Como melhorar a educação brasileira (parte 1)

Fui professor de História da rede pública de ensino durante cinco anos. Neste período, presenciei de camarote a somatória de elementos que conspiram para que a educação brasileira não funcione e tenha tendência de piora a médio prazo.

Fiquei chocado com o que vi. E estou convicto de que, mesmo que você tenha a pior das impressões a respeito de como as coisas funcionam, não tem realmente ideia de quão fundo é o abismo.

Pretendo produzir e publicar aqui no Voltemos à Direita a série “Como Melhorar a Educação Brasileira”, elencando fatos, situações e minhas conclusões neste período como professor. Posteriormente pretendo compilar estas reflexões num livro sobre o tema, contando experiências vividas e, principalmente, oferecendo soluções a cada uma das muralhas que impedem a educação pública brasileira de decolar.

Não espere, portanto, profundas análises bibliográficas e passeios por teoria. Opinarei a partir do que vivenciei na prática.

Espero que você permaneça nessa jornada até o fim, acompanhando este e os artigos subsequentes.

 

Sempre que converso com alguém sobre a situação do nosso sistema público de ensino, ouço sugestões de melhorias que partem de pressupostos equivocados sobre a situação atual. Considero que derrubar estes chavões se impõe como uma necessidade primaz.

Os principais erros que cometemos na avaliação da educação pública brasileira são:

  • A ideia de que precisamos de inovações mirabolantes:

  • A premissa de que os problemas são tão graves que se tornaram insolúveis;

  • A crença de que a pedagogia de Paulo Freire é benéfica.

 

Item 1 –  Precisamos de inovações mirabolantes?

Não.  Chega de ideias pedagógicas pretensamente inovadoras e revolucionárias. Na verdade, precisamos de um retorno. A pedagogia progressista do Séc. XX já trouxe as “inovações” e “revoluções”. A ideia do “protagonismo” do aluno cassou do professor a prerrogativa de ser a fonte de transmissão do saber. A ideologização tirou do conteúdo a primazia que este deveria ter. Inovações agora, só em termos tecnológicos e metodológicos.

Item 2 – Os problemas são insolúveis?

Não. São profundos, mas não insanáveis. Exigem uma ação integrada e corajosa de governos, professores e sociedade. Precisamos, antes de tudo, destruir o corporativismo numa categoria de sindicatos tradicionalmente fortes, o que será uma tarefa hercúlea.

Difícil sim, mas não impossível.

Item 3 – Paulo Freire

O velho PF é o cerne do problema todo. A corrente que sustenta todos os elos falenciais. Paulo Freire tem de ser desacreditado e extirpado, e isto começa fora das salas de aula do ensino público. Começa na formação dos professores.

Nossos problemas derivam de uma confluência de incompetências, improbidades e inabilidades, que perpassam todos os que, direta ou indiretamente, compõe o todo. Professores, sindicatos, universidades, diretores, governantes, pais e alunos oferecem seu contributo para a falência do sistema.

No próximo artigo, começaremos a aprofundar a análise destes temas, abordando cada um deles com apuro, para esclarecer o nível de responsabilidade de cada um dos elos desta corrente:

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Por Renan Alves da Cruz

 

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4 comentários em “Como melhorar a educação brasileira (parte 1)”

  1. Parabens pelo artigo! Realmente muitas das mazelas da escola publica tem origem nas teorias progressistas da educaçao de Paulo Freire. Ha tambem um famigerado apelo a ideologias marxistas na formaçao dos professores, que tem levado a doutrinaçao libertaria-comunista às escolas.

  2. Boa noite, sou cristã, estudante de pedagogia numa instituição particular e realmente a ideologia marxista está impregnada. Eu brinco que faço pedagogia mas vou sair de lá uma socióloga, mas de certa forma tenho apreciado um pouco da questão da aprendizagem significativa, de problematizar o contexto social em sala de aula desde que se alinhe ao conteúdo programático planejado. Ao pensamento crítico, são abordagens relevantes que surgiram com o PF. De fato eu fui educada na pedagogia tradicional, onde os professores elaboravam respostas prontas e tínhamos que reproduzir as questões, enfim. Seria possível conciliar esses aspectos bons, no meu ponto de vista, e trazer um equilíbrio com a valorização do professor e dos conteúdos de aprendizagem? Seria possível pegar o melhor dos dois lados e promover uma educação social, equilibrada, rica em formação intelectual onde possamos formar indivíduos que saibam refletir a partir de do contexto social mas que sejam independentes de ideologias partidárias? No meu mínimo entendimento, o grande problema de PF é que ele usa sua teoria como instrumento de formação ideológica, e se pudéssemos separar o método da ideologia e filtrar? Pode ser um pouco de utopia, romantismo talvez, mas não acredito que tenhamos que retroceder, mas sim avançar, nossa sociedade hoje não é mesma de 30 anos atrás, precisamos encontrar um caminho para instrumentar de forma eficiente e interessante a educação desta geração. Enfim, grata pelo artigo.

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