A perenidade das Ascensões e Quedas

O que seria da literatura, da ficção em qualquer mídia e da própria História enquanto área de debruço sem o charme atrativo das Ascensões e Quedas?

Pense num bom livro, um bom filme, um bom seriado ou mesmo, se você é do tipo, uma novela televisiva. Pense naquilo que consegue tragar sua atenção e te deslocar de onde está para o centro dos fatos.

Duvido que conseguirá listar muita coisa que não se escore numa trama de ascensão e queda, ou a boa e velha vingança.

Pegue, por exemplo, O Conde de Monte Cristo, um destes primores raros que conseguem ser estupendos também no cinema além do livro. Uma história requintada de vingança com todos os ingredientes imagináveis. Uma montanha russa de quedas e recomeços. Uma trama imortal.

De tão requintada a exaustivamente requentada. Toda semana estreia um novo filme ou seriado que reescreve Alexandre Dumas. E não digo isto em tom de crítica. Histórias de ascensões e quedas são clichês mutantes. Ser um clichê não é sempre demeritório. A palavra ganhou uma acepção de desprezo, entretanto esquecemos que um clichê só é erigido a esta condição por funcionar. Se ele ainda oferece condições para ser incrementado, fornecendo mutabilidade, tende a ser atrativo.

Tenho um carinho especial por Ascensões e Quedas. Não consigo pensar num argumento ficcional mais persuasivo do que uma boa reviravolta, seja ela engendrada por uma mente genial ou pelas mãos suaves do destino.

Meu apreço por este formato começou com um livro por quem tenho até hoje uma incomparável admiração que, sei reconhecer, transcende o reconhecimento de sua qualidade literária e atinge também o campo da memória afetiva.

Quando era um pré-adolescentes, depois de esgotar toda a literatura juvenil das três bibliotecas razoavelmente próximas de minha casa, temi que não tivesse mais o que ler. Os livros adultos pareciam tão chatos e longos, desprazerosos… Morria de medo de ler um livro adulto e desgostar da leitura pra sempre. Ler era meu principal passatempo. Queria mantê-lo assim.

Quem conseguiu realizar a ponte para mim foi a Dama Agatha Christie. Li todos os seus mais de oitenta romances, e, ao final, comecei a repeti-los… E o medo voltou. E se tentasse ler outro livro em que não tivesse Hercule Poirot ou Miss Marple ou algum outro engenhoso detetive e não me adaptasse?

A libertação veio com um livro de aparência despretensiosa, chamado O Oportunista, de Piers Paul Read.

É deste livro que quero falar hoje. Como você deve imaginar, era um livro de Ascensão e Queda, e também um livro de vingança.

E é até hoje, mesmo de tantos outros títulos lidos, o meu livro preferido. Aquele que, para voltar aos clichês, eu levaria para uma ilha deserta se tivesse de escolher um.

Foi o livro que me mostrou que não havia o que temer. Havia milênios de bons livros escritos no mundo e mesmo que eu tivesse cem vidas, não seria o bastante para ler todos. Eu não precisava (e nem deveria) me ater a um único autor, ou gênero, ou estilo. Eu era um apaixonado por livros, decidida e imutavelmente.

Desde então, já li o Oportunista sete vezes. É o livro que mais reli na vida. Mais ou menos a cada 3 anos no máximo o tomo e saboreio de novo, e sempre parece melhor, mais rico, mais vasto, mais completo. Não é o melhor livro que li na vida. Sei disso. Mas, se é que você me entende, é o melhor livro que li na vida!!!

Ok, talvez você não entenda, e se assim for, tanto melhor. Há sentimentos que não podem ser expressos. Ou talvez eu não tenha a capacidade para fazê-lo, afinal não sou Piers Paul Read…

Read não é um escritor muito conhecido por aqui. Teve uma meia dúzia de livros publicados, mas não a obra completa. Seus livros abundam em sebos, não raro encontrados nos saldões de 1, 2 ou 3 reais. Sua obra mais conhecida é Os Sobreviventes, um relato do caso real dos jogadores de rúgbi que sobreviveram a uma queda de avião nos Andes comendo os corpos dos colegas mortos.

Mas O Oportunista é, sem sombra de dúvidas, seu livro mais interessante. É a história Rise and Fall de Hilary Fletcher, o filho de um pároco inglês que vive à sombra da rica e tradicional família Metherall, primeiro fazendo de tudo para ser como eles, depois odiando-os a todo custo e dedicando-se a destruí-los.

Piers Paul Read consegue trabalhar o contexto social sem recair na velha lengalenga militante. Ricos não são vilões pelo simples fatos de serem ricos, com equivalente heroísmo direcionado à pobreza. A virtude aqui não se contabiliza em Libras. As caríssimas escolas tradicionais inglesas não corrigem um caráter debilitado, bem como o pedigree familiar não é parâmetro seguro de condenação ou salvação.

Num belo desfile clássico, condes, barões e baronetes transpiram a estrutura inglesa, sem, no entanto, o cheiro de mofo de tradições insolentes. O autor consegue dotá-las de sua inequívoca altissonância histórica.

O trecho mais marcante talvez seja o que demarca a angústia do jovem Hilary Fletcher para conseguir um traje de gala para ser inserido nos eventos da alta roda. A bonança esperada após a tempestade pode não se concluir se o traje, mesmo de gala, for inapropriado.

Hilary Fletcher terá que escolher entre continuar sendo humilhado ou se tornar senhor de seu destino.

