

Ao ser questionado se o governo incentiva essa “polarização”, Lobão foi enfático:

Sim, o do dia 26 foi incitado pelo governo, inclusive com gritos peremptórios de ruptura, invasão do Congresso, fechamento do Supremo. Isso ficou bem claro. Quando começou a pegar muito mal e o próprio Bolsonaro endosou isso, e os filhos dele também, eles trocaram, inverteram, começaram pelas reformas, e a narrativa foi se metamorfoseando durante a própria semana.

Podemos depreender pelas palavras do músico, que o governo Bolsonaro, no minimo, incita o caos por meio daqueles que apoiam o presidente e suas pautas.

Lobão faz parte dos que acreditam que o bom mesmo é as pessoas ficarem nas suas casas e os políticos, juntamente com o STF, serem os protagonistas das mudanças necessárias para o Brasil. Tanto o Congresso quanto os ministros do STF são ciosos do dever e sabem o que é bom, exceto você, que foi ontem as ruas.

Assim amigos, vocês que reservaram um tempo do seu domingo para irem às ruas manifestarem-se de forma pacifica, na visão do cantor Lobão, você está fazendo algo bobo. Você está sendo massa de manobra do governo e você está sendo incitado ao ódio.

Deixe nos comentários, sua opinião a respeito da fala do cantor. Sejam respeitosos com o “intelectual” roqueiro.

Por Jakson Miranda

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COMO GANHAR O LIVRO LAVA JATO: O JUIZ SERGIO MORO E OS BASTIDORES?

Em homenagem a todos os patriotas que irão as ruas hoje em defesa do ministro Sergio Moro, da Lava Jato e das demais pautas do governo, preparamos essa MARAVILHOSA SURPRESA!

Dificilmente passe-se um dia sem que o nome do juiz Sergio Moro seja noticia. Não é para menos, pois, seu nome está intrinsecamente ligado à maior operação de combate a corrupção no Brasil, a Lava Jato.

Daqui a 50, 70, 100, 200 anos, a Operação de maior combate a corrupção no Brasil constará nos bons livros de história. Historiadores gabaritados interpretarão o Brasil sob a ótica do antes de depois da operação. Na verdade, o juiz Sergio Moro e a Lava Jato já está sendo estudados e lidos concomitantemente as suas ações de combate à corrupção. Já é história!

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LAVA JATO: O IMPERDOAVEL ERRO DE SÉRGIO MORO

Alguns livros já foram publicados a respeito. A jornalista Joice Hasselmann deu sua contribuição. Porém, um livro que nos chamou atenção foi o publicado pelo também jornalista Vladimir Netto, com o sugestivo titulo: Lava Jato: o juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil.

Leiam critica do livro publicado na Folha de S. Paulo

Para quem já perdeu o fio da meada e desistiu de acompanhar o noticiário trepidante da Operação Lava Jato, o livro lançado na semana passada pelo jornalista Vladimir Netto oferece uma boa reconstituição dos primeiros dois anos da investigação.

“Lava Jato” mostra como as autoridades avançaram rápido, começando pelos negócios de uma rede de doleiros, até a descoberta de um vasto esquema de corrupção em que políticos e empreiteiras se uniram para desviar recursos da Petrobras e de outras estatais.

(…)

Mas o livro não traz novidade para quem continua seguindo a história nos jornais ou na TV. Quem estiver em busca de respostas para os muitos mistérios que os investigadores ainda não esclareceram ficará decepcionado.

Netto não esconde sua admiração pelo juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em Curitiba, e pelos procuradores e policiais federais que estão na linha de frente da investigação.

Moro exibe “rigor e coragem” ao conduzir o caso “com maestria”, diz o jornalista, que o descreve no livro como integrante de uma geração “que trabalha com afinco em busca de resultados”. (…)

Voltamos

Interessou-se? Quer saber como ganhar o livro Lava Jato: o juiz Sergio Moro e os bastidores?

É simples! Participe do nosso sorteio e concorra a um exemplar inteiramente novo deste livro.

