Como, no futuro, explicar a reeleição de Dilma Rousseff aos seus filhos

Ainda é cedo para saber se Dilma será impichada ou não. Mesmo que não chegue a 2018, para todos os efeitos, seu nome estará grafado na história.

E um dia nossos filhos e netos perguntarão se o que os livros de história dizem sobre ela é verdade, e teremos que confirmar, não sem antes explicar rápido que não votamos nela. (e podem ter certeza, eleitores assumidos de Dilma rarearão rápido).

Com a tecnologia bem mais evoluída, teremos que explicar que havia uma urna eletrônica que era inauditável, segundo o partido que tentou auditá-la depois da eleição, e que em seguida, Dilma e seu partido tentaram vetar a lei que permitiria que os votos fossem impressos, facilitando uma conferência.

Se o Brasil do futuro não suportar mais tantas excrescências, imagine-se tentando explicar que a eleição da urna inauditável foi comandada e organizada por um ex-advogado do partido da candidata Dilma, tornado ministro da mais alta Corte de justiça do país e presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Pigarreie sem graça antes de revelar que o sujeito alçou-se tão rapidamente, mesmo ser ter passado num concurso para juiz, e que isso não foi entrave à sua ascensão, ainda que seu cargo na alta Corte exigisse como prerrogativa o notório saber jurídico, algo que ele nunca conseguiu provar…

Respire fundo para explicar que em alguns Estados a eleição estendeu-se por duas horas além dos outros, em virtude de questões fuso-horárias e que, neste período, não houve divulgação das apurações.

Para resguardar a honra de sua nostalgia, suprima a informação de que, nessas duas horas, só quem teve acesso aos dados foram o ex-advogado do PT tornado ministro, e os homens sob suas ordens.

Se seu filho questionar, explique que, realmente, votações são secretas, mas apurações não, ainda mais em urnas inauditáveis…

Mas que em 2014, assim se fez.

Não conte que foram encontradas urnas e relatórios de mesários jogados em ruas e no lixo. Será informação demais.

Pergunte então se ele não quer estudar um pouquinho de matemática. Ou outro idioma, afinal, para ir embora daqui, um bom inglês é essencial!

Se ele quiser continuar na aula de História, arrume uma desculpa, fuja da raia, e vá pernoitar.

Deixe o financiamento da campanha eleitoral com dinheiro do petrolão e o uso dos correios e da máquina pública para o dia seguinte.

 

Por Renan Alves da Cruz 

 

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