E descobrir qual das escolhas, se é que isso é possível, lhe trará a tão sonhada paz.

Os coadjuvantes brilham como os trajes de gala que Hilary tanto invejava. A lisura fleumática de Edward Metherall, Lady Clare Metherall, sua esposa esnobe que, numa manobra típica da mais pura esquerda caviar, discursa consciência social enquanto se enraba de dinheiro, Mark Metherall, o decadente amigo de infância e Harriet Metherall, sua paixão inconclusa.

Hilary os amará e odiará. Os tentará salvar e destruir, muitas vezes sem saber o que está fazendo, muitas vezes fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

Também não poderia passar ao largo desta resenha, tendo eu já feito apontamentos próprios a respeito, à crítica bem humorada à tal arte moderna. Os trechos em que Hilary, já adulto e tornado artista, assume deliberadamente que está apenas sujando telas com tinta e ganhando dinheiro de tontos metidos a entendidos beira à hilariedade!

Em O Oportunista é possível gargalhar dessa espalhafatosa anti-arte moderna, bem como perceber o sem número de oportunidades que os hipócritas usam a tal “justiça social” como desculpa esfarrapada para uma espécie de auto-aburguesamento.

Piers Paul Read diz num trecho: “não se deve subestimar a habilidade de um degenerado” e é sensacional perceber o quanto esta sentença solta despretensiosamente na obra revela sobre sua essência.

Amo demais este livro. É a Ascensão e Queda de Hilary Fletcher. E mostra que às vezes as quedas podem ser as ascensões e as ascensões podem ser as quedas.

O que seria da literatura, da ficção em qualquer mídia e da própria História enquanto área de debruço sem o charme atrativo das Ascensões e Quedas?

O que seria de mim se não tivesse, em minha tenra adolescência, topado com um exemplar de O Oportunista?

Por Renan Alves da Cruz

 

 

 

 

Patrulha de esquerda tenta censurar filme sobre Olavo de Carvalho

O diretor Josias Teófilo resolveu gravar um filme sobre Olavo de Carvalho. Trata-se na verdade de um documentário. Quando se anunciou a empreitada escrevemos aqui no blog que a esquerda entraria em desespero. E realmente entraram!

No desespero, mostram realmente quem são. Mostram que não estão nem aí para o debate, para a democracia, para a liberdade e diversidade. Tentam a todo custo boicotar o filme. E tão boicote não passa de um tipo de censura digna das piores ditaduras.

Porém, os tempos realmente estão mudados! Não é que a revista Época publicou um artigo da colunista Ruth de Aquino em defesa do filme sobre Olavo de Carvalho?!

Leiam o artigo e entendam melhor o caso

Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. Boicotam um filme no Festival de Cinema de Pernambuco. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam o cineasta maldito, matam o contraditório, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho na sala escura, rouba o projetor e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.

É uma paródia do poema “No caminho com Maiakóvski” (1968), de Eduardo Alves da Costa. Ajuda a ilustrar a pataquada de diretores de sete filmes que retiraram seus curtas do festival. Começaria no dia 23 de maio para celebrar 21 anos de vida. O motivo maior do boicote foi um documentário de 81 minutos, O jardim das aflições, sobre o filósofo de direita Olavo de Carvalho. Os revoltados afirmaram, em nota, que a escolha “favorece um discurso partidário alinhado a grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao Estado democrático de direito ocorrido no Brasil em 2016”. O festival foi adiado por causa da debandada. A seleção era de nove filmes. Não seria isso o que se chama diversidade?

“Não é possível ter debate, só entre esquerdistas”, me disse o diretor Josias Teófilo. Ele revelou que sua vida ficou “insustentável” em Brasília depois de resolver filmar Olavo de Carvalho. “Grandes festivais disseram que eu não era bem-vindo e que nunca mais eu conseguiria dirigir nada. Esse documentário foi feito com crowdfunding porque seria impossível tentar a Lei Rouanet. Vivemos a tirania da coletividade sobre o indivíduo. Quem está fora desse establishment de esquerda só encontra má vontade no campo do cinema.”

A patrulha, de esquerda ou de direita, não é só burra, primária e insuportável. É perigosa. Favorece o obscurantismo, a ignorância. Na chamada esquerda brasileira, há grupos numerosos, especialmente no PT, que fazem distinção entre “a censura do bem” e a “censura do mal”. “As ditaduras do bem”, como Cuba e Venezuela, e “as do mal”, de direita. É de uma insensatez frenética e fanática a forma como tantos intelectuais relativizam prisões, torturas, arbitrariedades, corrupção, censura, preconceito sexual, força do Estado… desde que o regime seja de esquerda.

“Esses cineastas que boicotaram o Festival de Pernambuco conseguem ser piores que Mao e Hitler, que assistiam aos filmes antes de censurar. Leonid Brejnev proibiu um filme de Tarkovski, mas assistiu antes. Esse grupo aí não viu e não gostou”, disse o diretor Josias Teófilo. “O jardim das aflições é muito mais metafísico que político. Fala de Aristóteles e Platão. O documentário traz uma mensagem a favor da individualidade. Discorre sobre a morte. Não tem motivo esse desespero todo. Mandei mensagens simpáticas aos colegas revoltados, agradecendo pela divulgação. Eu não podia pagar assessoria de imprensa.”

