Como anda a greve dos petroleiros? Deu com os burros n’ água

(Texto publicado em 01/12/2019)

Alguém, logicamente preocupado com o caos do desabastecimento, pode perguntar: como anda a greve dos petroleiros? A resposta não poderia ser mais tranquilizante, deu com os burros n’ água.

Entenda o caso:

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou nesta sexta-feira que a categoria entrará em greve de cinco dias na próxima segunda-feira, alegando que a Petrobras está descumprindo termos do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) assinado em 4 de novembro.

Segundo comunicado da FUP, a greve terá início no primeiro minuto do dia 25 e vai se estender até o final de 29 de novembro. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas ao longo das últimas semanas.

Para a FUP, o programa de venda de ativos da atual gestão da empresa está afetando a categoria.

Fica claro que a greve dos petroleiros tem razões políticas e não é difícil constatar isso! A tal da FUP, ou, Federação Única dos Petroleiros, é ligada à CUT, ou seja, é ligada ao PT e tentou fomentar uma greve para fortalecer certa oposição ao governo Bolsonaro.

Greve dos Petroleiros e caminhoneiros

Como já demonstramos em nosso Podcast (AQUI), uma greve dos caminhoneiros é tudo o que o PT quer, e a dos petroleiros, caso prosperasse, seria a chama acessa para isso. Ocorre que no espectro político, petroleiros e caminhoneiros estão em lados opostos.

As duas categorias – caminhoneiros e petroleiros – estiveram reunidas na greve de 2018, que contribuiu para a demissão do então presidente da Petrobrás, Pedro Parente, e levou o governo a subsidiar o preço do óleo diesel até o fim daquele ano. Mas, nas eleições presidenciais, elas ocuparam posições políticas opostas: a maioria dos caminhoneiros apoiou o presidente Jair Bolsonaro, e os petroleiros, partidos de esquerda, principalmente o PT

Enfim, a greve dos petroleiros hoje, deu com os burros n’ água. E a razão não poderia ser outra. A tal da greve nada mais era do que um pretexto para promover badernas em favor do PT.

Para finalizar, vale o registro.

O ministro do TST, Ives Gandra Martins Filho, decidiu multar os grevistas em 2 milhões de reais por dia em caso de descumprimento da decisão. RE-SUL- TA-DO?

A Federação Única dos Petroleiros e nove sindicatos associados terão de pagar multa total de R$ 32 milhões por terem promovido uma greve considerada “abusiva” pelo Tribunal Superior do Trabalho.

Como o valor não foi encontrado nas contas das associações, o ministro Ives Gandra, do TST, mandou a Petrobras reter os repasses que faz às entidades até atingir os R$ 26,2 milhões que faltam para quitar as multas.

Nada mais justo! Só sentindo no próprio bolso que essa gente irá deixar de usar os trabalhadores como massa de manobra para beneficiar politicamente, condenado solto pelo STF.

Por Jakson Miranda

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