Contra o Aborto

Todas as sociedades, independentemente do seu regime político, são governadas essencialmente por princípios.  É a partir dos princípios vigentes que os partidos políticos montam seus programas, seja para reforçar aquilo que é aceito pela a maioria da população, seja no intuito de alterar a percepção que as pessoas têm a respeito de alguma questão.

A democracia é um principio caro à Civilização Ocidental, onde o próprio termo – civilização –  é carregado de princípios éticos e morais.  O regime democrático e seu arcabouço de direitos que vai desde liberdade de expressão à participação política de diferentes e dispares grupos sociais, é, na aguda definição de Churchill, o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela. Entendo que Churchill quis expressar a idéia de que a democracia por si só, não torna o homem melhor e por conseqüente, uma sociedade melhor.

Portanto, aquilo que diferencia a Civilização Ocidental das demais culturas está no fato de que os princípios morais e éticos que moldaram o Ocidente têm por base os princípios éticos e morais do cristianismo.  Em suma, os sistemas políticos e o Estado não criaram nada ética e moralmente superior à Igreja.

Nesse sentido, por mais que se fale a Verdade, alguns grupos políticos teimam em negá-la com o declarado objetivo de alcançarem algum bem imediato. Aqui, entendo por “bem imediato” sensações de prazer, conforto, bem-estar material, etc. Na sua sanha em alcançar tais objetivos, esses grupos políticos estão nos levando cada vez mais para um cada vez mais danoso materialismo, a saber, uma sociedade sem Deus.

Já abordei esse caráter no meu texto: Para alguns, o único deus é o Estado. Hoje, faço tais ponderações porque na última terça, foi realizado na Comissão de Direitos Humanos do Senado um debate, cuja pauta é a legalização do aborto até a 12 semana de gestação. Logicamente, por se tratar de um debate, foram ouvidas vozes favoráveis e contrárias a tese. Não vou me ater a números, mas, sinto-me no dever de reproduzir algumas falas. A titulo de ilustração, escolhi duas.

“Tudo que a gente quer é que as mulheres sejam recebidas no nosso serviço e que ninguém coloque o dedo no nariz dela para dizer o que deve ou não fazer. Vivemos num país laico e é sua consciência esclarecida que vai lhe dar um norte”. Essa declaração é surpreendente porque veio de Rosângela Talib. E a qual grupo Rosângela pertence? Ao Movimento Católicas pelo Direito de Decidir. Ou seja, Católicas pelo Direito de Decidir se obedecem a Deus ou à vontade imediata do individuo. Rosângela e suas amigas de grupo já decidiram a quem obedecer.

“A sociedade deve despir- se das questões religiosas, das disputas ideológicas, da guerra dos números e estatísticas e lançar um olhar mais humanitário para a questão do aborto”. senadora Regina Sousa (PT-PI).

Eis outro exemplo do quão fascista é a esquerda. Na visão da nobre senadora, “lançar um olhar mais humanitário” resulta no Estado legislar quem deve viver e morrer. Ao permitir que alguém tire a vida de outrem, significa em última instância que é o Estado quem terá poder sobre a vida e a morte de um ser humano inocente e indefeso. Ainda, para a senadora, a sociedade deve despir-se também de ideologias, desde é claro, que a ideologia da senadora seja aceita. Muito interessante, hein!?

Diante de toda essa discussão, de que lado está o governo Dilma? De que lado está a oposição?

O governo Dilma já se posicionou favorável ao abordo. Segundo a representante do Ministério da Saúde, Maria Esther Vilela, “a assistência aos direitos reprodutivos inclui a obrigação da oferta de serviços públicos de orientação e de amplo leque de métodos contraceptivos”. Trata-se de uma declaração nitidamente favorável ao aborto.

Quanto a oposição, não sabemos se houve algum aparte no debate. O que sabemos é que poucos parlamentares da oposição fazem parte da Comissão. Até o momento, o bloco PSDB – DEM indicaram apenas dois senadores. Há seis outras cadeiras vagas. O União e Força, composto pelos partidos PTB, PSC, PR, PRB já indicaram três representantes, restando uma vaga. Nesse grupo, está o senador Magno Malta e por isso, creio que seja contrário a legalização. O Partido dos Trabalhadores já indicou sete representantes, restando uma vaga em aberto.

Pelo perfil de momento da Comissão, há o risco de que a tese da legalização avance, pois, a maioria dos partidos de esquerda já indicou seus representantes. Embora o PSDB seja alinhado a teses “progressistas” deve-se supor que se posicionarão contra. O problema é que estão participando dos debates com apenas dois senadores. Isso mostra o quanto que o Direito a Vida e o desejo da maioria da população brasileira são caros aos políticos.

Somos conservadores também porque acreditamos que a VIDA em qualquer estágio, deve ser conservada. A vida é preciosa demais para ser regulada pelo Estado.

Por Jakson Miranda

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