Olavo de Carvalho tem 70 anos, vive hoje em Petersburg, uma cidade americana de 30 mil habitantes com 80% deles negros. Dá curso on-line de filosofia para 3 mil alunos. É apontado como um dos mentores do conservador Movimento Brasil Livre (MBL), embora recuse esse título e critique “a direita emergente”. É fervoroso opositor do PT e de Dilma. E crítico do governo Temer, que considera ilegítimo. “Como vice, Temer não tem rabo preso, ele é um rabo preso”, disse ao repórter João Fellet, da BBC Brasil, em sua casa.

Militou no Partido Comunista durante a ditadura, foi amigo de José Dirceu, escondeu armas. Já se envolveu com esoterismo e astrologia. Mas se aproximou da Igreja Católica. Hoje, reza antes de dormir. Mantém uma espingarda sobre a cama para defesa pessoal e tem 30 rifles de caça. Olavo de Carvalho é um provocador, um polemista, a favor da “democracia plebiscitária”.

Uma das diretoras que se retiraram da mostra em Pernambuco, Gabi Saegesser, do curta Iluminadas, disse que “O jardim das aflições vai contra qualquer possibilidade de diálogo”, ao falar sobre “um dos maiores representantes do conservadorismo de direita”. Para a cineasta, a presença do título na programação “é como se o festival desrespeitasse a visão política e social de outros filmes”. Não é só Olavo o alvo do boicote. Há outro filme, o longa de Rodrigo Bittencourt sobre as origens do Plano Real. Entre os diretores rebelados, estão Savio Leite, Cíntia Domit Bittar, Eva Randolph, Leo Tabosa.

Na arte, como na política e na vida, o Brasil passa por um momento delicado de torcidas e patotas que urram a favor e contra, distorcem a realidade e tentam calar o outro com discurso de ódio ou de vitimização. Tapar os ouvidos e os olhos a quem discorda de você é um atestado de fraqueza e autoritarismo. Você pode ou não acreditar que Lula não tem nenhuma influência sobre o PT. A cabeça é sua ainda. A aflição também.

Encerramos

Não tem jeito! Gostem ou não; façam mimimi, esperneiem, façam biquinho; mas o fato é que o filme sobre Olavo de Carvalho entrará para a história do cinema brasileiro como o retrato do momento em que milhares de brasileiros viram no filósofo uma fonte revigorante de luta contra Lula, o PT e a esquerda radical e criminosa que pairava impune sobre nosso país.

Por Jakson Miranda

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A mãe do juiz: uma breve meditação sobre o Dia das mães

A mãe do juiz: uma breve meditação sobre o Dia das mães. Por Jáder Borges.

Semanalmente, no “país do futebol” uma senhora é difamada e elogiada ao contrário por ter dado à luz um filho que erra imperdoavelmente no gramado. Tal senhora, sem culpa alguma, é quem termina pagando o pato por causa do filho que tem.

Mas, para a alegria dela e de muitas outras mães, existiu na historia uma mãe de juiz que até hoje vem sendo lembrada por sua atuação, determinação e fé em Deus.

O que será que as mães de hoje e as futuras mamães podem aprender com Ana, mãe de Samuel, o último juiz de Israel nos tempos bíblicos? Acredito que muita coisa:

1. ORAR E PERSEVERAR.

Em tempos atribulados, com crises e desencontros nacionais, uma mulher estéril começa a buscar a Deus incessantemente pelo milagre de um filho.

Ana observa a degradante situação de Israel e pede um filho ao Senhor para, em seguida, devolvê-lo para a Causa dele, confiando que Deus poderia utilizá-lo como seu instrumento para despertar uma nação desobediente. A seriedade de se colocar alguém no mundo foi regada com muita oração e prudência.

2. EDUCAR A CRIANÇA NOS CAMINHOS DO SENHOR.

De acordo com o relato bíblico, Ana não passou muito tempo com o pequeno Samuel porque este logo cedo foi morar nos aposentos do Templo para aprender os ofícios de Sacerdote.

Porém, penso no aproveitamento do tempo que ela teve quando visitava o filho. Mais tarde, já homem feito, vamos encontrar Samuel equilibrado e profundamente comprometido com as realidades do seu tempo. Vamos encontrar também um homem de oração, que não deixava de orar pelo seu povo: “quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós”…( l Samuel 12:23). Salientamos também que ele era reconhecido incontestavelmente como “profeta” por todos, de Norte a Sul do país.

Com quem Samuel aprendera a orar? Talvez com um bom número de pessoas, mas creio que o exemplo mais marcante ele encontrou na sua mãe, que não só orava por ele mas também com ele, e ensinava-lhe as maravilhosas histórias do poder e da atuação de Deus.

3. AJUDAR OS FILHOS A CAMINHAR NA VERDADE E PERCEBER O PECADO.

A influência da mãe sobre a vida da criança é muito grande, e neste período de formação e informação a criança absorve bastante os ensinamentos e exemplos dela.

Uma mãe aberta ao dialogo e à compreensão da evolução da criança nas suas curiosidades e perguntas naturais do desenvolvimento, vai estar preservando o saudável crescimento to do pequeno que Deus lhe confiou, livrando-o das péssimas orientações e influências daqueles que têm a mente poluída e impregnada de pecados.

O filho crescerá em estatura e graça diante de Deus e dos homens (Lucas 2:52 ), e ela será muito feliz com tudo isso.

