Como melhorar a educação brasileira II – Precisamos de ideias mirabolantes?

Este artigo é a segunda publicação da série: Como Melhorar a educação brasileira. Se você perdeu o primeiro artigo, é só clicar AQUI.

Hoje aprofundaremos o primeiro dos erros cometidos na avaliação da educação brasileira, conforme disposto no artigo anterior.

A saber: a ideia de que precisamos de inovações mirabolantes para consertar as falhas do sistema.

Precisamos de inovações mirabolantes?

Pelo contrário. Grande parte dos problemas enfrentados nas salas de aulas brasileiras advém da aplicação de inovações ideológicas, travestidas de pedagógicas, que redundaram em fracasso.

Os autoproclamados pensadores da educação ideologizaram todo o processo estudantil, impedindo uma clara dissociação entre inovações tecnológicas – que são benvindas e necessárias – e inovações pedagógicas, que, num contexto em que Paulo Freire reina messiânico (grave problema que abordaremos adiante), são sempre calcadas em preceitos oriundos de premissas fajutas do pensamento esquerdista.

Dois problemas graves nas salas de aula brasileiras, que não se resolveriam com inovações, mas com a retomada de conceitos e valores escanteados, são, por exemplo, a desvalorização do professor ante o alunado, ideologicamente fundamentada na pregação de “horizontalidade” entre professor e aluno, e o abandono da meritocracia enquanto método avaliativo.

A horizontalidade advoga que o professor não pode ser colocado em posição diferente da dos seus alunos. Deve, ao contrário, estar nivelado no mesmo patamar, na mesma linha horizontal.

A aplicação deste conceito aplaudido como inovador e progressista cassou do professor a condição legítima de autoridade dentro da sala de aula. Desautorizado, o professor da escola pública passou a ser humilhado e desvalorizado, se tornando a maior vítima de um ideal fadado ao fracasso desde o princípio e, mesmo assim, ainda hoje, defendido por muitos.

Sinto grande compaixão dos colegas professores que são humilhados dentro de sua sala de aula, mas este sentimento não se estende aos que defendem esta visão turva, que fomenta a crise de autoridade que grassa todas as áreas do país.

Um professor que não entende os efeitos colaterais da defesa de que perca sua condição de autoridade dentro da sala é corresponsável pelos atos de barbárie que muitos colegas estão sofrendo.

O professor deve ser a autoridade máxima e plena dentro da classe. Se abusar desta autoridade, que seja suspenso. Se reincidir, que seja exonerado.

Isto precisa ser frisado: Defender que o professor exerça autoridade na sala não significa ser leniente com excessos.

A posição ideal é a do professor como transmissor do saber dentro da sala, sendo tratado como tal, investido de liberdade plena para exigir e impor ordem e disciplina.

E isto, claro, não absolve o professor de prostrar-se condignamente em sua posição. Ensinar não é doutrinar e, infelizmente, a docência está infestada de professores vagabundos, que não ensinam utilidade alguma, mas são doutrinadores experimentados, fabricados em série nas universidades por ideólogos marxistas.

Este é um grave problema, que também abordaremos no futuro. Entrementes, a existência de maus professores não elimina a urgência da reavaliação da autoridade conferida ao professorado.

Isto, como podem ver, não é uma inovação, mas uma retomada de um valor fundamental que possuíamos, e que se perdeu devido à nova pedagogia progressista.

No próximo artigo, falarei sobre o segundo problema grave que enfrentamos e que não se resolveria com uma grande inovação, mas sim com uma retomada: a questão da ausência de meritocracia dentro de nossas escolas hoje.

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Até a próxima!

Por Renan Alves da Cruz 

 

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