Como melhorar a educação brasileira – Parte IV: Ainda a meritocracia…

Prosseguindo em nossa série sobre a educação brasileira, retomamos o tema da meritocracia, iniciado AQUI.

No artigo anterior, escrevi o seguinte:

O aluno pobre aprende dentro da própria escola que sua condição justifica maus resultados.

Este tipo de atuação “pedagógica”, que, na verdade, transcende a utilidade do ambiente escolar para exercer militância ideológica, frauda e solapa as possibilidades de desenvolvimento e ascensão de inúmeros jovens brasileiros, que, sob orientação de professores militantes, são incitados a exigir compensações advindas daquele detestável ente abstrato: o sistema.

É preciso combater com todas as nossas forças o modelo pedagógico Paulo-Freiriano, para que os professores compreendam que devem ir além de discursos politiqueiros e, efetivamente, cobrarem resultados de suas turmas.

Devem se comprometer a ensinar com empenho, reconhecendo as dificuldades e inclinações de cada um, sem, no entanto, transformar discursos de vitimismo social em muletas.

Deveria ser obrigação do professor esclarecer que bons resultados geram recompensas. Este conceito precisa voltar à escola, substituindo o que temos hoje, no caso, professores que ensinam alunos pobres que melhorar de vida não depende deles, mas sim da sociedade que tem de lhes pagar pelo malgrado.

Logo, na grande maioria dos casos, é sepultada a grande oportunidade que estes jovens têm de entender o quanto ter uma vida melhor passa pelos nossos próprios esforços e que, embora vivamos sim numa conjuntura desiludida, é possível ascender e empreender.

O ciclo iniciado aí vai desaguar na violência urbana.

A esquerda alega que o jovem migra para a criminalidade quando o “sistema” lhe ostenta coisas que ele não pode ter.

Contudo, isto ocorre porque dentro da escola eles foram ensinados a achar que o mundo lhes deve aquilo, porque são credores de uma dívida histórica, e que quando partem para o crime estão roubando dos outros o que deveria lhes ser de direito!

Por isso, a criminalidade, diferente do que dizem sociólogos às pencas, não é resultado direto de ausência de educação, muitas vezes é resultado do excesso da doutrinatória educação esquerdista brasileira, que planta na cabeça dos jovens suas sementes nefastas por décadas a fio.

A equação é simples: Quando aprendem que não precisam de notas para passar de ano, muitos internalizam o conceito, e acham que não precisam trabalhar para obter o resultado ansiado.

O conservador que opina sobre educação geralmente é acusado de defender arcaísmos. Muitos argumentam contra a reprovação e contra a “rotulação”, através de notas. Ninguém mais pode ficar triste, ninguém pode se sentir inferiorizado.

Por isso, muitas escolas hoje em dia, em seus campeonatos esportivos, dão medalhas a todos os participantes; e a mediocridade é premiada, como escrevi neste artigo.

Não defendemos uma escola arcaica, reduzida a metodologias de cinquenta anos atrás. Pelo contrário, apoio o uso de novas tecnologias em aula, e creio que elas, bem usadas, com certeza mais ajudam do que atrapalham. Há infográficos maravilhosos na internet, que servem para esclarecer um sem número de assuntos.

Assim, advogar uma retomada, não significa reduzir uma aula a uma combinação estanque de giz e lousa, mas sim deplorar a mistura de baile funk e sarau de emaconhados que tomou conta do ambiente estudantil brasileiro.

A meritocracia não implica em inflar os bons e desprezar os ruins. É construir no bom aluno o senso de orgulho de sua conquista, incentivá-lo a se tornar um agente de auxílio aos outros colegas com maiores dificuldades, criando nestes um objetivo, um norte atingível, que os estimule a melhorar cada vez mais, ansiando também pela sua recompensa, adquirida e conquistada por seu mérito.

A pedagogia em voga no Brasil deplora a meritocracia. Tudo o que defendo aqui é o oposto do que está sendo ministrado nas universidades brasileiras por e para pedagogos.

Entretanto, o método utilizado hoje em dia é o deles, não o meu.

Método que, creio que ninguém duvida, não está funcionando.

Por Renan Alves

 

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