Portanto, “mamãe”, e “futura mamãe”, tratem de decorar e praticar (literalmente, no caso de vocês) o versículo que se encontra na terceira epístola por João, e vocês ainda experimentarão muitas alegrias nesta vida:

 “Não tenho maior alegria do que esta a de ouvir que meus filhos andam na verdade” (3 João, verso 4)

De coração agradeço a dona Alzira Lins Borges, minha mãe, que sempre orou por mim, e com o seu exemplo de vida ajudou-me a encontrar o Caminho, a Verdade e a Vida.

Sim, Jesus vive no seu coração.

Opinião do Voltemos à Direita

A história narrada pelo autor lembra-nos do Brasil atual que necessita urgentemente de retos juízes, probos políticos e de um povo obediente ao juiz supremo: Cristo Jesus!

Feliz dia das mães.

Por Jakson Miranda

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Música gospel na MPB: louvor e adoração com poesia

É provável que alguém logo vire a cara à simples ligação entre a música gospel e a MPB. Para alguns, é inadmissível que músicas voltada para adoração a Deus sejam enquadradas na mesma categoria que abriga musicas do “mundo”.

Já para os fervorosos entendidos da MPB, um pecado imperdoável sugerir que a mesma MPB de Chico Buarque e Caetano Veloso, aceite canções “indignas” de Chico e Veloso.

Recado aos incautos: Há música gospel nacional de qualidade infinitamente superior a muitos “artistas” adorados e idolatrados da MPB.

Hoje, deixo vocês com um pequeno aperitivo.

Encerramos

Impossível não se emocionar com o conjunto da obra, filme e canção, não?

Estamos falando de música gospel? Diante de uma melodia tão bem trabalhada e de letras singelas e edificantes, que nos falam de esperança e restauração; amor e graça. Defini-la simplesmente como gospel seria de um reducionismo injustificável.

A canção então cai, é musica popular brasileira de primeiríssima qualidade.

É disso que nossa cultura precisa!

Por Jakson Miranda

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Avisem os índios que estamos no século XXI

E não é que os índios resolveram invadir o Congresso. Agora vai! Ou ia…! Ia, não fosse o opressor homem branco e seus monstros que soltam fogo pela boca e competem em estrondo com o “deus” trovão. Não fosse isso, a armada indígena, devidamente paramentada e treinada para a guerra, com suas lanças e flechas, teria expulsado esses malditos seres vindos D´além mar.

A narrativa acima seria perfeitamente adequada se estivesse falando sobre algo ocorrido no século XV. Vá lá… XVI… Sejamos generosos e digamos que tenha ocorrido no século XVII. O nonsense é que não ocorreu em nenhum desses períodos, mas sim, em pleno século XXI. Isso mesmo, amigos, os índios estão se armando, em pleno século XXI, com arcos, flechas e lanças.

Leiam reportagem de Veja.

Índios armados de lanças e flechas e policiais militares, com escudos, cassetetes e bombas de gás, entraram em confronto durante manifestação em frente ao Congresso Nacional por avanços na política para os indígenas, principalmente na demarcação de terras, que está suspensa no governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Flechas foram atiradas contra o prédio do Legislativo e várias lanças foram apreendidas pelos policiais militares. O confronto começou, no entanto, quando, por volta das 15h30, os indígenas desceram correndo o gramado em frente ao Congresso e foram impedidos pela PM de acessarem a Câmara e o Senado.

Em maior número – eram cerca de 4.000, segundo os organizadores do protesto; 2.000, de acordo com a PM -, os indígenas conseguiram furar o bloqueio e começaram a pular dentro do espelho d’água. A PM usou bombas de gás lacrimogêneo. O cheiro chegou a ser sentido dentro do Legislativo. Caixões pretos de papelão foram lançados em direção ao prédio.

Após a confusão, os índios voltaram a ocupar o gramado em frente ao Congresso e fecharam as pistas nos dois sentidos da Esplanada dos Ministérios. O grupo deixou cerca de 200 caixões no local, segundo eles, para simbolizar o “genocídio dos povos indígenas”, em uma crítica à bancada ruralista no Congresso.

Os indígenas participam do Acampamento Terra Livre 2017, mobilização nacional para cobrar direitos e políticas públicas para os povos tradicionais. O protesto começou em frente ao Teatro Nacional, de onde os indígenas saíram em marcha em direção ao Congresso usando roupas típicas, levando objetos tradicionais de suas tribos e faixas como dizeres como “Não ao retrocesso dos direitos indígenas” e “Retire os madeireiros das terras indígenas”.

Encerramos

Pois é… Escrevi o texto acima e após o seu término fiquei em dúvida. Olhando as imagens do confronto entre os índios e a PM, já que os nativos estavam armados com flechas e lanças, juro a vocês que tentei localizar algum índio “ÍNDIO”. Oras se é para ser índio, tem que ser original! E nesse quesito, não vi um sequer usando tanga, saiote ou os cintos lhes cobrem o sexo, feitos de penas de animais, folhas de plantas, entrecasca de árvores, sementes ou miçangas. (brincadeirinha!)

Estavam todos usando roupas e outros adereços do homem “civilizado”.

Falando a verdade, é muito provável que os índios já saibam que estamos no século XXI, o problema é que entre eles, há sempre um antropólogo ou “especialista” branco, lhes dizendo o contrário, e os manda protestar usando armas de 500 anos atrás.

No Brasil, dia após dia, acontece algum evento que nos prova que não estamos indo de mal a pior, mas sim, de pior a pior, rumo à louca, caótica e inevitável insensatez que a todos confunde e a tudo destrói.

