“Por que podemos criticar o cristianismo, mas não o Islã?”, quer saber Richard Dawkins

Richard Dawkins dedicou boa parte da sua vida acadêmica à crítica ao cristianismo. Entretanto, ao se manifestar recentemente contra o Islã, teve uma palestra sua cancelada em Berkeley e enfrentou a fúria do politicamente correto, que despejou cisternas de ódio contra o cientista.

Leia trecho da matéria de Gabriel de Arruda Castro, na Gazeta do Povo:

Um evento com a presença do cientista Richard Dawkins na universidade de Berkeley foi cancelado por causa de declarações “ofensivas” dele contra muçulmanos, o que reacendeu o debate sobre a falta de liberdade de expressão em uma das mais conceituadas dos Estados Unidos. 

O evento havia sido agendado pela rádio KPFA, de Berkeley, para agosto. A ideia era que Dawkins falasse sobre seu livro de memórias, “Brief Candle in the Dark”. Mas o evento foi cancelado depois que alguns tuítes de Dawkins com críticas ao Islã foram enviados aos organizadores do evento.

Dawkins, o mais famoso expoente do chamado neoateísmo e autor do best-seller “Deus, um delírio”, tem um longo histórico de críticas à religião em geral, e ao Cristianismo especificamente.

Nos últimos anos, entretanto, com a ascensão de grupos terroristas muçulmanos, ele tem centrado boa parte de seus ataques no fundamentalismo islâmico. 

“Nós não sabíamos que ele tinha ofendido – em seus tuítes e outros comentários sobre o Islã – tantas pessoas. A KPFA não apoia discursos ofensivos”, disse a rádio, em um comunicado. 

Em um dos tuítes citados pela KPFA para justificar sua decisão, Dawkins afirma que o Islã é “a maior força para o mal no mundo de hoje”. 

Dawkins, por sua vez, criticou a decisão da rádio, que ele disse ser sem fundamento. 

“Eu sou conhecido como um crítico frequente do Cristianismo e nunca foi desconvidado por causa disso. Por que dar um passe livre para o Islã? Por que é aceitável criticar o Cristianismo mas não o Islã?”, disse ele. 

O autor também disse que, longe de atacar os praticantes do Islã, entende que os próprios muçulmanos são as primeiras vítimas da cultura do Islamismo militante. 

Retomo:

Considero este um dos acontecimentos mais icônicos dos últimos tempos no meio acadêmico: o momento em que Richard Dawkins, até então um dos mais enfáticos odiadores profissionais do cristianismo, percebeu e reconheceu publicamente que há uma bolha protetiva em relação ao Islã, e que o cristianismo oferece, civilizacionalmente, um contexto cultural superior.

Tal reconhecimento é constante por parte dos cristãos, que nem conseguem expressar sua incredulidade quando acusados de fundamentalismo num mundo que protege enfaticamente a opressiva cultura islâmica. Ademais, a beleza da ironia é perceber que essa verdade foi assumida e está sendo defendida pelo maior dos detratores do cristianismo.

Richard Dawkins agora percebe que fez fortuna batendo num inimigo que nunca o confrontou num campo que não o das ideias e o dá fé, que mesmo não tendo validade como análise científica, não se compara com ações tais quais o boicote e a ameaça. O cristianismo é um pilar civilizacional incomparável, tendo legado ao Ocidente todos os principais valores que nos protegem da barbárie.

As religiões não são todas iguais. Os religiosos não são todos iguais.

Só o cristianismo pode salvar o ocidente.

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

 

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2 comentários em ““Por que podemos criticar o cristianismo, mas não o Islã?”, quer saber Richard Dawkins”

  1. Eu já tinha observado isso aqui no Brasil tanto nos meios acadêmicos mas especialmente nos programas de humor. Programas como o Zorra Total, da Rede Globo, já fizeram inúmeras ofensas transvestidas de “humor” em relação às religiões judaica e cristã. Personagens Bíblicos como Moises, o próprio Jesus e também líderes como o Papa, pastores evangélicos e os próprios evangélicos comuns em seus cultos, apresentados como tolos e fanáticos já foram alvo de zombaria vazia mas ofensiva. Agora pergunto: e quanto a Maomé, os fanáticos do estado islâmico e os muçulmanos comuns? Ninguém ousa contar sequer uma piadinha sobre eles.

    • Pois é, André, essa prática se disseminou muito a partir do sucesso obtido pelo Porta dos Fundos na internet, que fazia isso – e ainda faz – com insistente constância.
      Recomendo que você leia um artigo nosso aqui do site chamado O Natal e as Piadas sobre Jesus, que fala justamente sobre isso. Grande abraço.

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