Leia atentamente as regras e condições do sorteio.

Por Jakson Miranda

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CASO NEYMAR: O QUE PENSA UM CRISTÃO CONSERVADOR?

Minha vontade era a de não abordar aqui, o caso Neymar. Mas, devido a repercussão do tema e pelo nosso compromisso com os valores cristão conservador, acreditamos ser importante fazermos uma reflexão sobre todo o imbróglio.

Antes de tudo, registro que “o que pensa um cristão conservador” refere-se tão somente a este escrevinhador. Não é minha intenção, portanto, dizer COMO os conservadores de modo geral devam pensar.

Nesse sentido, vai um primeiro desabafo. Me causa extremo desconforto constatar o quanto centenas de pessoas saem em defesa do jogador e atacam acidamente Najila Trindade. Minha constatação é que ambos, Neymar e Najila, estão errados! Logo, não irei trilhar aqui o caminho de afirmar que Neymar é culpado. Ou o contrário disso. Isso caberá à justiça.

Meu ponto de vista é outro.

Como cristão e conservador, não aceito a banalização do sexo. Neymar queria sexo. A moça queria sexo. Eles não são casados. Esse é o erro!

E não venham me taxar de moralista. Qualquer pessoa com um mínimo de estudo e bom senso chegará facilmente à conclusão que a chamada “liberdade sexual”, “sexo livre”, “revolução sexual” e todos os seus derivados, não trouxeram nada de positivo para sociedade.

Em seu artigo UMA GERAÇÃO VICIADA EM SEXO nosso colunista e editor Renan Alves da Cruz mostrou que uma pesquisa feita pela Universidade de Stanford apontou que 3 de cada 4 homens não tiveram FREIOS MORAIS em aceitar fazer sexo com UMA DESCONHECIDA!

…retrato de uma sociedade que deificou a sexualidade e a transformou num anelo constante. Estavam dispostos a, mesmo diante dos mais diversos riscos envolvidos, praticar sexo com mulheres desconhecidas, sem qualquer reflexão mais aprofundada sobre sentimentos e consequências. (…) A ânsia sexual corrompe de tal forma os valores que sequer o raciocínio lógico, a despeito das implicações morais, reage normalmente.

Bem, senhoras e senhores, o caso Neymar encaixa-se a perfeição no que vai acima.

Como cristão e conservador, que lido diariamente com jovens adolescentes, tento, sempre que possível, mostrar-lhes o mal que existe em uma relação sexual fora do matrimônio. Lógico que minha fala, para a grande maioria desses jovens é irrelevante. Eles continuarão seguindo o que diz o funk que escutam e seguindo o exemplo de artistas que proclamam o “poder da bunda” e jogadores de futebol endinheirados.

No caso Neymar, é bom lembrar que o jogador, nas olimpíadas de 2016, chegou a ostentar em sua cabeça uma faixa onde se lia “100% Cristo”. Tratamos do caso no artigo NEYMAR E A CRISTOFOBIA DO COI

Foi nessa perspectiva, que por esses dias escrevemos no Twiiter:

Assim, o caráter de Neymar é falho o que faz dele um covarde. Covarde porque aos 27 anos ainda não está preparado para assumir um casamento. Covarde ao recorrer a “modelos” para satisfazer seu apetite sexual, ou seja, não tem personalidade suficiente para viver sua solteirice de forma santa.

Reitero, não é moralismo. Apenas tenho a convicção de que o cristianismo é exigente. Também o é o conservadorismo. O contrário disso é concordar com todo o relativismo existente em nossa sociedade. Com o recorrente costume de sair em defesa de homens e mulheres que agem seguindo apenas seus instintos depravados.

Por Jakson Miranda

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Os Simpsons na mira da patrulha politicamente correta

A matilha politicamente correta não descansa. Todo dia há um novo linchamento virtual acontecendo contra alguém que ousou emitir uma opinião, piada ou expressão considerada inapropriada pelos virtuosos inquisidores do século XXI.