Por Jakson Miranda

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Saiba como ganhar o livro Lava Jato: o juiz Sergio Moro e os bastidores

Dificilmente passe-se um dia sem que o nome do juiz Sergio Moro seja noticia. Não é para menos, pois, seu nome está intrinsecamente ligado à maior operação de combate a corrupção no Brasil, a Lava Jato.

Daqui a 50, 70, 100, 200 anos, a Operação Lava Jato constará nos bons livros de história. Historiadores gabaritados interpretarão o Brasil sob a ótica do antes de depois da operação. Na verdade, o juiz Sergio Moro e a Lava Jato já está sendo estudados e lidos concomitantemente as suas ações de combate à corrupção. Já é história!

Alguns livros já foram publicados a respeito. A jornalista Joice Hasselmann deu sua contribuição. Porém, um livro que nos chamou atenção foi o publicado pelo também jornalista Vladimir Netto, com o sugestivo titulo: Lava Jato: o juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil.

Leiam critica do livro publicado na Folha de S. Paulo

Para quem já perdeu o fio da meada e desistiu de acompanhar o noticiário trepidante da Operação Lava Jato, o livro lançado na semana passada pelo jornalista Vladimir Netto oferece uma boa reconstituição dos primeiros dois anos da investigação.

“Lava Jato” mostra como as autoridades avançaram rápido, começando pelos negócios de uma rede de doleiros, até a descoberta de um vasto esquema de corrupção em que políticos e empreiteiras se uniram para desviar recursos da Petrobras e de outras estatais.

Repórter da TV Globo que participa da cobertura do caso desde o início, Netto recheia a narrativa com detalhes saborosos que ajudam a manter o interesse do leitor.

Ele descreve de forma eletrizante cada operação policial, mostra a tensão do dia em que os agentes entraram na casa do empresário Marcelo Odebrecht para prendê-lo e flagra o deputado Eduardo Cunha tentando esconder um celular no bolso enquanto a polícia vasculhava sua casa.

Mas o livro não traz novidade para quem continua seguindo a história nos jornais ou na TV. Quem estiver em busca de respostas para os muitos mistérios que os investigadores ainda não esclareceram ficará decepcionado.

Netto não esconde sua admiração pelo juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em Curitiba, e pelos procuradores e policiais federais que estão na linha de frente da investigação.

Moro exibe “rigor e coragem” ao conduzir o caso “com maestria”, diz o jornalista, que o descreve no livro como integrante de uma geração “que trabalha com afinco em busca de resultados”.

O ministro Teori Zavascki, responsável pelos inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal), é apresentado como um ser infalível: “Busca sempre a razão, pesa prós e contras e estuda os detalhes de cada processo para tomar decisões bem fundamentadas”. (…)

Voltamos

Vale destacar que a gigante Netflix comprou os direitos do livro para gravar uma série, dirigida pelo cineasta Alexandre Padilha. Motivos não faltam para a leitura do livro!

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Leia atentamente as regras e condições do sorteio.

Por Jakson Miranda

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As opiniões políticas de um artista valem tanto quanto as críticas de arte de um político

Artigo de Rodrigo Silva, publicado no Spotniks

Foi o grande Kevin Spacey, protagonista de uma das séries políticas mais influentes do nosso tempo, quem disse:

– A opinião de um ator sobre política não importa merda alguma.

Vencedor de dois Oscar, três Screen Actors Guild Awards e um Sundance; indicado cinco vezes ao Emmy e oito vezes ao Globo de Ouro, Kevin pode se considerar uma exceção.

Em geral, por alguma razão, artistas acreditam que possuem certa clarividência, como se fossem mensageiros de um mundo novo, utópico, desejável, e julgam residir um andar acima dos reles mortais, feito eu e você, num bloco muito específico desse grande condomínio que é a opinião pública: no conjunto dos salvadores da humanidade, na pretensiosa cobertura daqueles que se dão muita importância.

No fundo, o que move figuras como Gregório Duviver e Monica Iozzi não é a mera busca pela verdade e o empirismo, é o mesquinho exibicionismo narcísico de quem julga se importar com o próximo mais que o próximo. É muito além de uma perseguição a uma compreensão acurada da realidade, é uma síndrome de messianismo, como se houvesse uma luta do bem contra o mal travada nesse exato instante, entre aqueles que monopolizam o amor contra aqueles que tiranizam o mundo, entre os que se importam com o bem-estar dos injustiçados contra os que só se importam em praticar suas injustiças.

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Artistas não raramente julgam carregar o fardo de um estandarte da Verdade. Por darem à luz imitações da vida humana, por habitarem cenários alternativos que devem respeito apenas às suas leis e aos seus incentivos, por construírem narrativas e feitiços, acreditam enxergar o mundo real do avesso. Mais do que isso: supõem que a mera perseguição à beleza lhes garante ingresso cativo no reino dos sábios.

E é por isso que quando questionam visões políticas, influenciam eleições apoiando determinados candidatos ou fazem lobby pela aprovação de projetos de lei, artistas se comportam quase como se esperassem pela aclamação popular, por um grande agradecimento coletivo dos cidadãos de segunda classe, pelo tempo dispendido na revelação de suas percepções.

É perfeitamente compreensível, aliás, que se questione suas motivações. Ao contrário dos cidadãos de segunda classe, pagadores líquidos de impostos, artistas movimentam um mercado que abocanha generosas fatias de dinheiro público e ao final de história, realizam tamanho lobby pela concentração do papel do Estado na sustentação de suas indústrias quanto outros metacapitalistas de almanaque, do setor petroquímico ao de veículos automotores – tudo sob a justificativa de que fornecem um artigo fundamental ao desenvolvimento humano.

E qual é o partido mais interessado em inchar o Estado norte americano e abraçar o lobby de Hollywood? Pois é, ele mesmo: o Partido Democrata.

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Segundo uma pesquisa do Los Angeles Times, que usou um algoritmo e relatórios específicos para classificar os doadores por cada setor, 9 em cada 10 dólares doados pela indústria do entretenimento em Hollywood aos candidatos presidenciais de 2016 de ambos os partidos possuíram o mesmo caminho: a campanha da democrata Hillary Clinton. Entre seus doadores estavam Dana Walden, chefe do Fox Television Group, Patrick Wachsberger, co-presidente do Lionsgate Motion Picture Group e Michael Lombardo, presidente de programação da HBO.

Em 2012, nomes como Jeffrey Katzenberg, diretor executivo da DreamWorks, Harvey Weinstein, co-fundador da Miramax Films e co-presidente da The Weinstein Company, Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, David Cohen, vice-presidente executivo da Comcast, Josh Berger, executivo da Warner Bros, Michael Lynton, CEO da Sony Entertainment, Ari Emanuel, CEO da agência WME, Peter Chernin, ex-presidente da News Corp e atual CEO do The Chernin Group, e Richard Plepler, co-presidente da HBO, já haviam doado quantias milionárias à campanha de outro democrata: Barack Obama.

E os grandes chefões dos estúdios não são os únicos a apoiar o Partido Democrata. Longe disso. Dos 60 roteiristas, atores, diretores e produtores nomeados para a edição do Oscar que premiou 12 Anos de Escravidão com a principal estatueta, 23 contribuíam para um candidato ou um comitê partidário desde 1989. E de acordo com um padrão de longa data de Hollywood, a maioria dessas doações têm sido dirigidas ao Partido Democrata.

Como aponta a Open Secrets, a principal organização de monitoramento das doações eleitorais nos Estados Unidos, a indústria do cinema, da televisão e da música (e aqui considerando todos os seus membros – grandes chefões, roteiristas, diretores, atores, músicos, etc) doou $37.127.743 aos democratas em 2008, ano da eleição de Barack Obama, e $34.156.214 em 2012, ano de sua reeleição. Em 2008, apenas 18% das doações da indústria havia sido dirigida ao Partido Republicano – em 2012, esse número subiu para 21%. Em geral, nos últimos 26 anos, Hollywood foi a 13ª indústria com maior peso nas doações eleitorais americanas, depositando um total de $247.820.485 nos fundos do Partido Democrata, que abocanhou 75% do valor total doado durante o período. Em 2015, a indústria foi a 19ª, entre mais de 80, a mais gastar com lobby em Washington.

Nas últimas eleições, segundo a mesma Open Secrets, Hillary Clinton recebeu $7,581,975 da indústria da música, da tv e do cinema. Faz ideia de quanto Trump levou na mesma campanha? Pífios $193,441, quase quarenta vezes menos. Até Bernie Sanders, que sequer chegou a disputar as eleições, recebeu quase oito vezes mais doações que o nova iorquino.

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E é por isso que nem toda opinião de um artista, seja ele gringo ou não, deve ser encarada sem considerar os interesses da indústria que ele defende (e aqui e aqui nós temos duas listas de artistas brasileiros que vivem opinando sobre política e que já receberam dinheiro público). Atualmente, os pagadores de impostos americanos desembolsam 1,5 bilhão de dólares todos os anos direto para as contas dos grandes estúdios em Hollywood.

E é aí que reside o grande problema.

Quando Meryl Streep abre a boca enquanto representante de uma indústria bilionária, após acumular 65 milhões de dólares em sua carreira (o que a coloca entre as 0,0025% das pessoas mais ricas do mundo), num teatro suntuoso, num dos metros quadrados mais caros da América, após uma chegada triunfal de limousine, cercada de homens e mulheres milionários vestidos com as roupas mais caras do planeta, provando algumas das comidas e bebidas mais exclusivas que se tem notícia, para dizer o quanto ela se importa com o próximo – e de modo excepcional com a desigualdade -, para justificar por que sustenta o seu discurso partidário, quanto disso faz sentido?

Qual é a preocupação real de Streep com as mulheres quando ela aplaude de pé, de forma veemente, a vitória do diretor Roman Polanski, como fez no Oscar 2003, mesmo sabendo que Polanski é um fugitivo e criminoso confesso do estupro de uma garota de 13 anos (fato, aliás, que lhe ausentou da cerimônia de premiação, sob o risco de ser preso em solo americano)? Como se comportar como uma defensora dos direitos humanos e aplaudir de forma tão efusiva um cidadão que se defende, como fez em 1979 numa entrevista ao escritor Martin Amis, dizendo:

“Se eu tivesse matado alguém, isso não seria tão apelativo para a imprensa, sabe? Mas… foder, sabe, e as garotinhas. Os juízes querem foder com garotinhas. Jurados querem foder com garotinhas. Todos querem foder garotinhas!”

Quando uma atriz como Jennifer Lawrence acumula 46 milhões de dólares num único ano, como fez em 2016, recebendo mais do que 99% dos homens no planeta (incluindo quase todos os atores e os demais profissionais masculinos de sua indústria), o que lhe dá o direito de questionar desigualdade de gênero? Se é injusto receber menos que um par de atores homens, quanto Lawrence acredita ser justo o que ela recebe em comparação com os demais seres humanos do planeta?