Chegou a vez do longevo e já cult seriado “Os Simpsons” ser a nova bola da vez.

A polícia do pensamento considera o personagem Apu, sim, ele mesmo, o dono do mercadinho Kwik E Mart, um estereótipo ofensivo.

Ricardo Bordin publicou um artigo no Instituto Liberal mostrando o absurdo da situação:

Sim, é ele mesmo: Apu Nahasapeemapetilon, o dono do mercadinho Kwik E Mart, pai de oito filhos, casado com Manjula e sempre a todos fazendo rir durante os episódios do seriado Os Simpsons. Bom, nem a todos: há um movimento na América para banir o personagem porque, segundo consta, ele seria ofensivo aos imigrantes da Ásia Meridional devido a seu sotaque característico, e o comportamento estereotipado do indiano poderia, assim, desencadear racismo contra imigrantes e seus descendentes.

O comediante indiano Hari Kondabolu, por exemplo, hoje com 35 anos, alega que cresceu  nos Estados Unidos assistindo às desventuras dos Simpsons, e que Apu serviu como estopim para muitas zoações no colégio por parte de seus colegas americanos. Alguns dos “bullies” costumavam imitar os trejeitos do personagem na sua frente; outros repetiam frases típicas do comerciante, como “Hello, Mr Homer”, ou então “Obrigado, volte sempre”.

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O “traumatizado” rapaz, a propósito, está produzindo um documentário sobre o racismo por trás da imagem do referido personagem, intitulado “The Problem With APu“. Nele, serão retratados outros descendentes de imigrantes indianos que vivem na América e o efeito nefasto de Apu sobre suas infâncias e adolescências.

Interessante notar: o comediante em questão fez fama e dinheiro nos Estados Unidos por meio, justamente, da estratégia de emitir críticas a outros produtores de conteúdo de comédia, apontando, em suas obras e trabalho, supostas menções preconceituosas contra grupos étnicos desfavorecidos pela sociedade (as famigeradas “minorias oprimidas”), exatamente como agora procede contra Os Simpsons. Basicamente, seus shows de stand-up comedy resumem-se a reclamar do privilégio dos brancos e cobrar melhor tratamento para todos os demais – pouco importando, no caso, se os fatos sustentam suas teses.

(…)

O que torna ainda mais ridícula a barulheira  dos queixosos no caso em tela é que os roteiristas de Os Simpsons não costumam perdoar ninguém: debocham de tudo e todos, e não deixam barato nem mesmo para a FOX, emissora detentora dos direitos de transmissão. No que tange a zombar de etnias, o alvo preferencial é sempre o próprio povo americano. Ou seja, se isto caracteriza xenofobia ou coisa que o valha, então a espiral do silêncio imposta pelos “progressistas” está muito próxima de atingir seu epicentro nos Estados Unidos.

Pois é, amigos, Ricardo Bordin demonstrou bem a hipocrisia. E assim caminha a humanidade progressista e tolerante do século XXI, passando seu trator censório sobre tudo e todos.

Nos manifestemos, enquanto ainda temos essa possibilidade.

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

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Breaking Bad: Walter White não, Heisenberg!

A dualidade Walter White / Heisenberg é uma das coisas mais primorosas da ficção recente. A atuação de Bryan Cranston é ímpar e consegue conceder peso dramático às implicações intrínsecas ao fato de que o pacato professor de química se embrenhou numa floresta de densas trevas e o homem que saiu do outro lado havia mudado.

(CONTÉM SPOILERS)

Quando descobre o câncer, Walter começa seu torneio de carteado com a morte. Seus freios morais estão gastos. A vida o traiu.

Começa então a grande virada.

White resiste um pouco, mas a grande verdade é que está começando a curtir o florescente gangsterismo. A reticência inicial começa a dar vazão a uma expressão mais firme e assoberbado. Se antes, quando se olhava no espelho se sentia tal qual um masturbador de bebês, a consolidação de sua estratégia produtiva de metanfetamina lhe concede um hausto fresco de oxigênio vivificante.