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Quem paga caro por isso? Eles mesmos: os artistas que se negam a dançar a mesma música. É o caso de Kurt Russell, estrela de Os Oito Odiados. Como ele mesmo contou ao jornalista americano Bill O’Reilly, comportar-se como um liberal clássico em Hollywood (“o lugar mais progressista do mundo”, segundo o comediante – e progressista – Bill Maher) aparentemente é quase o mesmo que assumir-se membro de alguma organização terrorista internacional:

“Kurt Russell: Eu tenho dito que há pessoas que não trabalhariam comigo por medo das minhas visões políticas.

Bill O’Reilly: Sério? Quais são as suas visões políticas?

Kurt Russell: Um governo constitucionalmente limitado. Eu acredito nisso.”

Kurt, no entanto, não se sente especial por suas posições ideológicas. Numa entrevistarecente para Whoopi Goldberg, o americano revelou o que mais lamenta na indústria:

– A última coisa que eu gosto de assistir são artistas ou atores falando sobre política.

Kurt Russel está certo. A opinião política de um artista vale tanto quanto a crítica de arte de um político.

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O coelhinho não foi crucificado

Quem foi crucificado, o coelhinho?

Estamos vivendo dias muito importantes, tanto para católicos como evangélicos. Logo, para um país como o Brasil, de absoluta maioria cristã, não deveria haver muita discussão quanto à simbologia e significado da páscoa.

E o entanto, a percepção que ganha corpo, ano a ano, é que para essa maioria, para grande parte de cristãos, tanto católicos, quanto evangélicos, a páscoa não passa de mais um feriado.

Quantos não abreviaram o dia de trabalho na quinta-feira e estão agora “curtindo” o “feriadão”? É feriado? É páscoa? Ovos de chocolate? Coelhinho da páscoa? Afinal, o que é a páscoa?

A triste realidade é que a confusão é geral. Entre as crianças e pasmem, entre os adultos. Leiam abaixo uma pequena ilustração fictícia, mas, muito próxima de uma ilustração real do ponto em que podemos ter alcançado:

– Papai, o que é Páscoa?

– Ora, Páscoa é… Bem… É uma festa religiosa!

– Igual ao Natal?

– É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

– Ressurreição?

– É, ressurreição… Marta vem cá!

– Sim?

– Explica pra esse garoto o que é ressurreição, pra eu poder ler o meu jornal.

– Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido! Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado… Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

– Mais ou menos… Mamãe, Jesus era um coelho?

– O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas… Coelho?! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino vai à igreja! … Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola?

– Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

– É filho, Jesus e Deus são a mesma Pessoa. Você vai estudar isso na EBD. É a Trindade! Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

– O Espírito Santo também é Deus?

– É sim.

– E Minas Gerais?

– Sacrilégio…!!!

– É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?

– Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus! É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar na EBD a professora explica melhor!

– Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

– Eu sei lá?!? É uma tradição… É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

– Coelho bota ovo?

– Chega!! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais…

– Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

– Era… Era melhor, sim…

– Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia ele morreu?

– Isso eu sei: na Sexta-feira Santa!!

– Que dia, e que mês?

– (???) Sabe que eu nunca pensei nisso?? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa, e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia!

– Um dia depois!

– Não… Três dias depois!

– Então, morreu na Quarta-feira!

– Não, morreu na Sexta-feira Santa… Ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo, e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de EBD!

– Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

– É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

– O Judas traiu Jesus no Sábado?

– Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta…!

– Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

– Ui…

– Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

– Cristo. Jesus Cristo.

– Só?

– Que eu saiba sim, por quê?

– Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

– Ai coitada!

– Coitada de quem?

– Da sua professora de Escola Bíblica Dominical!

Voltamos

Como bem disse o Reverendo Hernandes Dias Lopes, A cada ano, vende-se uma páscoa sem conteúdo e sem significado. Agradável ao paladar, mas sem nenhuma provisão para a alma. É hora de devolver a páscoa ao seu verdadeiro dono, Jesus, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

O que todos devem ter em mente é que o coelhinho não foi crucificado e muito menos, ressuscitou.

Ovos de chocolate podem ser deliciosos, mas, não se comparam às delicias da salvação em Cristo Jesus!

Por Jakson Miranda

 

Matar o bebê Hitler ou abortar o Anticristo?

Um conhecido meu, esquerdista, entusiasta defensor do aborto, me disse há alguns anos ter uma questão provocadora, uma espécie de charada.

Já alerto que ele não tinha qualquer parâmetro teológico ou escatológico. Seu ideário sobre o assunto era uma soma de pressupostos hollywoodianos.

A questão era:

O que aconteceria se um cristão descobrisse o nascimento iminente do anticristo e tivesse a oportunidade de impedi-lo, através de um aborto?

O problema pretendia-se dúbio. Como pensava que os cristãos morriam de medo do anticristo, queria que eu respondesse que abortaria, para logo verberar: Então o aborto é sujeito a julgamentos? Há parâmetros que vocês mesmo estipulam para dizer quem pode abortar ou não? Hipócritas!

Respondendo que não abortaria, ele, com máximo cinismo, já que não cria no que me acusaria de legitimar, diria: Então deixaria nascer alguém que acabaria com a humanidade só para não ceder em um único aborto? Esse é o amor dos cristãos?