Walt sabe que pode até perder o torneio de cartas com a morte, mas na rodada atual, no truco, ele tem o zap.

Jesse Pinkman é o passaporte de entrada, mas não pensa grande. É tolo, imaturo e se contenta com pouco. Walt cansou de se contentar com merrecas a vida toda. Se lhe resta pouco tempo, que sejam tempos áureos, e se terá que manter Pinkman agastado ao seu negócio, ele terá que entender que Mr. White não quer mais ser peixe pequeno.

Mas Walter White não é ninguém, e sabe disso, e sabe também que nunca será. É preciso alguém mais forte, mais homem, mais impetuoso, mais implacável.

É preciso um Heisenberg.

Walter White é um homem de família, acomodado, tentando concluir dignamente suas responsabilidades suburbanas, tolerando uma mulher irritante e o desprezo do filho, que o considera um fraco.

Um homem doente, achacado de suas últimas forças pela quimioterapia.

Por isso que ele precisa de Heisenberg.

Walt raspa o cabelo, antes que a maldita quimioterapia tome esta decisão em seu lugar. Cranston oferece feições mais firmes após o serviço da navalha, perdendo a expressão apatetada inerente ao velho Walter White.

Heisenberg possui uma careca testosterônica. É um gangster.

Nessa condição percebe a necessidade de contatar algum importante distribuidor. Manda Jesse, o menino Jesse, conseguir fazer essa ligação. E é claro que Pinkman não tem traquejo para algo de tamanha grandeza. Chega diante do traficante Tuco porejando fraqueza e acaba no hospital.

Heisenberg, o cabeça da nova operação, terá que assumir a negociação.

E Tuco, embora psicopata, sabe que não pode abrir de um produto daquela qualidade, com uma pureza nunca vista antes.

A cena definitiva da 1ºtemporada é a ida de Walt ao quartel general do traficante para pegar o que lhe pertence: o dinheiro da droga que Tuco roubou de Jesse.

Mas quem entra não é Walt, é Heisenberg…

E Heisenberg pode não ser experiente no ramo, mas não tem mais nada a perder.

Quando sai com o que lhe pertence, a verdade fica clara. Aquilo vai acontecer. É de verdade, é para valer.

Ser Heisenberg, um fora da lei, é tão importante para Walt que a partir do momento que assume essa personalidade, a quimioterapia deixa de afetá-lo.

 

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Por Renan Alves da Cruz 

 

 

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Dica de livro #04: Mr. Mercedes – Stephen King

Não concordo com Rousseau. Não creio que o homem nasça bom, mas seja corrompido pela sociedade. Penso o exato contrário: o homem nasce mau e é balizado pelas regras de civilidade da sociedade, ficando seu mal em potencial acondicionado ao sistema que o insere.

Há pessoas, no entanto, que transbordam o mal presente em si com virulência incontrolada. São aqueles que não são contidas por leis, normas ou qualquer indicativo de consciência. A maioria se caracteriza no campo da psicopatia. Uns se revelam muito jovens, outros podem demorar a vida inteira, mas quando agem, transtornam o mundo ao seu redor.

Mr. Mercedes lida com um caso desse tipo. Um sujeito comete uma barbárie inominável. Atropela propositalmente um grupo de pessoas que esperava a madrugada inteira numa fila de uma feira de empregos que aconteceria no dia seguinte. Gente pobre e desempregada que topou enfrentar uma madrugada fria na rua à procura de uma oportunidade de trabalho e uma vida melhor.

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Num auge psicopático a vida dessas pessoas é ceifada por um maníaco dirigindo um ostentoso Mercedes.

Bill Hodges, um policial aposentado em depressão, o acompanhará na jornada em busca do assassino, enquanto você, eu e todo mundo tentaremos entender como é que algumas pessoas são capazes de fazer o que fazem…

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Editora: Suma de Letras

Ano: 2016

400 páginas

 

Por Renan Alves da Cruz