Na época não lhe dei muita atenção, apenas considerei que estavam desenvolvendo formas cada vez mais apelativas para defender o assassínio de bebês. Tentei explicar que a visão que ele tinha da figura do anticristo estava distorcida. Percebendo que não ia me amarrar em sua teia, preferiu desistir.

Mas não esqueci daquela proposição e dos significados subtextuais em seu bojo.

O campo das impossibilidades é fértil para a produção de análises hipotéticas. O escritor americano Stephen King, um dos meus preferidos, já lidou duas vezes em sua obra com a questão da legitimação do assassinato. Em Zona Morta, um personagem debate a decisão de matar ou não alguém que ele sabe ser um futuro tirano.

Em dado momento, começa a se questionar se, sabendo tudo o que sabemos hoje sobre Hitler, caso tivéssemos uma máquina do tempo, se seria um gesto nobre voltar à Europa do fim do século XIX para matar Hitler, enquanto ainda bebê, poupando o mundo do que ele viria a perpetrar.

Em outro livro, Novembro de 63, a viagem no tempo acontece, e no caso, para deter Oswald, o (esquerdista radical) assassino de John Kennedy.

Pensei que a literatura tivesse se limitado à ficcionalização destes casos mais extremos e, confesso, encontro neles alguma relevância reflexiva. É claro que, como cristão e historiador, tenho perspectivas particulares sobre a construção do presente pelo molde do passado, e da ação soberana de Deus em todas as coisas, num mundo vil e imperfeito porque tomado pelo pecado iniciado em Adão e perpetuado por todos a partir dele, exceto o único que jamais pecou, e que a todos redimiu.

Mas realmente fiquei surpreso quando descobri que o desafio proposto por aquele meu conhecido esquerdista encontrava eco também numa obra da literatura, não sendo ele, portanto, o único gênio da raça a estar perdendo tempo com isso. Topei com a mesma patacoada no livro Renascido de F. Paul Wilson (o F. é de Francis), autor não muito conhecido de ficção de terror e suspense. Tem até uma boa obra do gênero chamada O Fortim, que recomendo a quem apreciar o gênero.

O livro de Wilson lida com a fascinação que desperta a figura do anticristo. Na trama, um cientista, trabalhando paralelamente ao projeto Manhattan – que gerou a bomba atômica – desenvolve um projeto de clonagem.

Como teste,  clona a si mesmo.

E este clone, por não ter alma, se torna o meio de ação para viabilizar o nascimento do anticristo.

As sementes progressistas que Wilson solta no decorrer do texto não o estragam, pelo menos até o momento crucial em que o grupo de católicos responsável por conter a ameaça do mal tem de decidir se o abortam ou se o deixam viver.

E neste momento o chilique abortista aparece, e mesmo uma obra de ficção nonsense se empresta ao imperdoável, deixando de objetivar ser arte, para ser militância e imposição ideológica.

Renascido não é um bom livro, não é sequer um livro relevante, seja como literatura de entretenimento ou como marco do gênero em que se situa.

Mas revela uma faceta interessante dos abortistas:

Eles estão doidos para nos fazer abrir uma exceção.

Eu não cedo ao abortismo, não negocio minhas convicções, não me deixo enovelar por devaneios e fantasismos. A defesa do aborto é uma daquelas coisas que me suscitam vergonha alheia, que evidenciam a falência moral do gênero humano, o lodaçal a que chegamos em virtude do relativismo.

Todos os que são a favor do aborto já nasceram, como disse Reagan. Evocar “liberdade” ou “propriedade” do corpo da mulher é uma daquelas tolices que, repetidas à exaustão, anestesiam a capacidade intelectual das pessoas.

Um feto não invade a propriedade ou priva a liberdade de quem quer que seja. O feto não pertence ao MST e invade um útero desapropriado a seu bel-prazer. Há todo um aquilo-nisso e um isso-naquilo, com centenas de formas preventivas, que o geram.

Um pouquinho de controle e responsabilidade, senhoritas, e nada “invadirá” sua liberdade e propriedade.

Não é possível voltar no tempo e alterar o curso da história matando um tirano, nem prever o destino e a índole das crianças que nascerão.

Fato é que, sem qualquer acanhamento, os abortistas agora chamam até o anticristo na conversa, para legitimar sua disposição de assassinar crianças inocentes…

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

 

Ministério da Cultura financiou “Museu das Putas” com dinheiro dos pagadores de impostos

Por Marcelo Faria, publicado no Ilisp: 

Em mais uma demonstração de como o dinheiro roubado dos pagadores de impostos é “bem utilizado” pelos políticos e burocratas estatais, a Fundação Nacional de Artes (Funarte), ligada ao Ministério da Cultura, pagou à APROSMIG (Associação das Prostitutas de Minas Gerais) uma “premiação artística” no valor de R$ 75 mil em junho de 2016.

De acordo com a página da APROSMIG no Facebook, a verba foi destinada para financiar o “Museu do Sexo das Putas”, uma “residência artística” que teve duração de seis dias. Como informa o site oficial do “evento”, a programação contou com um “Seminário-Roda de Conversa ‘Partilha de Sentidos – Por uma Nova História das Prostitutas de Minas Gerais’”, um “Encontro de Resistências: o Samba, o Hip Hop e as prostitutas”, o lançamento de um “Guia Turístico”, um ” Debate com movimentos feministas sobre prostituição” e foi encerrado com o samba “Orgia Cruel”.